terça-feira, 12 de outubro de 2010

Diz-me com quem andas dir-te-ei que paz é essa

Nos finais de noventa, Roquete já dizia: Vem aí uma nova era, o futebol precisa de credibilidade, não podemos denegrir a sua imagem e entrar em guerras. Era um tipo pragmático e programático: o ideólogo do grande filão por explorar que era o futebol, cotou o Sporting na II Divisão da Bolsa e, esperançado numa promoção, queria pouco barulho para dar um ar mais respeitável à bola, pois o Sr. mercado não gostava de peixeiradas.

Em 2004, Pedro Aleixo Dias, Sénior Partner da BDO (empresa que assina as auditorias à SAD), já dizia: "As SAD têm 6-7 anos. Este modelo de gestão está esgotado. É insustentável. Quem perde nisto tudo são os accionistas."
Com o novo estádio, a estratégia passava agora pela maximização dos factores de receita: Direitos de publicidade, merchandising, licenssements, etc (perdoem-me o francês); direitos de utilização de lugares de bancada, novos públicos corporate e afins. José Espírito Santo Ricciardi, à altura membro do conselho fiscal, defendia então "só pode haver disputa dentro das quatro linhas" como medida englobada naquela estratégia [O Jogo, 26/03/04].
E nisto, higienizar o estádio, docilizar o público, erradicar o disruptivo, para não assustar o novo segmento (perdoem-me o português). Como o Sporting real é outro, mais uma vez, a coisa não correu como esperavam. Não obstante, manteve-se a postura de consentimento, mesmo depois do escândalo do Apito Dourado cujas escutas foram, já antes, todas elas transcritas e publicadas e eram, pelo menos, do conhecimento dos dirigentes. Nascia o dirigente tótó.

Em 2010, depois da escutas chegarem a toda a gente em formato original, Oliveira fantoche e Costa, que me garantem, amigos de confiança, representar o Sporting, em directo na TV dizia: "não lavo a cara com água do bidé". Quanto a isto o Zé Diogo Quintela disse tudo aqui.

Dois dias depois do Costa, o presidente do clube vem dizer: "..quem não defende sempre a guerra não é um totó". Dirá, portanto, o presidente, que defender os sportinguistas, enganados e roubados pela corrupção desportiva..., que gerir eficazmente a reputação, as tradições, as expectativas e o bom nome do clube e seus funcionários significa... estar calado? Um presidente que confunde o essencial conflito clubístico com guerra; que só conhece o 8 e o 80; que guarda as munições todas para consumo interno. Que dez anos depois, nem percebe que neste meio para se ter sucesso não basta gerir activos (nem isso..), mas sim saber gerir isto. Um presidente que impõe valores pessoais como valores sportinguistas e uma turma de amigos que só debita hipocrisia.

O Sporting que hoje temos é em boa medida o Sporting por que lutaram: às terças e quintas dando uma de aristocrata finório, pugnando pela paz oca, sabe-se lá bem em nome de quê e de quem; mas, em matéria interna, à segunda e na quarta-feira, solta-se o verniz e é ver a peixeirada vergonhosa do presidente da Mesa da Assembleia Geral, revoltado por a Sic informar os teleespectadores da existência de uma AG do clube (!!!), num programa onde ainda lhe pagam para fazer aquelas figuras. Nada surpreendente aliás vindo quem ainda há pouco tempo defendia acabar com a participação dos sócios nas AG passando a estes a serem representados pelo Conselho Leonino.

Os resultados e o resto, enquanto não vai sendo alienado, estão à vista.

Como vovó já dizia, quem não tem visão bate a cara contra o muro..

sábado, 9 de outubro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Eu contei os lenços brancos e conclui que da última vez eram mais, não menos...

Depois da entrevista de hoje só apetece de facto dizer isto: ó dr. Bettencourt, faça-nos um favor e ponha mesmo o lugar à disposição. Não é por mais nada, é que você não tem perfil para a função que desempenha. Não quero dizer com isto que os seus antecessores o tivessem, ou que demitir-se seria um grande desprestígio para si (há-de ter jeito para outras coisas, espero eu...), nem sequer que as alternativas sejam brilhantes nesta matéria.
Quero apenas dizer que o seu estilo não joga com o problema que temos entre mãos, que o seu estilo agrava-o e que você não vai ser capaz de trazer nenhuma solução para o monumental sarilho em que o Sporting está metido.
Só isso...

