domingo, 27 de março de 2011
A minoria bloqueou
sábado, 26 de março de 2011
Em síntese, o panorama é deprimente
Primeiro Manhatan ou guiados pela beleza das nossas armas
Um dia o Sporting vai mudar...HOJE É O DIA!
Conselho Directivo: Bruno de Carvalho (lista C)
Conselho Fiscal: Conselho Fiscal Independente (lista F) - atenção porque já me telefonaram de lá a perguntar qual era mesmo a letra da lista!!!
Conselho Leonino: AAS (lista I)
Pres. mesa AG: [Branco]
sexta-feira, 25 de março de 2011
Eu voto Conselho Fiscal Independente e Bruno de Carvalho
Para mim estas eleições apresentam um aspeto central: a rotura com o Projeto Roquette. Bruno de Carvalho parece-me ser o mais bem posicionado para efetuar essa rotura. Mesmo que compreenda e seja simpático a muitos dos argumentos que são apresentados a Norte de Alvalade, penso que é essencial que todos aqueles que têm lutado por uma mudança no Sporting converjam no seu sentido de voto. Os controles dos restantes órgãos sociais poderão, deverão e terão que ser garantia para que o clube sobreviva e a SAD permaneça das mãos dos sócios. Tenho pena que a campanha, apesar de apenas a ter seguido ao longe e de forma intermitente, tenha resvalado para o nome dos diretores desportivos, treinadores e para o chavascal de nomes que se ouviram nos últimos dias. No meio desta orgia de estupidez, certamente necessária para ganhar as eleições, Bruno de Carvalho foi o único candidato que assegurou a importância de garantir a maioria da SAD, a auditoria e o controle financeiro. Aliás, nesta orgia de nomes foi dos que menos seguiu a via futeboleira mais foleira, ainda que dela não tenha abdicado, coisa aliás que seria impossível de fazer. Mesmo assim, foi interessante ter uma massa associativa inteira a discutir o Projecto Roquette, as engenharias financeiras e os negócios (não desportivos) que foram feitos aos longo dos últimos anos. Mesmo que alguns (espero que não sejam muitos) não compreendam a importância do facto, temos pela primeira vez, na história do desporto em Portugal, a possibilidade de eleger listas independentes para os diferentes órgãos. Ainda não ganhámos as eleições mas já ganhámos qualquer coisa. Se houve muita coisa má na campanha também houve elementos positivos que devem ser destacados. Amanhã podemos matar o Projecto Roquette. Viva o Sporting!
O bom e o mau dinheiro
Neste ponto falamos de dinheiro proveniente de negócios ilícitos segundo as normas vigentes num determinado espaço e tempo, porém, não intemporais nem universais.
Essas normas podem ser legais ou sociais e como as duas várias vezes se confundem, bem como se confunde a moral e ética, muitas vezes julga-se que o dinheiro que tem uma proveniência ilícita (norma legal) é o mau dinheiro.
O bom dinheiro por oposição será aquele que tem uma proveniência considerada legal pela norma legal vigente, independente da sua origem imoral ou não ética - regras de conduta internas ou externas.
Deixando de fora a moral, e contextualizando a questão da proveniência do dinheiro a ser investido pelos candidatos a presidente do Sporting, temos portanto, que este ou provém de entidades reconhecidas pelo estado - entidades financeiras - ou provém de particulares.
Aqui entra o pensamento subjectivo dos sócios votantes, na medida em que se o dinheiro provém dos bancos é o bom dinheiro, se provém de pessoas singulares é mau dinheiro.
Isto porque existe a errada convicção que só o dinheiro proveniente dos bancos é dinheiro limpo. O outro é dinheiro lavado e já usado.
É legítimo que tem tenha um negócio de usura proteja o seu comércio desvalorizando quem não exerça a mesma actividade profissional.
Não conseguindo distinguir entre o cheiro ou a cor de uma nota que provém de um banco ou um particular, tenho que a ideia que quem só tem o conhecimento fácil e tablóide, só consegue apreender os conteúdos que lhe querem transmitir e não um conhecimento amplo e geral.
Se assim não fosse, e independentemente de a proveniência ilícita e não ética do dinheiro particular, é útil e interessante indagar de onde vem o dinheiro dos bancos.
