sábado, 26 de fevereiro de 2011

A dança dos clichés

Depois dos candidatos terem concluído a dança dos "directores para o futebol" começa a dança dos treinadores... E se for estrangeiro ganha mais votos!!
Qual será o próximo cliché?
Ideias novas, propostas novas, mobilização dos Sportinguistas... zero! Vamos votar para director de futebol e para treinador. Tudo menos presidente responsável, estão a topar...? Assim, antes de ser presidente, a culpa já é dos outros.

Era preciso fazer qualquer coisa

Palavras do pai de reestruturação financeira. Indícios de um barco à deriva onde ninguém sabe exactamente o que correu mal nem o que é preciso fazer para colocar as coisas no eixo. Logo era preciso fazer qualquer coisa. Qualquer coisa que apaziguasse os deuses furiosos que dão pelo nome de adeptos, que só podem ser tratados à bastonada ou alimentados com vítimas sacrificiais. Claro que quem tomou a decisão de "fazer qualquer coisa" deixou Cabral ao leme. Não se deram ao trabalho de demitir toda a equipa técnica após o jogo do Benfica, nem esperaram pelo fim do encontro com o Nacional. Despediram o Paulo Sérgio no dia do embarque para a Madeira e colocaram Cabral ao comando da equipa. É preciso fazer qualquer coisa.

Vigilância contra as manobras de desresponsabilização da Hidra...

Paulo Sérgio out, Couceiro in... Comunicado aqui. De repente, o Paulo Sérgio passa a ser o responsável pelo descalabro total do Clube. Se calhar, até foi ele que se contratou a si próprio!!

Quem diria...?!

Por pudor não faço mais do que sugerir a leitura desta notícia, sem mencionar quaisquer nomes. Aconselho-vos claro a, depois de a lerem, passarem um anti-vírus no computador, ou limparem o dito com aqueles líquidos desinfectantes, mas leiam.
Lembro só que não houve um único sacana de um presidente do Sporting, nestes últimos 15 ou 16 anos, que dissesse algo de vagamente semelhante sequer. Não houve ninguém que se lembrasse de que ao longo dos nossos mais de 100 anos de vida, também fomos nós e somos a "essência" do Sporting e o dissesse com humildade. Triste...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Entrevista Bruno de Carvalho

Alguém publicou isto só no facebook, achei que merecia ser divulgado aqui (ainda que não tenha tido tempo de ver até ao fim).

Unidade

Quando pensava escrever qualquer coisa sobre o momento trágico que os Sportinguistas estão a viver, ocorreram-me também algumas das ideias expressas pelo Luizinho na posta anterior. Escusado será dizer que concordo totalmente com o que ali é dito.
Não vale a pena repeti-las, claro, deixem-me só acrescentar uma ou duas notas.
Primeira nota. A aberração que é o Sporting Clube de Portugal hoje resulta, no imediato, de um processo duplo que parece ter entrado em "pescadinha". Os padrões de exigência no Sporting foram baixando até atingirem hoje o grau zero. A incapacidade de gerir os múltiplos aspectos de uma organização complexa como o Sporting nunca foi tão flagrante. Não se trata de perder com os coxos do Rangers, ou de saír este treinador para vir outro igual ou pior ainda, se possível. Esta situação é mais profunda, como tem sido repetidamente destacado por muita gente, nomeadamente aqui na Roulote, não nasceu hoje, nem tinha esta dimensão quando começou!
Foi-se revelando e agravando ao longo do tempo. Quando surgiram os primeiros sinais de deterioração, ainda pouco perceptíveis, quando surgiram os primeiros indícios da mentira e do logro, quando se manifestaram os primeiros receios, ténues, mas já indicadores do que poderia vir a acontecer, uns criticara, outros calaram, outros criticaram os descontentes. A euforia Roquettista, alimentada por uns títulos obtidos de forma insustentada, como se veio a ver, esconderam da maioria dos Sportinguistas a realidade. Se houve problema a que o Roquettismo veio alegadamente "acudir", este, está provado, agravou-se.
À medida que a situação foi evoluindo e os primeiros sinais se foram transformando em provas inequívocas de deterioração dos padrões de exigência do Sporting e da perda de qualidade da capacidade de gerir o Clube, fomos assistindo a isto: em vez de melhorar esses padrões de exigência os responsáveis, deixaram que eles se agravassem, culpando aqueles que se insurgiam crescentemente contra essa deterioração pelos desastres de que só eles são culpados.
Os melhores perderam a paciência e foram-se pirando, os bons que sobraram não têm força para impôr mudanças e os medíocres que restam vão mantendo... os padrões em baixo. Circuito fechado.
Segunda nota. A mama, porém, esgotou. O Sporting já não dá mais que isto. O cadáver que os situacionistas sustentam já deu o que tinha a dar. A mudança é necessária. Mas, não é possível mudança com a mesma corja que levou o Sporting ao seu actual estado comatoso. Incluo em tudo isto os miseráveis dirigentes que estiveram à frente do Clube nestes últimos anos, mas também os sócios que os legitimaram com o seu voto. A democracia tem destas merdas...
Não se iludam!! O Sporting precisa de autoridade, de talento e de capacidade de mobilização. O Sporting precisa de alguém que UNA os Sportinguistas, não de chefes de facção. Nenhum candidato até agora demonstrou ter estas qualidades. O que se desenha nos arranjinhos de bastidores de que se vão conhecendo os pormenores, são tentativas das várias tribos para mudar o suficiente para que tudo fique exactamente na mesma, para que os interesses instalados continuem intocados. Tudo em nome de um Sporting cuja unidade eles destruíram há muito. Se isto é o melhor que sabem ou conseguem fazer pelo Sporting é curto!
Os melhores Sportinguistas estão hoje fora do Clube. Formalmente ou por falta de comparência. Os Sportinguistas cujo Sportinguismo não é nem foi um cliché inventado para enganar o papalvo, afastaram-se. Quando aparecer um candidato que faça sua bandeira principal a recuperação dos milhares de Sportinguistas que abandonaram o Clube desde que este se transformou em coutada dessa gente da dupla consoante nos múltiplos apelidos, quando aparecer um candidato que se proponha unir os Sportinguistas em torno do ideal Sporting, aí eu se calhar penso em voltar também...
Até lá concordo com o Luizinho: o Sporting é a puta de toda a gente. E os filhos dela mandam nele!

