sábado, 11 de junho de 2011

Pontos de vista

Couceiro diz que a sua saída do Sporting, num momento em que a continuidade na estrutura do futebol era esperada por todos, se deveu a "pontos de vista diferentes". Resta saber em que é que consistem essas diferenças e entre quem se manifestam. Ninguém perguntou e ninguém respondeu.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

"Pintelhos" do Atletismo

Modalidade teme futuro com saída de Moniz Pereira e mais corte de verbas.

O atletismo do Sporting volta a sofrer um corte significativo no seu orçamento colocando em causa o seu nível competitivo para a próxima temporada.
Em 2010, o orçamento para o atletismo desceu em 25% (200 mil euros). Esta temporada, a nova direcção leonina presidida por Godinho Lopes - que até teve o "senhor atletismo", Moniz Pereira, como mandatario nas últimas eleições - pretende cortar os apoios em mais 10%, o que corresponde a uma verba de cerca de 30 mil euros.


Só uma nota relativamente às contas, que não me parecem muito coerentes. Se em 2010 desceu 25% (correspondendo a 200k), descendo agora 10% significava um corte de 60k em vez dos 30k referidos.

A pouca vergonha é ainda maior quando, parafraseando o Catroga, estamos "a discutir pintelhos" no apoio a uma modalidade que tanto significa e deu ao Clube!

Assumindo que é verdade, então o Moniz Pereira foi mandatário do GL e agora vai sair?! Parece estranho, mas faz todo o sentido, se nos lembrar-mos que ele que só apoiaria um projecto que garantisse a continuidade......do Atletismo!
Nunca percebi como é que o MP caiu na conversa do GL. Graças a ele e aos restantes amigos dos 25 votos, garantiram-lhe a vitória! Por um lado é bem feito que isto aconteça agora, pois nunca é tarde para aprender, mas o mais triste é que isto afecta e muito o Sporting, isso sim, o mais importante!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Entrevista de Manuel Brito, 1984

Fez ontem uma semana que morreu Manuel Brito, um dos «Sete Magníficos» que conquistaram o penta-campeonato de 1968/69 a 72/73.
Desportista que serviu e glorificou o Sporting como poucos, Manuel Brito deu, no final da sua carreira de jogador, uma entrevista à Revista Técnica de Andebol. Nela deu-nos conta da bela retrospectiva da sua carreira. Fala das grandes equipas do andebol leonino, dos bons e maus momentos no clube e tudo o mais... incluindo o que dele pensavam os seus treinadores.





COMUNICADO AUDITORIA, COMUNICAÇÃO E PASSIVO

É extenso, mas penso que vale a pena ler e divulgar na totalidade.

--- Comunicado ---
Na sequência de noticias surgidas nos últimos dias, e das solicitações que nesse sentido me têm sido feitas, não posso deixar de comentar algumas situações importantes e determinantes para o presente e para o futuro do Sporting Clube de Portugal.

1.    Auditoria às Contas do Sporting Clube de Portugal
A clarificação das Contas do Clube e a explicação pormenorizada da razão de ser do aumento substancial do seu passivo, têm sido nos últimos anos exigências constantes dos associados do Sporting Clube de Portugal para perceberem em definitivo a respectiva origem e poderem acabar com o clima de duvidas e de suspeições dos últimos 15 anos sobre a clareza e a transparência (melhor dizendo, sobre a falta delas) do funcionamento económico e financeiro do Clube.
Este foi um tema forte da recente campanha eleitoral e uma promessa de todos os candidatos.
Todos sabemos que para que a Auditoria a efectuar pudesse cumprir verdadeiramente os seus objectivos teria que ser feita uma análise fina e pormenorizada a nível financeiro e de gestão que contemplasse, muito em particular, a consolidação das contas do Clube desde 1995, as relações entre as várias empresas do Grupo Sporting, a análise financeira de cada uma delas e as transferências entre as mesmas, e o estudo da evolução dos passivos e activos em cada Direcção desse período que incluísse remunerações directas e indirectas, património e áreas de negócio.
A Auditoria parcial que a Direcção empossada decidiu fazer, com a conivência por vezes de quem não se esperaria, não foi nada disto. Por isso me recusei, e continuarei a recusar, ser cúmplice nesse problema, porque o meu objectivo, (que deveria ser o de todos), é o de pelo contrário encontrar solução para esse mesmo problema.
É lamentável que assunto de tal relevância tenha redundado numa mera análise de evolução. Espero sinceramente que proximamente não surjam noticias a propósito da Auditoria parcial em curso dando conta do extravio ou da perda de documentos ou de informações essenciais referentes ao período em questão.
Que fique em definitivo claro que no momento em que a actual Direcção empossada pretenda levar a cabo uma Auditoria financeira e de gestão em moldes que permitam responder cabalmente às legítimas exigências dos sócios, terei todo o gosto em nela me fazer representar por um especialista da minha confiança.

