sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Sinais do tempo

A quantidade de piadas "aquáticas" que surgiu logo após saber-se que o jogo de ontem não se iria realizar dá que pensar. Este humor mais ou menos bacoco, põe a nú a situação do Sporting, mas trai, no entanto, os seus autores.
1- Regista-se a real fragilidade da situação actual do Sporting, alvo consensual desta surpreendente onda de piadolas. A imagem do Sporting derrete-se até com a chuva.
2- Um "grande" mede-se também pela sanha que suscita.
3- Interrogo-me sobre a razão que terá levado os "humoristas" e escolher o Sporting e a não fazer antes "humor" com, por exemplo, o encerramento do túnel do Grilo, a interrupção da circulação do Metro, com os "acidentes rodoviários e engarrafamentos caóticos nas saídas da capital" ou com as muitas dezenas de chamadas que os bombeiros tiveram de atender. Tudo isto teve muito mais graça...
4- Revela-se neste episódio uma ânsia doentia em denegrir o CLUBE, custe o que custar.
5- Constata-se contudo que os nossos adversários continuam a temer o Sporting, a ponto de lhe atribuirem a capacidade de comandar os elementos da natureza.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A ganhar ou perder...

Não há muito a dizer sobre a decisão da Juventude Leonina em não apoiar a equipa, com a exceção do jogo com o Benfica. Definir a decisão de apoiar ou não a equipa em função dos resultados denuncia um pouco da forma como muitos dos sócios e adeptos do Sporting, e de forma mais lata, os espectadores de futebol olham para o jogo; mais como uma forma de compensação de frustrações quotidianas do que a identificação com um ideal, materializado na figura de um clube e idealmente uma forma de entender o jogo, e talvez mesmo a própria vida, ou, mais importante ainda, como uma experiência sensível, dotada de uma dimensão estética e capaz de nos oferecer, nem que seja por um glorioso momento, a capacidade de nos libertamos de nós próprios e até mesmo uma certa, se me perdoam o pedantismo, transcendência. Mas até aí tudo bem. Há muita gente que vai à bola, como a malta de Ilhéus vai ao Bataclan: para se aliviar. Tonico Bastos forever.  Que isto venha daqueles que fazem gala em publicitar a sua fidelidade é chato mas também não é insuportável.
O que é verdadeiramente indigno na decisão da claque é atribuir aos jogadores a responsabilidade pelo estado a que o Sporting Clube de Portugal chegou.  Fosse o mal do Sporting a "vontade", o "empenhamento", a "dedicação" ou até mesmo a competência técnica daqueles que o representam nos relvados, pistas, e pavilhões do país e estaríamos defendidos de toda a desgraça. O problema é que os problemas do Sporting já não se localizam somente naqueles que têm vindo a dirigir o clube rumo ao abismo. Uma renovação do plantel - a quantas já assistimos recentemente? - resolvia isso. O maior problema com que nos defrontamos são aqueles que de entre nós insistem, através das acusações que dirigem aos mais fracos, apagar a responsabilidade daqueles que são os responsáveis. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

"Godinho Lopes. O líder com os piores resultados da história"


Os números são uma coisa. A retórica e a ditadura da banca são outra. Democracia é ainda outra coisa, totalmente diferente.
Sporting: love or leave it!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Duas notas

Porque de facto já não é possível dizer mais nada mas também não é possível ficar calado, ficam aqui duas notas que, penso, relevam um pouco da honestidade e inteligência daquilo a que nos habituámos a chamar de "direcção do Sporting" e em particular de Godinho Lopes.

1. A grandeza não se auto-proclama. É reconhecida. Entrar numa discussão com aquilo que é um projecto de Pinto da Costa sobre a grandeza do Sporting é um insulto a todos os sócios do nosso clube. Nós, e é sobretudo preciso esclarecer quem nós somos, respondemos com as exibições e os resultados das nossas equipas e a participação dos sócios e adeptos na vida do nosso clube. Mais nada. Era estar calado e deixá-los a falar sozinhos.