Assembleia Geral do Clube dia 13 Outubro

Onde: Auditório do Estádio José Alvalade
Quando: dia 13 de Outubro às 20h (dia de Nossa Srª de Fátima, porque só um milagre nos poderá salvar)
Quanto: sócios efectivos com quota de Setembro (votantes apenas os sócios > 12 meses)
Pontos: 1. discussão e votação do relatório de gestão e das contas respeitantes ao exercício findo em 30 de Junho de 2010; 2. discussão e votação do relatório e parecer do Conselho Fiscal e Disciplinar.

A AG é o local indicado para mostramos a nossa indignação relativamente aos resultados desportivos, e às últimas "manobras de diversão" desta gestão ruinosa! Temos todos de comparecer! Não FALTEM!

Na última assembleia (9 Setembro) foi aprovada a venda da academia para a SAD, ficando hoje oficializada por 23,67M€... triste notícia.

JEB na RTP logo às 21h

O Sporting está no seu pior momento desportivo de sempre desde que foi instiuida a regra dos 3 pontos por vitória. Hoje o presidente do Clube é entrevistado na RTP, às 21h. Já não sei se encare o acontecimento com tristeza, se com expectativa, se com resignação. Vou ver e depois digo...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Falar verdade a mentir?

Este episódio das "medidas" alegadamente criadas pelo Costinha e as reacções que provocou é mais uma estória triste na história do Sporting. Mais uma!
Partamos do princípio que é mentira tudo isto. Partamos do princípio que o Costinha não reagiu às acusações de que é um director desportivo sem chama, que quis garantir serviços mínimos e que ninguém na direcção da SAD lhe deu aval para assim agir. Partamos deste princípio...
A quem é aproveitaria então este episódio? Certamente não aos nossos adversários mais cotados. O Sporting não precisa de mais "episódios" para evidenciar o desgaste e o estado de debilidade em que se encontra. Os tiros no pé sucedem-se há muito e os resultados estão à vista. Como as coisas estão, só talvez o Sporting de Braga pudesse aproveitar desta campanha para tentar ascender defintivamente a terceiro grande. Já faltou mais. Mas, não creio que tivesse poder para "comprar" uma notícia no Record. A ser mentira, uma coisa destas só poderia ser inventada por alguém que está para além da contenda desportiva, alguém que visasse muito mais alto. Alguém que quisesse esfrangalhar defintivamente o Clube e pretendesse ficar com os "salvados" para obter bom lucro com eles. Não parece poder ser qualquer dos clubes nossos adversários directos. Seria então outro alguém. Quem?
A história, a ser mentira, de tão delirantemente produzida, só poderia ter sido inventada pelo Bulhão, em cujos planos não acredito contudo que esteja incluido o de liquidar o Sporting...
Continuemos a partir do princípio que é mentira e analisemos, a esta luz, os patéticos comentários oficiais e "espontâneos" que nos foram dados a conhecer. Que linguagem! Que eficácia em combater a falsidade da questão...! Se tudo isto é mentira, o Sporting agiu mal ao elaborar estes comunicados. São totalmente ineficazes e a sua linguagem trai os seus objectivos. Se tudo isto é mentira, os comunicados, pelo seu teor, transformaram a "mentira" em "verdade", porque não esclarecem, de facto, nada e só ajudam a prolongar o ruído.
Partamos agora do princípio que é verdade e que aquele conjunnto de "medidas" existe. Se assim é, que grande rebaldaria que era então o Clube! E que tema tão esquisito se escolhe para transformar a rebaldaria. É como começar a casa pelo telhado...
Se tudo isto é verdade, então vem confirmar o que já se suspeitava: não há liderança no Sporting. Só uma falta total de liderança e erros brutais de estratégia é que justificam "medidas de gestão" deste tipo.
E isso, sim, já começa a bater certo com o que vamos observando no dia a dia do Clube, a bater certo com os resultados desportivos e financeiros, a bater certo com a vacuidade das soluções que nos vão sendo apresentadas e com o tipo de gente que continua a gravitar à volta do poder instituído.
A quem interessa, pergunto, criar este ruído todo quando a situação do Clube é a que é? A quem é que dá jeito a estratégia da vitimização? Olhem para os "comunicados" à luz da possibilidade de tudo isto ser verdade e há outras leituras curiosas que surgem...
Porque, interrogo-me finalmente, quem é que, de facto, iria inventar uma história destas, com tamanha soma de pormenores, tão precisos e delirantes, apenas para afirmar esta "tendência maliciosa de denegrir o Sporting"? Quem?! A comunicação social ou a escória de incompetentes que dirigem o Clube e o arrastam, de forma porfiada, há anos para o fosso final?

