sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Com Certeza

que o TC declarou as escutas nos apito dourado inconstitucionais.
Só é pena nesta merda de país não haver um tribunal desportivo e uma justiça competente, que não faça escutas inconstitucionais!
Agora vão ter de meter o rabo entre as pernas ou então dizer que as condenações tinham por base outras provas sólidas e arrasadoras como a leitura de pensamentos por telepatia ou as declarações do professor karamba sobre o que realmente era verídico.
Andamos nós a pagar para esta cambada de falhados.
O que vai ser mais ridículo nesta situação, e espero que todo o mundo civilizado (incluindo a sicília) goze com portugal e com os portugueses, é que ainda ninguém disse que a corrupção que se ouvi nas escutas não aconteceu, mas como somos mesmo um país onde é tudo bons rapazes...

Outras sínteses

Entrevista de Frederico Abreu do Leão de Verdade ao RCP no dia 22 de Janeiro. Uma boa síntese do que vai acontecendo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O carteiro toca sempre duas vezes

O Record é um jornal que, já se sabe, transformou a profissão de jornalista em carteiro. Como agora parece que há sobrecarga de trabalho, o Record decidiu recorrer a carteiros além-quadro. E então vá de dar a voz a um jovem carteiro que se diz, nada mais nada menos que "um dos principais impulsionadores" do Congresso.
Não consigo perceber se este jovem carteiro, que agora toca à porta dizendo que "o Sporting é um clube de sócios" e que considera que "eles são o recurso mais valioso do clube e deram inúmeras provas disso ao longo da sua história", é o mesmo que terá tocado uma primeira vez aqui há uns meses, para, cumprido sabe-se lá que destino, verberar os sócios do Sporting e afirmar que a salvação do Clube passava pelo aparecimento de um Abramovitch.
Da primeira vez ameaçou os sócios que dele discordavam de porrada. Agora que mudou de ideias resta recomendar aos que continuarem a defender a solução Abramovitch que se ponham a pau...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Já vos disse que adoro estes gajos? #3


Mesmo depois de pendurar as botas o capitão Manuel Fernandes não deixa de prestar serviços inestimáveis ao Sporting. Há um bocado no programa "Resultado Final" da Sport TV para além do deslumbramento de ver dois dos melhores avançados de sempre da história do clube juntos na mesma mesa a falarem com paixão e amor da camisola verde-e-branca fica para a história a sessão de graxa a que Manuel Fernandes sujeitou Liedson. Depois do que ali se passou não há maneira de o Liedson não renovar por cinco épocas e se tornar o segundo melhor marcador de sempre da história do Sporting. O Manuel Fernandes não perdeu uma única oportunidade de elogiar Liedson. De o fazer entender o que é o Sporting (não que fosse preciso). Da manifestar a vontade que tem em que Liedson o ultrapasse na lista de melhores marcadores da história do clube. De rearfirmar a importância de coisas para além do dinheiro. Comparou Liedson com Káka e Messi, referindo que estes também não abandonaram os clubes onde se encontram a troco de propostas milionárias. O que poderia ter-se transformado num momento constrangedor, como uma tentativa de engate onde um gajo não recebe troco nenhum, tornou-se num tocante momento de sportinguismo. O Liedson disse mais do que uma vez que por ele ficava. Por nós também. E já agora dêem a braçadeira ao homem.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Blog da Bola

Alguém explica o que se passa com o Blog da Bola?

Questão de paciência...

Haverá algum fio condutor entre as acusações de Dias da Cunha a FIlipe Soares Franco e João Rocha a José Roquette? Este último vai voltar aos tribunais segundo noticiou o CM ontem. Porque fez João Rocha estas acusações a Roquette? Não nos move a curiosidade de saber se, de facto, Roquette achou que a operação de "tomada" do Sporting era tão simples como o terá sido a do Totta. O que nos desperta grande expectativa é saber como é que o Sporting pode ser julgado como uma instituição "facilmente tomável"? O que é "tomar" o Sporting?!
Quanto ao diferendo entre Dias da Cunha e Soares Franco, aguardamos pacientemente a possibilidade de conhecer as razões das acusações graves que o antigo Presidente do Sporting faz ao actual...
Até agora sentimos a falta de uma explicação por parte de Soares Franco. Dizer que Dias da Cunha o insultou quando o classificou de aldrabão não chega... Dizer que não responde a insultos pode parecer bonito no ecrã, mas na prática é curto. É preciso mais. A classificação é por demais grave e a matéria em causa por demais séria para isto se ficar por um simples diferendo entre cavalheiros, tratada com mais ou menos punhos de renda e com troca de floreados sem sentido na comunicação social. Trata-se um ex-dirigente e de um actual dirigente do Sporting Clube de Portugal, com responsabilidades públicas e de dois sujeitos imputáveis. As suas palavras não são só uma troca de galhardetes individuais. Têm peso institucional. Por isso têm de explicar toda esta história!
O silêncio faz deixar correr a dúvida e suscita todo o tipo de legítimas especulações. O que está em causa não é matéria de opinião. É matéria de facto!
Quer eles queiram, quer não, há um julgamento também aqui a fazer.
Os Sportinguistas vão aguardando. Com paciência. Os 6000 que foram ver o jogo com o Paços ainda aguardaram lá dentro. Mas a esmagadora maioria aguarda cá fora.
Não há manobras de diversão que nos desviem a atenção... Não se safam nem com "Vítores Pereiras", nem mesmo com vitória no Campeonato!!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Um receio legítimo

Consta para aí que a Controlinveste, liderada por Joaquim de Oliveira, vai despedir 122 trabalhadores de empresas do grupo, ligadas, nomeadamente, à área da comunicação social. O PCP e o BE vão chamar Oliveira ao Parlamento para explicar estas decisões.
A nós, sportinguistas, resta-nos desejar que as medidas projectadas não coloquem em perigo a objectividade e a imparcialidade que as publicações do grupo Controlinveste sempre usaram no tratamento das questões relativas à vida do Sporting, à defesa do seu projecto e ao apoio demonstrado aos seus queridos dirigentes, que Deus os preserve...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Maior Goleador Estrangeiro

Com esta situação actual o que irá acontecer quando Liedson se tornar cidadão nacional?

Será que irá perder o título de maior marcador estrangeiro?
Fica com um ranking de estrangeiro e outro a começar do zero como nacional?
Fica a contar para os dois?
É uma dúvida que me assola.
p.s.: O porto vem de novo a Alvalade. Bem diz o povo que não há duas sem três,; ou será que há terceira é de vez?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Onde está o Wally?

Diversas têm sido as vozes críticas em relação à possibilidade de uma candidatura à organização do campeonato do mundo de futebol em 2 018. De um modo geral, acho as críticas totalmente justas.
O professor Carlos Fiolhais fez no Público uma breve análise sobre o estado em que se encontra a maior parte dos estádios construídos para o Euro2004 (faltou falar do espantoso caso de Aveiro...). 615 espectadores (seiscentos e quinze, não é gralha!) assistiram ao jogo Académica-Nacional para a Taça da Liga, num estádio que leva 30 000, o Municipal de Coimbra. Em Leiria, o Marrazes conseguiu colocar 1 610 espectadores no Estádio Municipal (também com capacidade para 30 000 lugares), mais do dobro dos espectadores que a União teve em dois jogos para a Liga de Honra (660 espectadores). 
Com os estádios às moscas, com a falta de espectadores, com a retracção económica e a consequente falta de receitas, aumentam os problemas dos clubes, nomeadamente, o incumprimento das suas obrigações. Com a diminuição de espectadores o espetáculo deteriora-se ainda mais, logo os poucos espectadores com vontade de ir à bola, afastam-se e o ciclo infernal continua até se chegar provavelmente a uma situação de jogos de porta aberta que vão parecer à porta fechada...
Os únicos clubes que, aparentemente, se estão a safar são os chamados "grandes", que em todo o caso, segundo se soube há pouco, estão todos em falência técnica.
Com este panorama, antes de tratar do interior da casa, os responsáveis pelo futebol português, demonstrando não ter qualquer resto de vergonha na cara, sonham já com mais uma gloriosa epopeia de organização, em co-produção com Espanha, de um Campeonato Mundial, numa situação de total subalternidade perante os hermanos. Hoje mesmo há uma reunião entre as federações portuguesa e espanhola para discutir o assunto.
A solução da nossa crise parece ser a fuga para a frente. 