2. Godinho Lopes, ao melhor estilo de Vale e Azevedo, diz tudo e o seu contrário e se for preciso até vende a mãe, a dele e a nossa, para se agarrar ao lugar que ocupa. Da lista que apresentou às eleições é o único que sobra (com a exceção do trepador Pedro Cunha Ferreira), não é verdade? Mas pior do que isso, tenta, com a característica honestidade de um Vale e Azevedo, fazer de nós uns otários. No ano passado contrata 17 jogadores, todos "internacionais pelos seus países" diz ele. Este ano, e perante o descalabro, vem dizer que o futuro do Sporting está na sua formação. Algo com o qual concordo completamente, e até radicalmente. Menos de dois dias depois estão a circular nomes de jogadores que vamos contratar em Janeiro. Ao contrário do que aconteceu com as declarações do presidente do Braga, sobre as quais não se deveria ter pronunciado, desta feita, quando deveria ter prontamente desmentido as notícias, manteve-se calado.

domingo, 11 de novembro de 2012

"Quero calar a voz dos que só sabem denegrir o Sporting"

Então cala, ou cala-te!

Renascença V+Ver todos os videos
Godinho Lopes quer "calar a voz dos que só sabem denegrir o Sporting"

Rádio RenasceçaMais informação sobre este video

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Que saída para esta crise?

Um artigo do Pedro Barbosa de leitura imprescindível. Curto e grosso.
A crise é visível, não a disfarcem, não vale a pena. A falta de soluções desta direcção é visível, não a disfarcem não vale a pena.
Fora com os pretores!
Eleições já!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Dias da Cunha

Depois de toda a gente ter desertado Godinho a única voz que se levanta em sua protecção é a de Dias da Cunha, que atacou de forma absolutamente inaceitável a figura máxima do clube, quando tentava, com o seu peso institucional, chamar o circo à razão. Tal como sucedeu com a sua oposição a Soares Franco, também a sua  defesa de Godinho Lopes parece ser movida por motivos pessoais. Se em tempos confiámos em Dias da Cunha para combater o Projecto - triste ilusão - chegou a hora de exigir a renovação total dos corpos dirigentes do Sporting. Condição indispensável à sobrevivência e renovação do clube é, como refere o Anjo aqui em baixo, que ninguém que tenha integrado qualquer posição institucional desde 1995, independentemente das suas responsabilidades seja considerado na construção de uma alternativa credível. Intrigas palacianas e jogos de sombras e interesses ocultos não podem ter lugar na reconstrução do clube.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Eduardo Barroso

Eduardo Barroso não tem sido um grande presidente da mesa da AG. No seu estilo muito particular, algures entre o adepto ferveroso e o dirigente sem vocação, o modo como tem interpretado o seu papel vinha relevando sobretudo alguma falta de sentido institucional. A forma como resolveu marcar duas reuniões para esta semana demonstra um pouco da inconsistência da sua actuação. Marcou mas não vai lá estar. Todavia, a forma como se exprimiu sobre a actual situação do clube é uma pedrada no charco de silêncios e cumplicidades de que tem sido feita a gestão dos clubes em Portugal. De todos, e não apenas do Sporting. Habituados que estamos a que toda a gente se cale, alguns escandalizaram-se com os lúcidos comentários de Eduardo Barroso. Desportivamente o projecto fracassou, diz ele. E acrescenta, também falhou redondamente na gestão financeira. Ora é precisamente para isto que servem os órgão sociais do clube, sobretudo quando eleitos por listas diferentes. Tivessem os anteriores conselhos fiscais e mesas da AG estado à altura dos seus deveres e provavelmente não nos encontraríamos na trágica situação em que nos achamos.




segunda-feira, 22 de outubro de 2012

É o tiro final no pé?

