terça-feira, 18 de janeiro de 2011

É assim a "Linhagem"

Vinha hoje no carro e, desgraçadamente, ouço uma entrevista de um tal Paulo Abreu, alegado vice-presidente da AG do Sporting C. P.. A minha vontade, se estivesse ao pé dele —confesso-o aqui aos leitorzinhos da Roulote— era esfregar uma bosta na cara deste aborto. Depois, pensei melhor e concluí que seria errado responder à criatura usando o mesmo tom que ele usou para connosco, Sportinguistas educados e amantes dos bons princípios, como somos. De resto, ele nem vale o preço de uma bosta, portanto vou comentar aqui a conversa dele, tentando não o insultar como ele fez connosco.
Ó Paulo Abreu, você está totalmente equivocado homem! Quem tem culpa do estado a que o Clube chegou são os frequentadores da tribuna e da área VIP do estádio de Alvalade. Não é a malta que se senta nas bancadas e paga os lugares, as game boxes, etc, etc, 'tá a topar? Eles não têm qualquer responsabilidade operacional e executiva nos destinos deste Sporting.
Quem assina os cheques, quem determina as políticas, quem diz barbaridades sem fim perante câmaras e microfones e quem tem comandado os destinos do Sporting de forma totalmente incompetente (até no lidar com a ralé Sportinguista!), predadora e oportunista é a gente como você a quem, infelizmente, dão tempo de antena por razões que a razão desconhece. A malta da bancada, a malta dos núcleos, a malta das roulotes, a malta da sandes de coirato e da imperial, não risca. Quando muito vai exprimindo os estados de alma em coisas como aqui a Roulote... Mas, por isso, por não riscar e por sentir, justamente, que não risca a ponta de um corno, é que à malta acaba por vezes por saltar a tampa, percebe?
Os seus comentários constituem, pois, simplesmente um nojo!
A democracia, para si será, de facto, uma chatice, os sócios serão uns bárbaros, uns sans-coulottes, um obstáculo e o Sporting passava bem sem estas coisas de AG's, eleições, etc. Mas, olhe lá, se vocês não fossem uns pelintras, tesos armados ao pingarelho, mas com muita conversa, e conversa folclórica (para parafrasear o eng. Belmiro de Azevedo falando hoje da campanha presidencial) talvez alguém da "linhagem" já se tivesse chegado à frente e comprado o Clube, acabando-se assim com este tormento que é o Sporting ser constituído por... Sportinguistas!
Imagino que seria giro, sei lá!, ter o estádio de Alvalade todo para a malta da tribuna e da zona VIP, um Sporting transformado numa espécie de Holmes Place gigante, com a Academia a formar "personal trainers" para os benzócas todos. Mas, para isso é preciso ter massa e chegar-se à frente.
Agora, ó Paulo Abreu, parece-me pouco razoável querer um Private Sporting, pago pelos desnorteados, patetas e libertinos dos sócios e depois vir chamar-lhes nomes...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Constantes (2)

Outra constante dos processos tumultuosos pelos quais o Sporting passa regularmente é esta dança dos "presidenciáveis". Chega a meter nojo! Nunca vi tanta gente em bicos de pés e de pescoço esticado. Quando há perspectiva de eleições no Sporting é vê-los. E no Sporting até já se criou uma outra categoria que é a dos "cooptáveis", para o caso da categoria dos "presidenciáveis" não conseguir servir toda a gente. Tudo isto é, de facto, bizarro e de um ridículo que brada aos céus.
Somos os maiores em presidenciáveis, cooptáveis e arguidos, já agora...
Dizia (ou ameaçava) uma desses "rostos" do Sporting, que já não há mais pachorra para ver e ouvir, que, nós Sportinguistas, devemos estar tranquilos: o Sporting já passou por muitas crises e esta não será a última... Podem pois os "presidenciáveis" e os "cooptáveis" ficar descansados. Vão ter mais tempo de antena garantido!