A Idade da Estupidez

Relativa a outra temática, mas assenta que nem uma luva à actualidade do Sporting!!! Dia 26 de Março é o momento, ou segue-se a extinção...



Chega de calma
Critiquem tudo
Ou estamos de passagem e quem vier que resolva o mundo?

Vamos unir
As próximas gerações
Ou ver passar o tempo sem pensar em ter soluções?

Nada nos prende mais
Somos a solução óbvia
Qualquer dia a coisa tem de mudar
Segue-se a extinção

Começa de novo
Poupa palavras
Temos as ideias
Só nos falta ter a coragem

Vamos fazer
A nossa revolução
Ou deixar que façam do futuro uma ilusão?

Mas já vai a meio do processo
E este é o momento

No fim do mundo
Que fique um sentimento
Só não fizemos algo mais
Porque não tivemos tempo

Mas não muda nada
Mantemos tudo
Façam mais cimeiras para dar um tiro no escuro

Há que manter
Dinheiro a correr
E jogos de interesses preservados pelo poder

Parem de vez
Menos porquês
Estamos a viver na idade da estupidez?
Vamos fazer a revolução
E dizer não, dizer não....

No fim do mundo
Que fique um sentimento
Só não fizemos algo mais
Porque não tivemos tempo

No fim de tudo
Vai sobrar silêncio
Só não fizemos algo mais
Por sermos mais do mesmo

by Klepht

O Sporting é a puta de toda a gente

Paulo Sérgio é possivelmente o pior treinador da história do Sporting. Porém, não deve ser despedido. Devemos deixá-lo afundar com o clube para que nunca mais possa aparecer de cara levantada em lado nenhum. Para que ao pé dele Luís Campos seja um baluarte de dignidade e competência. Pagar-lhe uma indemenização é um prémio que não merece. A verdadeira questão não é, no entanto, Paulo Sérgio e este não deve ser o bode expiatório de tudo o que se passa, mesmo que seja um merdas que não percebe nada de coisa nenhuma. Um merdas que me envergonho de ter não só como treinador mas até como funcionário do meu clube. Mas a verdade é que o Sporting se tornou um clube ridículo, gerido por idiotas engravatados incapazes de sentir vergonha, cheios que andam de si próprios e das suas próprias razões e qualidades. A prova disso mesmo é a forma como se andam a pavonear por aí, como se nada fosse com eles, a preparar a sua participação em duas ou três listas candidatas às próximas eleições. Quando no início do ano resolveram contratar Paulo Sérgio foi porque queriam um merdas que comesse toda a trampa que lhe metessem no prato. Mas mesmo a esse merdas fizeram promessas. Ora, se o que Paulo Sérgio vê à sua volta é irresponsabilidade e trafulhice e com toda a merda que lhe fizeram porque motivo, mesmo sendo um incompetente de merda, repito, se há-de considerar, e com razão, o maior responsável pelo estado escrabroso a que chegou o clube e o seu futebol?
O que se viu ontem é que o Sporting não é só a puta do Benfica, como se cantou na segunda-feira nas bancadas de Alvalade. O Sporting não é só a puta do Rangers. O Sporting hoje em dia é a puta de toda a gente. Se até o Baltazar tem o descaramento de pensar em candidatar-se à presidência, se o Ricciardi racha lenha de fora, se o Futre é potencialmente um director desportivo, se o Dias Ferreira apresenta uma lista de ruptura, se o Bettencourt vai para o BES, se a mulher do Soares Franco dá entrevistas a dizer que a culpa desta merda toda foi dos sócios, se o Costinha dá entrevistas daquelas, se venderam o Liedson, se venderam o Moutinho, se venderam o Veloso, se contrataram a merda toda que contratam, porque caralho é que o Sporting também não há-de ser a puta do Paulo Sérgio?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Bilhetes Históricos

