segunda-feira, 30 de agosto de 2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Uma vénia à equipa

Sempre que acontecer o que aconteceu ontem no jogo com os vikings eu tirarei o chapéu e farei vénias até ao chão à equipa do Sporting.
O comportamento da equipa foi exemplar. Tem é de ser SEMPRE assim, mesmo que não ganhemos, jogando contra o grande, o médio ou o pequeno. SEMPRE assim...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A reestruturação financeira trocada por miúdos

Directa e integralmente retirado do Ser Sporting.
Por João Mineiro.
Tenho visto na blogosfera leonina, assim como nos jornais desportivos, muita falta de informação (ou desinformação consoante os casos), sobre o que é verdadeiramente o projecto de reestruturação financeira – tal como vem proposto desde o tempo de Filipe Soares Franco. Antes do mais há que esclarecer três pontos:

- Este projecto nada tem de semelhante com o que foi inicialmente negociado em 2005, ao contrário do que deixa entender aqui um blogger anónimo.

- O controlo da SAD não fica assegurado com 51% do capital, uma vez que não estão garantidos 51% dos direitos de voto mas apenas 26,33%.

- A reestruturação financeira não permitirá investimentos avultados no futebol, como adiante se mostra, ao invés do que é dado a entender em asneiras difundidas pela Lusa e publicadas em diversos meios de comunicação.

A operação, tal como estava anteriormente planeada, processar-se-á em 3 passos.

Passo 1 – Operação Harmónio

Uma operação harmónio é uma operação através da qual uma empresa reduz parte do seu capital para cobrir prejuízos acumulados, aumentando-o em seguida através da emissão de novas acções. No fundo, é o assumir da incapacidade de recuperar prejuízos passados, “limpando” os mesmos dos capitais próprios através de uma redução de capital.

Desgraçadamente, esta é a segunda operação do género que a SAD leonina propões aos accionistas em apenas 6 anos. Já em 30 de Junho de 2004 o capital social foi reduzido de 54,9 M.€ para 22 M.€, sendo a diferença de 32,9 M.€ destinada à cobertura de prejuízos acumulados nos exercícios anteriores…

É necessário esclarecer que a operação harmónio agora proposta, com uma redução de capital de 21 M.€ e um novo aumento de capital de 18 M.€, não irá traduzir-se numa entrada de fundos uma vez que o Sporting (Clube) irá participar no aumento de capital através de novo financiamento bancário. Os recursos postos à disposição da SAD serão utilizados para abater dívida bancária no mesmo montante, no âmbito da reestruturação. Trata-se portanto de uma mera operação de recomposição de capitais e absorção de prejuízos.

Passo 2 – Emissão de VMOC (Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis)

Por sua vez a emissão de VMOC (não são mais que obrigações que pagam juro até à conversão em acções) representa, apenas, substituição de dívida – obrigações emitidas para pagamento de dívida bancária. As obrigações permitem uma maior folga na tesouraria da SAD, através da redução anual do reembolso de capital em dívida de 55 milhões de euros, mas quase nenhuma poupança de custos/juros nos próximos anos. Imagine-se, a título de exemplo, que a entrada de fundos substitui dívida bancária com um prazo de reembolso de 20 anos – em média reduz-se o reembolso durante esse período em 2,75 M.€ por ano. Ou seja, 10% do investimento realizado em jogadores nos últimos meses !!! Ver aqui… Outra opção seria investir este dinheiro em jogadores e galopar em direcção a um passivo de 450 M.€, o que é impensável.

Essa folga de tesouraria, tem no entanto um custo brutal para os Sportinguistas. Ao emitir os VMOC, o Sporting perde a maioria do capital da SAD se não entregar os seus últimos activos à sociedade. As contas são as seguintes:

- Sporting detém actualmente 68,60% do capital da SAD de 42 M.€

- Sporting passará a deter 83,09% do capital da SAD após operação harmónio (assumindo que subscreve a totalidade do aumento de capital), do novo capital social de 39 M.€ (41 – 21 + 18)

- Sporting passará a deter 34,47% do capital da SAD após operação harmónio e emissão de VMOC, do novo capital social de 94 M.€ (39 +55)

A forma “encontrada” para garantir 51% do capital da SAD na posse do Sporting é um novo aumento de capital em espécie, ou seja, a entrega de activos à SAD por parte do SCP. O valor desses activos (X) pode facilmente ser calculado resolvendo a seguinte equação:

[(34,47% * 94 M.€) + X] / (94 M.€ + X) = 50,01%

Ou seja, X = 29,2 M.€.

Estima-se portanto que a SAD irá ficar com um capital final de cerca de 123 M.€.

Passo 3 – Integração da Academia e dos direitos de superfície do Estádio

Conhecendo a avaliação feita à Academia de pouco mais de 20 M.€ – cujo relatório nunca foi público – mas que assumia incompreensivelmente que o novo aeroporto em Alcochete não traz valor acrescentado aos terrenos, e uma vez que esse valor não perfaz os 29 M.€ acima calculados, resta ao Clube passar também para a SAD os direitos de superfície do Estádio José Alvalade.