Parte dele vem dos juros e usura, a outra parte, nomeadamente o financiamento deles provém de terceiros.
Esses terceiros,tanto podem ser outros bancos estrangeiros como particulares.
Ou seja, os mesmos particulares cuja fonte de dinheiro é duvidosa, ou cuja fonte é o dinheiro de sangue da família do ditador de Angola, eduardo dos santos, que financia as necessidades actuais do BCP.
Aqui parece que já não existe problema ético, pois a norma legal não impede esta situação.
Das outras entidades terceiras como outros bancos, estes por sua vez não se financiaram também em particulares e estados amigos ou ex-amigos das democracias ocidentais, como a Venezuela e a Líbia? Aqui também não parece haver celeuma nos fazedores de opinião mentecaptos ou prestadores de serviços.
E já agora, onde se pensa que os barões de droga, os senhores da guerra e afins vão colocar o seu dinheiro ilícito e não ético? Será que é todo gasto em bares de strip e a investir em jogadores de futebol? Ou também sobra algum para investir em entidades financeiras?
Eu também voto Bruno de Carvalho
Não descolou. Apresentou um projecto algo incipiente mas recheado de boas propostas que não soube passar. Sem ter ganho reais hipóteses, ninguém o chegou a chatear na rampa dos crocodilos. Grã-Opositor da “continuidade”, acho que devia ter desistido.
Pedro Baltasar
Começou por insultar os sportinguistas ao apresentar Santana Lopes (o que as pessoas são capazes de fazer com os buracos da memória...). Daí para cá, um registo escabroso.
Um desfasamento brutal entre a sua campanha para a bancada e a sua lista e posições passadas. Colou-se à imagem de João Rocha mas defende unicamente modalidades auto-sustentáveis: fim do futsal e cortar no Atletismo: só de Alta Competição ou só de formação.
Podendo sacar votos a BdC, alinhou na frente avançada da AKalúnia-47. Afirmava que o Fundo de BdC não existia, depois que era uma fraude e acaba a prometer um fundo de “3ª geração”. No viés das ideias a martelo, o seu projecto radica no que diz ser o investimento do seu bolso. Por mim, não obrigado. Pelas poucas chances que julgo terem, estou convencido que votar PB ou AM é deitar o voto ao lixo.
Dias Ferreira
Na Tv domina a ginga e fala como uma raposa velha e rabugenta. Terá um apoio grande de sócios mais velhos, fora da blogosfera, e dos mais aptos ao estilo populista. Ganha na manha e no jogo de bastidores mas o Sporting precisa de soluções para os principais problemas. A começar por uma gestão rigorosa. Sabendo que o SCP teve desde 2005/06 até hoje um aumento de 40% na despesa com massa salarial e de como precisa urgentemente de acertar nas contratações, DF assusta-me. E o Futre ainda mais. As respostas do tipo “isso [massa salarial] não é um problema”, o “logo se vê” e os charters cheios de jogadores e de adeptos chineses, falam por si. É uma mão cheia de tudo e outra cheia de nada.
Bruno de Carvalho
Enfrenta o anátema do “desconhecido” e enfrentou o trabalho sujo das “agências de agitação”. Apesar disso, para quem o viu nas entrevistas a solo, hoje conhece melhor, ele e ao seu projecto, e terá uma opinião mais bem (in)formada.
À véspera das eleições continua a ter a melhor pontuação face aos concorrentes. Voto nele porque, tendo consciência da situação extremamente difícil do clube, é quem melhor preconiza um projecto que responde ao que considero ser os objectivos primordiais: modelo de contenção de custos e, simultaneamente, saber, com inteligência e criatividade, encontrar projectos que nos permitam manter a competitividade e lutar pelos títulos.
O Fundo de investimento
Por princípio não gosto de fundos. Acontece que chegámos a uma situação em que temo não haver mais espaço de manobra para, por via da austeridade absoluta e de uma gestão desportiva fantasticamente eficiente, sermos campeões daqui por 4/5 anos. Os rivais (especialmente o FCP) estão muito à frente. Este seria um caminho mais arriscado. Outro muito mais perigoso era embarcarmos em mais endividamento atrás de endividamento. Um fundo pode ser um bom instrumento para nos fazer sair do remoinho e nos dê oxigénio para recuperar a tempo. Mas não é por si só a solução. Tem de estar ancorado num projecto desportivo credível. Acredito ser o caso.