2.  Departamento de Comunicação do Sporting Clube de Portugal
A noticia de que a empresa Cunha Vaz e Associados, agência de comunicação, passou desde o dia 1 de Junho de 2011 a colaborar directamente com o Departamento de Comunicação do Sporting Clube de Portugal não pode deixar de nos remeter a todos para as últimas eleições no Clube em que a referida empresa foi responsável pela campanha eleitoral da Direcção empossada, e portanto pelas mentiras e manipulações então maldosamente feitas, revelando uma forma de trabalhar rasteira e vil na abordagem a este grande Clube e na relação com os seus sócios. 
Quando se pretende o Clube unificado em torno dos seus atletas e dos objectivos desportivos a alcançar apenas com os melhores a trabalharem nele, não se compreende (a não ser por via de acordos que nada têm a ver com os interesses do Clube e já estabelecidos antes da posse) que se formalize ao serviço do Clube uma empresa que contribuiu para dar uma imagem negativa do Sporting Clube de Portugal e se rege por valores contrários aos defendidos pelos nossos fundadores, e cujos honorários e contrato de prestação de serviços exigimos sejam tornados públicos aos sócios.
Uma vez mais, o Sporting Clube de Portugal vai desperdiçar recursos a pagar a entidades e pessoas de que verdadeiramente não necessita. A Direcção não se deveria preocupar com a sua imagem própria e muito menos com o condicionamento dos sócios pela “afinação” da informação que lhes faz chegar, mas concentrar a sua actividade e o dinheiro do Clube no cumprimento das suas promessas eleitorais, na obtenção do sucesso desportivo das suas equipas e dos seus atletas em todas as modalidades, no reforço das suas posições nas instituições de decisão desportiva, e na blindagem da informação alusiva ao Clube para não perder vantagem em negociações a decorrerem.