Um pouco à semelhança da nossa rubrica "E tu onde é que estavas?", o Sporting anda à procura de bilhetes históricos das competições Europeias.

Afinal vamos eleger directores de futebol??!!

A cada candidato o seu director para o futebol, ou, como afirma a sabedoria popular, diz-me com que director de futebol andas, dir-te-ei quem és...
Esta "guerra" dos directores para a área do futebol é a prova de que nada de bom se pode esperar desta eleição... É triste mas é verdade. É tudo o que os candidatos conseguem arranjar. Não há programas, não há ideias fortes para salvar o clube, não há mobilização dos sportinguistas! Há directores para o futebol. E alguns... minha nossa senhora!!!!
Só espero que os sportinguistas não tenham a memória curta e que esta eleição para director de futebol, a que o nível dos candidatos tenta reduzir estas Eleições 2011, tenha a resposta que merece.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A culpa é da PSP



Não se passou nada ontem em Alvalade que pudesse justificar as cargas policiais que se verificaram durante a primeira parte. Um sintoma disso mesmo foi a forma como o estádio todo aplaudiu a retaliação dos adeptos que se encontravam na superior e como a policia foi recebida quando voltou para a segunda carga. Mas mais grave do que a violência policial é a forma como o clube e os meios de comunicação social reagem aos acontecimentos. O Record, por exemplo, usa expressões como "a PSP viu-se forçada a reforçar o efetivo e praticamente esvaziou a zona central do topo.", "Em resposta à carga policial, os adeptos, remetidos a uma das pontas da bancada, arremessaram cadeiras, petardos e até bandeiras na direção aos agentes, forçando nova intervenção da PSP, que deixou completamente vazios estes lugares.". Mas viu-se forçada por quem? O que é que a polícia estava ali a fazer? O que se passou ontem foi uma vergonha. Os adeptos de futebol continuam a ser tratados como cidadãos de segunda e o mais degradante é que da nossa direcção não podemos esperar qualquer tipo de solidariedade. Depois dos incidentes do Bonfim a direcção do Benfica exigiu de imediato um inquérito. Depois de sermos espancados no nosso próprio estádio, na bancada reservada a sócios, quase todos portadores de bilhetes de época, da nossa direcção respondem-nos com silêncio. Um nojo.

"Noite das Arábias"

Podem ler aqui e aqui um testemunho e comentário sobre a "Noite das Arábias" de ontem em Alvalade.
Estranho que a comunicação social não tenha analisado os acontecimentos e o Clube não se tenha pronunciado sobre tudo isto...

Indigência e gestão danosa desportiva...

Não é de hoje, não é de hoje...

Acordem!

Isto não é montagem! É a dura realidade (e uma bola ao poste do Marketing)! Depois da chacota de ontem, chega-se a casa e vê-se o Godinho Lopes com 53%!!! Mas o que é isto?! Está tudo a DORMIR?!!? As próximas eleições são a última esperança! Não a vamos desperdiçar pf.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Demografias

Preocupados com os temas quentes, os Sportinguista não ligam a ponta de um corno aos temas frios. "Que futuro pode ter o Sporting?", é um desses temas que não parece preocupar ninguém, nem dirigentes, nem candidatos, nem "comentadores" leoninos, nem sócios, nem adeptos, novos ou velhos.
O Sportinguista vive numa enorme ilusão. Se perguntarem a um sócio do Sporting a razão de ser Sportinguista, dir-lhe-á que o é porque alguém na família era, ele é e o seu filho ou filha são, e se ainda não tem descendência a primeira coisa que vai fazer quando a tiver é inscrevê-la a ferver de orgulho pelo Clube do coração.
O Sporting vive assim numa espécie de circuito perfeito de vasos comunicantes, onde a água circula na perfeição mas... se vai evaporando.
Um artigo do i de hoje revela alguns dados interessantes. Não é uma análise científica, mas deixa algumas ideias no ar que são perturbantes.
"Não há crianças do Sporting porque o Sporting nunca é campeão", diz a Patrícia, 10 anos, citada no artigo. Depois de 18 anos sem ganhar títulos, o medo que o saldo fisiológico da Nação Sportinguista fosse negativo (ninguém sabia ao certo) era grande. Os festejos pelo triunfo no campeonato vieram revelar que a demografia sportinguista estava afinal menos mal. Mas, daí para cá o mundo não parou (ao contrário do Sporting) e o saldo é bem possível que tenha estagnado ou se tenha mesmo invertido. Nenhum presidente do CD deste últimos 15 anos, nenhum candidato ao cargo, abordou jamais estas questões. O Sporting é o Sporting da época como a fruta. Passada a época logo se vê.
Daqui a vinte ou trinta anos, pelo andar da carruagem, sem crianças, a continuação da espécie Sportinguista está seriamente ameaçada. Aguarda-nos um Sporting sem Sportinguistas. Na melhor das hipóteses, uma entidade virtual, com a sede e um CD baseados num qualquer paraíso fiscal.
O Museu do Sporting vai-se entretanto transformar num museu de cera.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dias Ferreira, um artista da bola