O regresso dos reis ou O farol

A compreensão do que foi a história do Sporting nos últimos anos e algumas das mais críticas análises ao Projecto Roquette foram feitas nesse magnífico blogue intitulado King Lizards. O blogue que nos fez, pelo menos a nós aqui na Roulote, mas não saberei exactamente quantificar a quantos outros, perceber não apenas o que se passava no clube mas sobretudo que não estávamos sozinhos no mundo. O King Lizards, depois de ter desaparecido durante um tempo, sempre demasiado longo, voltou a disponibilizar os arquivos. Para começar, nada como ler esse texto mítico e fundador intitulado A Hidra. O resto é ir lendo com calma. Já temos um ponto de orientação para nos ajudar a guiar na tempestade.

Constantes (1)

O Sporting anda em caldinhos há anos e anos, sem conseguir encontrar um rumo. Uma das constantes nestes processos é acusação de que os sócios são sempre os maus da fita. Há sempre uma insinuação, um comentário mais ou menos velado, quando não mesmo uma acusação directa: os sócios do Sporting é que não querem resolver o problema do Clube.
Serão eles os culpados certamente porque colocam esta cambada de energúmenos que tem dirigido o Sporting desde há quase duas décadas nos lugares de responsabilidade máxima. E serão também os culpados porque os programas com os quais estas aventesmas se apresentam às eleições são sempre desvirtuados e nunca são cumpridos, sem que a maioria se insurja e exija explicações. Nessa perspectiva os sócios são de facto culpados. Dão-lhes voto em vez de bota.

O programa

Não é preciso inventar muito para criar um novo programa e agregar vontades. Ali na barra lateral, no menu degustação encontram-se um conjunto de análises que podem estabelecer as bases programáticas de um novo Sporting, uma história com futuro, como alguém disse um dia destes. Vale a pena reler aqueles textos clássicos da história recente do Sportinguismo. Não é difícil perceber os pontos de encontro entre as variadíssimas sensibilidades que, como é natural, constituem e mobilizam um clube democrático. Vão ali ao menu degustação.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Fim da linha

Antes do ressurgimento, vale a pena parar dois minutos para pensar no significado da demissão e Bettencourt e sobretudo no seu timing: três dias depois de concluída a operação financeira que ao longo dos últimos quatro anos tem sido considerada fundamental para dar um novo fôlego ao clube: "Depois de garantir a subscrição de um empréstimo obrigacionista no valor de 18 milhões, agora a SAD leonina viu subscritos na totalidade os Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC), em acções, a cinco anos, no valor de 55 milhões de euros." Depois de ter adquirido o Edífico Visconde para a sua empresa, ter vendido o Alvaláxia e depois de estar feito o escandaloso negócio da venda dos terrenos do antigo estádio Soares Franco concluiu que a sua missão no Sporting estava cumprida. A tarefa de encontrar um seguidor não foi fácil e a custo alguém conseguiu convencer um reticente Bettencourt a avançar. Não vale a pena estar agora a relembrar todas as peripécias que marcaram o mandato. Porém, com excepção do Ser Sporting, ninguém estranhou o timing da demissão e ninguém relembrou o facto de o clube não ter oficialmente a partir de amanhã mais nada para vender. A Academia já foi. As transmissões televisivas também. O património é passado. Em compensação os nossos credores (os bancos) assim como os nossos clientes (controlinveste) integram o conselho de administração da empresa que gere o nosso futebol. O trabalho está feito. Não há mais nada para vender. Se alguma vez alguém desconfiou que esta gente tinha um projecto o timing da demissão de Betencourt elucida, de vez, a natureza desse mesmo projecto. É pena que ela nunca tenha tido nada que ver com os interesses do Sporting. Vamos ver para onde vai Bettencourt exercer o seu ofício daqui a uns meses. Eu aposto que não volta para o Santander. Por sua vez, Rogério Alves, ou alguém do seu grupo, contactou há dois ou três meses um conhecido dirigente partidário e deputado à Assembleia da República para saber da respectiva disponibilidade para integrar o Concelho Leonino. Levou nega, mas nos bastidores as peças já se moviam há algum tempo. Era apenas uma questão de os negócios estarem feitos. Agora podem vir os pavões e os seus amigos palhaços.

