sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A Idade da Estupidez

Relativa a outra temática, mas assenta que nem uma luva à actualidade do Sporting!!! Dia 26 de Março é o momento, ou segue-se a extinção...



Chega de calma
Critiquem tudo
Ou estamos de passagem e quem vier que resolva o mundo?

Vamos unir
As próximas gerações
Ou ver passar o tempo sem pensar em ter soluções?

Nada nos prende mais
Somos a solução óbvia
Qualquer dia a coisa tem de mudar
Segue-se a extinção

Começa de novo
Poupa palavras
Temos as ideias
Só nos falta ter a coragem

Vamos fazer
A nossa revolução
Ou deixar que façam do futuro uma ilusão?

Mas já vai a meio do processo
E este é o momento

No fim do mundo
Que fique um sentimento
Só não fizemos algo mais
Porque não tivemos tempo

Mas não muda nada
Mantemos tudo
Façam mais cimeiras para dar um tiro no escuro

Há que manter
Dinheiro a correr
E jogos de interesses preservados pelo poder

Parem de vez
Menos porquês
Estamos a viver na idade da estupidez?
Vamos fazer a revolução
E dizer não, dizer não....

No fim do mundo
Que fique um sentimento
Só não fizemos algo mais
Porque não tivemos tempo

No fim de tudo
Vai sobrar silêncio
Só não fizemos algo mais
Por sermos mais do mesmo

by Klepht

O Sporting é a puta de toda a gente

Paulo Sérgio é possivelmente o pior treinador da história do Sporting. Porém, não deve ser despedido. Devemos deixá-lo afundar com o clube para que nunca mais possa aparecer de cara levantada em lado nenhum. Para que ao pé dele Luís Campos seja um baluarte de dignidade e competência. Pagar-lhe uma indemenização é um prémio que não merece. A verdadeira questão não é, no entanto, Paulo Sérgio e este não deve ser o bode expiatório de tudo o que se passa, mesmo que seja um merdas que não percebe nada de coisa nenhuma. Um merdas que me envergonho de ter não só como treinador mas até como funcionário do meu clube. Mas a verdade é que o Sporting se tornou um clube ridículo, gerido por idiotas engravatados incapazes de sentir vergonha, cheios que andam de si próprios e das suas próprias razões e qualidades. A prova disso mesmo é a forma como se andam a pavonear por aí, como se nada fosse com eles, a preparar a sua participação em duas ou três listas candidatas às próximas eleições. Quando no início do ano resolveram contratar Paulo Sérgio foi porque queriam um merdas que comesse toda a trampa que lhe metessem no prato. Mas mesmo a esse merdas fizeram promessas. Ora, se o que Paulo Sérgio vê à sua volta é irresponsabilidade e trafulhice e com toda a merda que lhe fizeram porque motivo, mesmo sendo um incompetente de merda, repito, se há-de considerar, e com razão, o maior responsável pelo estado escrabroso a que chegou o clube e o seu futebol?
O que se viu ontem é que o Sporting não é só a puta do Benfica, como se cantou na segunda-feira nas bancadas de Alvalade. O Sporting não é só a puta do Rangers. O Sporting hoje em dia é a puta de toda a gente. Se até o Baltazar tem o descaramento de pensar em candidatar-se à presidência, se o Ricciardi racha lenha de fora, se o Futre é potencialmente um director desportivo, se o Dias Ferreira apresenta uma lista de ruptura, se o Bettencourt vai para o BES, se a mulher do Soares Franco dá entrevistas a dizer que a culpa desta merda toda foi dos sócios, se o Costinha dá entrevistas daquelas, se venderam o Liedson, se venderam o Moutinho, se venderam o Veloso, se contrataram a merda toda que contratam, porque caralho é que o Sporting também não há-de ser a puta do Paulo Sérgio?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Bilhetes Históricos

Um pouco à semelhança da nossa rubrica "E tu onde é que estavas?", o Sporting anda à procura de bilhetes históricos das competições Europeias.

Afinal vamos eleger directores de futebol??!!

A cada candidato o seu director para o futebol, ou, como afirma a sabedoria popular, diz-me com que director de futebol andas, dir-te-ei quem és...
Esta "guerra" dos directores para a área do futebol é a prova de que nada de bom se pode esperar desta eleição... É triste mas é verdade. É tudo o que os candidatos conseguem arranjar. Não há programas, não há ideias fortes para salvar o clube, não há mobilização dos sportinguistas! Há directores para o futebol. E alguns... minha nossa senhora!!!!
Só espero que os sportinguistas não tenham a memória curta e que esta eleição para director de futebol, a que o nível dos candidatos tenta reduzir estas Eleições 2011, tenha a resposta que merece.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A culpa é da PSP



