sexta-feira, 29 de maio de 2009

O amanhã nunca morre? Talvez não.

3. Mudança não rima com Monarquia
Bem pode JEB exclamar aos lideres das claques "Agora é que é! As coisas vão ser diferentes!" ou alimentarmos a esperança de um presidente mais interventivo, mais próximo do adepto comum, mas quando um candidato se recusa a um debate, seja em que terra for, diz tudo sobre a (demo)cracia que nos espera: um estilo mais casual mas, no fundo, mais do mesmo. Para quem quer ser o presidente da união da família leonina , JEB começa mal. Indo a debate, teria todas as condições para isso. Assim, se for eleito, depois não se queixe.

Com mais ou menos facada, cambalhota ou trapézio JEB é o (oitavo) "natural" sucessor do homem que resolveu dividir para reinar. Potranto, os que se afastaram por não estarem dispostos a aturar presidentes merdosos, ou por sentirem que sequestraram a alma ao clube, não vão voltar por estar lá o primo do primeiro. Todos os outros que se afastaram, essa maioria que não anda nos blogues nem nas AGs, aqueles que quando lhe perguntamos porque deixaram de ir nem eles sabem responder, não vão voltar com JEB pois sentem que pouco ou nada mudará. A começar pelo treinador que, como se viu esta época, não vamos ser campeões tão cedo.. E nem vou falar dos que já não metem lá os pés para o ano.
É isto que vamos também votar. Não é só o meu sporting. É o nosso sporting que está em jogo.


4. Ser Sporting
«És sporting ou benfica?». Hoje a garotada responde que são do Porto.
Pois bem, da candidatura de PPC, apesar da pouca vontade dos pasquins em dar a conhecer o projecto (e da muita vontade, de outro, em adulterar), ele existe - já é uma vantagem em relação à concorrência - é conhecido e tem o mérito de nos oferecer uma alternativa credível ao modelo de sustentabilidade financeira e uma série de medidas que tentarão resgatar a alma e o fervor sportinguista. Reconheço a dificuldade que alguns têm em acreditar na mudança, acreditar em quem desconhecem do espectro mediático. E da tendência em ajuizar com base na pinta que lhe tiramos e em catalogar antes de pensar. A verdade é que se todos os sportinguistas se pautassem por esse diapasão o clube, hoje em dia, andava nos distritais. Sem embargo, as propostas e as pessoas estão aí, e aqui e aqui. Eu, entre as duas propostas para o clube, já pensei e já escolhi. Numa eu acredito. Na outra faz tempo que não.


#Nota final
Se JEB for eleito, daqui a quatro anos já não vale a pena lamentar o quer que seja pois todo o futebol será, com alguma certeza, e com toda a propriedade, dos accionistas. Se PPC for eleito e não cumprir o que promete, os sócios, no âmbito (e mesmo fora dele) das suas responsabilidades, cá estarão para exigir satisfações e propor mudanças. Como sempre, a mandar desde 1906.

O amanhã nunca morre? Talvez sim.

Estas eleições vão ser decisivas para o futuro do nosso clube. Por isso é fundamental que os sócios votem com sentido de responsabilidade. E explico em 4 pontos porque votar em JEB é, a meu ver, um passo atrás nesse e em muitos outros sentidos.