É um fundo fraudulento? Serve para lavar dinheiro? Não sabemos e esperamos bem que não. Agora acho uma palermice tremenda andar a gritar “Céus! Vêm aí os russos!”, numa espécie de xenofobia monetária, como se o Euro da banca fosse mais puro e abençoado do que o Rublo. Repito, até que me dêem indícios ou provas do contrário - e cadastro por contrabando de calças de ganga ilegais não serve - este é um fundo como os outros, com condições aceitáveis (eu não sou jurista, mas parece-me óbvio haver no mínimo um direito de veto numa parceria deste género; para além do mais nada impede de contratar ‘fora do fundo’ um jogador “vetado”, tal como todos os outros candidatos assim propõem, ainda que sem nos dizerem com que dinheiro). Estando na CMVM (nem que seja daqui a 5 meses) tranquiliza e acho muito bem que (finalmente) estejamos atentos e exijamos que se prestem contas sobre os negócios feitos. Em suma, confio.
Confio porque não vejo um pára-quedista. Esteve no dirigismo do hóquei; é relativamente conhecida a sua participação no clube e isso conta. Admito que a lista para a Direcção possa colocar alguns pontos de interrogação mas, pelo menos e para já, parece querer conjugar vários tipos de saberes: o sportinguismo, o futebolístico/desportivo, o empresarial e o universitário.
A mesma procura de equilíbrio sustentado revejo na estrutura do futebol:
- uma estrutura liderada por uma equipa directiva pluridisciplinar formada por antigos jogadores e gestores;
- mostrou Van Basten, um treinador com futebol atraente (até aqui Zico e Rijkaard também cumpriam) e com perfil indicado para o trabalho de aproveitamento das camadas jovens;
- Implementação de um gabinete de Scouting interno do Sporting utilizando antigos jogadores e uma rede criada entre as Academias Sporting, Núcleos, Delegações e Filiais;
E voto também porque:
- propõe uma auditoria e a apresentação do organograma das empresas do Universo Sporting e contas consolidadas;
- propõe apresentar em AG possíveis cenários da posição do clube na Sporting SAD de forma a garantir os 51% do clube;
- sala de convívio para sócios no pavilhão (direitos de autor).
Em suma, BdC é o que tem o projecto mais clarificado e sólido (apesar de tudo), cumpriu com o que disse, mostrou ter potencial para unir os sportinguistas e saber defender o clube de acordo com os seus pergaminhos.
Foi o que mais fez para merecer o meu voto. Cabe-lhe agora merecer o Clube e a nossa confiança.
Viva o Sporting!!!
Votar na continuidade
O Sporting de Godinho Lopes e Luís Duque
1. Foi nesse período que a SAD mais registou prejuízos.
1997/98 - 7,5 milhões de prejuízo
1998/99 - 2,5 milhões e meio
1999/00 - 11,5 milhões
2000/01 - 21,5 milhões
2001/02 - 22,7 milhões euros
2002/03 - 27,3 milhões
2003/04 - 9,2 milhões
T = 83 milhões de euros de prejuízo
Num estudo universitário intitulado “Sobre o (des)equilíbrio financeiro da primeira década [1997/98 a 2006/07] do Sporting, Sociedade Desportiva de Futebol, SAD” a análise é clara sobre o desastre financeiro dos anos “dourados” anos de GL e LD: é sensivelmente entre 1999/2000 e 2002/03 que se avalia o maior desastre financeiro (em todas as rubricas: Fundo de Maneio, Rácios de Financiamento, Margem de Auto-financiamento, etc., etc., etc. É obra!). Tomando de empréstimo o fantasma preferido da lista de GL para termo de comparação financeira recordo que, em período idêntico, Vale e Azevedo deixou um prejuízo de 37 milhões (incluindo o que meteu ao bolso) e um passivo de 133 milhões, a fazer fé nos dados disponíveis na Net. É só comparar os números para ter uma dimensão do desastre.