Não se passou nada ontem em Alvalade que pudesse justificar as cargas policiais que se verificaram durante a primeira parte. Um sintoma disso mesmo foi a forma como o estádio todo aplaudiu a retaliação dos adeptos que se encontravam na superior e como a policia foi recebida quando voltou para a segunda carga. Mas mais grave do que a violência policial é a forma como o clube e os meios de comunicação social reagem aos acontecimentos. O Record, por exemplo, usa expressões como "a PSP viu-se forçada a reforçar o efetivo e praticamente esvaziou a zona central do topo.", "Em resposta à carga policial, os adeptos, remetidos a uma das pontas da bancada, arremessaram cadeiras, petardos e até bandeiras na direção aos agentes, forçando nova intervenção da PSP, que deixou completamente vazios estes lugares.". Mas viu-se forçada por quem? O que é que a polícia estava ali a fazer? O que se passou ontem foi uma vergonha. Os adeptos de futebol continuam a ser tratados como cidadãos de segunda e o mais degradante é que da nossa direcção não podemos esperar qualquer tipo de solidariedade. Depois dos incidentes do Bonfim a direcção do Benfica exigiu de imediato um inquérito. Depois de sermos espancados no nosso próprio estádio, na bancada reservada a sócios, quase todos portadores de bilhetes de época, da nossa direcção respondem-nos com silêncio. Um nojo.

"Noite das Arábias"

Podem ler aqui e aqui um testemunho e comentário sobre a "Noite das Arábias" de ontem em Alvalade.
Estranho que a comunicação social não tenha analisado os acontecimentos e o Clube não se tenha pronunciado sobre tudo isto...

Indigência e gestão danosa desportiva...

Não é de hoje, não é de hoje...

Acordem!

Isto não é montagem! É a dura realidade (e uma bola ao poste do Marketing)! Depois da chacota de ontem, chega-se a casa e vê-se o Godinho Lopes com 53%!!! Mas o que é isto?! Está tudo a DORMIR?!!? As próximas eleições são a última esperança! Não a vamos desperdiçar pf.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Demografias

Preocupados com os temas quentes, os Sportinguista não ligam a ponta de um corno aos temas frios. "Que futuro pode ter o Sporting?", é um desses temas que não parece preocupar ninguém, nem dirigentes, nem candidatos, nem "comentadores" leoninos, nem sócios, nem adeptos, novos ou velhos.
O Sportinguista vive numa enorme ilusão. Se perguntarem a um sócio do Sporting a razão de ser Sportinguista, dir-lhe-á que o é porque alguém na família era, ele é e o seu filho ou filha são, e se ainda não tem descendência a primeira coisa que vai fazer quando a tiver é inscrevê-la a ferver de orgulho pelo Clube do coração.
O Sporting vive assim numa espécie de circuito perfeito de vasos comunicantes, onde a água circula na perfeição mas... se vai evaporando.
Um artigo do i de hoje revela alguns dados interessantes. Não é uma análise científica, mas deixa algumas ideias no ar que são perturbantes.
"Não há crianças do Sporting porque o Sporting nunca é campeão", diz a Patrícia, 10 anos, citada no artigo. Depois de 18 anos sem ganhar títulos, o medo que o saldo fisiológico da Nação Sportinguista fosse negativo (ninguém sabia ao certo) era grande. Os festejos pelo triunfo no campeonato vieram revelar que a demografia sportinguista estava afinal menos mal. Mas, daí para cá o mundo não parou (ao contrário do Sporting) e o saldo é bem possível que tenha estagnado ou se tenha mesmo invertido. Nenhum presidente do CD deste últimos 15 anos, nenhum candidato ao cargo, abordou jamais estas questões. O Sporting é o Sporting da época como a fruta. Passada a época logo se vê.
Daqui a vinte ou trinta anos, pelo andar da carruagem, sem crianças, a continuação da espécie Sportinguista está seriamente ameaçada. Aguarda-nos um Sporting sem Sportinguistas. Na melhor das hipóteses, uma entidade virtual, com a sede e um CD baseados num qualquer paraíso fiscal.
O Museu do Sporting vai-se entretanto transformar num museu de cera.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dias Ferreira, um artista da bola

Mais um palhaço habilidoso a candidatar-se a um cargo para o qual não tem absolutamente nenhuma competência...

