sábado, 27 de fevereiro de 2010

Do Norte para o Sul de Inglaterra

Jim Riordan escreve sobre a falência do Portsmouth.

A football club is far more than those that run and ruin it. The club represent the community, thousands upon thousands of fans throughout the world. Like virtually no other club, Pompey embodies the passion, hopes and companionship of a tight-knit, working-class community that regards the club as theirs. In desperation, these real fans sing "Portsmouth till I die!" and "Please don't take my Portsmouth away". So when the FA does FA for FA (Fans Always), remember that we will not let our club die.

Para quem não sabe, Jim Riordan é uma daquelas personagens que talvez só século XX pudesse ter inventado. Uma personagem se não tão brilhante como o nosso Cândido de Oliveira, pelo menos com uma vida igualmente atribulada e incrivelmente rica. Riordan foi o primeiro europeu do lado de cá da cortina de ferro a jogar na Rússia, no Spartak de Moscovo. Embora não tenha jogado muito, dado que estava na Rússia também por outros motivos. Tornou-se historiador do desporto, tendo publicado numerosas obras sobre a história do futebol russo e sobre futebol e relações internacionais. Escreveu também o Match of Death. Um livro sobre um jogo que decorreu em 1941 na Ucrânia invadida pelos Nazis. Um jogo onde o futebol não era, como diria Shankly, mais importante que a vida ou a morte. Era mesmo, literalmente, uma questão de vida ou morte. Esteve em Lisboa em 2006 para uma conferência e é maluquinho pelo Portsmouth.

Mais uma boa notícia

A maré não pára de encher. Apesar de o Mãos ao Ar estar fechado há algumas semanas, ainda vou lá com regularidade para ter a certeza de que acabou mesmo. Hoje ficámos a saber que o Bulhão vai andar pelo Bola na Rede B. B de Bulhão, certamente.

De volta à base

É certo que andamos todos nas nuvens: bom jogo, vitória, Yannick a conseguir fazer recepções de bola, o Izmailov que fica (que grande notícia), o Costinha que pode eventualmente correr bem...enfim, estão a ser dois ou três dias sem desastres, acidentes ou catástrofes. Ainda assim, vale a pena ler a notícia sobre o protesto dos adeptos do Manchester United amanhã, no contexto da final da Taça da Liga contra o Aston Villa. Mesmo com o tricampeonato e duas finais e uma vitória na Liga dos Campeões os adeptos do United contestam a gestão do seu clube. O plano é tentar transformar a empresa num clube desportivo. Amanhã a maior parte dos adeptos do MU presentes no estádio vão levar cachecóis verdes e amarelos, uma alusão ao Newton Heath, um clube formado por trabalhadores dos caminhos de ferro que esteve na origem do Manchester United. De volta à base.



It will, surely, be the first time in football history that fans choose a showpiece final to protest en masse against their club's owners, and that signifies the remarkably educated nature of this United fans' campaign. The half-hearted argument that they have nothing to demonstrate about given three Premier League championships, a Champions League trophy and now yet another Wembley final since the Glazers bought the club in 2005, is having no impact.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Vitória, goleada e nota artística

Melhor do que a melhor exibição de sempre do Yannik desde os treinos de captação...
melhor do que o soberbo passe do Saleiro para o soberbo golo do MVeloso...
melhor do que a sublime finta do Mati (eu sei mas tá calado!, o Mati, pra todos os efeitos nunca se engana!)...

***
acho que é a primeira vez que a vejo no futebol de topo. Não percebo porque quase nenhum criativo a utiliza. Tecnicamente é complicado mas com prática torna-se fácil, ao contrário da maioria dos outros malabarismos no futebol.
A execução depende de dois factores: a) duma situação de jogo em que, pelas costas e não muito longe do detentor da bola, apareça um colega, solto, e do lado oposto ao do 'melhor pé'; b) da sincronização com a manha (o simulacro com a cabeça e o corpo). Como outros gestos "exclusivistas", trata-se de uma aposta de risco e é por um triz que a finta não sai furada. Por exemplo, o tropeção. No início, pode ser mesmo essa a primeira sensação do defesa que, iludido, manda às urtigas a hermenêutica da desconfiança com que se encara um nº10 e cai direitinho na ratoeira. Porém, com a distância entre os dois pés demasiado curta corre-se o risco de ficar com 'bola presa'. Com uma boa dose de energia cinética dada pelo calcanhar, acaba-se por ir ao chão. No caso de Matigolaço, foi o oposto: a perna de trás já demaiado afastada fez com que a trajectória da 'tabelinha' saisse com peso e medida errados. Ao invés de acompanhar paralelamente a direcção e velocidade do jogador, a bola afastou-se para esquerda e um tudo de nada rápida demais. Nada que Matigolaço não soubesse resolver: o contra-arraque, o suave picar desviado, o salto felino e o toma lá disto que eu preciso dir fazer uma chamadinha. Foi o bolo em cima da ginja.
***