3.  Diminuição do Passivo em 42 milhões de euros
A Sporting - Sociedade Desportiva de Futebol, SAD, cumprindo os seus deveres de prestação de informação económica e financeira à CMVM respeitante aos primeiros nove meses do exercício em curso compreendidos entre 1 de Julho de 2010 e 31 de Março de 2011, na sequência da reestruturação realizada pelo anterior elenco directivo liderado por José Eduardo Bettencourt, informou de uma descida do passivo do Clube nesse período no valor de 42 milhões de euros que muitos consideraram virtuosa: tê-lo-á sido verdadeiramente ?
A evolução da situação patrimonial nesse período reflectiu o impacto da reestruturação financeira levada a cabo, em que tiveram lugar de destaque o aumento de capital, o trespasse da Academia e a emissão de VMOC.
É bom fazermos um exercício de memória e recordarmos o que verdadeiramente esteve em causa com esta reestruturação.
Antes da controversa Operação Harmónio aprovada e realizada ao tempo de José Eduardo Bettencourt, visando o aumento do Capital Social de 21 milhões de euros para 39 milhões de euros e a passagem do Capital Próprio de 42 milhões, quatrocentos e quarenta e dois mil euros negativos para cerca de 22 milhões de euros positivos, o Sporting CP detinha:
      Categoria das acções             Nº. de Acções             %
          Categoria A                              3.430.010                   16,33            
          Categoria B                             17.569.990                   83,67
Esta operação foi realizada por na época de 2009-2010 a contabilidade da Sporting SAD apresentar um Capital Social de 42 milhões de euros e um Capital Próprio negativo de 15 milhões, novecentos e oitenta mil euros, cenário financeiro muitíssimo preocupante perante o qual foram decididas e aprovadas as seguintes 3 operações de reestruturação financeira:
Redução do capital social de 42 milhões de euros para 21 milhões de euros destinada à cobertura de prejuízos, a efectuar mediante a redução do valor nominal da totalidade das acções representativas do capital social, de 2 euros para 1 euro.
A implementação desta medida visava iniciar uma recuperação financeira indispensável, pois nos termos do art. 35º do Código das Sociedades Comerciais quando o Capital Próprio é igual ou inferior a metade do Capital Social, a respectiva Sociedade é considerada em situação de falência técnica, e em que a gestão deve tomar uma de 3 opções: o aumento de Capital, a perda de metade do Capital Social ou a dissolução da Sociedade.
A primeira opção tomada na Sporting SAD foi, como vimos, a perda de metade do respectivo Capital Social.
Aumento do capital social no montante de 18 milhões de euros, passando de 21 milhões de euros para 39 milhões de euros, a realizar por novas entradas em dinheiro através de emissão de 18 milhões de novas acções ordinárias, escriturais e nominativas com o valor nominal de 1 euro cada, por meio de subscrição pública com respeito pelo direito de preferência dos accionistas e preço de subscrição de 1 euro;
Neste aumento de Capital, realizado em Janeiro de 2011, o S.C.P. aumentou a sua participação directa na Sporting SAD de 16,4% para 25,3% com recurso a acções de tipo B (as quais passou a deter em 91,21%, descendo as acções de tipo A dos 16,33% iniciais para 8,79%), 25,3% esses que acrescidos aos 64% detidos pela Sporting SGPS (empresa detida a 100% pelo Sporting CP), fizeram com que o S.C.P. ficasse com uma participação de 89,3% na Sporting SAD.
Emissão de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis em acções da Sociedade (VMOC), escriturais e nominativos, no montante máximo de 55 milhões de euros, de valor nominal de 1 euro cada, com prazo máximo de 5 anos, com preço de subscrição de 1 euro, com taxa de juro nominal anual bruta de 3%, obrigatoriamente convertíveis em acções ordinárias da Sporting SAD a um preço de conversão de 1 euro.
Em paralelo a estas 3 operações, tiveram lugar outras que permitiram atenuar as contas da SAD, como a passagem da Sporting Comércio e Serviços e a da Academia para essa empresa.
Em conclusão, é formalmente correcto dizer-se que o passivo diminuiu. Mas o preço societário para que tal acontecesse foi demasiado pesado: o Sporting Clube de Portugal perdeu o domínio sobre a Academia e sobre a Sporting Comércio e Serviços (que detém o produto das receitas televisivas e da publicidade), e corre o risco de perder igualmente o controlo maioritário da SAD num prazo de 2 a 5 anos, decorrente por sua vez dos prazos inerentes às VMOC.
Não foi portanto este o melhor caminho para o Sporting Clube de Portugal ter percorrido até aqui, que poderá aliás traduzir-se em breve, oxalá estejamos enganados, num novo aumento do passivo. O S.C.P. não necessita de reestruturações financeiras ou de qualquer tipo de engenharias financeiras, que até hoje sempre acarretaram uma diminuição do respectivo património, mas sim de optimizar a sua gestão reduzindo custos supérfluos, de potenciar a Academia e a sua formação, de atrair parceiros de investimento, de respeitar os sócios, aumentar o seu numero e estimular a sua participação na vida do Clube (designadamente mediante Estatutos que não reduzam, antes aumentem, os respectivos direitos, e um Regulamento Eleitoral à medida de um grande Clube). E, sobretudo, de saber trabalhar de forma verdadeiramente profissional para ser campeão em todas as modalidades em que está representado.

Bruno de Carvalho
Lisboa, 3 de Junho de 2011

Estou com receio...ou será medo?

«Há 100 milhões para investir no Sporting, mas obviamente que nem todo será para o reforço da equipa de futebol» 

A origem dos 100 milhões é que continuamos sem saber:
- 20 M€ empréstimo obrigacionista
- 15 M€ fundo jogadores
- 65 M€ por explicar (talvez da bomba de gasolina)

«Serão 60 milhões para a reestruturação do clube e 40 para a área do futebol, dos quais 30 para investir em aquisições e 10 para reestruturar»

60 milhões em reestruturação do clube?! e 10 para reestruturar o futebol?! O que é isto?? Será o necessário para garantir a maioria na SAD? Humm... Ou também vamos recomprar o Alvaláxia e a Sede? O pavilhão são 13 milhões, mas com o naming deve(ria) ficar abaixo desse valor...