sábado, 2 de outubro de 2010

Medidas anti-crise II

Alguém aqui na Roulote tinha escrito em tempos, durante outro momento da crise, que isto ainda ia sobrar para o Paulinho. Claro que a realidade ultrapassa sempre a imaginação, e hoje sobrou mesmo para o Paulinho.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Como isto está, pior não ficava...

Mais um pratinho ali para o menu degustação

Depois veio Roquette. Primeiro com Santana como fantoche, depois ele próprio como mestre da banda. Vinha o mundo das SAD e da gestão profissional. O argumento era simples: o futebol moderno era uma indústria e o clube tinha de ser gerido como tal. Uma indústria que pressupôs ser visionário, antecipar o futuro, transformar o clube numa empresa, primeiro, e num conjunto de empresas, depois. Todas elas com activos tangíveis e intangíveis, capitais, accionistas, balanços, empréstimos obrigacionistas, dívida financeira, passivo corrente, passivo não corrente, VMOCS, enfim… um fartote. O adepto comum não percebeu nada. Ouviu falar num estádio novo, numa academia, na aposta na formação e na projecção do Sporting como grande emblema nacional do século XXI. E nisto o povo português é fodido: cheirou a modernice, o verbo era erudito, a malta tinha pinta de perceber do assunto e até era descendente de fundadores, portanto… vai de aceitar tudo.

A hidra - esboço em photoshop


Enquanto o Master Lizard não põe em linha um dos mais importantes textos da história do sportinguismo, fica a imagem. Uma imagem que, ainda assim, não vale mil palavras.
via 1906 luta e resiste.

Quantificar a esperança

No dia em que o presidente do clube e da SAD vem mais uma vez responsabilizar as vozes críticas de dentro clube pelos maus resultados (sim eu admito, foi a minha maledicência que trocou o Pongolle por seis milhões e meio), queria fazer um pequeno inquérito aos nossos leitores. É certo que sentimentos como o amor não se quantificam, embora a SAD bem o tente fazer, não é? Toda a filosofia da maior rendibilidade do segundo lugar do campeonato em relação ao título assentava no pressuposto dessa mesma mensurabilidade, vero? Então, como não pode ser só o poder a produzir saber, a resistência também procura quantificar sentimentos. E claro, se o amor não se compadece com o frio e cínico cálculo económico, já a esperança é todo um outro negócio. Isto é, toca a quantificar a esperança que esta SAD, esta direcção, este treinador e este plantel são capazes de mobilizar. Isto é, quem é que pôs o dinheiro onde temos a esperança?
- De que é que este labrego, atrasado mental, do Luisinho está a outra vez falar, que não se percebe nada outra vez, caralho?, interroga-se o leitor mais incauto, e esperançoso de que a roulote se tenha transformado num espaço de optimismo em vez do antro de bota-abaixismo que é.
O Luisinho explica. Quem é que comprou o pacote Sporting Allez para a Liga Europa?
Vá toca de responder. Está na hora de quantificar esperanças. Aliás, a própria direcção da SAD aposta num falhanço da equipa na Liga Europa, não é? Se não porque raio é que haviam de especular financeiramente com esse falhanço, não é? Assim, ao menos ainda dá para fazer uns trocos não é? Vá lá malta, quantos Sporting Allezes é que andam aí? Quem é que acredita mesmo que o Sporting faz pelo menos três joguinhos terminada a fase de grupos da Liga Europa? Quem é que meteu dinheiro nisso, hã seus garanhões?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Turbo