... melhor que tudo isto, o Izmailov fica entre nós. спасибо!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Aproveitar a crise

Um dos candidatos que disputa a eleição à presidência do Vitória de Guimarães declara que pretende levar o clube a emparelhar com os "grandes". Mas não se contenta em ser o "quarto" grande do futebol português. Pinto Brasil, assim se chama o candidato, diz que quer aproveitar a crise do Sporting para ocupar o terceiro lugar entre a elite dos clubes portugueses.
As palavras dos candidatos, já se sabe, valem o que valem. Mas...
A gente lê isto, engole em seco, tenta imaginar o cenário e admite a possibilidade.
A gente lê isto e diz, para si, que tudo indica que sim, que o candidato à presidência do Guimarães não está longe da realidade.
A gente lê isto e procura uma explicação para a verosimilidade do cenário.
A gente lê isto e interroga que medidas seria possível tomar para que uma situação destas nunca ocorra.
A gente lê isto e pensa no absurdo.
A gente lê isto, olha à sua volta, e sente-se impotente para travar o que parece inevitável.
A gente lê isto e pensa neste processo de extinção que vai decorrendo, obsceno e imparável, perante o nosso próprio olhar.
E a gente pergunta: estes gajos estão-nos a foder e nós a ver? É isto que se está a passar neste momento com este bando de impotentes em que se tornou o Sporting?
A quem mais irá aproveitar a crise?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Sporting Corporate de Portugal

N'O Jogo de hoje:


"Futebol em ambiente de luxo

O Sporting Clube de Portugal lançou esta época um novo espaço na área Corporate do estádio - o Lounge Corporate. O conceito é simples: permitir aos parceiros Corporate expor as suas marcas através da oferta de produtos ou experiências a todos os convidados com acesso ao Lounge. Paralelamente, o espaço é animado em todos os jogos com DJ e com acções temáticas. Quem tiver acesso a esta área exclusiva em dia de jogo, pode, para além do serviço de catering incluído, usufruir de uma massagem, ou da oferta de produtos de cosmética, gelados, cerveja, café, ou mesmo ganhar um fim-de-semana num hotel de 5 estrelas ou uma peça Sporting autografada pelo plantel.
O objectivo do Sporting é claro: dinamizar as áreas Corporate de forma a cumprir um dos pilares estratégicos assumidos: fomentar o networking entre as empresas e os seus profissionais presentes no Corporate [...].
O Lounge Corporate é já um sucesso entre as empresas com camarote naquela zona, de tal forma que o Sporting está a estudar a implementação de um conceito semelhante nas áreas poente do estádio."


É certo que o comum dos mortais que domine apenas a língua portuguesa terá dificuldades em lidar com a linguagem técnica aplicada, mas é deveras interessante perceber esta nova visão do que pode ser um adepto fervoroso do Sporting. Nada de roer as unhas, de berraria, de passar horas nas roulotes a encher o bucho de bifana e cerveja: o novo adepto, o adepto corporate que estimula o networking, é o tipo que vê(?) um jogo enquanto recebe massagens, ouve um DJ set e bebe um gin tónico.
O estádio, por sua vez, transforma-se em entreposto de negócios (perdão, business center), com os camarotes como centro vital (corrijo, com um dinamismo box centered) e rodeado por uma moldura capaz de suscitar aos corporate agents as mais elevadas erupções estéticas: lá em baixo, lá longe, próximo do ambiente fétido da populaça, 22 marmanjos praticam um desporto assemelhado ao pólo, infelizmente sem cavalos, e entre a lagosta e a massagem, tanta coisa curiosa haverá para ver enquanto se assina mais um contrato.
Nesta lógica toda, só não percebo como se descura o pormenor de assegurar que os figurantes da bancada estarão presentes. Por exemplo, amanhã, com os preços anunciados para o jogo com o Everton, corre-se o risco de arreliar a nação corporate: onde estará o povo que ela, à devida distância, tanto gosta de observar nos seus entusiasmos tocantes e nas suas patuscas indignações? Um pormenor a rever pela direcção do Sporting Corporate de Portugal.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Jornal do incrível

