segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Quero o meu dinheiro de volta

Quando vou à bola quero ver 22 jogadores, uma bola e duas balizas. Nem mais, nem menos. A gente paga o bilhete e com ele tem direito a esta dose. Só assim podemos dizer que fomos bem servidos com um produto em condições. Se o produto oferecido vem defeituoso, mandam as regras do consumo, ou nos oferecem outro em troca ou nos devolvem o dinheiro.
Quem é o responsável?
Se um árbitro quiser, de forma consciente e deliberada, arruinar o espectáculo pelo qual pagámos o bilhete e transformar-se no centro de uma festa que não é a dele, em vez de o apanhar no Colombo e partir-lhe os dentes, eu proponho que seja responsabilizado comercialmente através de uma regra que o obrigue a devolver, do seu próprio bolso, o dinheiro dos bilhetes aos espectadores.
Talvez assim, doendo-lhe no bolso, mais que nos maxilares, um verme como o Paixão aprenda.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

E tu, onde é que estavas? #7


Nota: fraca qualidade de som e imagem, ao contrário da nossa equipa!!

Golos: Wolfswinkel e Insúa; Klose

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Inovações

A "suspensão" do contrato de Luís Aguiar deixa-me atónito, tal como me deixa estupefacto a normalidade com que tal facto é recebido. Nestes anos todos de ler jornais desportivos e de acompanhar o Sporting a "suspensão" de um contrato é coisa inaudita. Os jogadores são habitualmente transferidos, dispensados, com ou sem indemenização, ou emprestados. O que significa a "suspensão" do contrato de Luís Aguiar até 30 de Junho de 2012? Que o jogador não vai jogar até aquela data por nenhum clube e que o Sporting se exime de lhe pagar os salários até aquela data? Que o Sporting deixa de lhe pagar os salários e até aquela data o jogador exerce ou não a sua profissão de acordo com a sua vontade?

terça-feira, 23 de agosto de 2011

16 anos de Projecto

As vergonhas europeias pagam-se caro. As goleadas, a ausência de um projecto desportivo, as desculpas orçamentais e os gestores de topo deram num central, Douglas, a dizer aquilo que toda a gente sabe mas ainda não tem coragem de admitir: "Prefiro ficar no Twente. Só sairia para um clube melhor e não há muitos. O Sporting é um bom clube, ficaria lisonjeado pelo seu interesse mas já não é o grande clube de outros tempos".

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

De volta ao recreio da escola

O ambiente de fim de festa que se vive um pouco por todo o lado faz-se sentir de forma ainda mais aguda no futebol português. De Alexandre Pais a Luis Sobral, passando por esse ex-grande jornal conhecido por A Bola, na imprensa não vemos qualquer sinal de autonomia ou capacidade crítica. Nos clubes, guiados por interesses estranhos ao desígnio desportivo e associativo, também não se observa qualquer movimento de transformação do futebol em Portugal. Dos organismos dirigentes do futebol português, então, ainda menos podemos esperar, como se pôde verificar pelo inexplicável silêncio do presidente da Liga, apenas hoje quebrado, a propósito dos acontecimentos desta semana, pelas lamentáveis declarações do presidente do Conselho de Arbitragem da FPF que considerou que "era hora dos árbitros tomarem uma posição" ou através das inenarráveis formulações de Luis Guilherme, presidente da APAF que, a 24 horas do início do Beira-Mar-Sporting, comparou a possibilidade de não haver um árbitro num jogo do campeonato da primeira divisão com o que se passa todas as semanas nos distritais, onde essa situação se verifica "centenas de vezes". O que falta em racionalidade sobra claramente em corporativismo clientelar um pouco por toda a parte. Neste contexto os adeptos e os apaixonados pelo belo jogo nada podem exigir de quem quer que seja, face à ininputabilidade que cerca o futebol português. Talvez o regresso ao espírito do recreio da escola seja mesmo a melhor hipótese para salvar o nosso jogo. Era bom que não houvesse mais árbitros para o Sporting até ao final da época.

sábado, 20 de agosto de 2011

Notável

Luis Sobral, do Mais Futebol, considera "notável" a atitude de João Ferreira. Acrescenta que perante o desenrolar dos acontecimentos "resta a Godinho Lopes pedir desculpa aos árbitros". O que me parece notável é a mistura de ingenuidade e irrealismo do jornalista, que considera que o Sporting se colocou "numa situação ingrata". Num campeonato em que toda a gente comenta arbitragens o tempo todo, como ainda hoje se observou, em que a pressão sobre os árbitros vem de todos os quadrantes e num contexto onde não vimos da parte da imprensa quaisquer comentários sobre o Apito Dourado ou a comprovada vocação frutícula de alguns dirigentes, o que é notável é que um jornalista teça comentários deste teor, considerando para mais "os árbitros que apitam no campeonato, agora, estão inseridos numa estrutura mais forte, logo encontram-se mais protegidos. São também mais competentes e bem formados. Logo, menos permeáveis. Continuam a errar, o que é pena. Mas faz parte, acontece em todos os campeonatos, em todas as provas." Mais do que notável, acho mesmo inacreditável. Mas, claro, quase toda a imprensa nacional, e muito em particular a desportiva, vive há muito no universo da fantasia.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Calma