Ressurgir

O Sporting tem uma oportunidade única para ressurgir das cinzas em que se enterrou ou se deixou enterrar. O que precisa é de um programa consistente e de gente capaz e descomprometida com a gestão da linha Roquete, que nos tire desta situação absolutamente miserável que 15 anos de desgoverno Roquetista conduziu o Clube. Os sócios do Sporting têm de ter atenção: o problema dos bancos não é "programa". Programa é uma nova orientação política para a direcção do Sporting. A negociação da dívida não é um objectivo programático em si. Um programa é um conjunto de princípios onde se enquadrará este como outros problemas que afligem o Sporting e que é preciso resolver.
Também não é um objectivo programático chamar à responsabilidade as direcções anteriores. Precisamos de entrar numa nova era, precisamos de nos ver livres das figurinhas e dos figurões que conduziram o Sporting à sua situação presente e entalá-los não é uma questão programática. Hão-de ter de pagar pelo mal que fizeram ao Sporting, mas não é esse desígnio que deve orientar agora um programa. Programa é um conjunto de princípios (não há princípios, há muito tempo, na gestão do Sporting!) e é disso que precisamos.
Primeiro objectivo: um programa.
E temos de ter atenção para ver se os lobos que nos empurraram para o buraco onde o Sporting neste momento se encontra não aparecem vestidos de carneiros a querer fazer aquilo que tiveram oportunidade de fazer durante 15 anos e não fizeram.
Segundo objectivo: fim da tróica Roquetista.

Vergonha

Um presidente que se demite no seguimento de uma derrota da equipa de futebol, um presidente que se demite depois de um coro de adeptos lhe cantar umas obscenidades...
Mais um episódio que fica para história das indignidades do Clube.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

E ainda se queixam...


A foto foi pescada por aí na net... A prova provada de que estes filhos da puta estão a ser levados a reboque.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

domingo, 2 de janeiro de 2011

Década II

Pegando no post anterior aqui fica a minha equipa da década. Confesso que tive alguma dificuldade em escolher defesas, por isso a opção pelo 3-4-3:

Guarda Redes: Ricardo Batista.

Defesas: Marían Had, Gladstone e João Paulo.

Médios: João Alves, Marcos Paulo, Angulo e Celsinho.

Avançados: Pongolle, Manoel e Mário Cáceres.

Suplentes: Timo Hildebrand, Mexer, Ronny, Tales, Pontus Farnerud, Yannick Pupo, Luís Loureiro, Bruno Caires, Alan Mahon, Caicedo, Purovic, Wender, Koke, Mota, Kirovski.

Treinador: Carlos Carvalhal

P.S.: Os critérios não reflectem a falta de qualidade absoluta de cada jogador, mas o critério da falta de qualidade/importância e do dinheiro gasto nestes últimos dez anos.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Década

Guarda Redes: Schmeichel.

Defesas: Rui Jorge, Phil Babb, André Cruz e César Prates.

Médios: Paulo Bento, Pedro Barbosa, Nani.

Avançados: João Pinto, Liedson e Jardel.

Suplentes: Rui Patrício, Tello, Beto, Polga, Tonel, Veloso, Moutinho, Quaresma, Sá Pinto, Acosta e Iordanov.

P.s.: Os critérios não reflectem a qualidade absoluta de cada jogador mas o critério da qualidade/importância nestes últimos dez anos.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

José Peyroteo Couceiro is back

Para já três observações:
  • Felizmente que não é para treinador;
  • Duvido que o Costinha fique por muito tempo;
  • Espero que o Paulo Sérgio se aguente, pois passámos a ter a sua solução no interior do clube. Já estou a ver nos jornais: "Director-geral pega na equipa de futebol";
PS- é sobrinho-neto do mítico Fernando Peyroteo!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Já não falta tudo