Leio mas não acredito. A sucessão de disparates tem um novo ponto alto. Compram-se jogadores medíocres pagos a preços de véspera de Natal e depois afinal vai-se a ver e não há cheta. Então, e para construir uma equipa competitiva no próximo ano, trata de vender a preço de fim de saldos e segunda baixa de preços um dos três ou quatros jogadores de real e indiscutível qualidade do plantel. Não só um jogador consistente e regular mas um tipo porreiro. Em relação a jogadores como Izmailov, Liedson, Moutinho ou Carriço deixei de ter ao longo destes meses qualquer problema em deixá-los sair caso assim o entendam. Estilo carta de foral. É complicado para gente decente viver no meio daquela bandalheira. Portanto, se Izmailov quer sair não vou impedir. Como dizia um amigo no dia da goleada com o Porto: "O Izmailov não merece o que lhe está a acontecer". E você, caro leitor, troca um Izmailov por um pacote com Pongolle e João Pereira e uma dívida de 3,5 milhões?

O Izmailov é isto:
"Estou muito impressionado com a atitude dos adeptos e, em verdade, não fiz nada de especial para merecer isto."
"No Lokomotiv também tive sempre boas relações com os fãs e recebi muitas cartas. Mas lá era alguém da casa, enquanto aqui sou um estrangeiro. Por isso, é que este apoio é tão tocante".

Por uma vez, um jogador faz um elogio genuíno aos adeptos, para lá das tiradas de ocasião extraordinariamente irritantes do Salema, e a primeira coisa que a direcção (?) do clube faz é por o homem no mercado. Por mim, despachem logo também os outros três e acabem de vez com a nossa agonia.

O Sporting hoje é isto, e nada mais do que isto:
A urgência do Sporting em concretizar um encaixe financeiro significativo legitima a inflexão na recusa da proposta de seis milhões de euros do Lokomotiv de Moscovo por Izmailov, declinada em Janeiro, mas entretanto entendida como viável pelos responsáveis da SAD leonina para que a transferência do influente médio russo se consuma.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ferguson e o protesto

I'm never against protest. I've been brought up in protest all my life. I was involved in the [Govan shipyards] apprentices' strike of 1961. I don't think there's anything wrong with people protesting if they think their position in life has been changed, if they're not getting the proper respect or valuation of their worth.

Esforço e devoção, inglória

Bate-se com esforço qb, suscita uma devoção qb. O Sporting hoje é um clube qb. Por mais esforço que empregue, por mais devoção que ainda suscite, serão sempre inglórios porque nada disto leva a nada. Eles sabem-no, nós sabemo-lo.
O Sporting hoje é um navio que afunda lentamente perante os nosso olhos. Como pode estar isto a acontecer, sem uma reacção, sem que se preveja qualquer mudança? COMO??!!!
Haverá afinal ainda SPORTINGUISTAS!!!?...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

6ª à 3ª

Esta é a sexta partida que o Sporting soma sem ganhar... Foi hoje à terça. Terça feira de carvalhal, perdão, de carnaval.
Até mete pena ver o Carvalhal, os jogadores e toda a actual estrutura do Sporting. Um golito que seja é celebrado como se se tratasse de um feito épico, cada declaração é um confrangedor rosário de lugares comuns, de derrota anunciada e de intenções requentadas. Um autêntico carnaval esta equipa de Carvalhal, que 15 anos de regabofe moldaram e este JEB, o Rei Momo, ajuda agora a afundar em definitivo.
Estão como o tempo, cinzentão, desagradável e perfeito para deixar o adepto deprimido.
Até quando...?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Boletim informativo a Carvalhal

Visto que internamente já ninguém quer saber de si, pois já não lhe dão conta da eventual venda de um dos nosso melhores jogadores, a Roulote informa-o oficialmente, que foram reatadas as negociações para a venda do Izmailov para o Lokomotiv! Pode ler o comunicado na CMVM.