1. O grande passo em falso: votar em JEB é votar num ponto sem retorno

A sua lista propõe-se a cumprir a machadada final do plano das VMOCs onde o clube deixará de ter património e poder de decisão no futebol. A SAD tudo engolirá e não deixará nada para nós, a não ser migalhas. Independentemente de se confiar numa reestruturação financeira desta importância a um bando de malgestores que criaram o maior buraco da história do clube - desenganem-se os que gostam de individualizar a atribuição de responsabilidade: todos partilha(ra)m da mesma visão e modelo de gestão - um sócio que votar JEB estará também, é bom que tenham noção, a dar carta branca para que nos demitam da nossas responsabilidade de decisor ao transferi-la para um qualquer tio oliveirinha$ . Isto é uma desresponsabilização tremenda. Para o bem e para o mal eu não fujo nem delego as minhas responsabilidades de sportinguista noutros (que nem o são!), por mais apelidos que tenham!
Num momento onde um pouco por todo o mundo se começa a reequacionar e reinventar formas de governação que passem pelo envolvimento e participação pública ou directa dos seus "membros" (stakeholders, adeptos, munícipes, eleitores, associados, etc.) através de processos idênticos ao dos modelos associativistas não só como forma de controlar e garantir a ética e rigor das gestões mas porque se percebe os elevados custos "ocultos" de não se envolverem as pessoas, JEB e Dias Ferreira vêm propor-nos o inverso. Mais SAD e menos Clube, dizem-nos. A escolha é, por enquanto, nossa.


2. A inabilidade e incompetência

Atentem ao discurso apocalíptico do "ou é isto ou nada mais resulta!". Quem se esgrime nestes termos, como SF o faz, para além de ser intelectualmente desonesto, mostra o lógica obtusa do pensamento económico pataqueiro desta rapaziada. Depois de anos de presidência e escaldados com a maior crise de sportinguismo como nem nos "dezoito anos" se viu!, continuar, hoje em dia, a pensar nestes termos demonstra a mais deprimentes das ilações: ainda entendem que gerir um clube desportivo se faz da mesma maneira que uma S.A. ou o Banco de onde vieram: há o negócio, há os clientes e.. o resto que se foda!! Óbvio que o SCP não deve ser gerido como o clube da bisca-lambida! O que sempre disse é que não ter uma visão sistémica da Gestão leva a que se tomem decisões do tipo "eu quero lá saber do Yordanov, do pavilhão, e de quem vai a todo o lado, o que me importa é quem paga" ou desvalorizar os jogadores a anunciar aos sete ventos que o queremos vender ou o desrespeitar milhares de sócios em mil e uma ocasiões em que o management fala mais alto, ou a comunicação, ou a defesa dos interesses do clube, ou a segmentação do estádio, os lugares de leão, o retalhar do património do clube, o...
(continua)

Era já a seguir

É que era já a seguir que trocava já um pseudo Fergusson por um pseudo Guardiola.

Alguém disse populismo?

quarta-feira, 27 de maio de 2009

domingo, 24 de maio de 2009

A táctica da malta - Losango forever!!!

Para o último jogo desta penosa época vamos apostar no losango (forever).
Não na forma aborrecida do 4-4-2 com um trinco, um 10, e dois médios centros, mas numa táctica que aposta no futebol espectáculo (é o último jogo porra), que não leva as pessoas a bocejar a partir dos 20 minutos da partida e que aposta num resultado de 4-3 e não de 1-0 (o ataque é que ganha os campeonatos).

Então para logo aposta-se num 3-4-3.
O guarda redes será Tiago.
O trio de defesas será composto por dois centrais, Tonel à direita, Carriço à esquerda e Polga a libero.
O quarteto do meio campo será composto por Adrien a trinco, Pipi a médio ofensivo e depois dois laterais ofensivos, Rony na esquerda e Pereirinha na direita.
O tridente ofensivo será composto no Derlei a ponta de lança, e dois segundos avançados, Liedson a descair para a direita e Djaló pela esquerda.