A propósito da crise actual no Sporting, dando uma vista de olhos pelos blogs, pelos foruns, pelo Facebook e pelas caixas de comentários, o que sobressai é um clima geral de chacota. O Sporting não perdeu um jogo com um rival, não sofreu uma derrota humilhante com um clube menor, não perdeu um campeonato na última jornada, não foi vítima de nenhuma arbitragem ou bola na trave que tivesse ditado um resultado desfavorável. Não! O Sporting, dizem em todos esses locais, está falido e à beira da extinção.
É um gozo para os nossos adversários. Estão todos em êxtase!
Não é um jogo de futebol ou de hóquei. Não é uma questão de subida ou descida de divisão. É um campeonato de instituições e, nesse campeonato, o Sporting, dizem os nossos adversários, vai desaparecer.
Não é a maior ou menor aptidão do ponta de lança para finalizar com golo, a capacidade de cruzar de um lateral ou a autoridade no corte que um central tenha ou não. É a incapacidade dos dirigentes dirigirem e o resultado a que essa incapacidade nos levou. E é isso que é motivo de chacota e de indisfarçável satisfação.
Ora, quem "legitimou" os actuais dirigentes para ocupar os cargos que ocupam foram os sócios do Sporting. Todos aqueles que, tendo essa prerrogativa, meteram nas urnas os votozinhos que deram a este presidente e a todos os outros que o antecedram a autoridade para levar o Clube a este estado deplorável, são responsáveis por tudo isto. (Nota- Estou a partir do princípio que o processo foi sempre limpo, porque se o não foi, então a coisa ainda é pior...)
O que os Sportinguistas têm pela frente é um processo em que terão de escolher entre promover uma verdadeira revolução no Clube, limpando-o de todo este lixo que se foi acumulando nos corredores, varrendo as teias de aranha no meio das quais as sucessivas direcções têm vivido, desinfectando os locais de onde a pestilência se foi propagando e criar uma nova realidade, com uma atmosfera sã, onde seja possível convalescer e recuperar da operação, fazer a necessária fisioterapia e partir para outra.
E não tenham a menor dúvida: este processo só se fará com confronto! Vai haver confronto a sério entre os Sportinguistas, é inevitável. Mas que dele saia o apuramento de responsabilidades e dele resulte a erradicação defintiva do Clube dos focos de infecção, incluindo penas para os responsáveis.
O Sporting atingiu o nível zero na escala da respeitabilidade como instituição. É um crime, não menor, que alguém vai mesmo finalmente ter de pagar.

E agora?

Pensarão os apoiantes da nomenklatura roquetista que tomou conta do poder que isto vai ficar assim? Pensarão os que parasitaram todos estes anos o Clube que não vão ter de prestar contas? Pensarão todos eles que há outra solução que não seja uma revolução total no Clube e que não vão rolar cabeças a sério?

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

ESTÁ AÍ ALGUÉM?!

O que se passa no Sporting? Estamos sem "governo"? Ou foi tudo narcotizado? Alguém saberá? A direcção fugiu para parte incerta? Ainda resta algum membro da direcção para fechar a luz e trancar a porta antes de deixarem definitivamente as instalções à mercê do pó, das ervas daninhas e dos ratos?

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

AG, domingo às 17

A simples existência da SAD retira grandes possibilidades de debate das contas em sede de AG do clube. Vamos discutir os 3 milhões de prejuízo do clube. Os 45 milhões de prejuízo da SAD ficam com com os accionistas. Quem é que disse que as Sociedades Anónimas iam trazer maior transparência à gestão dos clubes desportivos em Portugal? De qualquer forma, fica aí a convocatória.

Nos termos do disposto nos artigos 43.º, 49.º, alínea b) e 32.º n.º 1 dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral Comum do Sporting Clube de Portugal para reunir, no dia 30 de Setembro de 2012, pelas 17.00 horas, no Multidesportivo do Estádio José Alvalade, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

 Ponto Um: Discutir e votar o relatório de gestão e as contas do Sporting Clube de Portugal, respeitantes ao exercício findo em 30 de Junho de 2012, elaborado pelo Conselho Directivo e acompanhado do relatório e parecer do Conselho Fiscal e Disciplinar, nos termos do artigo 42.º, número 1 alínea j) dos Estatutos.

Ponto Dois: Ratificação, para os efeitos previstos no artigo 26.º dos Estatutos, da deliberação do Conselho Directivo de 13.7.2012, para atribuição da designação de «Pavilhão João Rocha» ao pavilhão multidesportivo a construir pelo Sporting Clube de Portugal na zona do antigo Estádio José Alvalade.

 Ponto Três: Ratificação da cooptação, pelo Conselho Directivo, dos senhores José Manuel Silva e Costa, sócio número 17.008 e João Pessoa e Costa, sócio número 5.387, para os cargos de vice-presidentes do Conselho Directivo em substituição dos renunciantes, ao abrigo do disposto no art.º 56 n.º 4 dos Estatutos, na versão vigente em 22 de Julho de 2011, por força do art.º 69 n.º 2 dos Estatutos, disposição aprovada na Assembleia Geral Extraordinária de 23 de Julho de 2011.

 Ponto Quatro: Atribuição, nos termos previstos no artigo 26.º dos Estatutos, da designação de «Centro de Alto Rendimento Mário Moniz Pereira» ao Centro de Alto Rendimento de Atletismo a construir pelo Sporting Clube de Portugal no Complexo Desportivo de Odivelas.