"Godinho Lopes diz esperar que o também prometido Fundo de Jogadores possa estar concluído em finais de Junho..."
Olha, afinal sempre há fundo! Qual será a nacionalidade dos investidores?

«As contratações são avalizadas por Carlos Freitas, Luís Duque e Domingos Paciência, mas o Sporting não vai entrar em loucuras». No ano passado perdemos jogadores para o Hércules, agora é para a Tijuana!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Wilson Eduardo a passe de André Martins

Numa altura em que a política desportiva do clube já anda novamente pelas ruas da amargura, quer no que se refere às contratações - como é que se explica que se contrate uma aposta de futuro por um milhão e depois de se anunciarem as negociações com um outro jogador estas não se concretizem por 100 mil euros anuais? - quer no que diz respeito às dispensas - e aqui escuso-me de comentar o grau de incompetência que tem caracterizado a capacidade do Sporting em colocar os jogadores excedentários no mercado - Wilson Eduardo surge em grande forma na selecção, depois de uma época em que marcou quase tantos golos como o genial Postiga.
O Sporting devia mesmo parar de contratar jogadores e limitar-se a aproveitar os que saem da formação. O grau de incompetência e estupidez, sendo benevolente e não entrando no campo da corrupção, que os dirigentes da SAD demonstram só pode encontrar um antídoto numa solução ainda mais radical.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

De Alcantâra à Covilhã

Vale a pena ler o excelente post no Cantinho do Morais, onde se procura reflectir sobre um dos aspectos mais negligenciados da política desportiva do Sporting: a forma como nos relacionamos com outros clubes e a forma como conduzimos as nossas políticas de alianças. A subida do histórico Atlético Clube de Portugal à Liga Orangina e a manutenção do Sporting da Covilhã nessa mesma divisão lançam o mote para o debate.

Manuel Brito



Faleceu ontem, dia 28 de Maio, aos 62 anos, Manuel Brito, um dos maiores andebolistas portugueses de sempre e um dos grandes símbolos do andebol leonino de todos os tempos. Manuel Brito representou o Sporting como jogador durante 22 anos, entre 1964 (ano em que ingressou no escalão de juvenis) e 1986 (última época com a camisola leonina).

Manuel Brito fez parte da célebre "equipa maravilha" do Sporting que, sob o comando técnico de Matos Moura, alcançou, entre 1968/69 e 1972/73, um feito ímpar no andebol português, conquistando 5 campeonatos nacionais consecutivos e sagrando-se assim pentacampeã nacional, proeza até hoje inigualável.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Pavilhão

No âmbito do período de discussão publica do Plano de Pormenor Alvalade XXI, que decorre entre os dias 4 de Maio e 2 de Junho de 2012, a Câmara Municipal de Lisboa, vai realizar no Auditório Artur Agostinho, (Estádio de Alvalade), um reunião pública de esclarecimento, na próxima segunda-feira dia 30 de Maio de 2011, pelas 18.30H. A referida reunião debaterá a área de intervenção do futuro Pavilhão do Sporting Clube de Portugal.

Beira-mar City

Estes ao menos assumiram-se e pouparam 15 anos de jogadas e artimanhas....

Segundo informações anteriores de António Regala, o actual responsável pela direcção, «a SAD vai ter um capital inicial de um milhão de euros. Desses, 80 por certo serão do investidor, 15 por cento do clube e cinco por cento dos sócios.

Subsídios para a mística sportinguista acrescidos da crítica da contratação desportiva

Não faço ideia se Alex Silva é bom jogador ou não, mas oponho-me veementemente à sua contratação. Deveria ser vedada, no Sporting, a aquisição do passe de qualquer jogador com irmãos que desenvolvam a mesma actividade profissional. Falo-vos, como é evidente, do princípio do irmão mau. O Sporting tem uma longa história de ficar com o pior irmão. Não sei quando começou mas a verdade é que desde que me lembro que assim é. Exemplifico: Ali Hassan era o irmão mau de Hossan Hassan, ponta-de lança egípcio cuja vinda para o Sporting foi objecto de intensa especulação na passagem dos oitentas para os noventas; Assis, o irmão mau de Ronaldinho Gaúcho; Pontus Farnerud, o irmão mau de Alexander Farnerud. Podem contrariar este argumento com Paulo Silas, irmão bom de Paulo Pereira. Gostaria de recordar, porém, que a passagem de Silas pelo nosso clube foi coroada com fugazes lampejos de futebol e não com prestações sólidas e a sua saída foi em conflito com a direcção. Alex Silva é irmão do Luisão. Diz-vos o Luizinho que, olhando para o passado e para o modus operandi das forças cósmicas, nolens volens, é gajo para ser o irmão mau.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Nota-se

Diz o EnGodinho, hoje na newsletter do clube: "No Sporting Clube de Portugal, as decisões são sempre tomadas e reveladas a seu tempo, sem influência de «forças exteriores»."