Quanto à defesa, como é a última jornada vamos deixar o Polga pensar que ele é um Beckenbauer renascido, que vai ao ataque, que desequilibra, que faz passes de rotura e que remata bem e marca.
No meio campo, claramente a única posição de jeito para o Rony e uma menos má para o extremo Pereirinha.
No ataque, três avançados móveis, ficando Derlei como avançado mais fixo, posição que na qual pode ir trocando com Liedson.
Ficamos com os quatro juniores no banco mais o Patrício. Não deve ser nenhuma novidade para ninguém que os quatro juniores nenhum é extremo, a formação do Sporting já foi a melhor escola de extremos do mundo. Graças ao losango forever podemos dizer Figo, Quaresma, Ronaldo: JÁMÉ.

sábado, 23 de maio de 2009

Não aborrecer, nunca aborrecer

Bettencourt (se imaginassem o que eu gosto dos dois t's) segue as pisadas do antigo director do Secretariado de Propaganda Nacional. Na versão sportinguista da Política do Espírito o terror ao passivo e à irracionalidade é substituído por um apelo ao sportinguismo e à paz. Por uma visão divertida e meio atrasada mental do clube. Por um Sporting bucólico e rural, livre das tensões da democracia. É isso que Bettencourt nos propõe quando diz que não quer aborrecer os sócios com minudências, como um passivo gigante que o próprio Bettencourt ajudou meticulosamente a construir; na sua própria fórmula: "A ouvir falar de passivo ninguém se diverte". E nós claro andamos nisto para nos divertir. Pelos vistos a oligarquia reinante ainda não aprendeu a lição. O grande problema da maioria dos sócios não é o divertimento acéfalo. É serem mal tratados pela sua própria direcção, é sentirem o fim das instituições democráticas dentro do clube e é também o péssimo futebol. Para Bettencourt tudo se parece resumir a esta última questão. Isso e a uma maquilhagem estética da liderança. Às fúrias e gaffes de Soares Franco vão suceder os sorrisos e os saltinhos de Bettencourt. O resto certamente que continuará na mesma que os negócios não esperam por ninguém.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Melhorismo minimalista

No dia da sessão de esclarecimento sobre o projecto financeiro da lista Ser Sporting, apatece-me jogar ao CM. Em fim de época e em véspera de eleições anda tudo a imaginar nomes e reforços sonantes para a equipa de futebol. Eu não. Eu não quero contratar ninguém. Quero despachar os monos, antes de mais. Bonifácio, Romagnoli e Ronny são claramente para despachar. Pedro Silva e Rochemback, estão logo a seguir na minha lista. Se despachássemos estes cinco, contratássemos um defesa-direito decente e metessemos na primeira equipa três jogadores da formação já me dava por satisfeito. Teríamos um plantel mais equilibrado e até mais experiente do que o deste ano. A questão é, então, quem integrar no plantel? Se saírem dois médios, são dois os médios que têm que entrar. Rosado para o lugar de Romagnoli parace-me evidente. Ibrahim para o lugar de Rochemback, talvez. Hugo Viana a custo zero é sempre um sonho em cada início de época. Na frente para o lugar de Bonifácio temos o Saleiro, o Fonte, o Paez e o Eduardo. O Paez não me parece. O Fonte também se calhar não. Seria entre o Saleiro e o Eduardo. Eu aprecio o futebol do Wilson.
Se o Veloso for vendido é utilizar o dinheiro para abater o passivo e comprar um trinco com mais de 24 anos, que não seja gordo e cujo futebol não seja redundante relativamente às características dos médios mais defensivos que por lá andam. E pronto, depois é arranjar colocação para o resto dos monos (Purovic, Celsinho e etc).

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Descompensação

Por isso é que eu faço sempre aquele risquinho nos cheques. Alguém tem noção de quanto é um buraco de trezentos e quarentena. project finance. Rigor. Oh Maria, desculpa lá mas vendi a casa, o carro e o mais novo e não sei o que é feito do dinheiro. credibilidade. quantos anos. nome consensual junto da banca. a banca. é melhor abancarmos e vermos o manchester. Cristiano Ronaldo. continuidade. notáveis. nomes de força. BES. FSF. dependente das bolas no poste. BCP. ABolaeoRecord. Diogo Gaspar Ferreira. terrenos. Autarquias dão €10 milhões ao SCP. €49,5 ao slb. €88 ao FCP. reconhecidos pela sua capacidade de gestão. créditos firmados. gestão de topo. a verdade vem sempre ao de cima. é a merda. o passivo. Bettencourt. estoril open. 1 hora por dia. uma mentira por dia. dias da cunha. Vmocs. Schmeichel. Voando sobre um ninho de cu'rubus. Roquete. rigor. 25 mil sócios. SAD. com cartas dadas. equilíbrio nas contas. racionalidade. racionalidade. racionalidade. 340.000.000,00.