Mais um palhaço habilidoso a candidatar-se a um cargo para o qual não tem absolutamente nenhuma competência...

Bolas de cristal ou o mercado de transferências ainda não fechou

Um dia depois da demissão de Bettencourt escrevi aqui na Última Roulote: "Vamos ver para onde vai Bettencourt exercer o seu ofício daqui a uns meses. Eu aposto que não volta para o Santander.". Hoje ficámos a saber a resposta. Surpreendentemente, e para espanto de toda a gente, José Eduardo Bettencourt vai para o BES. Um mês depois de ter colocado o banco na administração da SAD através de um plano de reestruturação financeira que era fundamental para o futuro do Sporting. Pelos vistos era fundamental para o futuro de alguém, mesmo que não fosse do Sporting. Como refere Mário Duarte em O Jogo: "curiosamente, passa de presidente devedor a administrador credor do Sporting." Muito curioso, de facto. Mas, curiosamente, esta transferência não surpreende os sócios do Sporting Clube de Portugal, habituados a estas mudanças relâmpago. Godinho Lopes passou para o Conselho de Administração da empresa que adquiriu os terrenos do antigo estádio por um terço do seu real valor de mercado pouco tempo depois de ter negociado esses mesmos terrenos em nome do Sporting. Soares Franco demitiu-se depois de ter adquirido o Edifício Visconde para a sua empresa. Certamente mais um sacrifício que fez em nome do Sporting. O negócio de trespasse do Alvaláxia foi o que se sabe. Enfim, há coisas que estes gestores gerem bem. Outras nem por isso.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Nem notáveis, nem sheiks: a democracia no Sporting

Ao longo das últimas semanas têm-se sucedido nos meios de comunicação social as notícias sobre reuniões entre "notáveis", putativas vagas de fundo e a autorização - sempre tácita - por parte da banca a essas candidaturas. Em todo este cenário falta sempre a coisa mais importante: os sócios e as eleições. Apesar de tudo, para a banca ou os notáveis poderem tomar conta do clube não o poderão fazer sem o apoio dos sócios do Sporting Clube de Portugal e sem lhes apresentar um programa. A pobreza do discurso dos candidatos, proto ou não, e dos media contrasta de forma absolutamente chocante com o espírito de debate e crítica - no melhor e mais democrático sentido do termo - que reina naquilo que podemos chamar de esfera pública leonina. Nas últimas semanas, mas também desde há muito tempo, personalidades como José Goulão, José de Pina, José Diogo Quintela ou Daniel Oliveira, entre outros, têm vindo a reflectir sobre a vida do clube de forma bastante interessante. Mesmo para lá destas figuras públicas a sensação com que fico ao circular pela blogosfera é que no Sporting conseguimos (e aqui acho que A Última Roulote, a par de muitos outros blogues, também contribuiu para isto) criar um espaço de debate sobre o clube que ultrapassa em muito a questão meramente desportivo-futebolística. Apesar de todos os problemas, foi nestes últimos anos de crise e em especial desde a primeira assembleia-geral no Pavilhão Atlântico em 2006, que se pôde observar a emergência, para responder a um estado de emergência, de uma vibrante e informada comunidade que debate de forma apaixonada a gestão do Sporting e o sentido da sua existência. Esta participação, e este espaço público, não se limita contudo às redes sociais e ao espaço mediático. Participei ao longo dos últimos anos em conferências organizadas por três grupos distintos. Desde um debate no hotel Barcelona organizado por pessoas próximas de Subtil de Sousa e no qual participou, por exemplo, Zeferino Boal, passando pelas iniciativas da AAS até ao Movimento Leão de Verdade penso que estamos - reafirmo a dimensão colectiva e comunitária deste processo - a transformar as formas de participação dos sócios na vida dos clubes. Claro que as roulotes, como os cafés da Europa Central onde Habermas situa as raízes da esfera pública burguesa, ou, numa analogia um pouco mais feliz, as tabernas da Inglaterra que E.P.Thompson considera fundamentais para a construção de uma identidade de classe entre os trabalhadores industriais do século XIX, são também espaços de socialização e produção de pontos de vista, tal como sucede nas bancadas do nosso estádio. Finalmente, temos as assembleias-gerais. Também elas passaram a ser bastante concorridas. Tornaram-se, contra a vontade das direcções e dos presidentes da mesa da AG, o espaço por excelência de reafirmação dessa filiação clubista e da importância que o Sporting tem nas nossas vidas.
Perante tudo isto, que não considero que seja coisa pouca, terá que surgir obrigatória e necessariamente uma alternativa credível ao projecto Roquette. Uma alternativa que não passe nem por notáveis paternalistas portugueses nem por sheiks das arábias ou oligarcas russos. A crise do Sporting e a tentativa de destruição da sua dinâmica associativa teve como efeito perverso - no melhor sentido do termo - criar esta dinâmica democrática cuja profundidade é relativamente original no contexto desportivo português. Tudo isto para dizer que surgiu mais um espaço de debate e reflexão sobre o Sporting Clube de Portugal. O Movimento Sporting Sempre. Tem entre os seus fundadores duas pessoas com quem já passei algumas horas a discutir o Sporting e que participam activamente na vida do clube: o José Gomes e o Miguel Lopes. Não sei se estaremos sempre de acordo, e nem sempre estivemos no passado, mas os pontos de encontro são muitos. Só nós é que podemos transformar o Sporting. Não são os notáveis, os sheiks ou os bancos que vão salvar o nosso clube.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Volta está de volta...