 Ponto Cinco: Deliberar, nos termos do disposto no artigo 42.º, números 1, alínea n) dos Estatutos, sobre a revogação do direito de superfície constituído pela Câmara Municipal de Lisboa (adiante CML), a título gratuito, a favor do Sporting Clube de Portugal, pelo prazo de 50 anos, sobre uma parcela de terreno para construção com a área de 5.777,91 m2, sita à Avenida Padre Cruz, freguesia de Lumiar, destinado à construção de um parque de estacionamento automóvel alternativo, com capacidade para 600 veículos, através de construção de estrutura metálica amovível e sobre a constituição, nos termos previstos para aquele direito de superfície, de direito de superfície sobre parcela de terreno, com a área de 2.726,00m2, o prédio sito em Campo Grande, descrito na Conservatória do Registo Predial sob os nºs. 1526, 1046 e 1533, da freguesia de Campo Grande, com a área de 2.287,00 m2, e o prédio sito em Campo Grande, com a área de 3.200m2., pelo prazo de 50 anos, contados desde 20.12.2002.

 Ponto Seis: Deliberar, nos termos do artigo 42.º, número 5, dos Estatutos, sobre a constituição de uma Comissão de Acompanhamento do início do processo e o desenrolar da obra a construir no âmbito da parceria estabelecida com a Câmara Municipal de Odivelas.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Rubio, as inscrições para a Liga Europa e a história do ponta de lança

Parece evidente a todos que o Sporting vai atacar, se me perdoam o trocadilho, a época com apenas um ponta-de-lança/avançado centro de raiz. Sobre Viola penso que ninguém poderá dizer grande coisa, a não ser que no ano passado em 34 jogos marcou 5 golos. Se querem chamar a isto um ponta-de-lança sintam-se à vontade e deem-me o contacto do vosso dealer. Com os 4 milhões de Rojo mais os 4 milhões de Viola, tinhamos ficado com Onyewu no plantel e se calhar com dinheiro para comprar um ponta-de-lança. Mas o meu problema nem é tanto esse. Também há o problema Wilson Eduardo. É verdade que não fez uma boa pré-época, mas a verdade é que é jogador para valer 5 a 10 golos por época. Mas ainda não é só isso. Como via a coisa, a tarefa de Sá Pinto para esta época, e como vários treinadores de Wilson já referiram, era inventar Eduardo como avançado marcador de (mais) golos. Um pouco à semelhança, e com as devidas distâncias, do que Wenger fez com Henry. Transformar a velocidade e alguma capacidade de finalização em armas a serem utlizadas no centro do ataque. Sá Pinto declinou a missão e o avançado já foi despachado. Os 21 anos de Viola e os seus 5 golos servem. Os 23 anos de Wilson, a sua experiência de três épocas na primeira divisão e os 7 golos em 27 jogos na época passada não. Sobra Rubio, que prometeu qualquer coisa no ano passado até desapacer das escolhas. Este ano já marcou uns golo. Com certeza que entre estes dois jogadores iam aparecer mais golos do que aqueles que Bojinov e Ribas produziram no ano passado. Por incrível que pareça um foi despachado e outro não foi inscrito. Sobra Betinho.

sábado, 1 de setembro de 2012

Onyewu

No meio do caos que é, genericamente, a gestão desportiva do Sporting, observam-se algumas decisões que, mesmo no meio da confusão, não deixam de ser particularmente desprovidas de sentido. Numa época que deveria ser de continuidade, e com as saídas de João Pereira e Polga, Onyewu teria, necessariamente, de ser um dos esteios da estrutura defensiva. Jogador competente, adaptado ao clube e à cidade, carismático, experiente, simpático e com claras capacidades de liderança, dentro e fora do campo, foi desde o início da época marginalizado pelo treinador e pela estrutura desportiva. Diz-se, à boca pequena, que tal tratamento se poderá dever ao facto de no intervalo da final da Taça de Portugal ter contestado algumas decisões do treinador. Em toda a parte, e nas grandes equipas, os processos de tomada de decisão técnicos e táticos, e até de construção do plantel, não são da competência exclusiva nem do treinador nem sequer dos dirigentes. Os jogadores mais influentes em qualquer equipa desempenham um papel essencial nessas escolhas. No Sporting não. Por incapacidade de diálogo, e por um espírito autoritário que continua a perpassar por toda a estrutura do clube, de Godinho Lopes a Sá Pinto, deixa-se sair um jogador fundamental. É uma decisão que, para além dos 4 milhões já desnecessariamente gastos em Marcos Rojo, vai custar ainda mais caro em termos desportivos.