A crise

Um dos argumentos para vender o Edifício Visconde foi a crise, e a saturação do mercado de escritórios em Lisboa. Hoje pela pena, ou pelo teclado (como preferirem), do Record ficamos a saber que para além dos escritórios ocupados pela Opway, que vai passar para 7º andar do EVA, anteriormente ocupado pelo SCP, já estão preenchidos mais três pisos do edifício. É a crise.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Enganei-os a todos

Uma palavra especial para Pedro Souto. Foi muito correcto. Já lhe disse que lamento por ter sido induzido em erro, mas foi tratado da mesma forma que a minha mulher, a minha família e o meu patrão, enganei-os a todos.

O candidato da reforma

Depois de Filipe Soares Franco ter sido proclamo do como o salvador do Sporting, eis que pelo povo aparece quem o homem capaz de devolver o Sporting à sua grandeza do período dos cinco violinos.

Ontem José Eduardo Bettencourt (JEB) apresentou a sua candidatura rodeado de amigos, apoiantes, um padre e elementos das claques. Achei bonito, se fosse de uma claque também lá estaria, afinal convém sempre apoiar o futuro hipotético candidato de forma a não perder o status quo.

JEB terá dito que não fomos campeões por falta de sorte (esta também faz parte do apito dourado? A senhora sorte?) mas que com um bocado mais de treino seremos campeões. Para já gostei destas declarações. Ou seja, Paulo Bento terá de pôr a equipa a treinar mais pois esta não treina o suficiente. Ou então terá Paulo Bento de treinar mais, para deixar de ser um treinador danoninho e conseguir chegar ao primeiro lugar.

Outro ponto positivo nesta candidatura foi o facto de JEB ter dito que enganou muita gente, ao menos começa bem, a dizer a verdade.

Outro ponto ainda positivo foi ter dito que defende a transparência, eu também, e é por isso que acredito que com JEB os ordenados dos administradores da SAD e do clube (a existir) serão públicos. Acredito ainda (nesta minha fase pueril e de acreditar no pai natal verde) que será feita uma auditoria externa às contas do grupo Sporting nestes últimos 13 anos. Acredito piamente que foi por isso que Ernesto Ferreira da Silva apoia JEB. Ele que é um dos líderes da BDO, empresa que é ROC do Sporting será um dos defensores de uma auditoria às contas do clube, tal como fizeram no BPN.

Ainda mais positivo ainda será o rumo de mudança que deverá ser proposto por JEB, à excepção de Rogério Alves para presidente da mesa da assembleia geral, de Ribeiro Telles, Paulo Bento, Pedro Barbosa para o futebol, de Nobre Guedes para a área financeira e de Salema Garção para o marketing, os rostos que restam poderão ser diferentes. Grandes mudanças em perspectiva!
Os sócios e adeptos do Sporting já prometem fazer fila para adquirirem os bilhetes de época, então com uma nova estratégia de marketing liderada por quem liderou estas últimas, o sucesso é garantido.

Assim , sinto-me esperançado, pois agora quem ganham campeonatos já não são os violinos dentro de campo, mas aqueles de jogam por fora e JEB já tem os seus cinco violinos (Rogério Alves, Ribeiro Telles, Paulo Bento, Pedro Barbosa e Nobre Guedes e ainda poderemos contar com um violoncelo que dá pelo nome de Salema Garção.