A propósito, ontem em Alvalade, para além dos golos do Liedson, parece que tivemos um novo recorde: 6 461 espectadores, a mais baixa assistência desde que o estádio foi construído...  Apenas um pouco mais de quatro vezes o número de espectadores que o Marrazes teve no Municipal de Leiria...
Em Portugal o Wally foi-se. Mas, onde raio é que se meteu o Wally? Quem é que o fez desaparecer?! E quem é que se preocupa com isso?
Vamos lá mas é organizar mais um campeonato mundial de futebol, caraças!!

domingo, 18 de janeiro de 2009

Mercado de inverno (2): afinal Abramovitch ainda pode vir

O milionário classifica de "delirante" a notícia posta a circular o Sunday Times (cf. postagem anterior) de que pretende trespassar o Chelsea. Abramovitch ameaça agora processar o jornal... 
Ainda há esperança sportinguistas!!!

Mercado de inverno: Abramovitch já não é alternativa

Ao que parece Abramovitch decidiu vender o Chelsea e está a negociar com um grupo árabe. A notícia é do Sunday Times e está aqui. O facto de ter perdido cerca de 3 mil milhões de libras (numa estimativa conservadora, segundo o jornal) nos últimos tempos estará na origem desta decisão.
Está na hora daqueles que não se "importavam" que viesse um Abramovitch para o Sporting rectificarem as suas declarações e sugerirem rapidamente um novo candidato a "dono" do Sporting... 

A primeira nota de Boloni

Como é do conhecimento geral, o novo milénio trouxe-nos até agora Três Grandes Enigmas que inquieta(ra)m a Humanidade (e pode, o leitor, abusivamente incluir aqui os lampiões). Um deles - o que Pinto da Costa tinha no cofre do seu gabinete antes da PJ lá chegar e dele se ter pisgado para Espanha - nunca se soube e dificilmente se saberá. O outro Enigma – se será Messi ou Cristiano Ronaldo a ficar na história como o melhor jogador de todos os tempos a seguir a Ele – só o saberemos nos próximos dez anos. Mas há um Grande Enigma que já foi desvendado. Falo obviamente do bloco de notas do Boloni!
Na semana em que o nosso último treinador campeão nos visitou e em que um dos seus pupilos se sagrou o Melhor do Mundo pela FIFA, vale a pena recordar o homem... e o seu Bloco:

«O primeiro jogo realizado durante o estágio deixo-me preocupado. (…). As minhas notas eram… negativas:
Tiago: não me convenceu nos treinos nem no jogo.

César Prates: sabe jogar, é rápido, tem cultura de defesa mas é demasiado permeável.
Phil Babb: tecnicamente não é um génio.
Rui Jorge: por enquano nada de especial.
Beto: muito bom no jogo de cabeça. Tem de corrigir a posição de joelhos. (...)
André Cruz: comportamento positivo mas deve regular melhor a distância em relação ao adversário directo.
Dimas: não me trouxe surpresas, não está mal.
Diogo: fraco, pode melhorar muito.
Rui Bento: joga com entusiasmo.
PAULO BENTO: por enquanto vejo que há ali vontade.
Pedro Barbosa: muito forte e possante fisicamente, mas muito pesado. Será que pode ser uma ajuda na defesa?
Sá Pinto: deve tomar mais iniciativa no jogo defensivo e quero que ele tente fazer coisas mais dificeis, não pode limitar-se às coisas fáceis.
Horvath: muito pesado
Tello: dribla bem
Lourenço: tem talento
Quaresma: deixa-me muitas dúvidas. É um jogador em relação ao qual não me posso precipitar.
João Pinto: não foi convincente.
Luís Filipe: pode fazer mais e melhor.
Spear: um grande ponto de interrogação, gigantesco!
M'penza: as qualidades físicas são maiores que o talento.»




retirado do livro 'O Bloco de Notas de Laszlo Boloni', Booktree

sábado, 17 de janeiro de 2009

Mamadas...

Devo confessar que rebolei a rir --de forma totalmente descontroloada, eu que até me gabo de ser um gajo muito composto...-- quando li este post do António Boronha. Ainda nem estou em mim... Revejo-me totalmente no espírito do que o Boronha escreveu.
Já agora, digo ao Boronha que não concordo de todo com muitas das posições que manifesta sobre o Sporting, especialmente o elogio que faz da actual direcção. E daqui da Roulote, aproveito o ensejo para lhe fazer uma sugestão: leia a "gestão" de Filipe Soares Franco y sus muchachos também à luz da "teoria" que aplicou na escrita deste seu post. No Sporting, a verdade d'ontem também é totalmente, a mentira d'hoje. Não percebo como é que você não vê as semelhanças...
A sua frase final resume exactamente o que eu desejo a esta direcção. Só não o digo assim porque sou filho de boas famílias...

A AG Extraordinária

É com enorme curiosidade --sentimento partilhado certamente por todos os Sportinguistas atentos...-- que aguardamos por novos desenvolvimentos sobre a questão da AG Extraordinária solicitada pelo Movimento Leão de Verdade.
Enorme, enorme, enorme curiosidade...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Não é so por cá!!

A Assembleia Geral do Real Madrid de Dezembro último terá sido viciada.

Será que as nossas não serão? Ou no nosso clube corre tudo com transparência tirando o facto das AG não serem devidamente anunciadas? Mas pronto a gente compreende, há coisas que não são para se saber.

AG, auditoria e Kafka

O Jogo informa-nos que depois de o Leão de Verdade ter desistido da AG para exigir uma auditoria externa às contas de todo o grupo Sporting o presidente da mesa da AG do clube marcou a mesma para dia 25 de Janeiro (um sábado às 15 h) no Pavilhão Paz e Amizade em Loures. Os primeiros subscritores e principais impulsionadores não sabem nada sobre o assunto nem foram informados pela direcção sobre a AG. O que é que se passa? Vem aí mais uma golpada?

O futebol contra a guerra



O “Enclave Integrativo”: Os Árabes e o Futebol em Israel. Entrevista a Tamir Sorek

É seguir o link e sacar a entrevista.

Já vos disse que adoro este gajo? #2


«Actualmente, todos os meus pensamentos estão centrados no Sporting», confessa o médio. Para mudar, Izmailov só pode parar para pensar num projecto de dimensão superior. «Pessoalmente, é no Sporting que me sinto bem, tanto no aspecto desportivo, como na vida diária. Não vejo qualquer sentido em poder ser transferido para o Paris Saint-Germain, até porque é um clube que tem menores ambições que o Sporting», conclui

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Rebenta a bolha

"Over the last 15 years, football inflation has consistently exceeded ordinary inflation and the industry may well now pay the price for its short-sightedness in allowing that to happen,"

O Prometeu (mas não cumpriu) Moderno



Um livro de cabeceira para estes dias.

Modernidade e inovação

Já que estamos com a mão na massa da modernidade, vale a pena sublinhar o rigor e a transparência que não só acompanham a SAD em todos os seus gestos mas também a seriedade e respeito com que são tratados os sócios que tentam exercer os seus direitos estatutários. Deve ser à conta destas coisas que uma das medidas indispensáveis para levar o clube para os trilhos da modernidade é a alteração dos estatutos. Estes ainda assim obrigam a direcção a ter que aturar uns chatos. Vale a pena referir ainda que os amigos do consenso e do politicamente correcto (vocês sabem de quem é que eu estou a falar) nada têm a dizer sobre esta questão. Preferem comemorar de forma provinciana e labrega, mas moderna e inovadora, já que eles utilizam a NET e toda a gente sabe que a NET é sinónimo de modernidade, a conquista de Cristiano Ronaldo. Nós também ficamos contententes, mas sobretudo pelo que revela do clube e do seu departamento de formação, que era já capaz de educar e criar jogadores de nível mundial com um campo pelado e um relvado.