Decorridas que estão 14 jornadas do campeonato, parece - repito parece - que o nosso treinador ,já sabe qual o melhor esquema táctico: 4-2-3-1.
Isto até seria motivo de regozijo se o campeonato tivesse play-offs ou umas 48 jornadas.
Portanto temos 16 jornadas para aprofundar um esquema onde o mestre das tácticas vai tentar encaixar 1 trinco (Pedro Mendes) e dois médios centro (André Santos e Maniche) e depois no ataque Valdés e dois pontas de Lança (Postiga e Liedson) onde só cabe um.
Um me engano e quando a bola rolar e os jogadores fugirem para onde se sentem melhor vamos ver uma táctica (de novo) parecida com um losango. A não ser que o Valdés seja de novo encostado à linha - mas tudo é possível.
Para mim e mais importante do que a táctica é saber e perceber qual o modelo de jogo, pois obtendo um modelo de jogo, consegue-se mais facilmente obter uma qualidade de jogo homogénea em várias variantes tácticas (mais ofensivas ou defensivas).
Resta, então saber quantas jornadas ainda vão faltar para ele (treinador) saber qual o modelo de jogo a usar; ou a filosofia de jogo; ou as estratégia de jogo; ou como diziam os antigos sem curso de educação física e de treinadores de nível 3 ou 4: fio de jogo.
Entretanto se algum curioso souber o modelo de jogo que a equipa utiliza e puder partilhar agradeço, pois até agora apenas vislumbrei um assente em pressão individualizada e intensidade nas transições (embora deficitária quer nas ofensivas quer nas defensivas) e uma espécie de jogo directo.
O paradigma deste Sporting assenta, salvo melhor, até agora em apenas tentar incutir um compromisso de intensidade e carácter (o que desconheço que seja dentro de campo) mas não num compromisso de modelo de jogo (ou filosofia de jogo) e de qualidade de jogo.
Posto isso não defendo a mudança de treinador por dois motivos: primeiro o novo treinador seria escolhido por Jeb e Costinha, o que garante que o substituto seria mais um Paulo Sérgio ou um Carlos Carvalhal; segundo este já custou € 600.000,00 em contratação mais a indemnização nesta altura. Por isso o melhor mesmo é esperar pelo fim de época e tentar aguentar o 3º lugar na liga, tentar chegar no mínimo às meias da taça da liga e aos quartos de final da liga europa.
E no final da época tentar encontrar um treinador no qual a contratação deste não sirva para ele meter no seu currículo que treinou o Sporting.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Sou lagarto, sim. E depois?

"Lagarto" não é uma designação fácil de caracterizar. Depois da carga pejorativa que inicialmente terá tido, chamar "lagarto" a um Sportinguista pode ter hoje uma outra leitura, mais afectuosa, que contraria a tentativa de insulto inicial. O termo foi definitivamente apropriado pelos próprios Sportinguistas e a sua carga inicial foi definitivamente neutralizada. Não é raro vermos Sportinguistas a designarem-se a si próprios por "lagartos", ou a dizerem com orgulho que este ou aquele são "lagartos". Ser "lagarto", como ser "merengue" ou "gunner" não é hoje, creio, desmerecimento nenhum e a discussão é mais ou menos inútil. Mesmo "tripeiro" (arrsico-me a dizer, embora possa ser polémica a opinião, certamente) tem dias. Um "tripeiro" respira orgulho e, vamos lá, a coisa justifica-se.
Já ser "lampião", pelo contrário, é uma designação que diz bem de quem o é... Não há direito a segundas leituras. É reles. A diferença entre o valor "comunicacional" de "lagarto" e de "lampião" não deixa dúvidas.
Vem isto a propósito daquela intervenção de um repórter de há uns dias na SIC. A direcção do Sporting veio a correr mostrar enorme indignação. Nestas coisas é preciso ter de facto cuidado, não vá a indignação transformar-se em ridículo. Sobretudo esta direcção, que levou o Clube para patamares que há muito se não atingiam na sua história.
Uma tentativa desesperada de insultar o Sporting Clube de Portugal (a designação "lagarto" surgiu, em desespero, por parte de quem já tinha uma alcunha certeira que até hoje não despegou) foi neutralizada por mérito do próprio Clube, da sua grandeza real e da imagem positiva que ganhou no país. O Sporting é (era) um clube positivo, com uma boa imagem junto mesmo dos nossos adversários ou de sectores da população que não se interessam por estes assuntos. O valor negativo do nome "lagarto" foi-se diluindo ao longo dos tempos e jogando a nosso favor. Agora, numa altura crítica da nossa vida, a direcção resolve fazer o processo andar para trás e é, ela própria, a reactivar o carácter insultuoso que o nome pretendia inicialmente ter. Bonito serviço que mais uma vez os "altos crânios" do Clube nos fizeram.