Bilhetes Sporting-Everton

Em véspera de jogo com o Everton para a 1ª mão dos 16 avos da Liga Europa, ficamos a saber que o preço mais barato (bancada A) para assistir à 2ª mão em Alvalade é 15 euros!! Mas isto cabe na cabeça de alguém?! Depois de sermos enxovalhados por tudo e todos, e apenas nos limitarmos à difícil tarefa de progredir mais um pouco nesta derradeira competição, eis que os nossos "gestores de topo" têm esta brilhante ideia para nos chamar ao estádio! Certamente que estarão confiantes numa goleada...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Sair da crise, um contributo

Tem de ganhar forma a ideia de reconstituir o Clube e tem de se chegar a um consenso entre todos nós sobre essa matéria. Penso também que é a única forma de mobilizar os sportinguistas: uni-los em torno dos ideais, desportivos e cívicos, que o Clube continua, apesar de tudo, a corporizar.
Não é possível, como está amplamente provado, salvar o Sporting em torno de ideias puramente mercantis. Não há "mercado" para tanto "mercantilismo"... Não é possível sustentar o Sporting, como está amplamente provado, em torno de malabarismos financeiros ou de "projectos" comerciais mal amanhados. Mesmo as empresas, que o são, que nunca aspiraram a ser outra coisa e que se impõem no "mercado", vivem com base num "ideal" comercial qualquer e nas competências necessárias para o implementar, quanto mais um arremedo de empresa como queriam que o Sporting fosse, que vende um "produto" sistematicamente defeituoso que só uns quantos (poucos) malucos teimam em adquirir, cujo preço de "produção" excede largamente a receita potencial que a procura gera! Procura escassa para as necessidades, que definha ainda mais ao menor sinal de "falta de frescura" do produto...
A "empresa" Sporting não existe e nunca pode existir. Sem Sportinguistas não há forma de sustentar o Sporting. E para haver Sporting é preciso que haja ideais que atraiam os Sportinguistas. Assim se fecha o círculo.
A forma de mobilizar os Sportinguistas hoje, de os fazer acreditar que há saídas, e de os fazer aceitar que estas envolvem custos e sacrifícios, designadamente desportivos, e de relançar a instituição SPORTING é voltar ao Clube, com todas as implicações que isso acarreta. Sem "salvadores da pátria", sem SAD, sem banqueiros e sem estes travestis de "gestores" que ganharam um inconcebível protagonismo no Sporting.
Pelo Sporting aceito perder com dignidade em nome da recuperação futura. Mas, pela SAD acho que perder é uma ideia abjecta e inaceitável. Pela SAD acho que qualquer sacrifício é aberrante.
E depois, há a questão essencial das responsabilidades. Não podemos continuar na situação em que o Administrador da SAD é quem decide, senhor omnipotente, ilusionista que controla os obscuros desígnios "económicos e financeiros" do Clube, o mago que sabe sempre coisas que mais ninguém sabe, que se traveste de Presidente do Conselho Directivo quando as suas decisões dão merda, e, invocando "motivos pessoais" ou escudando-se no carácter ambíguo da estrutura do Sporting --em nome de ideais idiotas de solidariedade clubísitca, de um Clube que não tem força nem coragem para lhes exigir a responsabilidade criminal que de facto têm-- se põe ao fresco na primeira oportunidade. Mas a SAD também deixa ir o gestor que fez merda, sem o responsabilizar, porque a autoridade é a mesma nos dois casos...
Situação cómoda a destes cavalheiros. Situação inaceitável.
É o que tem acontecido com todas as luminárias que têm passado pelo Sporting nestes últimos 15 anos, desde o Roquette até ao Franco. Mas, então por que raio se têm "sacrificado" tanto estes "presidentes" todos que passaram pelo Sporting...?! Alguém acredita que seja por Sportinguismo?!! E quem lhes vai agora pedir contas?
É possível salvar o Sporting. Voltando ao ideal do CLUBE, com um plano, um plano claro, com uma noção realista dos sacrifícios que daí vêm e com o compromisso de todos para participarem e ajudarem.
Só assim, com a ajuda de todos, o Sporting sobreviverá. Só assim o Sporting pode aspirar a lutar por outra coisa que não seja o 4º lugar... Não há outra forma de ultrapassar a vergonha que é ser Sportinguista hoje.
Eu tenho as quotas em dia.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Está aberta a época de caça!

