quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Legendary Tiger Man

Depois do jogo entre os solteiros de alvalade e os casados de mafra, que acabou com a vitória tangencial dos solteiros, um jogador do clube e o seu superior abraçaram-se em actos de pancadaria.
Temos de recordar que ambos são tipos experiente nestas situações, um já havia aviado (e muito bem) o então seleccionador nacional do bigode. Outro já andou a dançar à frente de uma vassoura empunhada por um montenegrino.
Pela história contada, após a dupla fífia de patrício, o público assobiou o patrício, outros bateram palmas, como a reconforta-lo que erro que cometera.
O jogador do clube, mandou calar os adeptos, como se ele fosse o clube, o rei sol.
O director desportivo e quando a mim mal, repreendeu-o em público, deveria tê-lo feito em privado.
Aqui começam a inchar os egos das duas personagens.
Não esquecendo o passado menos próprio do director desportivo, ainda recordo bem as atitude do jogador, que consistiram em perder voos, em levar o 5º amarelo para não jogar com o benfica e mais recentemente em dizer em público que não concordava com a táctica do treinador.
Posto isto, e perante os desacatos públicos é necessário firmeza e autoridade do clube.
É óbvio que pinto já não tem condições para ser director desportivo.
Por outro lado, para andarem à batatada são precisos dois, e liedson, obviamente, não poderá passar sem uma pena exemplar, sob pena de lhe ser conferida uma carta branca para fazer o que quiser com quer quiser, já começou com os adeptos e com os donos do clube.
À frase de o "ou ele ou eu", eu responderia com nem um nem outro, vão os dois pró caralho, um para a rua, como já parece ter ido e o outro era uma punição à porto. Processo disciplinar, treinar sozinho ou com os juniores enquanto durasse o processo, sendo impedido de ser convocado para os jogos e depois uma pena exemplar. Como o treinador e o director desportivo já não são os mesmos do stoi, podemos ficar tranquilos quanto a uma eventual ostracização desportiva, mas para não lesar ainda mais os interesses do clube, teria de haver uma punição, no mínimo de 60 ou 90 dias sem ordenado.
Resta saber se o presidente profissional tem coragem para não subjugar o clube à disposição de uma individualidade, sob pena subverter os papéis na hierarquia do grupo. Isto já foi escrito, inclusive por um chinês há mais de 2000 anos.

P. s.: É hilariante que agora circulem mensagens de elogio a paulo bento em relação às suas afirmações sobre pinto. A memória é curta e já se esqueceram que após o famoso atraso de tonel para stoi, o primeiro a criticá-lo em público foi o então treinador do clube.

P. s. 2: Ontem outro chinês, fez algo que até parece natural, num só jogo marcou mais golos em alvalade do que o postiga em toda a época.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Tudo Bons Rapazes - Parte III

Só nós é que somos um clube diferente.
A não perder este post.
É engraçado como todos os dirigentes da dinastia roquette sempre fugiram de uma auditoria como o diabo da cruz. Lá terão os seus motivos (cadáveres).
Entretanto é com satisfação que vejo que este ano ainda não saiu nenhuma notícia sobre a venda de património do Sporting. É um facto que já está quase tudo vendido, mas ainda temos o estádio e acções na sad. Será que não se arranja por aí um sindicato de trabalhadores bancários que precise de um estádio para as suas peladinhas?
Ou um daqueles ianques que comprou (endividou) o Manchester United, não quererá umas frutuosas acções da sad?
É que a esperança é a última a morrer, dizem. Por isso ainda estou esperançado que será na próxima década (que terá início em 2011) que deixaremos de estar dependentes na bola que bate na trave, que o património (talvez uma sala de sócios com snooker) dará lucro e que ganharemos 2 campeonatos em cada 5 anos - estão a dever ao Sporting, numa estimativa por baixo, 3 campeonatos, a acrescer aos 4 na próxima década, dará 7 campeonatos em 10. Percebem o meu optimismo.
Entretanto os bons rapazes conseguiram um certificado de qualidade para a academia da sad do Sporting. O que eu gostava mesmo é que a equipa sénior tivesse um certificado idêntico, mas como somos um clube de formação e não de afirmação, e já que não é possível ao menos que a s vendas sejam por valores certificados.