Mais uma etapa na Volta das notícias e o Sporting continua a envergar a camisola amarela...
Será que o valor das acções acompanha o interesse mediático?

A "palhaçada" continua

Não gostava de chamar palhaçada a isto, porque os palhaços são dignos ao contrário desta cangalhada!! Este é outro que foi empurrado pelas escadas, e daqui a uns dias ainda aparece como presidente da assembleia da mesa da assembleia geral...

[Transcrito do Facebook do dito]
"Os Sportinguistas andam tristes. Os Sportinguistas andam tristes há demasiado tempo.

A nossa tristeza está no facto de termos de reconhecer que a nossa geração não tem sido capaz de construir um presente digno da gloriosa história que, outros, noutras épocas foram capazes de edificar!

A grandeza da história secular do nosso Sporting merece um presente que nos orgulhe tanto como orgulhou o nosso passado.

Neste quadro de desalento e desânimo foram marcadas eleições para os corpos sociais do Sporting.

Instado por milhares de sócios, decidi candidatar-me à Presidência do nosso Clube. Procurei rodear-me de gente boa, gente capaz, com um denominador comum: profundo amor pelo nosso Clube e coragem para mudar o rumo do presente conhecido para um futuro que a todos possa orgulhar.

Com prejuízo da minha vida pessoal e empresarial, confiante da minha própria determinação e, sobretudo, nas vontades genuínas que se me juntaram, apresentei a minha candidatura.

Era uma candidatura que não visava a promoção pessoal de ninguém: apenas e só gente de boa-vontade, sportinguistas ferrenhos que não desejam outra coisa que não seja o engrandecimento do nosso Clube; que não seja fazer voltar o nosso Clube aos seus dias de glória.

Com o decorrer do tempo, eu e os que se candidatavam comigo, pudemos verificar que, para outros, este acto, mais do que só eleitoral, era uma batalha de vida ou de morte.

Aos meus olhos tudo ficou claro, mais do que nas afirmações, nas insinuações e nos métodos.

Para mim estas eleições não são uma batalha de vida ou de morte.

Estou muito feliz na minha vida pessoal e empresarial.

Não quero, como não querem os que me acompanham, outra coisa que não fosse SERVIR o Sporting num momento difícil, mas parece que, contra o que se poderia julgar, afinal não é preciso.

É por isso, que não serei candidato.

De mim o Sporting, a sua massa associativa, os seus dirigentes, não podem esperar outra coisa que não seja ajuda em tudo o que eu puder, para que o nosso Sporting volte a ser o Sporting dos nossos avós e seja o futuro Sporting que os nossos filhos merecem.

VIVA O SPORTING!"

Moniz Pereira

As pouco edificantes e degradantes cenas dos últimos dias e os personagens que as representaram já poucos comentários me merecem. Espero que se vão embora o mais rapidamente possível e a qualquer preço, indemnizações e bancarrota incluídos. A coisa torna-se mais séria quando Moniz Pereira ameaça abandonar a condição de sócio do clube. Apesar de ter sido incompreensível o apoio que deu às sucessivas direcções e a forma semi-silenciosa como protestou contra a situação das outras modalidades, a ausência de pavilhão e o modelo do novo estádio, ainda é daqueles sportinguistas a quem se dá o benefício da atenção sem quaisquer dúvidas. O aviso foi feito. A imprensa desportiva, claro, prefere espalhar os truques e os traques do Brás, o candidato que não chegou a ser e que excitou a maralha mediática, do que ouvir e dialogar, com tempo e calma, com aquela que é possivelmente a figura maior do desporto português da segunda metade do século XX.