Aqui fica o comunidade do Leão de Verdade:

Movimento de Cidadania Sportinguista Leão de Verdade comunica a suspensão no processo de realização de Assembleia-Geral Extraordinária solicitada pelos sócios do Sporting Clube de Portugal

O Movimento de Cidadania Sportinguista Leão de Verdade vem por este meio comunicar a suspensão da sua participação no processo de convocação de Assembleia-Geral Extraordinária (AG) para discussão dos pontos propostos pelo movimento e subscritos pelos associados signatários (vide anexo A).

O Movimento esclarece que na base desta decisão surgem as seguintes motivações:

1. A constatação de que o objectivo principal de apresentação de resultados de um Livro Branco sobre a evolução financeira e patrimonial desde 1996 do Sporting Clube de Portugal, está hipotecado no curto prazo. Foram várias as vicissitudes dos últimos meses que nos levaram a concluir que não existem condições para fecharmos este processo a tempo do próximo acto eleitoral, nem vontade, por parte dos órgãos sociais, com os quais mantivemos sempre uma postura institucional e de respeito, na qual nem sempre fomos acompanhados.

2. A convicção de que, mesmo que a AG aprove a realização de um Livro Branco nos moldes propostos, o movimento nunca contará com uma postura de colaboração aberta e expedita por parte actual Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal. O movimento salienta que esta convicção não decorre de impressões e convicções subjectivas mas sim de factos concretos e indubitáveis como por exemplo as mais recentes declarações do Presidente do Conselho Directivo aos jornais “O Jogo” e “Record” a 9 de Janeiro de 2009 sobre o Movimento e sua actuação (vide Anexo B), bem como o atraso de mais de 7 meses no esclarecimento de questões aparentemente simples como seja a determinação os custos finais de realização de uma AGl a suportar pelos associados, para não falar do desprezo com que ouvimos o presidente do Conselho Directivo se referir ao centro de decisões por excelência de um Clube associativo,

3. A noção de que, colocado em causa o objectivo referido no ponto 1, o contexto actual do Sporting Cube de Portugal exige a concentração e atenção máxima de todos os sócios na próximo questão fundamental que marca a vida do clube: a próxima AG requerida pelo Conselho Directivo e inscrita no contexto do projecto financeiro em curso, com a eventual emissão de VMOC’s. Acreditamos, como tantos outros milhares de Sportinguistas, que o Clube, tal como o conhecemos, deixará de existir caso essa proposta seja aprovada.

4. Recordamos que o requerimento entregue a 2 de Junho solicitando a AG, foi subscrito por 318 sócios. A cada um assiste o direito de promover o seu andamento e não apenas aos primeiros subscritores. Assim, embora o Movimento Leão de Verdade suspenda momentaneamente o seu envolvimento, qualquer dos restantes subscritores pode dar andamento ao requerimento.

5. O Movimento Leão de Verdade irá estimular as várias listas que se apresentem às eleições do Sporting para que incluam esta medida fundamentalcriação de um Livro Branco sobre a evolução financeira e patrimonial do Sporting desde 1996 – nos seus programas. Acreditamos que no final de cada mandato deveria ser apresentado ao sócios uma avaliação do trabalho realizado, avaliação essa efectuada por uma entidade externa e independente.

Os primeiros subscritores,

Pedro da Cunha Ferreira, sócio nº9.576

Frederico Abreu, sócio nº50.550

Orgulho e preconceito II

"Roubo" o título do Yazalde, a propósito do sentimento de orgulho de que ele fala na posta anterior. Veio-me à ideia que aqui há dias um membro de um outro blog sportinguista anunciava a suspensão temporária da sua participação nesse blog porque a sua filha ia nascer a qualquer momento. Acrescentava ele que se preparava para ir inscrever a nova leoazinha no Sporting logo que isso fosse possível. 
Conta-se, embora eu pessoalmente não conheça nenhum caso concreto, que há quem inscreva os filhos no S.C.P. com ecografias! Não sei se é verdade (conheço uma intenção manifestada recentemente nesse sentido, não sei se concretizada ainda...), mas sei que um dos meus cunhados foi inscrito no SCP antes de ser registado após o nascimento e que acabou por ficar, não com o nome que os pais pretendiam dar à criança, mas com aquele que o avô paterno deu no registo como sócio do Sporting! Trinta anos mais tarde, esse mesmo queridíssimo cunhado, estava na sala de espera da clínica onde nasceu o meu filho, com a restante família, à espera que eu viesse confirmar o nascimento, para ir direito à secretaria do Sporting inscrever, transbordando de orgulho, o novo sobrinho como sócio do Sporting Clube de Portugal.
Imagino que casos deste tipo se multiplicam na pequena-grande história da verdadeira militância Sportinguista.
O que leva os Sportinguistas a proceder desta forma é um sentimento difícil de descrever de amor ao Clube e de orgulho por fazer parte dele. Não se consegue analisá-lo, nem verbalizá-lo. É assim...
É o orgulho pela pertença a um Clube que partilha os princípios que se lêem no verso do cartão do bisavô do Yazalde, e é o carácter imorredouro desses princípios que se passa desta forma à geração seguinte.
Alguns vêem em tudo isto um factor de "fidelização do cliente" gratuíto e caído do céu. Eu vejo um bem, valiosíssimo é certo, mas sem qualquer valor comercial. Será impossível explorar com  rentabilidade garantida este género do sentimentos. 

Vejam agora o que estes trates do Franco, Salgado, Oliveira & Associados querem fazer ao Sporting! 
É a tentativa real de acabar com isto tudo e de transformar, a pouco e pouco, o Sporting numa cadeia de "Sportings de Conveniência", uma espécie de Sporting 7/11, com eventuais núcleos em bombas de gasolina, junto ao expositor dos chocolates (já lá andam, já lá andam!), com sede em offshore africana e extensões no imobliário... 
Pretender levar o Sporting Clube de Portugal por estes caminhos, como este bando de malfeitores pretende, transforma os sócios actuais do Sporting em meros clientes de loja de estrada, mantidos em infusão de pipocas, cola e aglomerado de hambúrguer, e direito a espreitar um jogo de futebol depois de terem juntado 5 tampas de refrigerante. 
Imaginam um qualquer pai ou familiar de uma criança a ir inscrevê-la no McDonald's ou no Kentucky Fried Chicken? Pois, a verdade é que é uma ideia deste tipo que os actuais responsáveis pela SAD, os seus administradores, credores e accionistas principais têm para o futuro do Sporting. A vingar esta ideia, é nisto que se iria transformar a tal nova leoazinha de que falava no início: uma sócia de conveniência... 
Tão simples como isso.
Pensam que exagero? Pois... pensem! E olhem à vossa volta com muita atenção!!
Parece absurdo, mas em vez de sócios orgulhosos por pertencerem ao "maior CLUBE do mundo" e usarem "sobre o coração um distintivo que é o símbolo de si próprio", o que esta gente quer é que nós troquemos o nosso orgulho por promoções de refrigerantes e pipocas.
É preciso resgatar o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL das mãos deste bando!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Orgulho e Preconceito

Orgulho: Cartão de Sócio do meu Bisavô datado de 1959



















Preconceito: o meu cartão de sócio datado de 2008


























Reparando no essencial, no primeiro o importante era o símbolo do clube ao lado da fotografia do sócio. No verso do cartão exaltavam-se os valores e as conquistas do clube.
No segundo exemplo ao lado do símbolo do clube vem o número do cartão de crédito acompanhado do logótipo do visa. Mesmo assim nem tudo é mau e o número de sócio vem na frente do cartão.
O melhor está guardado para o verso do actual cartão, continua a referência multibanco, a nossa fotografia está sob o relevo dos números do crédito na frente do cartão e a cereja no topo do bolo: a propriedade do cartão, atribuída a uma entidade bancária chamada banco espírito santo, s.a.