Paulo Sérgio, tenho dito, dá-me a impressão ter bons princípios de jogo e uma cultura táctica acima da média (especialmente a nossa média recente), mas isto não tem nada a ver... caramba, isto, se não é ter confiança no plantel então não faço ideia do que é ter confiança no plantel!!! Podíamos perfeitamente ter perdido. Não seria nada de extraordinário por várias razões, as primeiras delas, por falta de rotina de jogo, de experiência, de tranquilidade ou de rotina táctica. Só que ganhámos. Mais do que os três points, ganhámos aquilo que se pode chamar de injecção de 'Turbo no motor da carripana'. Isto não vem nas sebentas da mecânica táctica mas ajuda - e muito - a ganhar.
Uma bela victoire!
Sporting Allez!!!

domingo, 12 de setembro de 2010

Chega este Natal (esfregar mãos de contente)

Já perceberam porque é que um bom avançado é fundamental para decidir aqueles jogos em que nem o Liedson, nem o Saleiro nem o Falcão acertam na baliza?? Até o José Bettencourt já percebeu. Pena é que prefere esperar pelo frio, quando já tivermos com o sonho do título nos congelados.

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Junho de 2007 - Silvestre Varela eleito “Jogador do Ano” pelos adeptos do Vitória de Setúbal
Julho 2008 - Paulo Bento: «-Venda-se que temos melhor!»
Junho de 2009 - Silvestre Varela eleito “Jogador do Ano” pelos adeptos do Estrela da Amadora.
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Em Portugal, isto não basta para perder a carteira profissional, mas devia.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Um verdadeiro fa-achista

O Secretário de Estado da Juventude e Desporto é um personagem que devia, de forma serena e rapida, pedir a reforma. Não se lhe reconhece uma actuação anterior que o recomendasse para o lugar e não se lhe reconhece qualquer mérito agora que permita dizer que vai deixar saudades ou que está a deixar obra. Assim, desaparecia de cena e pronto.
A intervenção dele no "caso Queiroz" é, sob o ponto de vista institucional, um desastre em toda a linha. Capaz mesmo de por si só desencadear uma crise política que o desemprego, a situação económica e social não parecem ser capazes de justificar nem à lei da bala. A figura que a criatura fez na conferência de imprensa de "explicação" do caso Queiroz ficará para a história como uma das cenas mais deprimentes que um responsável do governo jamais fez em qualquer intervenção pública. E nisto incluo as intervenções do dr. Jardim e do major Loureiro, que em confronto com Laurentino, correm o sério risco de ser destronados.
Ontem, em declarações públicas, para além de uns comentários não-sei-quê sobre a prestação da Selecção no jogo com o Chipre, responde ao jornalista que não era adepto da "técnica do achismo" (?). Que não tinha nada que "achar", o que quer que fosse. Mas, logo de seguida, diz que achou que tínhamos "sido infelizes" e achou que "devíamos ter ganho". É muito achar para um assumido não-achista...
Eu também acho que estamos a ser infelizes por termos uma criatura deste calibre à frente da pasta do desporto e acho ainda que ganharíamos todos em ver o secretário de Estado voltar para Fafe, onde decerto lhe darão o reconhecimento que merece.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