Esta espécie de presidente que temos, herdeiro legítimo destas espécies de direcções que os sportinguistas têm elegido --sportinguistas cordatos e honestos, que têm tido sempre a esperança de conseguir mudar o Sporting ficando tudo exactamente na mesma!!-- veio agora afirmar que o objectivo para esta época é ficar em 4º lugar.
Até este objectivo, "realista" como ele afirma, se arrisca a não ser cumprido. Ainda há muitos jogos pela frente e o Sporting parece já ter metido férias. Uns vêm, outros irão para o Brasil, sempre com o deles garantido ao fim do mês na conta bancária que generosamente lhes abrimos, nós os Sportinguistas. A massa está garantida na conta deles, mas o 4º lugar não...
Este é o estado a que chegámos e tudo isto não pode deixar de nos provocar um enorme vómito!
O que aconteceu ao Sporting este ano, porém, não foi mais do que o culminar de um processo que se arrasta há mais de uma década, que inevitavelmente iria acabar assim. Muitos se revoltaram e foram vilipendiados por isso. Só não viram que caminhávamos para o abismo os ingénuos que foram a correr depositar o seu voto na urna onde o Sporting tem vindo a ser enterrado. Esses são verdadeiramente os culpados pela destruição do Sporting Clube de Portugal. Deles exigimos, nós, os que nunca concordámos com esta chafurdice, reparação!

E agora?
Pois, agora é que são elas... Já não há património, já não há activos, já não há objectivos, já não há mais nada que cubra o défice. O Sporting transformou-se num daqueles stands de automóveis de ocasião. Lutamos hoje para o 4º lugar, mas pelo andar da carruagem, talvez já para o ano lutemos para não descer de divisão. É algo que nos poderá muito bem acontecer.
Muitos sócios, genuinos sportinguistas, que fazem contas ao fim do mês para pagar as quotas, estarão certamente, neste momento, de mãos na cabeça a fazer também esta pergunta: e agora?
A resposta (já) não é fácil. Os compromissos são muitos, as hienas são muitas e o nosso Sporting já não é exactamente nosso.
A consolação que nos resta é que nunca será possível fazer um Sporting, qualquer que ele seja, sem Sportinguistas, por muito que as hienas o tenham querido fazer. O Sporting Clube de Campo em que quiseram transformar o Sporting Clube de Portugal falhou redondamente. O Sporting Clube de Campo luta de forma já assumida, e na melhor das hipóteses, para o 4º lugar...

Qualquer que venha a ser o futuro, porém, há outra coisa totalmente clara neste momento: sabemos agora quem são (com maior ou menor dose de ingenuidade) os verdadeiros Sportinguistas. A cabeça de todos os outros, hienas, oportunistas, situacionistas, de todos os que se nos apresentaram ao longo destes anos como Sportinguistas convictos, mas que não passavam afinal de agentes do inimigo, essa está a prémio. E enquanto, a mim pelo menos, me restar um ténue resquício de energia hei-de-lhes dar caça! Não se irão sem pagar o mal que fizeram.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Revolução JÁ! (2)

Deixem-me acrescentar apenas o seguinte: qualquer revolução que se venha a operar (se se operar!) no Sporting, sê-lo-á SEM toda esta gente que por lá anda há tanto tempo. Sê-lo-á mesmo e sobretudo CONTRA toda esta gente que por lá anda.
Não pode sobrar ninguém! Fora com eles todos! Nem as pessoas, nem as propostas --que repetem à saciedade como se fosse a única e final verdade-- são credíveis ou merecem hoje qualquer atenção. Tiveram todas as oportunidades e falharam.
Venham outros!

Revolução JÁ!