Obs: os dados bancários e pessoais do meu cartão foram cortados por motivos de segurança.


Isto começa a compor-se

Primeiro um desagrado por uma situação ocorrida na entrada do estádio, e como já não é a primeira vez que algo do género sucede, é legítimo perguntar quando é que os incompetentes e imbecis que gerem a entrada no estádio se vão embora.
Pela porta que entro tem três entradas, ora é costume estarem pelo menos duas abertas, mas eis que os iluminados descrentes na presença de público em Alvalade, ou acreditando que se tratava de um jogo da taça da liga, resolveram abrir apenas uma entrada. Resultado, onde nunca se tinha esperado mais de cinco minutos para entrar num regular jogo do campeonato demorei 17 minutos para entrar, perdendo eu e alguns mais o início da partida. E éramos só 20 mil.
Segundo um agrado pelos 20 minutos iniciais da partida, onde a equipa voltou a demonstrar algo que raramente demonstrou esta época: alegria. Parece que as declarações de soares franco não tiveram efeito nefasto na equipa, porque será? Parece que os meus desejos para este ano vão ser possíveis, a ver vamos.
Foi engraçado, além do melhor momento do jogo - a finta de Liedson para o primeiro golo - ver como Vuk furou as rédeas da táctica losangular, alguém acredita que um médio centro (roca, moutinho) a jogar como vértice lateral do losango iria fugir da sua posição no lado esquerdo, iria para a direita e aparecia na pequena área a finalizar? Eu não, só mesmo um segundo avançado a tentar fazer de extremo esquerdo. Espero que não seja castigado por desobedecer aos rigores tácticos. Melhor ainda foi depois trocar de lado com izma e aparecer no lugar em que costuma jogar na selecção. O tipo do marítimo percebeu o que se passava e troca de trocar o 5-4-1 por um 5-5-0, elucidativo. Perdeu-se a hipótese de arrumar rapidamente o jogo, o que só aconteceu no fim do jogo. O menos bom é que está visto que o Vuk e o Liedson nunca vão ser amigos.
Terceiro o número de adeptos não entusiasma, e não vale a pena tentar arranjar desculpas onde não existem, a tal sondagem disse quais eram os 4 pontos cardeais da questão. Mas uma estatística indesmentível é que desde a inauguração do novo estádio que as médias deste ano são as piores, tal não se deve ao horário e às transmissões televisivas, estas já existiam aquando da inauguração do estádio. Pelo que, restam as outras duas, fracas exibições e crise financeira.
Mas não engulo estas duas opções, visto que a tal sondagem tinha respostas pré estabelecidas, creio que a crise de exibições e a crise financeira são apenas muletas para outra crise que é a de militância. E essa é muito simples como apareceu, apesar de não admitirem é notório que após mais de 10 anos de supremacia financeira-racional, exterminando qualquer apologia de emotividade clubistica, a mesma foi definhando, reduzindo-se ao que é agora. Há que ainda não tenha entendido que as pessoas andam nisto por paixão, não por lucro. Agora é como dizem, o comboio já partiu e é difícil pará-lo.
A justificá-lo os seguintes dados da jornada, assistências no Sporting: 20.000; No benfica : 32.000; No porto: 28.000; em Guimarães parece que também estiveram 20.000.
O Sporting jogou no sábado à noite, o porto no domingo à mesma hora, ambos tiveram transmissão televisiva, a temperatura estava mais fria para os lados do porto. Donde se entendermos que a equipa anda a jogar o mesmo que joga a do porto (este ano), só resta que os adeptos do porto são mais endinheirados que os do Sporting.
Posto isto, em jeito de remate final, sugeria à direcção da sad do Sporting que encomende mais um estudo ao oliveira e costa, desta vez não para apurar quais as razões pela falta de militantismo, mas ao invés que interrogue os adeptos do porto e do Guimarães para apurar quais as razões da sua militância, mas isso é capaz de não dar muito jeito.

domingo, 11 de janeiro de 2009

sábado, 10 de janeiro de 2009

PÚBLICO ao serviço da concorrência

O Público de hoje inicia assim um texto  sobre as eleições no Sporting:
"A direcção do Sporting vai reunir-se na próxima quinta-feira para traçar o perfil do futuro candidato que irá substituir Soares Franco nas próximas eleições, previstas para o mês de Junho." (os itálicos são meus...)
Depois de ler esta redacção --encabeçada, a propósito, por uma foto extraordinariamente poética de um melancólico Soares Franco--, tratei de voltar rapidamente à primeira página porque, de repente, pensei que tinha comprado o jornal errado. Pensei que tinha comprado o DN (alguma coisa ligada ao tema desenvolvido na posta anterior do Luizinho...), ou mesmo, credo!, o Record. Mas, não, era mesmo o Público...!
Com que então a "direcção vai traçar o perfil do futuro candidato", hein? Olha que bom. Assim, já sei em que hei-de votar! É só estar atento ao resultado da reunião de quinta feira. Obrigado Público.

Isso é o que vamos ver

Os parceiros financeiros do Sporting, (BES e Millenniumbcp) vão ter uma palavra determinante na escolha do sucessor de Filipe Soares Franco.

El Pibe

Como já é público e notório, Maradona esteve em Espanha, onde falou com Pepe Gardiola sobre Messi.
Viria também a Portugal para observar jogadores do Porto, presumivelmente Lucho e Lizandro. Nós por cá tivemos o Quique a fazer-se à febra, dizendo que seria um privilégio jantar com El D10s. Seria uma grande oportunidade para se vender jornais em Portugal e os gurus especularam sobre as ex-hipotéticas chamadas de Aimar e Di Maria.
No Sporting faz-se o papel do parente pobre e desconhecido a nível mundial. Pena um clube que teve como um dos seus expoentes máximos Yazalde, internacional argentino.
Esta visita que era para a ser e não foi serviria para pôr a nu algumas realidades.
Internacionais argentinos, possivelmente, só o Porto é que os tem. Ou nem isso.
Quanto a internacionais de selecções que já ganharam algo (Grécia não conta) temos o seguinte:
No Sporting só mesmo o ex convocado polga.
No benfica o incrível luisão (tão incrível como as camisas do dunga).
No porto os candidatos lucho e lizandro.
O D10S já passou e não veio, mas tinha sido um excelente golpe convidá-lo e entregar um troféu do género melhor jogador de sempre que actuou contra o Sporting (não o bêbado do eusébio).

p.s.:mais logo vamos ver quem são os presentes em Alvalade, é que nem o frio afasta os brutos da bola.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Amigos dos Amigos

{**Escrevi esta posta antes da entrevista de SF mas só agora foi possível publicar. Como reparei depois, a "ideia inovadora" já estava num grau de cozedura muito mais avançada..**}