De lobo a cordeiro

Antes que me comecem a insultar com impropérios daqueles que se usam muito nas sessões de colheita de urinas da ADoP, faço já uma declaração de intenções: não gramo o Carlos Queiroz. Apreciei o trabalho que fez até 91, mas daí para a frente acho que não conseguiu fazer nada de jeito. E a passagem dele pelo Sporting, então, foi um desastre daqueles que reclama intervenção da Protecção Civil e tudo. Ainda hoje tenho pesadelos com o 6-3. Fiquei-lhe com um pó desde aquela altura que não há espanador que o consiga sacudir.
Mas..., acho eu, o que a ADoP e o secretário Laurentino andam a fazer, não se faz. Nem ao Queiroz!
Não fora os resultados da Selecção e nada disto estaria a acontecer. Essas figuras sinistras, pardas e patéticas que povoam o dirigismo desportivo português (incluindo o oficial) e que a gente não tem maneira de varrer do planeta, estavam a esta hora a engolir o sapo, ainda com as patinhas de fora da boca e sorriso amarelo. Como os resultados, não sendo propriamente um desastre, não foram de molde a permitir que essas figuras, figurinhas e figurões se pudessem encavalitar neles (porque era o que fariam se pudessem!) para tirar os respectivos dividendos, vá de cruxificar o homem. O Queiroz não deu uma folga clara à crise!! Eis o pecado do seleccionador. E foi apoiante de Cavaco.
O governo então devia estar em grande ansiedade porque um lugar no pódio para Portugal daria certamente direito a uma semana de férias pagas em Cancoon para todos os pensionistas idosos e comemorações nacionais durante um mês ou mais. Assim, tivemos de voltar ao álibi da crise internacional... A sanha do Laurentino é patética de óbvia.
É que há em tudo isto uma contradição tão grande, tão grande que eu até fico espantado como é que o Madaíl, o Laurentino e toda essa cambada ainda conseguem manter BI português! Reparem no seguinte, a acusação que se faz a Queiroz, no fundo, resume-se a isto: não querendo ou não podendo criticar os resultados da Selecção (não é por acaso que tudo isto surge uns sólidos quatro meses depois do acontecimento que originou o processo; eles esperaram para ver...), acusam-no de, por conduta imprópria, prejudicar a Selecção.
Ninguém contestou o resultado dos exames efectuados. Não houve doping na Selecção! Não houve sequer impedimento da actuação da brigada da ADoP. Ninguém apontou uma pistola aos médicos e disse "Fora daqui!" Não havendo impedimento, tendo sido feitas as análises, não havendo doping, não havendo matéria da competência da ADoP, está-se a julgar o quê?!
Os exames foram feitos, pelo que se percebe, sem interferência nos resultados e estes não foram positivos. Não houve mais ninguém responsabilizado pelos factos que terão ocorrido, não há um reparo do foro clínico, nada! Ao doping a ADoP disse nada!
Trata-se, portanto, apenas de avaliar até que ponto uma "boca" do seleccionador se repercute na imagem da Selecção e, ipso facto, na do País. Aparentmente, a ADoP e o Laurentino apenas estão, pois, a velar pelo País... Mas, se não houve impedimento da acção da ADoP, se a operação teve lugar, se não houve doping, o que raio está a ADoP a julgar então neste caso?
O Queiroz só pode actuar no plano desportivo. Cabe a outros actuar nos outros planos. (Em rigor, se há consequências de facto negativas, quem deveria ser responsabilizado, ao nível da Selecção, por quaisquer factos relativos à conduta dos seus membros são os dirigentes que escolheram os colaboradores prevaricantes. Mas, vamos dar este facto de barato...) No plano desportivo a sua actuação não teve directamente nenhuma consequência e não afectou nada a prestação da Selecção e o prestígio do País. Pelo menos ninguém até agora usou esse argumento. Então é na "boca" do seleccionador que reside o problema e o problema é as consequências que tudo isto teve para a Selecção. Que já vimos que foram nenhumas.
Agora vejam o putedo que se gerou com a actuação neste caso, primeiro do Secretário de Estado Laurentino e depois da ADoP. Delas resultou que em vésperas dos primeiros jogos de qualificação da Selecção para o Europeu, estamos sem seleccionador em campo, em "piloto automático", como diz o Madaíl, projectando uma imagem de ineficácia, incapacidade de planenamento, uma imagem de total caos das nossas estruturas desportivas, uma imagem, agora sim, totalmente desprestigiante do País. E tudo isto, ainda por cima, numa altura em que os técnicos da FIFA vêm a Portugal apreciar a bondade da candidatura de Portugal à organização, conjunta, do Mundial de Futebol de 2018 ou 2022. Ineficácia, incapacidade de planenamento, caos e desorganização de que as entidades estatais se tornaram totalmente coniventes ao agirem como agiram.
Que rica imagem terá levado de Portugal a delegação da FIFA, que rica demonstração do modo português de funcionamento das instâncias desportivas oficiais, que rica imagem que o País e os seus dirigentes projectam do País com este "caso" perfeitamente patético, cujas causas mesquinhas, ainda por cima, se topam à distância!
Quem prejudica então o quê?
De lobo, Queiroz passou, para mal dos nossos pecados (porque no final deveria ser apenas o seu mérito desportivo que deveria estar em causa), a cordeiro. Sacrificado no altar dos interesses mais obscuros, por sacerdotes de passados também obscuros, sacerdotes mesquinhos, sem mérito, sem glória, sem ponta de grandeza. Sacerdotes que não estiveram, não estão e nunca poderão estar à altura dos acontecimentos.
Só espero que o fanatismo e a miopia não impeçam os portugueses de apontar o dedo aos culpados de tudo isto e de lhes dar o castigo que merecem. É que em última análise, a pena aplicada a Queiroz, vai ter consequências desagradáveis para todos nós. Mesmo para aqueles que não gostamos dele. Nem de Cavaco.