Tem aqui mais outro que rasga o cartão, Professor!


O professor Moniz Pereira manifestou-se com veemência sobre a situação do Sporting. Eu diria, finalmente! O que diz é justo, é dito com conhecimento de causa e com o peso dos galões que tem.
Muito pouca gente no Sporting hoje pode reclamar o seu estatuto.
Admito que se ele tivesse dito tudo isto há quinze ou dezasseis anos iria gerar reacções adversas. Mas, desde então, perante os factos, tem havido oportunidades sem fim para mostrar o que vai mal no Clube. Tenho pena que as suas declarações só sejam feitas agora. Digo-o com sinceridade e pena.
Em todo o caso, antes tarde que nunca. O peso do professor Moniz Pereira não se evaporou e as palavras dele são, em si, um programa eleitoral para qualquer candidato que queira verdadeiramente e sem sofismas, o Sporting Clube de Portugal de volta aos carris.
Moniz Pereira ganharia ou faria ganhar qualquer candidatura que tivesse o seu patrocínio. Mas, atenção: para que isto acontecesse, o professor Moniz Pereira também teria de deixar de ceder à tentação de dar corda aos malfeitores que conduziram o Clube para a situação em que se encontra hoje. Basta aparecer, falar como falou à Lusa e tem a esmagadora maioria dos Sportinguistas consigo, professor! Para levar o Clube aonde todos o queremos ver.
Vou mais longe: independentemente da questão das modalidades, se ganhar uma candidatura que queira manter o Sporting com este estatuto de fantoche dos bancos e nesta deriva de auto-destruição também eu rasgo, finalmente, o cartão!!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A época não está totalmente perdida

O Sporting sempre ganha em qualquer coisa. Segundo se pode ler aqui é o clube que domina os noticiários.
Pelas piores razões, é certo, mas sempre ganhamos em qualquer coisita... Não há dúvida: somos o clube do ecletismo!

Descoberta da técnica da invisibilidade

Mais um "candidato", mais conversa, mais tiradas mais ou menos secas sobre mundos e fundos e maçãs e minhocas.
Mas nada, também mais uma vez, que coloque os Sportinguistas no centro do debate. Os artistas principais deste espectáculo, continuam a ser tratados como ratos de laboratório...
Falando de laboratório, estão enganados os cientistas: no Sporting há muito que se descobriu a técnica de tornar os Sportinguistas invisíveis...
Enquanto tudo isto vai acontecendo, num outro canto do universo, um buraco negro vai-se formando.

Costinha é um Costa pequenino...

Eu dava-te o ruinoso!!!! A ti e à cambada toda que passeia a peida pelos corredores de Alvalade neste momento.
Tribunal Sportinguista JÁ!!!!!!!!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O negócio dos dissabores

Nestes dias de alinhamentos pré-eleitorais, a falta de um modelo consistente, capaz de resolver a grave, longa e profunda crise do Sporting é mais que patente.
Até agora, as sucessivas "soluções" experimentadas para a gestão do Sporting giraram à volta de dois princípios que provaram não funcionar. Ou se ignora completamente os sócios (e, por extensão, os adeptos Sportinguistas), únicos motores de uma qualquer resolução dos problemas do Clube, ou se tenta fazer-lhes o rapapé com o único intuito de melhor manter o Clube ao serviço dos seus interesses pessoais, continuando a explorar o seu sportinguismo.
Nunca os Sportinguistas foram chamados a envolver-se na gestão do seu Clube. Foram, isso sim (caso da aldrabice do Lugares de Leão, por exemplo, um grande negócio certamente para o BCP, mas um logro total para os sócios do Sporting), chamados para tapar buracos e os erros de planificação ou de gestão das sucessivas direcções.
Naturalmente que esta postura só pode dar buraco.
Ouvindo as diferentes propostas até agora esboçadas pelos putativos candidatos, não se vê ninguém que proponha uma solução institucional que permita impedir a repetição de fórmulas requentadas. Pelo contrário, se nestes últimos anos se tem assistido a tentativas sucessivas de separar ainda mais os Sportinguistas do seu Clube e de os enganar com mirabolantes receitas financeiras, que têm falhado redondamente, o que se ouve da boca dos actuais candidatos a candidatos e o que se adivinha dos que habilmente ainda não manifestaram disponibilidade para entrar na corrida, não tranquiliza.
O que o Sporting precisa é de uma solução estável, que não contrarie a sua realidade.
Vejam este exemplo. Na pátria do capitalismo, no paraíso por excelência do desporto transformado em mercadoria, há, imaginem, um clube —vencedor ainda por cima!— que é dos adeptos. Não é nenhuma utopia e é, quanto a mim, a solução radical de que este Sporting, em vias de extinção, necessita.
Em vez de proporem programas que são mais do mesmo, dos quais não resultará mais nada que não seja o adiamento ou a repetição da crise, o Sporting precisa de uma equipa dirigente cujo programa seja o de preparar o Clube para uma mudança de fundo que resolva de vez a causa de todos os seus problemas.
Na prática, o Sporting, uma associação de utilidade pública, uma "unidade indivisível constituída pela totalidade dos seus associados" (Estatuos Art. 3º-1), digladia-se contra uma SAD, incompetente e inútil, cujo objectivo é lutar contra esta "unidade indivisível" para garantir os seus dividendos privados. Lucros que só poderá, porém, obter se a unidade se quebrar, sendo que, se de facto se quebrar, cessa a fonte dos lucros. Uma embrulhada de todo o tamanho.
A ambiguidade deste modelo organizativo actual (de autoria de Roquette, o pai de todas as crises que têm assolado o Clube, convém lembrá-lo) é a causa dos problemas que ditam a sorte do Sporting hoje. O Sporting e os Sportinguista têm de decidir se querem ser donos do seu Clube ou se querem ser fregueses forçados do negócio dos dissabores.
As oportunidades de mudar a situação e as soluções possíveis para mudar o estado miserável em que se caiu começam a rarear. Os Sportinguistas e os candidatos a candidatos têm de perceber isto.
Eu, por mim e para já, vou ver o Superbowl...