Acabei de receber quatro sms do Sporting a incentivar-me à participação na vida do clube. Simultaneamente leio, no jornal do SCP, a coluna desse colunável senhor que vem destapando, pela 2ªsemana consecutiva, a sua proposta de revisão estatutária de tamanho familiar e que deverá "recomendar" no Congresso. Defende que as AG deixem de existir como sempre existiram. Isto é, daqui para a frente «o povo sportinguista deverá ter consciência de que as Assembleias Gerais universais, só para eleger os seus representantes ou referendar determinadas deliberações de importância fundamental. Para todas as outras matérias de competência da Assembleia Geral, deverá eleger delegados a um órgão (para mim, o Conselho Leonino, com mais membros) a quem essa competência deverá ser delegada
A razão para isto, como é habitual neste personagem, não é explícita. Os argumentos apontados são de desmanchar a rir (ou a chorar). Diz-nos que tem a ver com uma simples transposição daquilo que se passa no País e nos partidos (democracia representativa) e porque há questões "fundamentais" (mais um critério claríssimo) que não podem ser decididas "nem por meia dúzia nem por uma multidão". Isto é o horror, oh meu Deus!, livrai-nos das multidões de sócios interessados em participar!!...
Mas se esta proposta de aniquilar o associativismo em 97 minutos e meio não vos assusta, eu deixo-vos o requinte da prosápia despudorada deste ex-post-ex-candidato à presidência: «Acresce que o que proponho proporciona maior participação dos sócios do Sporting na vida do Clube, e de uma forma mais regular. (...). Quando o tema é importante e exige discussão, temos de alugar espaços (com as despesas inerentes...), não há tempo para discutir nada, e as votações são para os mais resistentes!...». É no mínimo imoral colar o argumento da "ausência de pavilhão" à inexistência de salas baratas para justificar o que defende. Passa a ser duplamente imoral quando alguém que se queixa do pouco tempo disponivel para discussão tenha sido o "grilo falante" da AG de 28 de Maio, após ter "coleccionado" longos minutos de antena com inscrições doutros sócios. Não é assustador o xico-espertismo de Dias Ferreira. Mas é assustador saber que, apesar de ser um amigo de 3ª fila, isto é ideiazinha para a Direcção - seja com Franco ou outro dos seus amigos - levar à AG e, com a ajuda dos amigos de 1ª fila, sentenciar de vez o fim de um dos pilares do associativismo e um lugar único de reprodução do vínculo e cultura do clube. Impressiona como não conseguem propor nada que não seja passe por decapitar a base social do clube para entregá-lo a amigos (da SAD à África do Sul). Impressiona ainda mais como há sportinguistas que não vêm o perigo que isto representa.
E para quem acha que os destinos do clube estão melhor entregues a mais Conselheiros Leoninos é favor lerem a posta do 1906 Luta e Resiste que legitimamente se interroga:

"Deve ser só impressão mas a gamela vai rodando e os nomes pouco se alteram, tudo isto não passará de uma grande coincidência cósmica? Ou esta cambada de dirigentes a conselheiros é tudo malta que se vende por 2 copos de tinto?"

Como dizia o Bonga, amigo do amigo, amigo é. E parece ser este o lema de um clube centenário cada vez mais transformado numa coutada de

#Adenda de hoje - Nas entrevistas, SF argumenta que seria uma forma dos sócios que habitam longe de Lisboa pudessem ser representados. Concordo. E assim de repente tenho duas ideias geniais sem ter de abdicar deste modelo: a primeira, desburocratizar a concessão de poderes de representação (acreditem: é de um gajo desistir!) e; segunda ideia genial, divulgar (no sentido etimológico da palavra) COM ANTECEDÊNCIA a data das AG.
O cu, meus Amigos, não tem nada a ver com as calças.

Os "politicamente correctos"

Uma das lições que tiro deste consulado de FSF no Sporting é a de que o apoio às suas ideias, ao contrário do que por muito tempo pensei, não vem exclusivamente daquela facção de sportinguistas a que alguns chamaram "dos 25", a franja mais antiga de sócios do Clube, minoria que tem a maioria dos votos nas AGs. Quem afinal desequilibra a balança é a facção do "politicamente correcto". São estes que fazem pender o prato da balança tangencialmente para o lado dos apoiantes do Franco. Na hora da verdade estão com as teses de destruição do SCP. 
Os do "politicamente correcto" são escravos do contraditório e conseguem ver virtude nas mais selváticas acções. 
É notório que o presidente e a sua pandilha estão a escaqueirar o clube todo? Ah, mas ele equilibrou não sei que rubrica do orçamento. 
É notório que há uma manobra para entregar o Clube a entidades externas, que nada têm a ver com o Sporting e alienar tudo em favor de uma entidade espúria (a SAD) que foi criada como um mero instrumento do Sporting, mas que se transformou no seu "patrão"? Ah, mas ele quer "modernizar". 
É notório que Soares Franco diz, preto no branco, que não lhe interessa um Sporting  de sócios? Ah, mas ele queixou-se da falta de militância e ele até quer aumentar o número de sócios...
É notório que ele diz que as "organizações mudam" (leia-se: o que é teu hoje tem de passar a ser meu amanhã, porque isso é que é moderno)? Ah, mas isso é porque ele quer novas formas de participação e até propõe novas formas de AG... Mas, como? Sem sócios...? 
Enfim, os exemplos, mais ou menos caricatos, multiplicam-se.
As contradições deste presidente (há quem lhe chame sem papas na língua mentiras!) são imensas, notórias e ao longo destes três anos houve muita gente a denunciá-las. Mas, esbarraram sempre com os amigos do "politicamente correcto". Que reclamam o respeito e o equilíbrio entre todas as opiniões, mas que, curiosamente, não respeitam as opiniões de quem se opõe a toda esta manobra e colaboram, activa ou passivamente, na tentativa de silenciar as suas razões. 
No contexto deste "equilíbrio de opiniões" a direcção e o seu presidente têm sempre o benefício da dúvida. Os que denunciam a situação do Sporting são radicais, e assim arrumados nessa categoria, a sua voz é sempre cortada. Os do "politicamente correcto" são um instrumento precioso dos inimigos do Sporting. São inimigos do Sporting.
Veja-se o que se passa com o Movimento Leão de Verdade, a título de exemplo. O que o grupo de sócios que faz parte deste Movimento pediu é perfeitamente legítimo e foi feito dentro de todas as regras. Não vi os defensores do "politicamente correcto" saírem em defesa do Movimento e exigirem claramente que seja dada voz a estes sócios e que estas suas pretensões sejam satisfeitas. Até para esclarecimento total das questões e numa perspectiva... "politicamente correcta". 
O folhetim da resposta da direcção às pretensões do Movimento tem a marca desta direcção. Espelha bem a sua maneira de actuar e o respeito que lhes merecem os Sportinguistas.
Não! Aquilo a que todos assistimos, nomeadamente na última AG, foi a uma manipulação absolutamente vergonhosa e descarada dos direitos destes sócios, que têm legítimas e não esclarecidas dúvidas, e o seu silenciamento (*).
Calaram-se os "politicamente correctos". Fizeram mal. Deveriam, em nome da correcção de procedimentos, concordando ou não com as posições do Movimento, ter feito coro com este e exigido firmemente que lhe fosse dada a sua legítima voz. Nunca os ouvi dizer: faça-se a auditoria e esclareçam-se os assuntos levantados por estes sócios para além de qualquer dúvida. 
Tem sido este, em síntese, o modo de actuar dos "politicamente correctos".
E lá vão continuando. Já depois do anúncio que fez de não se recandidatar (vamos ver, vamos ver...), Soares Franco continua a contar com uma falange de amigos "politicamente correctos" que insiste na bondade das suas (dele) acções, escondendo as contradições gritantes, e silenciando a chantagem e a manipulação a que o presidente do Sporting sujeita os Sportinguistas.  
São os sportinguistas do empate. São os empatas. Vêm pela calada para empatar. São conservadores disfarçados de cordeiros. São estes os verdadeiros inimigos da mudança. São estes os verdadeiros inimigos do Sporting. Porque com eles não sabemos com o que contamos. 
Não tenho qualquer prurido em o dizer claramente: sou inimigo do "politicamente correcto".

(*) O que nos leva a uma outra questão. A imagem da última AG com uma correria de gente a votar e os oradores --que sobraram depois da arenga miserável consentida ao dr. Dias Ferreira-- a tentarem, coitados, expôr as suas razões perante uma turba de gente completamente descontrolada, não me sai da memória. As AGs são dirigidas por uma pessoa sobre quem se fala com insistência que pode vir a ser candidato. Por mim estou em estado de "alerta máximo" relativamente a uma possível candidatura deste "felino" de arribação.