Já toda a gente percebeu que com Postiga e Djaló, ainda por cima em simultaneo, não vamos lá. Também já toda a gente percebeu que as três grandes lacunas que se observavam na equipa o ano passado - central, defesa-esquerdo e ponta de lança - não foram supridas pelos 14 reforços e que para o golos contamos com um miúdo de 18 anos e um búgaro que não é propriamente um ponta de lança. Apesar disso, o plantel está claramente mais forte e com mais alternativas. Ainda assim, muita gente já começa a perder a paciência com Domingos. É, contudo, preciso alguma calma. Capel e Jeffren chegram tarde e ainda não estão em forma. Com Izmailov e Matias passa-se o mesmo. Por mais irritante que possa ser a escolha dos três médios, todos de características defensivas, ela é compreensível. Até André Martins tem andado com problemas físicos. Qual é que seria a alternativa? Bem ou mal, parece-me que o homem está a construir a equipa por sectores. Estabilizou a defesa e o meio-campo e tem andado a fazer as substituições no ataque. Espero que com Izmailov, Matias e Jeffren em boa forma e com Capel e Bojinov como alternativas credíveis o homem começe a mudar um pouco mais cá atrás. Até lá, e imagino que pelo menos durante mais um mês, temos de ser nós a aguentar o barco e carregar com eles às costas. É tentar ganhar os próximos dois jogos do campeonato e passar a eliminatória da Liga Europa. Depois disso podemos começar a pedir contas. Até lá, é só Sporting Allez.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

De volta ao Pavilhão Atlântico - pontos chave

Por motivos que não são para aqui chamados não tenho conseguido acompanhar o debate em torno da revisão estatutária. Ainda não é para mim absolutamente claro se as alterações irão ser votadas uma a uma ou se a votação é em bloco. Se for uma a uma é uma óptima solução. De resto, e não sabendo como tem corrido o debate, devo admitir que no geral, que as soluções me deixam com sentimentos mistos. Por exemplo, a mudança do sistema de eleição do Conselho Fiscal para um modelo proporcional tem um lado positivo que é garantir a representividade das diferentes sensibilidades mas por outro lado pode levar a bloquear um órgão central do clube. Isto é, porque é que o Conselho Fiscal é eleito proporcionalmente mas o mesmo não se passa com todos os outros órgãos? É porque um sistema proporcional no CF juntamente com uma série de outras medidas propostas nesta alteração estatutária pode simplesmente limitar qualquer força de oposição ao Conselho Directivo?

A proposta da passagem da definição da quota mensal para a direcção também revela uma vontade de retirar poderes ao órgão máximo do clube, que deve ser a AG Geral. No mesmo sentido vai a proposta de reforçar os poderes do Conselho Leonino, atribuindo-lhe poderes deliberativos. Esta proposta só seria viável, na minha opinião, se reflectisse uma maior participação dos sócios na vida do clube. Como? Ao atribuir ao conselho Leonino alguns dos poderes do Conselho Directivo e, não, como é proposto, da AG. Como refere a AAS, parece ser o primeiro passo na criação de uma Assembleia Delegada. Ao contrário de quase toda a gente com quem falei, sou absolutamente contra a transferência da AG Eleitoral para fora de Alvalade. Num contexto em que a credibilidade do sistema eleitoral do nosso clube é pouca ou nenhuma multiplicar as mesas de voto, sem garantir um controlo do processo eleitoral por uma entidade externa (Comissão Nacional de Eleições, Capacetes Azuis, etc.), parece-me o passo decisivo para abrir a porta a todas as fraudes. Em relação à AG referendária é preciso clarificar melhor a forma como deverá ser constituída. Não me parece igualmente aceitável que "A contabilização da gestão económica - financeira será efectuada de acordo com o Plano Contabilístico em vigor, com as adaptações que constem das normas contabilísticas respeitantes às actividades desportivas e de forma contabilisticamente consolidada, integrando todas as empresas em que o Sporting Clube de Portugal, detenha ou controle, directa ou indirectamente, mais de 50% do seu capital ou dos direitos de voto." Porquê só as empresas em que o Sporting detém mais de 50% do seu capital? É absolutamente inaceitável.

A alteração do sistema de voto, mesmo que não seja no sentido ideal, vai merecer a minha aprovação. Um voto de cinco em cinco ano é melhor do que três de 10 em 10. contribui objectivamente para uma maior igualdade entre os sócios. Pode ser discutível, mas é uma melhoria que vale a pena implementar no imediato.

Em resumo, trata-se uma proposta globalmente desiquilibrada e pobre e que não introduz especiais elementos de modernização e democratatização nos estatutos e no modo de organização e funcionamento da instituição. Ainda assim, apresenta alguns pontos interessantes que podem lançar o debate sobre temas importantes na vida do Sporting Clube de Portugal.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Discussão da alteração estatutária

A proposta de alteração de estatutos do Sporting vai ser publicada na próxima edição do jornal 'Sporting', que estará nas bancas a partir de quarta-feira, 13 de Julho. É uma boa iniciativa da direcção, e que deveria ser instituída como modelo de boa prática. Publicitar as propostas antes da sua discussão em AG é fundamental para que os debates decorram de forma transparente e informada. Não aconteceu com a nova Fundação mas pode acontecer com a alteração dos estatutos. É comprar o jornal do Sporting.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Alteração dos Estatutos em marcha

Uma proposta de alteração dos Estatutos está em cima da mesa. O assunto é assim tão indiferente que não mereça debate amplo e comentários? É o verão? É a crise? É a Moody's?