Já era altura de o Sporting ter como presidente um gestor empresarial de topo. Assim seremos imparáveis, o título é uma certeza e o pavilhão também. Nada será como dantes.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A Ilíada Sportinguista

Ao longo dos tempos, várias tem sido as situações que foram apelidadas de cavalo de Tróia. Com efeito, esta personificação surgiu no poema épico a Ilíada, de Homero, e deste então o cavalinho nunca tem parado. Este cavalo, infelizmente, não é o cavalinho rompante da Ferrari, mas é um cavalo que personifica o que se vai passando no Sporting.
Se o Sporting já passou por uma odisseia de 18 anos, e convém não esquecer que a Odisseia foi escrita depois de Tróia, nós ao contrário, já tivemos a nossa 1ª odisseia, estamos presentemente na Ilíada (não confundir com situação idílica) e ao mesmo tempo numa meia odisseia que dura à 7 anos e se o cavalo de Tróia entrar mesmo então o mais certo é termos outra odisseia completa ou mesmo uma odisseia definitiva.
Que estamos numa guerra tipo ilíada ninguém tem dúvida, o que eu temo é que tal como no poema homérico o Aquiles seja morto, a cidade saqueada e o irmão do rei (o cornudo) venha a reinar.
Ora vamos relacionar este factos ocorridos há mais de 3.000 com o Sporting actual. A odisseia, e a meia odisseia já todos sabemos situá-las, Tróia é o Sporting, o cavalo de Tróia é bem capaz de ser algum dos candidatos a presidente (há quem defenda que o cavalo de Tróia já entrou em Tróia há cerca de 13 anos e ataca como um vírus informático destruindo o sistema Sportinguista). Quanto ao nosso Aquiles, temo que também há 13 anos tenha sido apanhando pelas costas indefeso, e hoje só restam os seus mirmidões a tentar combater os oligarcas do rei morto. Aqui para que não restem dúvidas, o Aquiles personificava a Ideia do Sporting onde ficar abaixo do 1º lugar era mau, onde não ter um pavilhão era herético e ser do Sporting era ser diferente dos outros. Os mirmidões hoje estão representados pela candidatura de Paulo Cristóvão e seus apoiantes. O rei agamêmnon, que fisicamente continua vivo, era Roquete e os seus seguidores os oligarcas do continuísmo.
Dentro desta corrente do continuísmo, depois de dias da cunha e soares franco (além da panóplia de acólitos que por lá passaram - os carlos janelas - continuam outros como os menezes, os salemas, os carlos cruz(es), os ricarddis, os menezes, nobre guedes. São estes em que, ainda o cadáver está quente, e já procuram suceder-lhe e procurar os encostos uns dos outros para que não caiam todos. São os proto-candidatos, os que não se entendem e na sua pequenez procuram alguém que os guie. São os seguidores do cavalo de Tróia.
Dentro do mesmo cavalo temos algumas sub-espécie de cavalo. Falo dos que dizem querer combater o cavalo, mas no fundo querem camuflar-se e fundir-se com o cavalo. Um empresário de nome Pedro Souto que ora diz que ele mesmo é a 4ª escolha a seguir a franco, Teles e Bettencourt, mas ao mesmo tempo diz que com ele é que vamos ser campeão - uma depreciação para o 2º lugar. E depois o Carlos Barbosa, presidente do ACP. Este também elogia o reinado de franco mas agora diz que quer uma limpeza. Faz lembrar os filhos dos faraós que quando subiam ao trono mandavam apagar tudo o que mencionasse o nome do antecessor. Mas este Carlos Barbosa tem uma peculiaridade, é que apareceu logo após os rumores do Carlos Cruz a candidato, e quando acabaram os rumores ele próprio passou para a sombra. Há quem diga que esta é outra guerra, que vem desde os tempos da venda do Correio da Manhã ao grupo cofina no qual o o advogado terá sido solidário com o grupo cofina e deixado de ser solidário com as pretensões do então também comprador Carlos Barbosa (a guerra poderá ter novos capítulos nos tribunais) e poderia passar para o Sporting. Seria uma guerra dentro de outra.
Por fim o eterno aspirante Dias Ferreira, que ora diz querer ser o Aquiles, ora quer entrar no cavalo de Tróia. Lembro-me bem após uma AG para aprovação das contas onde disse que aquela altura não era a indicada para uma auditoria às contas, seria após o Congresso, e que ele seria um apoiante firme nessa demanda, pois não tinha duvidas que além de erros de gestão tinha havido que tivesse metido ao bolso. Vamos ver agora como será o discurso...
Como se vê a próxima semana será a decisiva para ver quem irá travar a guerra e tomar Tróia, com a expectativa de tornear a odisseia ou de ir ao encontro desta.
Uma palavra final para todos aqueles corajosos que dependem dos outros e que esperam as vagas de apoio, ainda há esperança para quando forem ao estádio do dragão e conviverem com os Persas do nosso tempo:
"Apoiada, a coragem nasce até mesmo naqueles que são muito covardes". Homero, in Ilíada.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Saco de gatos