2. A gestão e equipa pouco credíveis de Godinho Lopes
O nº2 da lista - Nobre Guedes - sublinhou a importância da existência, nas empresas do grupo Sporting, de administradores comuns. Assim o era no tempo de Godinho Lopes que foi vice-presidente da SGPS, do Conselho Directivo e presidente da ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE SA, da Sporting Comércio e Serviços e presidente da EMPRESAS IMOBILIÁRIAS (bem no plural pois eram efectivamente muitas).
Não sei se foi desta passagem pela SPORTING COMÉRCIO E SERVIÇOS que GL conheceu os indivíduos pertencentes ao BES e à PT que agora integram a sua lista. É apenas uma suposição por ser público o fantástico retorno publicitário (BES – 126 milhões de Euros; Portugal Telecom – 107 milhões) que estas duas empresas obtêm com o futebol português. Fica a dúvida se é desta que as marcas vão oferecer mais ao SCP do que o SCP tem
oferecido às marcas.
Mas sei qual a factura da passagem de GL pela ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE SA: construiu um estádio que derrapou em dezenas de milhões de euros (no folheto informativo "Roquette previu que custaria 75 milhões de euros (15 milhões de contos), mas custou para cima dos 100 milhões") sem relvado credível e - incrível! - sem pavilhão. Não me esqueço também que foi Godinho Lopes quem entregou o estádio e Alvaláxia ao arquitecto Tomás Taveira que assim nos tranquilizava: «Todo este tipo de apoio e estruturas ajudam a que o ir ao Estádio seja algo como uma saída familiar, porque enquanto uns estão no futebol, os outros poderão estar no cinema ou no ginásio. Vai ser bonito de ver e viver.» (jornal Sporting, Edição especial, Abril 2003). O que eu vi foi um fosso e cadeiras às cores. A hiper-estratificação (social e funcional) foi o reverso dos discursos sobre a “multi-funcionalidade” e “comodidade”. Uma orgânica arquitectónica que distingue e isola de forma meticulosa cada bancada ou sector, a que o espectador tem acesso. Sossego e privacidade total para as tribunas e repressão policial nas bancadas mais barulhentas. Acabaram-se os meninos à volta da 10A para os jogadores aprenderem coisas de Sporting e de verdade.
O antigo estádio implicava despesas anuais de manutenção de aproximadamente 2,5 milhões de euros ao passo que "a exploração do novo estádio e do complexo Alvalade XXI proporcionaria receitas anuais de 5 a 10 milhões de euros" (SCP, Inauguração, programa oficial, Agosto 2003). Foram tantas as receitas que até o Bingo fechou. Tiveram de vender aquilo tudo.
A vertigem pelo espaço urbanizável era tal que sendo obrigatória a lotação de 50 mil espectadores preferiram contabilizar os lugares atrás dos ecrãs gigantes, atribuindo-os aos cegos, já que estes não viam o campo.
GL já presidiu muito e mal. Para além disto e do que nos conta Ricardo Andorinho, convém relembrar que, em cinco daqueles seis órgãos, GL tinha como vice Diogo Gaspar Ferreira, sinistro membro que, mais tarde, vendeu os terrenos do antigo estádio, abaixo do valor de mercado, a uma promotora imobiliária (MDC) da qual viria ser administrador. Será PPC o seu braço direito credível desta vez?
Mas voltemos a Luís Duque e ao seu petit amie Freitas. Acertam duas em dez contratações. Assim também eu e saía bem mais barato. Prescindia dos 86 mil euros de prémio depositados, em 2006/07, na conta do Freitas por ter preterido o Fábio Coentrão (nem com a dica do rapaz..) e pelo 2º lugar alcançado na Liga. Bom, aqui o Sr. Francisco lá me deu razão. Também ele conhecia bem os danos irreparáveis de Freitas, parte deles em parelha com Duque e tão bem descrita na Magnus Opus de Zeferino Boal: 70 milhões de despesa versus 5 milhões de retorno.
Realmente, para quem repete a palavra credível 86 vezes por debate isto é muito pouco. Eu quero mais. Mais credibilidade e competência. Eu também. Com outras pessoas e, já agora, que percebam de bola.