Depende da hora do dia ou o que ontem foi verdade hoje pode ser mentira ou ainda já ias intrujar para outra freguesia

O Paulinho Cascavel já o havia referido. Agora é hora de o recuperar.

Soares Franco, ao MaisFutebol a 02/04/2008:

Não foi este Cristiano Ronaldo que saiu do Sporting. O Sporting tem mérito na formação, mas ele chegou ponde chegou por estar a jogar no Mancheter United...
Como é que posso ter arrependimento? Ele tinha 18 anos, ainda não era uma referência do futebol sénior, nem do futebol europeu.


Soares Franco, ao Jogo, a 09/01/2009:

Mas é esse o fundamento: a formação existe para alimentar a equipa profissional de futebol, não é para descobrir Cristianos Ronaldos, porque isso qualquer treinador de futebol que o observe aos 12, 13 anos percebe que está ali um génio em potência. E também não existe para vender o Cristiano Ronaldo aos 18 anos. Isso é quase ser-se mercenário, embora o Sporting não o tenha sido nessa situação em concreto devido ao contexto em que isso se verificou e até à situação financeira do clube nessa altura. Mas não é essa a finalidade.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Oh yes! I'm the great pretender!!!

Filipe Soares Franco ficará inevitavelmente ligado à história do Sporting como o mais descarado manipulador e chantagista que deteve as rédeas deste Clube. Este é, em duas palavras, o retrato de Soares Franco e do seu consulado no Sporting Clube de Portugal. 
Venha quem vier, o facto deste ir de volta aos seus "projectos empresariais" (quando é que esteve deles afastado?!) será, em si, uma vitória para o SCP. Não está garantido, porque não acredito neste homem, nem em quem está por detrás dele, mas pode ser, pode ser!, que desta se vá mesmo embora.
O dia em que Franco deixar o andarzinho que sobrou ao Sporting no edifício Visconde de Alvalade, é um dia de grande regozijo para todos os verdadeiros Sportinguistas. Nunca um presidente tentou com tanta preserverança liquidá-los para sempre. 

Se quisermos encontrar, nesta entrevista de hoje, um momento único que ilustre o que é o carácter profundo deste homem encontramo-lo na insinuação de que a Assembleia Geral é um orgão que empecilha o funcionamento do Clube. É uma das mais infelizes (talvez neste seu estertor, a mais infeliz!) do seu longo e rico historial de declarações infelizes.  
As regras da democracia Sportinguista são ditadas pelos Estatutos e estes definem a AG como o orgão máximo da hierarquia do Clube. Se um Presidente do Sporting não gosta das regras do Clube deve candidatar-se com um programa que proponha as necessárias alterações estatutárias, claramente, e deve levá-la a votos. Apresentar aos sócios propostas de gestão que sabe que estão de antemão estatutariamente dependentes do seu escrutínio e da sua decisão final, e depois, quando a coisa corre mal, vir dizer que a culpa é deles, é, uma de duas coisas: incompetência ou má fé. 
Dizer, por outro lado, dos Sportinguistas que não querem um Clube moderno é um insulto ordinário e uma intolerável provocação. De facto, os Sportinguistas são uma maçada dr. Soares Franco, mas é assim... Tenha paciência! 
Neste contexto, só por vontade de produzir humor negro é que se pode compreender a proposta de alargar a capacidade deliberativa aos 20 ou 30 mil sócios efectivos do Clube. 
Mas, nada disto surpreende verdadeiramente num Presidente do Sporting Clube de Portugal que fez do seu mandato um acto contínuo de guerrilha contra... o Sporting Clube de Portugal. 
Enquanto lhe acenarmos com lenços brancos, poderemos cantar-lhe com os Queen:

Oh yes I'm the great pretender (ooh ooh)
Adrift in a world of my own (ooh ooh)
I play the game but to my real shame
You've left me to dream all alone

Um período negro. Vai e não voltes!

Mas... ou Orwell


A minha opinião sobre a entrevista está expressa, na íntegra, no cacifo, que, numa jogada de antecipação, fez a leitura que se impunha. Depois é sempre giro ver a Centúria a fazer (com muita gargalhada e galhofa pelo meio) aquilo que numa gíria que eles muito bem dominam se chama insider trading. A palhaçada ainda não acabou. A chantagem já recomeçou. A palavra chave da entrevista é "mas". Mas também poderia ser "vaga de fundo". O homem ainda se podia candidatar se o projecto de "modernidade e inovação" tivesse pernas para andar. Nada me move contra Soares Franco em particular e é-me indiferente o projecto das VMOCS e da SCS andar para a frente com ou sem ele. Não quero é o projecto. Seja ele o proponente ou seja um seu sucessor. Muito se falou também na seriedade da entrevistadora. Foi relativamente óbvio que Judite de Sousa não dominava o assunto. O conhecimento que tinha era de leituras superficiais de jornais. Depois de Soares Franco anunciar a nova AG para votar as VMOCS (que nojo de expressão) e a passagem da SCS para a SAD a pergunta que se impunha era se os sócios não tinham já votado essas medidas a 28 de Maio. Ficou no bolso. Do SCP não se falou muito.

Adenda 00:39 - As perguntas que o LdV enviou à Judite de Sousa. Pelos vistos não foi só por desconhecimento que algumas questões não foram colocadas.

Parece que se enganaram!

Há quem não se cale (II)

É menos importante que o "há quem não se cale" do post anterior, que terrorismo de estado com a complacência da tão sofisticada sociedade mundial moderna é mais importante que o divino futebol. É menos relevante, mas começa a ser um "há quem não se cale" ensurdecedor.
Em Dezembro, com o período do transferências aberto e em agradável recessão (é bonito ver jogadores no mesmo clube mais de seis meses), João Moutinho, o nosso capitão, falou novamente. Para dizer isto que se lê no site d'A Bola:

"O mercado está aberto e vamos ver o que acontece. Pode ou não acontecer, não sei, mas estou concentrado no Sporting e em cumprir os objectivos do clube".

Muito te agradecemos, caro João, o profissionalismo. Já mentalidade de funcionário, mesmo que te renda umas distinções de "empregado do mês", dispensamo-la num capitão do Sporting (pelo menos, do Sporting tal como o conhecíamos).

Pergunta: Não haverá ninguém no balneário ou nas imediações a mostrar "cojones" para o presentear com um mui "working class", nada monárquico "porque no te callas?". E, de caminho, teriam a gentileza de entregar a braçadeira ao Liedson?

É com tristeza que repetimos: fartos destas crianças do Sporting que teimam em não querer respeitar, em não querer saber o que é o Sporting.

Há quem não se cale

Hoje...

Hoje apeteceu-me recordar este post do blog Centúria Leonina. Não sei porquê... É um daqueles impulsos que nos dão por vezes. Guardei esta referência, durante todo este tempo e com todo o cuidado.
Algo tem de ser feito. Há quem possa fazer pouco, há quem possa fazer muito. Há quem tenha pouco jeito, poucas qualidades e pouca disponibilidade para fazer o que tem que ser feito. Mas, há, certamente, quem tenha todas essas qualidades de sobra. E há ainda aqueles que compensam pela dedicação, pela capacidade de trabalho e pelo amor às causas  as qualidades chave que lhes faltam para poderem estar na primeira linha, mas que serão certamente de extrema utilidade na retaguarda, e que não regatearão nunca o seu contributo.
Do outro lado, está aquilo que o dr. Fernando Nobre aponta como os grandes males do nosso tempo: a intolerância e a indiferença. Vemos exemplos disso por todo o lado, todos os dias. 
Também no Sporting isso se passa. O mal do Sporting, o grande, o principal mal do Sporting, é a intolerância e a indiferença. Não as VMOCs. Mas, o Sporting mais profundo sempre foi o oposto de tudo isto.
Vamos então ver a intolerância e a indiferença vencer, de braços caídos e sem fazer nada? Fica a pergunta...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

COMUNICADO DA A.A.S.