Uma das grandes mistificações levadas a cabo pelo poder reinante em Alvalade nos últimos 13 são duas: não há outra forma de fazer as coisas e que não há mais ninguém para as fazer. Ora a apresentação da candidatura Ser Sporting é prova em contrário. Da parte "minoria de bloqueio" de quem supostamente nada se poderia esperar encontramos uma lista e um programa. Discutíveis como qualquer lista e qualquer programa. Mas a verdade é que já encontramos os nomes na praça pública e as ideias em formato escrito para escrutínio público. Mais ainda, não vemos as lutas de egos, as desmarcações e as reuniões a que diariamente vamos assistindo da parte da oligarquia reinante. Também não encontramos pára-quedistas. Quem vai habitualmente às Ag's sabe perfeitamente quem são Paulo Pereira Cristóvão, João Mineiro, Pedro Ferreira, Isabel Trigo Mira ou Aguiar de Matos. Vozes que se têm feito ouvir ao longo dos últimos três anos e que no momento das decisões conseguiram criar uma lista comum, com um projecto e sem lutas pessoais. O resto segue dentro de momentos.

domingo, 10 de maio de 2009

(In)decência e liberdade da imprensa

«Paulo Cristóvão, em directo para a rádio Alenquer...» foi este o primeiro dos únicos jornalistas a colocar uma questão ao candidato da lista 'Ser Sporting'. Na sala, estavam presentes muitos jornalistas de microfone na mão. Ao meu lado, o inconfundível Nuno Luz, passou o tempo todo a brincar com o seu telemóvel novo (pela pinta é dos que tuitam, cruzes!), interrompendo apenas para ordenar ao operador de câmara que filmasse o Dias da Cunha. Alguém quer colocar mais perguntas? Ninguém queria...

Como ninguém quis, n'A Bola, no dia da última AG, perguntar a J. Roquete o porquê do seu projecto ter falhado. Como justificaria ele apoiar a radical reformulação de um projecto que partia do reconhecimento da caducidade dos modelos de gestão iniciados nos mandatos - incluindo o seu - anteriores? Vítor Serpa, não quis saber disso. O próprio director, encarregou-se do serviço ao domicilio, fazendo, na 1ª página, uma ode ao pai de um "Projecto" ancorado num património que já era, aclamando o sinistro empresário como alguém genuinamente precupado com o futuro de um clube que ele próprio afundara num passivo asfixiante e que, na hora certa, qual agente priviligiado, soube sair de cena e salvaguardar o "seu".
Enquanto V. Serpa beijava a mão, o outro acompanhante ajoelhava-se abaixo do nível do ventre de Roquete e dava-nos a fotografia de capa: Roquete, olhando-nos de cima, com o seu ar de rigor, à frente da sua lareira de rigor, sentado no seu canapé de rigor. No dia da AG, folheei o resto do jornal à procura de uma voz que transmitisse as razões do 'Não', mas foi em vão..