sábado, 18 de dezembro de 2010

É só a mim que o Maniche faz lembrar o Shaun Ryder? ou mais um ano de contrato


Mas o Shaun Ryder da fase mais decadente (como se tivesse havido outra?! exclama o leitor informado), um pouco mais gordo. E já que estamos nisto, e não temos direito a segundas-feiras felizes, será que podemos dizer que o Grimi é o nosso Bez? Fica a questão.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Coxos

Toda a gente avisou: o grupo está ganho, mas há a moral da equipa, a embalagem para os jogos que aí vêm, os interesses individuais dos jogadores, os interesses financeiros do Clube, a questão do ranking de Portugal nas competições europeias... Nem mesmo assim. A exibição do Sporting hoje frente a uma equipa de coxos (que me desculpem os coxos, é mesmo só uma metáfora!) foi absolutamente patética. Para coxo, coxo e meio! O Sporting provou que a coxear ninguém lhe leva a melhor.
Vergonha. Vergonha de equipa, vergonha de treinador, vergonha de direcção que mantém este nojo todo em funcionamento. Vergonha!
Revolta-te Sporting, caraças! Sai do turpor. O frio e a neve não são desculpa. Nem em Sófia, nem em Lisboa.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Negócios da China

De acordo com o jornal A Bola, a Sporting SGPS comprou 2.645.000 acções da SAD por 4.930.000 euros O que a notícia de A Bola não diz é a quem é que a SGPS comprou as acções e a que preço. Para isso temos que ir a O Jogo. Este informa-nos que a SGPS, o Sporting portanto, comprou as acções à Nova Expressão, do "sportinguista" Pedro Baltazar, em operação fora de bolsa. O que nenhum dos jornais refere é o valor de mercado das acções e o preço que o Sporting pagou por cada uma delas. Isto é, quanto é que nós, sócios do Sporting Clube de Portugal, pagámos pelas acções.
Pois bem, as acções da SAD andavam a ser negociadas aí na casa dos oitenta e poucos cêntimos. Mas eu, génio das finanças, fui fazer as complicadas contas e dividi os 4.930.000 euros pelas 2.645.000 acções. Deu 1.99. Isto é, o Sporting comprou as acções ao Baltazar a praticamente dois euros. Isto é, mais do dobro do preço de mercado. Não sei a quanto é o grande "sportinguista" - como disse em tempos um ilustre centurião (é ver nos arquivos da Roulote, amigos) - as comprou mas, com certeza, não deve ter perdido dinheiro. Aliás, segundo o DN, o negócio foi feito para o "sportinguista" (de acordo com o ilustre centurião, recordemos uma vez mais) Pedro Baltazar não perder 2,5 milhões de euros. Negócios da china é o que é. Investir sem riscos não é para todos. É só para alguns.

Fica assim definida a participação do clube na SAD nos moldes que abaixo se indicam. Vamos ver como as coisas evoluem nos próximos tempos.

No dia 3 de Dezembro de 2010 e pelo facto descrito no primeiro parágrafo desta comunicação, ao SCP passou a ser imputável, nos termos do art.º 20º do Código dos Valores Mobiliários, uma participação qualificada no capital social e direitos de voto da SPORTING SAD de 16.900.029 acções, correspondestes a 80,476 % do capital social e dos direitos de voto, por força de:
a) 13.441.222 acções de categoria B detidas pela SPORTING – SGPS, SA, correspondentes a 64,006% do capital social e direitos de voto;
b) 3.430.010 acções de categoria A detidas pelo SCP, correspondentes a 16,333% do capital social e direitos de voto;
c) 8.967 acções de categoria B detidas pelo SCP, correspondentes a 0,043% do capital social e direitos de voto;
d) 19.830 acções de categoria B detidas por membros dos órgãos de administração e de fiscalização do SCP e da Sporting SGPS, SA, correspondentes a 0,094% do capital social e direitos de voto.