Este Jorge Mendes pra quê, pá?! Cadê os olheiros do tempo do Cintra? Mandaram-nos embora por que não sabiam fazer relatórios em Excel, foi?

É claro que há tempos fomos buscar o Angulo e o Pongolle. E antes disso, o Alecsandro e mais uma caravana deles e não foi por isso que a testosterona deixou de subir em muitos sportinguistas. Mas isso não apoquenta. Com o tempo passa-lhes e, é como diz a sabedoria popular, o futebol é como uma caixinha de palitos do Dias Ferreira, tem para todos os gostos.

O que verdadeiramente, caros consócios que ainda acham que o Timo Tales é que é!, anda a minar este nosso querido clube não é, lamento informar, os jogadores serem novos ou velhos, altos ou velhos, da academia ou do pinhal de Leiria. Não é mesmo. O que não está a bater certo também não é o facto dos ex-contratados para nº9 valerem, todos juntos, um quilograma e meio de esterco com polpa de fruta. Não, não. Se virem bem, para os mais leigos nestas matérias, o que anda a a enterrar e a armadilhar isto tudo são - vá se lá saber como é que adivinhamos estas coisas não é? - são, desculpem se estou a pisar o risco, os excelentíssimos senhores que dirigem o nosso futebol.

Vamos lá rever, telegraficamente.
Dirigentes endividam-nos até mais não; só em gestão de jogadores, o passado escreve-se com tomam lá o Ronaldo, Carlos Freitas deixa de acertar uma para caixa, Paulo Bento goodbye Varela, rejeitara-se o Raul Meireles, depois o F. Coentrão, e muito etc, etc, etc.. Até que chegamos, muito logicamente, ao desastre da época passada. E ao, como ficou conhecido em Madrid, 'el Dia da Inocentada': em Dezembro, para serenar a chusma, fomos largar 6 ou 7 milhões de euros por Sinama Pongolle.

Quando chegou o Costinha, achava que finalmente podia-se fazer qualquer coisinha. Perdoada a maluqueira como lidou com o caso Izmailov, era gajo para conseguir achar aquele treinador de experiência internacional que aguentasse a pressão e soubesse revolucionar mental e tacticamente o colectivo. Qual quê. O JeB deu-lhe uns tostõezitos e deu para ir buscar o Paulo Sérgio de quem tenho a dizer que o vejo do melhorio em relação ao que tínhamos antes e ao que havia no mercado português. Pese embora a tara pelas alturas, por aquilo que tem mostrado até agora, dentro e fora de campo, acredito que possa vir a ser, com sorte e um décimo da paciência que muitos adeptos devotaram ao Paulo Bento, o herói que fez renascer a equipa do estertor e pô-la a praticar um futebol alegre e condigno. Por isso, as vitórias contra o Brondby e Naval poderão ter sido o nosso cabo da Boa Esperança. Deitámos fora grande parte da pressão e stress acumulados e, apesar de ainda longe de estarmos a salvo do pior, achava eu que, pelo menos, com a vinda do tal grande avançado para empinheirar com o Liedson era possível voltar a lutar até ao fim.

Enfim, tanto tempo para pensar e tanto por onde escolher, gajos que só para ir ao WC planeiam no MS Project, e depois chega dia 1 de Setembro e acabamos, mais uma vez, atrás do refugo. Acho que é hora de tirarmos a mesma conclusão: o Pongolle foi o nosso último cartucho de ouro, completamente disparado para o ar para afugentar o pânico, o moutinho e veloso foi para amortizar e a chantagem da competitividade da reestruturação financeira era a gozar.
Portanto, Saleiro e Postiga vocês são mesmo o nosso grande amor.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Uma vénia à equipa

Sempre que acontecer o que aconteceu ontem no jogo com os vikings eu tirarei o chapéu e farei vénias até ao chão à equipa do Sporting.
O comportamento da equipa foi exemplar. Tem é de ser SEMPRE assim, mesmo que não ganhemos, jogando contra o grande, o médio ou o pequeno. SEMPRE assim...