Comunicado da Associação de Adeptos Sportinguistas (www.aasporting.com)



A “nova” reestruturação financeira delineada para o Sporting Clube de Portugal 

 

Como é do conhecimento público, o presidente da Direcção do Sporting Clube de Portugal apresentou os seus planos para a reestruturação financeira do clube. Anunciado como um novo plano, importa recordar que em anterior Assembleia-Geral as medidas agora propostas foram recusadas pelos associados do Sporting Clube de Portugal. Razão pela qual aparecem de novo, camufladas num “novo” plano de reestruturação financeira. 

O “novo” plano assenta em dois pontos basilares :  

1. Emissão de VMOCs (Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis) no valor de 55 M€, por parte da Sporting, SAD  

2. Passagem dos direitos televisivos da Sporting Comércio e Serviços do clube para a SAD a troco de 55 M€.  

É crucial para o futuro do Sporting Clube de Portugal que todos entendam o que está em causa, antes de criticarem ou manifestarem apoio a estas medidas. A figura das VMOCs obriga o emitente – Sporting SAD, no caso – a proceder ao reembolso do valor em espécie, na data de vencimento. No caso, propõe-se que o reembolso seja efectuado através da entrega de acções da Sporting SAD. Se for tido em conta o valor actual do capital social da Sporting SAD – 40 M€, facilmente se percebe que o Sporting deixará de ter qualquer hipótese de ter a maioria do capital da SAD após o vencimento das VMOCs. A emissão de VMOCs foi objecto de decisão na Assembleia Geral de Maio de 2008, ou seja, há menos de um ano.  

Aliada a esta operação, surge a “venda” dos direitos televisivos da Sporting Comércio e Serviços à Sporting SAD no valor de 55 M€. Valor este utilizado, posteriormente, para abater o passivo do clube. É ainda de realçar que um dos accionistas da Sporting SAD detém o monopólio de negociação dos direitos televisivos nos campeonatos profissionais portugueses.

Mais uma vez, esta deliberação foi levada à consideração dos associados do Sporting na assembleia magna de Maio de 2008. A direcção do clube pretende colocar novamente a votos esta mesma medida. E, mais uma vez, se impõe a pergunta: porquê nova deliberação quando esta já foi a votos? 

Paralelamente, prepara-se um Congresso Leonino onde um dos temas em análise é precisamente o “Modelo de Sustentabilidade Financeira do clube”.  Não será legítimo que os associados pretendam dar valor a esse mesmo Congresso e adiar eventuais medidas desta dimensão para depois do Congresso? Não será de esperar moções interessantes por parte dos diversos associados que permita outro tipo de plano de reestruturação financeira para o Sporting Clube de Portugal? Não será também legítimo respeitar as decisões anteriormente tomadas em Assembleia-Geral do clube (o orgão máximo do Sporting Clube de Portugal) pelos sócios ? 

Nós, na AAS, exigimos que tal orgão estatutário seja respeitado e não sejam tomadas, pelo menos até final deste mandato, medidas hipotecárias do futuro do Sporting Clube de Portugal. 

Nós, na AAS, não nos revemos num clube-empresa onde os associados se tornam meros consumidores com as nefastas consequências que daí advêm: 27.000 sócios efectivos com as quotas em dia e uma grave crise de "militância". Com as dramáticas situações que outros clubes-empresa atravessam nos dias de hoje – Chelsea à venda, Newcastle United abandonado por anterior dono, por exemplo. Veja-se o exemplo do 

Hamburger SV. Clube que compete na exigente Liga alemã mas que, evitando a “entrada do negócio no seu futebol”, se mantém hoje apenas como uma Associação e compete pelos primeiros lugares da I Liga Alemã – está actualmente a apenas dois pontos do I classificado. 

Nós, na AAS, vemos as SADs como uma imposição legal como forma de aumentar o rigor e a transparência na gestão dos clubes em Portugal e não o contrário. “Porque o futebol deve ser um desporto de alta-competição gerido como um negócio e não o contrário” – Andy Durnham, Secretário de Estado do Desporto em Inglaterra. 

(Declaração emitida em Londres, no Congresso da organização Supporters Direct para a qual a AAS foi convidada.) 

Foi lá que o futebol nasceu. Foi lá que algumas destas situações se manifestaram pela primeira vez. Aprendamos, de vez, com os erros dos outros. Pelo presente, e sobretudo pelo futuro do Sporting Clube de Portugal! 

 

Comité Executivo 

Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS 

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Sporting Offshore

Toda esta coisa dos clubes e da competição tem um único propósito: confronto desportivo dentro de princípios. É isso que une as pessoas à volta de um clube e que justifica ou legitima o confronto. Não há mais nada para além isto. 
Basta ler o arrazoado dos jornais nestes últimos dias sobre o que se perspectiva para o futuro do Sporting para perceber que nada disto tem a ver com estes singelos princípios fundadores. 
No meio do anúncio de mais renegociações de contratos com os bancos e do milagre da redução fulminante do défice, surge agora a fase de expansão internacional com o "franchising" da Academia para a África do Sul, suportado pelo investimento não se percebe bem de quem. 
Em breve teremos certamente mais uma empresa no "universo" Sporting, uma Sporting Offshore, dirigida por mais um amigalhaço da troupe que dirige o Sporting.
Entre VMOCs, franchisingsproject finances e outras imbecilidades quejandas, o Sporting --é absolutamente vital que os Sportinguistas percebam isto, de uma vez por todas!-- vai inevitavelmente transformar-se em algo que já nem na aparência pretende ser o velho Clube.
Não virá grande mal ao mundo que as coisas mudem e que o Sporting passe a ser mais uma "grande superfície" vagamente ligada ao desporto. Há coisas muito mais horríveis de facto a acontecer hoje mesmo...
Mas, é matéria quase do foro criminal que 1) os sócios e adeptos sejam escandalosamente manipulados para serem levados a aceitar este destino e 2) que se esteja a preparar um negócio de que alguns (poucos, pouquíssimos!) vão ser beneficiários, encavalitado no conceito do velho Clube, que todos ajudámos a criar.
A começar no seu símbolo, que é (estatutariamente) do Sporting Clube de Portugal e não da Sporting SAD, que tanto quanto se sabe não paga direitos...
O Sporting Offshore não é, nem nunca poderá ser, o Sporting Clube de Portugal. E nesse Sporting Offshore, nós apenas constituimos uma garantia de viabilização desse negócio, de que nunca viremos a tirar qualquer benefício, mas de que uns poucos já beneficiam e beneficiarão ainda mais no futuro.   
Não estou contra um gestão criteriosa do Clube. Não estou contra o equilíbrio das contas do Clube. Nem estou contra a busca de receitas que viabilizem o Clube!
Estou é contra a total descaracterização do Clube, feita à custa de quem, para começar, lhe deu a característica  e que, pelo seu número, espírito e fidelidade, o transformou num "produto" apetecível. Esta é a simples verdade. 
A monstruosa vigarice que tudo isto constitui deixa-me verdadeiramente incomodado. Assim como me deixa incomodado que toda esta operação decorra perante a total impunidade dos seus autores e a quase indiferença de uma parte das suas vítimas, que se limitam a ir deixando correr o marfim, enquanto outros acham tudo isto muito bem e muito moderno...
Serei o único?