Nesse mesmo dia, O Jogo, tratou - não sei se cobrou - da encomenda do mapa dos Núcleos que defendiam o 'Sim', sabendo nós depois, através do jornal Sporting, que muitos dos representantes estavam convencidos de ter votado numa descentralização do poder de voto. Quem apenas ouviu SF falar nesses dias o resultado só podia ser este: nem sabiam bem no que estavam a votar. Nem eles nem um amigo meu que votou 'Sim' porque era "a favor que os Núcleos pudessem votar sem vir a Lisboa". É um tipo com doutoramento ou lá o que é.

Apresentados os primeiros candidatos, A Bola, continua na estratégia da não notícia. No pasquim do Bairro Alto mudam-se as comadres mas a "conversa" sempre a mesma. Lembro-me logo desse sujeito anafado, trabalhador sem pudor, de nome Bernardo Ribeiro. Nos últimos anos, ao primeiro parágrafo seu, já o via a ronronar e a roçar pelos pés da secretária a cada vez que escrevia o nome 'Soares Franco'. Nem quero imaginar o seu vigor jornalístico se a dama dos seus olhos passar agora a ser precisamente aquele que lhe segurava a trela e amansava o pêlo...

foto: Carlos Cruz, administrador da Cofina e vogal do CD presidido por SF e candidato a seu sucessor


Em certa medida, o nosso jornalismo desportivo é aquilo que os consumidores querem e permitam que o seja. Há muito que não compro o Record ou a Bola. Vou preferindo a Internet e a blogosfera. Aqui, regra geral, consigo encontrar a decência, diversidade e liberdade que a imprensa desportiva tem preferindo mandar pro caixote.

Joaquim Agostinho

Nasceu há 66 anos na Silveira; Morreu, faz hoje 25 anos, o Senhor nas fotos coloridas.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Não notícia

Há dias em que a a explicação para a redução contínua das vendas e tiragens dos "jornais" desportivos se torna evidente. Ontem, um candidato à presidência do Sporting lançou a sua campanha e apresentou a sua equipa. Também ontem, um terceiro candidato lançou a sua candidatura mas não apresentou a sua equipa. Na primeira página de hoje de A Bola, podemos encontrar uma primeira página gigantesca com um dos candidatos e a notícia da sua potencial aliança com outro potencial candidato que potencialmente poderá continuar a ocupar o cargo de presidente da mesa da AG na lista do candidato que não apresentou qualquer nome da sua lista. Quanto ao primeiro candidato a que nos referimos nem uma nota na primeira página.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A Ironia no Futebol