Nota-se

Dizia o EnGodinho no outro dia:
"Fiquei surpreendido quando, de facto, o ouvi falar (António Salvador). Nada se alterou. Disse que falaria do novo treinador no final desta época, que termina a 30 de Junho".

Já se tinha notado também no fim-de-semana aquando do início dos treinos do circo Luís Duque.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Paciência, já é oficial...

O Domingos Paciência já é oficialmente treinador do SCP.

Vira o disco...

Lembro-me do candidato Godinho Lopes ter dito, durante a campanha eleitoral, com um ar convicto, que se ganhasse haveria uma só voz a falar no Sporting. Era a ele que cabia a palavra sobre a comunicação no Clube. Se calhar lembram-se de o ouvir dizer isto.
Passado tão pouco tempo não se ouve senão a voz de Luís Duque. Duque domina a toda a largura do campo. Ele está pronto para sair, ele sai, ele afinal não sai, ele tem o apoio do presidente, ele nunca se demitirá das suas responsabilidades. Enquanto isto o presidente cala-se, ele que seria a única voz audível no Sporting.
Não se pode deixar de estranhar esta ausência do presidente. E também não se pode deixar de estranhar que, nesta altura, a nova direcção ainda esteja —segundo Duque, porque o presidente mantém-se mudo— a "encontrar o caminho para criarmos uma equipa competitiva [e] uma estrutura forte para a conseguirmos". Pensava que isto já estava tudo tratado... Como Duque ficou, imagina-se que ganhou algo com isso. Vamos ver o que ganhou o Sporting.
Nada disto me parece grande coisa como estratégia do Clube. Verão quente à vista...
O Sporting continua a viver num clima de intriga, de choques de interesses instalados e de birras de dirigentes. Que é feito das promessas eleitorais? Que é feito da voz de comando?

domingo, 22 de maio de 2011

Luís Duque continua no Sporting

Afinal Luís Duque continua no Sporting. A ser verdade (que ele quis sair e que agora já não sai...) resta saber quem cedeu a quem e o quê... Se "sempre" teve o apoio do presidente em que é que consistiam então as divergências?

Cardinal sai mas o circo continua

Cardinal foi embora mas o circo assentou arraiais em Alvalade. Parece que Duque já não sai, mas a verdade é que alguém andou a usar os jornais para marcar posições. Assim, de primeira, diria que foi o próprio Duque. A altercação, como alguém refere num comentário ao post anterior, estava relacionada com a saída de Mil Homens, que estará a ser protegido por outras pessoas da direcção, em detrimento de Couceiro. Por outro lado, Paulo Sérgio que devia ser vergastado em pelourinhos por esse mundo fora onde quer que existissem núcleos sportinguistas, também já veio lançar mais achas para a fogueira. O habitualmente reservado e ponderado Abel também resolveu publicamente dar as suas opiniões sobre a saída de Liedson. Não sei se as declarações de Abel correspondem ou não aos sentimentos ao ex-avançado do Sporting, mas revelam sobretudo que as guerras intestinas no clube continuam. Mas outra coisa também não seria de esperar de uma direcção que se construiu com base na sobreposição de interesses particulares, muitos deles conflituantes entre si e quase todos eles conflituantes com os interesses do Sporting Clube de Portugal. O que não se esperava, à semelhança aliás do que sucedeu com a anterior direcção, era que tudo isto saltasse tão depressa dos gabinetes para a esfera pública. Mas lá está: a burro velho não aprende. Era difícil que entre corruptos, arguidos, habilidosos, incompetentes, negociantes, lampiões, vendidos e simples otários as coisas corressem bem . A hidra, hoje em dia, talvez não passe de um saco de gatos.

A primeira baixa

E a procissão ainda nem saiu... Luís Duque pronto a deixar Alvalade.