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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Programa, precisa-se

Muito mais do que encontrar um rosto para o futuro presidente do conselho directivo, afigura-se-me importante ter um Programa. O futuro presidente deve ser o intérprete de um programa, não é o programa. A dança dos presidenciáveis e o coro de figurões a sugerir nomes é uma coisa totalmente patética e não revela ideias, apenas mostra gente pequenina que quer pôr-se em bicos de pés. Mas, o problema é que de tanto massacrar, alguns destes nomes acabam por "gerar" consensos.
Repito: o que devemos exigir é um Programa claro. Façam como quiserem, sentem-se a uma secretária e escrevam um programa de raiz, guiados pela vossa competência ou intuição, e submetam-no à discussão e ao escrutínio dos Sportinguistas, ou criem movimentos de reflexão cujas ideias sejam depois vertidas num programa de consenso, façam, repito, como quiserem. Façam-no assim ou de outra forma qualquer. Façam-no rapidamente. Mas, façam-no começando a casa pelas fundações, não pelo telhado!
Sabem o que tem ditado a permanência da "linhagem" roquetista no poder? É que eles têm um programa. Mudam as caras (e muitas têm sido elas!), mudam as figuras de proa e os subalternos (muitas vezes mudam de proas para subalternos e vice-versa), mas o programa permanece. O essencial tem estado sempre, sempre defendido. O que devemos encontrar depois destes 15 anos de trevas no Sporting é um programa no qual a generalidade dos Sportinguistas se reveja e que, independentemente das caras, seja aplicado. Um programa que reflicta os valores, os anseios e as críticas dos Sportinguistas, um programa que reflicta os estatutos do Clube, um programa que mobilize os Leões e que ponha cobro a este período sinistro.
Se um novo programa, sólido e competente, não surgir, teremos mais do mesmo.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

É assim a "Linhagem"

Vinha hoje no carro e, desgraçadamente, ouço uma entrevista de um tal Paulo Abreu, alegado vice-presidente da AG do Sporting C. P.. A minha vontade, se estivesse ao pé dele —confesso-o aqui aos leitorzinhos da Roulote— era esfregar uma bosta na cara deste aborto. Depois, pensei melhor e concluí que seria errado responder à criatura usando o mesmo tom que ele usou para connosco, Sportinguistas educados e amantes dos bons princípios, como somos. De resto, ele nem vale o preço de uma bosta, portanto vou comentar aqui a conversa dele, tentando não o insultar como ele fez connosco.
Ó Paulo Abreu, você está totalmente equivocado homem! Quem tem culpa do estado a que o Clube chegou são os frequentadores da tribuna e da área VIP do estádio de Alvalade. Não é a malta que se senta nas bancadas e paga os lugares, as game boxes, etc, etc, 'tá a topar? Eles não têm qualquer responsabilidade operacional e executiva nos destinos deste Sporting.
Quem assina os cheques, quem determina as políticas, quem diz barbaridades sem fim perante câmaras e microfones e quem tem comandado os destinos do Sporting de forma totalmente incompetente (até no lidar com a ralé Sportinguista!), predadora e oportunista é a gente como você a quem, infelizmente, dão tempo de antena por razões que a razão desconhece. A malta da bancada, a malta dos núcleos, a malta das roulotes, a malta da sandes de coirato e da imperial, não risca. Quando muito vai exprimindo os estados de alma em coisas como aqui a Roulote... Mas, por isso, por não riscar e por sentir, justamente, que não risca a ponta de um corno, é que à malta acaba por vezes por saltar a tampa, percebe?
Os seus comentários constituem, pois, simplesmente um nojo!
A democracia, para si será, de facto, uma chatice, os sócios serão uns bárbaros, uns sans-coulottes, um obstáculo e o Sporting passava bem sem estas coisas de AG's, eleições, etc. Mas, olhe lá, se vocês não fossem uns pelintras, tesos armados ao pingarelho, mas com muita conversa, e conversa folclórica (para parafrasear o eng. Belmiro de Azevedo falando hoje da campanha presidencial) talvez alguém da "linhagem" já se tivesse chegado à frente e comprado o Clube, acabando-se assim com este tormento que é o Sporting ser constituído por... Sportinguistas!
Imagino que seria giro, sei lá!, ter o estádio de Alvalade todo para a malta da tribuna e da zona VIP, um Sporting transformado numa espécie de Holmes Place gigante, com a Academia a formar "personal trainers" para os benzócas todos. Mas, para isso é preciso ter massa e chegar-se à frente.
Agora, ó Paulo Abreu, parece-me pouco razoável querer um Private Sporting, pago pelos desnorteados, patetas e libertinos dos sócios e depois vir chamar-lhes nomes...