Eu preferia dizer mal do Rochemback mas em vez disso tenho que andar aqui a escrever sobre VMOCS

Cavalgando a maré de bons resultados (lol) Soares Franco já iniciou os preparativos para uma nova reedição dos debates sobre as vmocs e a transferência dos direitos de transmissão televisiva do clube para a SAD e para a treta da redução do passivo que nunca mais se reduz. No outro dia, num jornal qualquer eram 150 milhões. Ontem na Bola são 245. Nada de esquisito haveria nisto dado que nós já conhecemos e reconhecemos as tendências ideológicas de Soares Franco e do projecto Roquette há muito tempo. O mais esquisito, com H maiúsculo, são duas coisas. Uma que nos parece evidente. Depois da Assembleia-Geral de 28 de Maio (quem quiser que vá ao arquivo que agora não tenho tempo para linkar para as respectivas postas) a Roulote e mais uma série de blogs defenderam que a dita AG tinha decorrido à margem da legalidade e que as propostas da direcção não teriam sido aprovadas, ao contrário do que esta considerava. Falou-se na altura em providências cautelares e etc. Verificamos agora que nada disso foi necessário. Foi a própria direcção a reconhecer a ilegalidade dos seus procedimentos da referida AG e a imoralidade das suas interpretações no pós-acontecimento. Aqui chegados, encontramos a segunda cena esquisita. Eu diria mesmo bué esquisita. Então como é que uma direcção marca novamente uma AG para aprovar medidas que a própria já considerava aprovadas sem dar qualquer explicação aos sócios pelo facto? Se já estavam aprovadas as medidas não precisam de ir novamente à AG. Se não foram aprovadas, a direcção tem de nos explicar o que é que se passou naquela AG e os motivos pelos quais cerca de 7 meses após os sócios as terem chumbado aquelas propostas vão novamente a AG. Facto que se torna ainda mais estranho tendo em conta actual clima económico, altamente benéfico para o clube e a SAD, com as taxa de juro a baixar consecutivamente. O que dissemos na altura da última AG no Pavilhão Atlântico mantém-se. Mais uma vez, é a menos de seis meses das eleições e a dois do congresso que se toma uma decisão destas, que pode implicar o fim do clube? Ainda neste grau de cenas maradas, é igualmente sinistro como os chamados "jornais" desportivos apresentam o processo: não o apresentam. Fazem de microfone para Soares Franco. Muito mais haveria para dizer, e certamente que lá teremos que nos andar a chatear com esta coisa outra vez durante mais um mês, mas olhem, é a vida. Como dizia o outro, não é fácil ser verde.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Vida Nova

Aleluia, passados não sei quantos jogos sofríveis, eis que bento de tanto levar na cabeça resolve mudar alguma coisa.
A fixação táctica pela geometria losangular foi atenuada e já se evoluiu para um 4-1-3-2. Com vuk e izma mais abertos nas alas e não tanto a médios centros e com moutinho a tentar ser um 10 que não pode ser, o papel de médio centro é o dele, a 10 é mais um médio centro banal.
O homem diz que não muda, mas muda. No início era quem queria ir ao espectáculo que fosse ao cinema, agora, ultimamente já começa a falar em tentar jogar bem. É um pouco tímido, mas vais indo. Começou a doer a sério na sad (receitas) e toca de mudar o discurso. Previsível.
Resultado: já se jogou um pouco melhor e já não se defendeu o 0-1 como uma equipa pequena. Ainda que a entrada e a 2ª parte tenham sido más, a seguir ao golo continuou-se a tentar marcar outro e o mesmo sucedeu após o 2º golo até ao intervalo.
Uma palavra para Liedson, que continua a resolver manter o Sporting na luta pelo título (também se não for este ano com um porto mais fraco, não vai quando o porto voltar a ser forte).
Outra para o árbitro que esteve ao nível das equipas em campo.
A finalizar o regozijo pela marca de golos alcançada por Liedson. Apesar disso sou um adepto não apenas de números absolutos mas de médias (os yankees são particularmente adeptos destas), e nestas tomando de partida o número de golos em partidas dos campeonatos nacionais temos Liedson com 87 golos em 160 jogos com média de 0,54 golos; Yazalde com 104 golos em 104 jogos e obviamente com média de 1 golo por jogo. A título de comparação Peyroteu ainda vai longe com uma média de 1,62 golos por jogo e mais recentemente Jardel, apesar de só ter 49 jogos marcou 53 golos, atingindo a média de 1,08 golos por jogo.
Falo votos para que Liedson bata a média do meu homónimo.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Senso, consenso e restos

2009 é ano de eleições no Sporting. Eleições que vêm tarde, digo eu, porque havia há muito matéria mais que suficiente para ter deitado abaixo esta direcção. Esqueceu-se disso o senhor presidente da Mesa da AG, curiosamente um dos nomes que agora surge como "presidenciável"... 
Claro que os amigos da "estabilidade" puxam logo do revólver quando ouvem falar em eleições antecipadas. Preferem a paz podre da sua "estabilidade" à consulta democrática. Perfeitamente legítima, aliás, quando, por um lado, são reconhecidamente mais que muitos os indícios de que estes orgãos directivos do Sporting não correspondem ao pensamento e ao sentir dos Sportinguistas (senão não havia "crise" de militância...) e, segundo, o programa anunciado foi numerosas vezes tripudiado e as promessas metidas num saco. 
Mas, enfim, agora não há escapadela possível: as eleições estão aí.
Com o advento das eleições lá começa a eterna dança dos "elegíveis". E no meio da dança lá vêm os nomes. A gente ouve e lê o que por aí se diz sobre estes "elegíveis" e não pode deixar de pensar: lá estão estes sportinguistas outra vez a dar-lhe! Lá vem o elogio ao doutor A e o panegírico do doutor B. Lá vem a mesma postura sebastianística do costume. Tudo à espera que surja um nome mágico que "salve" o Sporting.
Os nomes adiantados, claro, são mais do mesmo. Mais gente "credível" porque provém das fileiras da situação. Nem importa que seja gente inexperiente, totalmente sem perfil e daquela que não dará mais de uma hora ao clube por semana.  Mais gente daquela que não pode garantir à partida uma direcção competente do Sporting. 
O que se esquecem estes patetas ingénuos que desatam logo aos saltos quando surge um qualquer nome nos jornais é que se o Sporting precisa de ser salvo é porque está em perigo. E por outro lado, um nome -- o nome!-- para a direcção máxima do Sporting deveria ser sempre o produto de um intenso debate interno que elaborasse a especificações do bom presidente e garantisse um total apoio a esta causa colectiva que é dirigir o Sporting. O nome do próximo presidente tem de ser um nome de consenso total, sob pena de a guerrilha de que Soares Franco falou, continuar, se calhar, com mais intensidade e mesmo com ele  à frente a comandar as operações mais uma vez... 
Como senso e consenso são palavras que não parecem constar do dicionário de muitos Sportinguistas, lá vamos tendo que gramar as entrevistas do Alves, lá vamos tendo de levar com a importância de alguém se chamar Ernesto e ir assistindo aos ridículos tabus do Franco. Os Sportinguistas só merecem restos...
E lá vamos tendo de ouvir os histéricos de sempre a abanar, sabujos, a cauda; felizes e contentes com  mais um "resto" que está a ser preparado para lhes ser servido...
O que precisamos é de uma direcção que convoque os Sportinguistas e que garanta a boa gestão financeira e desportiva do Sporting. É isto que o Sporting necessita. Não de mais caras e luxes...

Desejos

Agora que já passamos para um ano que vai ser de crise (devíamos era ter ficado em 2008) venho enunciar os meus desejos para esta meia época Sportinguista.
Como se chamam desejos, algo que dificilmente poderemos ter, ao contrário das certezas.
Então para não ser muito guloso nem muito ambicioso como o soares franco, fico-me por três desejos, tal como a lâmpada do génio mágico.
Então eles são:
1 - Que o Sporting seja campeão;
2 - Que a WWF considere o soares franco como o grande salvador e o convença a ir salvar o Djibuti (e ele case por lá, tenha uma ninhada de filhos para serem sócios por correspondência, compre um rancho e fique por lá);
3 - Que paulo bento seja considerado pela IFHS como uma versão vertical do mourinho, renove o seu contrato com o Sporting e venha um dos grandes da europa (assim de repente só se for para substituir o scolari) pagar a sua cláusula de rescisão ao Sporting (sad).

Como vêm, sei que qualquer um destes desejos possam ser delirantes, mas por isso mesmo se chamam desejos, estão no patamar da metafísica.

Saudações Leoninas