Resultado final da reestruturação proposta

Antes ainda de revermos as consequências um facto: é absolutamente inaceitável que toda esta engenharia financeira nunca tenha sido claramente explicada aos sócios.

- No Congresso Leonino, realizado em Santarém, José Castro Guedes, mentor do projecto, limitou-se a mostrar alguns slides com as contas da reestruturação financeira numa base de caixa, recusando-se a entregar esses mesmos slides aos 50 sócios/delegados presentes, bem como qualquer outro elemento contabilístico do Grupo Sporting, conforme requerido por 8 delegados presentes, representando 200 votos de sócios. Esse requerimento nunca teve resposta, prevalecendo em Santarém a exposição contabilística de “mercearia”;

- A Sporting Comércio e Serviços foi vendida à SAD sem ser conhecido sequer um balanço da sociedade; a avaliação da Academia nunca foi tornada pública; a autorização para a redução de participação na SAD e trespasse da Academia nunca tiveram aprovação em AG;

- As Assembleias Gerais têm sido um desfilar de silêncios, justificados com a necessidade de “não maçar os sócios”, ou por “falta de condições de segurança”;

- Os pedidos de elementos informativos, ao abrigo do art.20º/1/d dos Estatutos, são constantemente ignorados, motivo mais que suficiente para impugnar qualquer Assembleia Geral. Este pedido e consequente recusa, assinada pelos serviços do Clube, são apenas um triste exemplo;

- A informação enviada para as redacções deixa entender que tudo não passa de uma operação para “dotar a SAD da capacidade necessária de investir na sua equipa de futebol“.

Ora sendo o futebol a única actividade capaz de gerar mais-valias regulares que nos levem à redução do passivo, a venda da sua gestão e capital a terceiros tem de ser explicada de forma transparente. Uma opção pela privatização da principal modalidade do Sporting e pela venda de 50% dos activos que lhe restam exige clareza.

Neste cenário final o Sporting e a intervenção dos sócios ficam limitados a:

- Gestão das modalidades;

- 25% das quotizações dos sócios,

- 50,1% de uma SAD que deixa de controlar – onde terá direito a apenas 26,3% dos direitos de voto. Note-se, a título explicativo, que as acções do tipo B estão limitadas a 10% dos direitos de voto e o Sporting apenas detém 16,33% de acções do tipo A, sem limitações de voto, conforme resulta do artigo 13º dos Estatutos da SAD.

É isto que os sócios querem?

Alternativas

Finalmente chegamos à questão final: existe alternativa?

Claro que sim.

Toda a reestruturação montada não vai permitir mais que uma ligeira redução dos encargos de tesouraria, implicando um custo imediato de alguns M.€ em custos bancários na montagem da operação, obrigando a uma perda total de poder por parte dos sócios com e ao esvaziar do Clube dos seus activos.

Por forma a conseguir o mesmo efeito de tesouraria há que renegociar a dívida bancária para prazos mais alargados, ajustando os reembolsos de capital aos anos de venda de jogadores da formação e oferecendo em contrapartida novos colaterais aos credores. Ou reduzir a massa salarial do Grupo Sporting em 200 mil € /mês. Ou criar um Fundo de Investimento para os passes da formação. Ou criar fundos de Fomento Desportivo. Ou vender o “naming” do estádio durante alguns anos, por doloroso que seja. Ou recuperar a dinâmica de merchandising do Clube através da rede de Núcleos do Sporting.

Ou, a hipótese mais valiosa de todas, com um efeito equivalente à reestruturação proposta pela “Geração da Dívida”. Recuperar/angariar 20.000 sócios – a base de todo o programa Ser Sporting.

Não seria essa verdadeiramente a solução de futuro que o Sporting necessita?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

E, já agora...

Deixem-se de grande sofisticação intelectual, a questão é simples. Uma vez que a época se afigura irremediavelmente perdida e os objectivos já não vão ser alcançados, vamos ser realistas: o melhor é começar a pensar na próxima época com tempo.

Isto está lindo...

Reestruturem o Paulo Sérgio! Reestruturem o Presidente que o contratou!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A reestruturação financeira em marcha

Como a coisa é complicada e não vale a pena andar a chover no molhado segue o link para o Rugido Leonino onde se faz a análise da coisa.