Despedida e agradecimentos de Liedson

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Egipto

O Sporting não precisa só de uma eleição para presidente. O Sporting precisa de uma Praça Tahrir.
O jogo de hoje é um retrato do Clube. E o próximo presidente tem de saber muito de fotografia ou então está, estamos todos fodidos.

Candidatos a bom presidente: procura-se!

Ouvido o primeiro candidato assumido Braz da Silva sobre o que o traz ao Sporting, surgem vozes que o acham tímido perante as câmaras e outras vozes que acham que isso não interessa e que dizem que o que é importante é que ele comande bem os destinos do Clube.
Eu acho que há uma terceira via, menos simplista.
Acho que o que o Sporting não precisa de mais candidatos a presidente precário, a recibo verde, cujos serviços tenham de ser dispensados na primeira oportunidade. A direcção do Sporting não pode ser entregue a tipos que "parecem" bons candidatos.
O Sporting precisa de bons candidatos a candidatos. O Sporting precisa de candidatos a bons presidentes.
Que apresentem e debatam entre si e connosco as suas ideias. Que se submetam ao escrutínio das nossas dúvidas. Afinal nem somos assim tantos os que vamos escolher o próximo presidente do Sporting. A campanha para eleição de Presidente do Sporting não é para os media. É para os sócios do Sporting! Os "sportinguistas" não votam. Os espectadores das televisões não votam. Quem vota são os sócios. E têm de ter as quotas em dia...
Não é difícil chegar a todos nós, directamente ou quase, e criar as condições necessárias para que possamos fazer uma avaliação tão rigorosa e informada quanto possível, para além daquela que os holofotes permite. Isto assim não é nada.
As entrevistas, os "programas" eleitorais, as "soluções-milagre", o protagonismo (expresso ou implícito) mediático são coisas facílimas de forjar. O que é difícil é de facto parecer e ser um bom candidato. Até agora não vimos nada disso.
Os microfones, as luzes e as câmaras podem dar brilho ao baço... O que não nos falta são exemplos desses na cadeira da presidência do SCP nos últimos anos. Não é certamente disto que os Sportinguistas querem mais.
Tolerância zero com presidentes de pacotilha, mas tolerância zero também com candidatos de pacotilha. Até agora, entre os "assumidos", os "putativos" e os "vou ver" o panorama é péssimo.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Exemplo a seguir

De louvar esta atitude do CS Marítimo, que não se inibiu de publicar, no seu site oficial, as propostas feitas pelo Sporting e Porto para a aquisição do jogador Kléber. Não teve medo de enfrentar o Porto! Um exemplo a seguir...

PS- Na proposta do Sporting nota para a data e hora a que foi recebido o fax, dia 30/01/2011 às 19:08, com validade até 31/01/2011 às 12h!  Claro, depois não dá tempo para encontrar alternativas quando se leva uma nega. Isto sim, é ridículo...

O Roquette do "projecto"

Vale a pena ver este video. E vale tudo (estejam à vontade...) para exprimir o sentimento de ultraje (quem se sentir ultrajado, evidentemente!) que ele gera. A obrigação de levar este cavalheiro a comparecer perante um tribunal sportinguista é um ponto sine qua non para eu considerar sequer qualquer candidatura nas eleições de Março...