Não sei se este Sporting tem remédio. Nem sei se alguém está interessado em encontrar remédio, no caso dele existir. Não estou, claro, a falar (só) das três últimas vergonhas pelas quais passámos. Estou (sobretudo) a falar de um mal mais fundo, de uma vergonha maior, mais antiga, mais dolorosa que é a realidade em que se tornou este clube.
Uma coisa é certa: ou o Sporting se remodela de alto a baixo (repito, de alto a baixo!) ou vamos ver, muito em breve, este clube desaparecer, sem glória. Já se percebeu há muito que não há pedalada para aguentar esta montanha, que de todas as medidas financeiras que as sucessivas direcções propõem (todas aquelas, lembram-se?, que, se não fossem aprovadas, nos iam atirar para o abismo...) não resulta nada; já se percebeu que dos discursos apocalípticos dos sucessivos presidentes não ficou mais nada senão um rasto de desastres; já se percebeu que as saídas e entradas de gente para a equipa são invariavelmente um falhanço; já se percebeu, enfim, que isto não é defeito. É mesmo feitio. Assim, ou procedemos a uma verdadeira revolução no Sporting ou não haverá Sporting para revolucionar em breve.
É preciso mesmo uma REVOLUÇÃO e JÁ!
E revolução é o que vocês, meus caros, quiserem. Tudo é legítimo, tudo é possível. Vale tudo. Tudo, menos isto que se está a passar...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

5%, 10%, 12%, 30%

A vergonhosa história da cedência de bilhetes aos apedrejadores começa com o baixar das calças da direcção da sad ao ceder o dobro dos bilhetes a que teriam direito, 10% da lotação em vez de 5%.
Eis que agora a associação de apedrejadores vem informar que afinal só receberam 12%!
Ver aqui.
Mais ainda, dizem que o presidente do Sporting é um mentiroso porque lhes teria prometido 30%!
Estou a crer que JEB ainda vai falhar o voo de regresso de forma a evitar ter de apertar a mão ao sucateiro. Vendo bem, o Brasil é um destino histórico e apropriado para o fim.
De positivo apenas o comunicado da AAS, até agora a única "pessoa" dos órgãos sociais a defender o Sporting e os seus sócios nesta história.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A lampionização de portugal - Parte II

A não perder a leitura do post do 1906 Luta e Resiste, clicar: AQUI.

Assim se percebe melhor a teia kaufkiana entre governo, benfica, empresas públicas, sucateiros, banqueiros afectos aos regimes governamentais e lampiónicos.

p.s.: desculpa a colagem e plagiagem Anjo Exterminador, mas era um golo que não podia falhar e me apareceu caído da blogosfera.

p.s. 2: depois do apito dourado, também começo a dominar os meandros da linguagem dita encriptada.

A "lampionização" de Portugal

O ex-director geral da TVI, homem valoroso que contudo parece não ter conseguido fazer frente ao primeiro ministro, escrevia ontem no Diário Económico que é preciso evitar a sportinguização de Portugal. Também acho e penso que se podem encontrar bastas semelhanças entre o consulado de FSF e o de Sócrates (acho até que o escrevi até algures, já não me lembro...).
O pior é que a "sportinguização" de Portugal se segue a um longo período de "lampionização". O estado miserável a que chegou o país é o decalque do estado a que chegou o clube do senhor Moniz.
Todos caem em cima do Sporting --um bode expiatório útil!-- mas a lampionagem parece ser sempre perdoada e nunca tem culpa de nada. Regabofe financeiro, viver acima das possibilidades, falcatruas desportivas, vales, azevedos, completo falhanço desportivo, etc... isso não existe, não é?
Deve ser esta amnésia do Moniz que o levou a falar de "sportinguização" em vez de lembrar a "lampionização"...

Já estamos todos a ver o que (não) será

O gerente de equipa e director desportivo do Sporting, salema garção, disse ontem após a humilhação que «estamos cá para assumir as responsabilidades».
Pela minha parte tenho a certeza que o assumir de responsabilidade será idêntico ao que sucedeu após a vergonha de Munique.

Exemplo de cima

O presidente profissional do clube deu o exemplo, sem coragem para deixar o mafioso de mão estendida, desapareceu de cena e mandou o seu representante sentar-se ao lado daquele que o insultou e insultou o clube.
Do anterior fraco já sabíamos bem as intenções profissionais, nunca beliscar o padrinho, deste já ficamos a saber, será que quando o porto vier a Alvalade também vai por motivos profissionais ao estrangeiro?
São estas fracas figuras que fizeram fraco o forte Sporting.


p.s.: a ler, pela minha parte estou tranquilo, nunca apoiei o roquetismo e não foi por mim que o clube chegou ao que chegou. Outros, muitos, não poderão dizer o mesmo.

Treinador de equipa pequena

carvalhal no fim do jogo: «estou orgulhoso dos meus jogadores».

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010