terça-feira, 21 de agosto de 2012

Pedro Barbosa (com o número 8)

Desenhas o teu jogo com um compasso
Com desprezo do esforço e do excesso
Onde não há, tu inventas um novo espaço
Levando a bola até onde já não a meço

Tão veloz que não permance na retina
E apenas surge o golo em conclusão
Afagas a bola numa ternura repentina
Como se de repente o pé tivesse mão

«Feito num oito» fica quem tu enganas
No drible mais inesperado e imprevisto
Em vez de dias tu permaneces semanas
Na memória de quem fez o seu registo

Tu não és o altivo artista mas o artesão
E se jogas sempre de cabeça levantada
É porque a distância da bola ao coração
É tão pequena como um grão de nada

José do Carmo Francisco, Pedro Barbosa, Jesus Correia, Vítor Damas e outros retratos

3 comentários:

secretário do Acosta disse...

Gostei mesmo!

Jansenista disse...

http://stasis-leonina.blogspot.pt/

Revisão ás percentagens

Anónimo disse...

Tenho esse livro em casa e tem poemas dedicados a mais desportistas leoninas que valem a pena!

Este é um deles! Fui sempre um fã do Barbosa!

Boa lembrança luizinho!