Bolas de cristal ou o mercado de transferências ainda não fechou

Um dia depois da demissão de Bettencourt escrevi aqui na Última Roulote: "Vamos ver para onde vai Bettencourt exercer o seu ofício daqui a uns meses. Eu aposto que não volta para o Santander.". Hoje ficámos a saber a resposta. Surpreendentemente, e para espanto de toda a gente, José Eduardo Bettencourt vai para o BES. Um mês depois de ter colocado o banco na administração da SAD através de um plano de reestruturação financeira que era fundamental para o futuro do Sporting. Pelos vistos era fundamental para o futuro de alguém, mesmo que não fosse do Sporting. Como refere Mário Duarte em O Jogo: "curiosamente, passa de presidente devedor a administrador credor do Sporting." Muito curioso, de facto. Mas, curiosamente, esta transferência não surpreende os sócios do Sporting Clube de Portugal, habituados a estas mudanças relâmpago. Godinho Lopes passou para o Conselho de Administração da empresa que adquiriu os terrenos do antigo estádio por um terço do seu real valor de mercado pouco tempo depois de ter negociado esses mesmos terrenos em nome do Sporting. Soares Franco demitiu-se depois de ter adquirido o Edifício Visconde para a sua empresa. Certamente mais um sacrifício que fez em nome do Sporting. O negócio de trespasse do Alvaláxia foi o que se sabe. Enfim, há coisas que estes gestores gerem bem. Outras nem por isso.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Nem notáveis, nem sheiks: a democracia no Sporting

Ao longo das últimas semanas têm-se sucedido nos meios de comunicação social as notícias sobre reuniões entre "notáveis", putativas vagas de fundo e a autorização - sempre tácita - por parte da banca a essas candidaturas. Em todo este cenário falta sempre a coisa mais importante: os sócios e as eleições. Apesar de tudo, para a banca ou os notáveis poderem tomar conta do clube não o poderão fazer sem o apoio dos sócios do Sporting Clube de Portugal e sem lhes apresentar um programa. A pobreza do discurso dos candidatos, proto ou não, e dos media contrasta de forma absolutamente chocante com o espírito de debate e crítica - no melhor e mais democrático sentido do termo - que reina naquilo que podemos chamar de esfera pública leonina. Nas últimas semanas, mas também desde há muito tempo, personalidades como José Goulão, José de Pina, José Diogo Quintela ou Daniel Oliveira, entre outros, têm vindo a reflectir sobre a vida do clube de forma bastante interessante. Mesmo para lá destas figuras públicas a sensação com que fico ao circular pela blogosfera é que no Sporting conseguimos (e aqui acho que A Última Roulote, a par de muitos outros blogues, também contribuiu para isto) criar um espaço de debate sobre o clube que ultrapassa em muito a questão meramente desportivo-futebolística. Apesar de todos os problemas, foi nestes últimos anos de crise e em especial desde a primeira assembleia-geral no Pavilhão Atlântico em 2006, que se pôde observar a emergência, para responder a um estado de emergência, de uma vibrante e informada comunidade que debate de forma apaixonada a gestão do Sporting e o sentido da sua existência. Esta participação, e este espaço público, não se limita contudo às redes sociais e ao espaço mediático. Participei ao longo dos últimos anos em conferências organizadas por três grupos distintos. Desde um debate no hotel Barcelona organizado por pessoas próximas de Subtil de Sousa e no qual participou, por exemplo, Zeferino Boal, passando pelas iniciativas da AAS até ao Movimento Leão de Verdade penso que estamos - reafirmo a dimensão colectiva e comunitária deste processo - a transformar as formas de participação dos sócios na vida dos clubes. Claro que as roulotes, como os cafés da Europa Central onde Habermas situa as raízes da esfera pública burguesa, ou, numa analogia um pouco mais feliz, as tabernas da Inglaterra que E.P.Thompson considera fundamentais para a construção de uma identidade de classe entre os trabalhadores industriais do século XIX, são também espaços de socialização e produção de pontos de vista, tal como sucede nas bancadas do nosso estádio. Finalmente, temos as assembleias-gerais. Também elas passaram a ser bastante concorridas. Tornaram-se, contra a vontade das direcções e dos presidentes da mesa da AG, o espaço por excelência de reafirmação dessa filiação clubista e da importância que o Sporting tem nas nossas vidas.
Perante tudo isto, que não considero que seja coisa pouca, terá que surgir obrigatória e necessariamente uma alternativa credível ao projecto Roquette. Uma alternativa que não passe nem por notáveis paternalistas portugueses nem por sheiks das arábias ou oligarcas russos. A crise do Sporting e a tentativa de destruição da sua dinâmica associativa teve como efeito perverso - no melhor sentido do termo - criar esta dinâmica democrática cuja profundidade é relativamente original no contexto desportivo português. Tudo isto para dizer que surgiu mais um espaço de debate e reflexão sobre o Sporting Clube de Portugal. O Movimento Sporting Sempre. Tem entre os seus fundadores duas pessoas com quem já passei algumas horas a discutir o Sporting e que participam activamente na vida do clube: o José Gomes e o Miguel Lopes. Não sei se estaremos sempre de acordo, e nem sempre estivemos no passado, mas os pontos de encontro são muitos. Só nós é que podemos transformar o Sporting. Não são os notáveis, os sheiks ou os bancos que vão salvar o nosso clube.