PS- Como o mundo não é a preto e branco, para além dos elementos de carácter emético que este video contém há aqui também elementos que nos aconselham prudência na sua análise. O dr. Róquette tem medo dos mecenas. Terá medo das "candidaturas" que se parecem perfilar no horizonte, e que parecem indiciar uma nova espécie de mecenato no Sporting. Também eu. Nesse aspecto estamos de acordo, mas só nesse!
O que eu não quero mesmo é subsitituir um mecenato por outro. Quero um Clube responsável, em que os Sportinguistas tomem conta do seu Sporting, sem ge(re)nte providencial, nem linhas bancárias preferênciais... As linhas bancárias são TODAS más. Não tenham ilusões!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Sr. guarda se for a correr ainda os apanha!

Hoje descobrimos que a venda do Liedson, afinal foi por meros 1,5 milhões de euros a serem pagos em 18 meses! Sim, acredito mais no presidente do Corinthians, do nas comunicações da SAD à CMVM. Porém, ele equivocou-se relativamente à saúde financeira do Sporting! Estamos tão bem financeiramente, mas tão bem, que até oferecemos jogadores!! Longe de ser bem-amado em Alvalade, o Stojkovic acabou por ser cedido a título definitivo ao Partizan! Espantoso quando fui confirmar que o homem tinha contrato com o Sporting até 2012!! Simplesmente demos um jogador que é titular da selecção do seu país e foi ao Mundial... Porquê dar um jogador quando ainda podia render algum mísero dinheiro, ou ser usado como moeda de troca numa transferência?! Mais uma pérola da gestão do presidente DEMISSIONÁRIO e dos seus capangas!!
Como é óbvio não há qualquer comunicado na CMVM, mas a actuação desta entidade também deixa muito a desejar... fiscalização, controlo, investigação, dá trabalho.

Da gestão mercantil ou a morte do desejo

Não vou para já falar no fartote que têm sido estes últimos dias para toda a gente, menos para nós, claro está. Nem sequer na legitimidade destes corpos sociais demissionários para desenvolver operações deste nível. O que não posso deixar de sublinhar é a irracionalidade económica das decisões dos grandes gestores que têm vindo a gerir o Sporting Clube de Portugal e a sua SAD. Penso, por exemplo, no lado esquerdo e peço desculpa àqueles que já apanharam com este exemplo, mas parece-me paradigmático. No Verão de 2000, depois de termos sido campeões era preciso tomar decisões: De Franceschi (um grande bem hajas), fica ou sai? O jogador custava 400 ou 500 mil contos. Na pior das hipóteses 2,5 milhões de euros. Os nossos brilhantes gestores acharam que não valia a pena. Depois da época começar em descalabro, resolvem, em Janeiro, dar 7 milhões por um jovem chileno de seu nome Rodrigo Tello. Depois de muito penar, ao fim de uns anos, o jovem finalmente começou a jogar à bola, tanto no meio-campo como na defesa. Chegados aos seus 27 anos (ou 26 ou 28, não interessa) e ao fim de sete anos no clube, o jovem quer duplicar o seu salário de 25 para 50 mil euros por mês - recorde-se que o tecto salarial andava pelos 75 mil. A direcção entende que não, não valia. Logo a seguir e naquele verão, para poupar uns, vá, 25 mil euros vezes 14 vezes 4, isto é, cerca de 1,4 milhões de euros ao longo de quatro anos por um jogador adaptado, experiente, regular, sem ser genial, e com sete anos de casa, vai buscar Leandro Grimi, jovem promessa argentina por 3,5 milhões de euros, sem contar com salários. O resultado é o que todos conhecemos. Para compensar esse fiasco, vai buscar um jogador, Evaldo, regular e sem rasgo que custou mais 3 milhões. Poderíamos também dar o exemplo da forma como a poupança com Derlei resultou na contratação, mais uma vez em Janeiro, de Pongolle, e poderíamos multiplicar os exemplos. A verdade é que no último ano e meio o Sporting vendeu cerca de 25 milhões de euros de jogadores e comprou cerca de 27 milhões. Alguém consegue dizer que a equipa está mais forte? Trocar o certo pelo incerto, depois de uma poupança de alguns milhares de euros na folha salarial tem sido a regra da filosofia de miséria que obstinadamente a pandilha do Roquette insiste em seguir. Um clube sem esperança, sem expectativas, sem rumo e sem ambição que é objecto de chacota mundial é o resultado desta política: o triunfo da mediocridade mercantil sobre uma instituição centenária. Continuaremos ao longo dos próximos dias a chicotear o cadáver. Pena que esse cadáver seja do nosso clube.

Ditados populares (1)

Dá Deus Liedsons a Sportings sem dirigentes...