Como diriam os grandes mestres do futebol, tipo Fernando Santos: o futebol é isto.
Ora a ironia sendo uma figura de estilo utilizada na linguagem, pode e muitas vezes é utilizada como parte descritiva de uma situação da vida real. Foi o que aconteceu na semana passada como o ex-treinador do Bayern. O Klinsmann, cuja equipa nos deu duas goleadas históricas (bem sei que para alguns isto nunca aconteceu e não passa de propaganda) foi despedido pelos maus resultados. Podia dizer que é bem feito por nos ter goleado, é um castigo proporcional, mas parece-me que para aquela gente o facto de ter goleado o melhor Sporting dos últimos 30 anos é irrelevante.
O que é relevante é o facto de a 4 jornadas do fim do campeonato e após uma resultado histórico na champions o treinador da equipa bávara ter sido despedido pelos maus resultados. Os maus resultados seriam o ameaçar dos objectivos no campeonato, quando o Bayern estava a 3 pontos do 1º classificado. O que só revela que quem gere aquela equipa não percebe nada de gestão futebolística, quanto muito pode perceber de futebol, que é o essencial não para fazer dinheiro com o futebol mas para ganhar títulos. O tipo que tem a mania que percebe de gestão futebolística dá pelo nome de Franz Beckenbauer, e segundo sei, foi alguém que deu uns pontapés na bola enquanto jovem (tipo Rui Santos) e nunca foi gestor de empresa nenhuma, logo só alguém tão desqualificado para o cargo como este protótipo de gestor desportivo altamente especializado é que podia tomar uma decisão deste nível.
Outra forma de ironia é aquela que às vezes aparece dentro das quatro linhas, o futebol jogado. A este ponto reporta-se a meia-final entre o Chelsea e o Barcelona.
Devo dizer que festejei o golo do Barcelona como se fosse o golo do Sporting na meia-final da taça Uefa contra o Az Alkmar. Por formação pré-concebida desejo sempre que as equipas inglesas percam. Primeiro porque os adeptos na sua maioria são ingleses, e esse povo para mim evoluíram de uns piratas para uma raça prepotente e com manias de superioridade que nos tratam como terceiro mundistas (não sei se se lembram da recepção ao Ronaldo após o Euro 2004). A única coisa que se aproveita daquele país são realmente as bifas que aparecem em albufeira e portimão à procura de alcoól e de homens latinos. A sério Ronaldo se queres definitivamente entrar para a história do futebol mundial pisga-te daí para a Espanha ou para Itália. No primeiro existem os clubes com maior peso histórico para o futebol mundial devido à base de apoio popular que possuem (os orientais com a sua inclinação anglo-saxónia não contam para as contas da Uefa). O segundo é onde se pratica o futebol mais chato e mais difícil para os avançados. Quem triunfa lá triunfa no mundo inteiro mesmo sem ganhar nada na europa - Maradona.
Voltando à segunda ironia, a meia final de ontem, posso afirmar que gostei e não sinto pena pelo Chelsea. Na primeira volta vieram jogar à Italiana, logo o conceito do futebol de ataque em Inglaterra já é passado. Por isso fiquei muito feliz quando a bola o Iniesta entrou na baliza, foi o desmoronar do sistema defensivo, calculista e de contra-ataque do chelsea. Imaginam o que seriam uma semana inteira do génio táctico do Hiddink e da supremacia da defesa, dos defensores do ganhar por 1-0 em vez de 4-3. A mesma ironia estendeu-se ao árbitro do encontro. Vi o jogo e tenho de confirmar que o Chelsea tem razões de queixa da arbitragem, mas pensem bem no irónico desta situação: um clube de ricos de Londres cujo dono é um oligarca russo e que usa o clube como a sua lavandaria e que no seu consciente é dono de meio mundo, que paga a quem quer e compra quem quiser, é prejudicado para o benefício ir para um clube do povo catalão, que é gerido por sócios, que não tem sad e cuja equipa ainda patrocina a unicef de borla! Querem maior ironia do que esta. O árbitro se é ladrão é um robin dos bosques, embora me possa parecer que a incompetência está bem ao nível da nossa arbitragem.
Agora na final, como não sou de patriotismos bacocos, e aos portugueses que estão em Inglaterra não tenho nada de torcer por eles, só espero que ganhe a equipa que joga melhor e mais futebol de ataque, o Barcelona, que é uma equipa de sócios e não dos yankees americanos e que o ronaldo faça uma exibição ao nível do que já nos habituou a representar a selecção Portuguesa.

p.s.: para quem acha que o árbitro foi nitidamente prejudicar o chelsea proponho que faça o seguinte exercício: substitua o abidal pelo caneira e o anelka pelo aimar, jogando nos actuais clubes, e sendo o árbitro português.

Candidato 2

Convite a TODOS, sem excepção, que possam e que tenham vontade, para virem assistir à apresentação da candidatura SER SPORTING, O REGRESSO AOS SÓCIOS amanhã (5ª-feira, dia 7), pelas 19.30h, no Hotel Villa Rica (Av. 5 de Outubro, 295, Lisboa).

Ter Valores. Ter Ideias. Ter Coragem. Ser Sporting.
www.SERSPORTING.org

segunda-feira, 4 de maio de 2009