O Brondby é merda



Isto é só um tifo do pessoal do FC Copenhaga num jogo contra uns gajos que ninguém ouviu falar. Na Escandinávia e noutros estádios do Norte e Centro do Continente desde que há uns bons anos se deixaram das influências britânicas e passaram a festejar à velha maneira do Sul passaram a ser dos estádios com coreografias e desempenhos mais bem esgalhad0s.
Por cá, enquanto há pacóvios que ainda lá vão pra desfilar o seu boné de grife inglesa e outros que só abrem a boca pra assobiar os próprios jogadores, diria que já tá na hora do pessoal das claques do Sporting fazerem ainda mais daquilo que sabem fazer e que no passado sabiam fazer como mais ninguém. Para quem não me está a perceber bem: uma festa do caralho!
Em Paços começámos bem. Aproveitar o balanço e catapultar pra uma época de autênticos festivais leoninos!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Inventa menos, Pá(l)

Mete os trincos ou os médios centros a jogar a jogar no meio-campo, mete o melhor central da equipa a jogar a central, por oposição a metê-lo no meio campo pela primeira vez assim do nada, e mete o nº10 a jogar no meio em vez de o encostares à linha. Mete o Vukcevic, que tem estado a jogar bem, a titular. Esta merda não é física quântica. É só não inventar muito e colocar em campo os que estão melhor forma. Durante a semana, tenta treinar umas triangulações e umas jogadas estudadas. Não é preciso ser um génio. Inventa menos!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O futebol é um moínho de ficções mas o moutinho é mesmo um monte de merda isso podem ter a certeza

De fonte segura, recebi a seguinte carta de um sportinguista que quero partilhar:

Este sábado vimos uma vitória tangencial mas justa do novo FCP de Paulo Bento, residente em Leça da Palmeira, sobre um Benfica que, pelo que vi, não tem ainda estofo para lutar pelo campeonato. Para começar voltam a não acertar no treinador. Depois da barraca da contratação de Jesus o ano passado - só mesmo os galináceos para irem buscar um tipo que nem português percebe.. e de pontapés só se for na das gramáticas! lol! - desta vez, o novo treinador parece apostar em Carlos Martins para substituir Ramires no meio-campo. É no mínimo intrigante como é que alguém na posse das suas faculdades mentais ainda aposta num tipo com o rol de problemas psicológicos e físicos que voltou a apresentar na época passada. Ademais a contratação de Varela é um disparate. É o típico jogador que é bonzinho no Braga mas chega a um grande e não tem pedalada (se é por causa desta exibição falaremos daqui a uns meses). Adiante.

O FCP, ainda que com Paulo Bento ao leme, não está tão forte como o ano passado. Apesar de partir com a insígnia de campeão, as venda de Meireles, Bruno Alves e Hulk não estão a ser devidamente compensadas. O Lokomotiv despachou-os o Izmailov porque vai mesmo de ter de ir à faca e garanto-vos que Ottamendi é um fiasco.

Portanto, penso que se todos apoiarmos o Sporting como eu apoio pela Internet, deixarem o JEB e Villas-Boas trabalharem em paz e se deixarem do bota-abaixismo podemos ambicionar a conquista do título ou o, não menos importante em termos financeiros, 2º lugar.

SL

Ass.: gajo que percebe bué de bola e acima de tudo esclarecido e bem informado

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Futebol ao sol e à sombra

Não posso deixar de manifestar o meu prazer pelo horário do jogo do Sporting, com o Marítimo, na segunda jornada: domingo às 18 horas. Um, esperemos, soalheiro e estival e luminoso domingo de Agosto. Muito há a fazer ainda quando à organização do calendário futebolístico, mas para já é tempo de usufruir. Domingo, 22 de Agosto, encontramo-nos na roulote (aqui não usamos a dupla consoante) lá para as 16, 16.30. Não é uma vitória, mas ao menos é um intervalo. Vivó Sporting!

domingo, 8 de agosto de 2010

Laços para além de tudo


Mas no meio da falta de meios.... o emblema foi actualizado de acordo com a paixão fundadora!

Sporting da Beira regressou ao Moçambola!



Ainda há clubes que existem pelo ideal de participação e conquista, se, ambições de negócio. O SCB voltou ao Moçambola e não foi por ter um grande estádio (apesar de ter um grande restaurante!)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

No comprendo

Uma pessoa está uns dias sem escrever e os eventos multiplicam-se; sinal evidente de um clube ainda (esperemos) sem rumo definido. Sem um auxiliar de memória, nestes últimos dias tivemos direito a uma venda mais ou menos disparatada de Miguel Veloso. Ainda não se percebe se essa venda faz parte de um processo de limpeza de balneário dos jogadores da formação do passado, de uma nova relação com a formação - para contrabalançar esta ideia Cedric foi chamado para a equipa principal (e bem) e André Santos habilita-se a ser titular no próximo jogo - ou resulta de urgente necessidade de dinheiro. Neste âmbito leu-se também uma entrevista de Mil Homens cujo sentido não é compreensível de imediato. Não percebo se traduz um desinvestimento na formação ou se pelo contrário a compreensão de que o modelo de passagem para a equipa principal enquanto rampa de lançamento para voos mais altos é insustentável. Claro que conhecendo aquela gente a primeira hipótese não é de descartar. A segunda seria indicativa de progressos. Tivemos o caso Liedson, mais ou menos bem resolvido pela direcção, com o Sporting e Liedson a serem danos colaterais do circo que se vive na Federação. Enfim, um clube cujo rumo ainda não se percebe.