Viva o Sporting Clube
Até à Vitória. Sempre!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Uma coisa que corre bem

Sobre o futebol da equipa ainda não tenho muito a dizer. Da mesma forma que praticamente não escrevi sobre o futebol de Paulo Bento desde a final da Taça da Liga com o Vitória de Setúbal, acho que ainda é cedo para conclusões definitivas sobre Carvalhal, embora as melhorias sejam evidentes e o homem tenha conseguido comprar o meu crédito (depois de ter desesperadamente amaldiçoado a sua contratação) não apenas com vitórias mas também com melhorias estéticas e tácticas. Enfim, a coisa não corre mal para já.
O que felizmente correu mal foi a contratação de Ruben Micael. Um primeiro erro foi a reaproximação do Sporting ao Nacional. O segundo foi não termos cortado imediatamente as negociações quando a coisa saiu para a praça pública. Em terceiro lugar continuo a achar que o que se pedia por ele era demasiado. De qualquer forma, e mesmo que as contratações de Pongolle e João Pereira (continuo a achar que não é jogador para o Sporting) não me entusiasmem grandemente, a ideia de ter Pedro Mendes, mesmo que por 1,5 milhões, agrada-me de de sobremodo. Um jogador experiente e experimentando, com capacidade de jogar na posição mais recuada do meio-campo, mas também na transição, cheio de força e capacidade de encher o campo, bom nas aberturas e mudanças de flanco e fisicamente poderoso. É o complemento ideal para os jovens da academia e garantia desde já uma solução para uma eventual saída de Moutinho ou Veloso no final da época. Esta sim, seria uma excelente contratação.
Ah, e claro, atirei foguetes quando soube da recusa da proposta por Izmailov. Esse nem sequer é de negociar. Nem por 10 milhões, muito menos por 8. É daqueles que tem de ficar mais meia-dúzia de anos e ganhar coisas.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

À atenção de Carvalhal

Em 13 de Agosto de 2009, JEB, via twitter (entretanto deixou de usá-lo) enviava uma mensagem dirigida a Nuno Mourão, autor do site sporting apoio: «importante puxar pelo matias jornais tao a mata lo grande jogo contra a dinamarca sl».
Será que agora JEB já mudou de pensamento? Ou por não serem os jornais, já ninguém quer matar o Matias?
Actualmente só vejo uma maneira de os sportinguistas puxar pelo Matias. Será quando ele entrar, por volta do minuto 90 para queimar tempo, fazerem uma grande festa.

Treinador a Sério

não tem medo de dizer que falhou, que falhou ele e não apenas a equipa, ao contrários de outros (muitos) que só falam de determinados jogadores ou no plural.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

As vantagens do modelo empresarial

Só em juros o Manchester United já pagou 325 milhões de libras. Em três anos e meio, o preço dos bilhetes de época praticamente duplicou. O que é que o clube ou os adeptos ganharam com a entrada dos Glazers?
De acordo com alguns, uma dívida gigantesca.

Now we know that as well as their takeover imposing a huge debt on the club, and the massive interest payments United have to service each year out of the club's ticket and other income, the Glazer family have paid themselves many millions of pounds personally

domingo, 10 de janeiro de 2010

Erros teus!

Não desgostei do que vi ontem. Creio que não seria escandalosa uma vitória mais ampla. Continuo a pensar que vai ser muito difícil à equipa do Sporting ultrapasssar a ansiedade provocada pelo total desastre que foi este início de campeonato. A margem de erro está reduzida a zero e isso vai sempre pesar nas prestações dos jogadores e na capacidade de manobra do treinador.
Pensativo deve andar JEB que recuperou, ele, alguma margem de manobra junto dos sportinguistas. Recordo-lhe daqui o soneto de Camões "Erros meus, má fortuna, amor ardente":

Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que pera mim bastava amor somente.

Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.

Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa [a] que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.

De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Ora aqui está uma excelente ideia para 2010...



É para por em prática já amanhã um pouco antes das 19h15!

Nome Completo: Paulo Jorge Lourenço Batista

Data de Nascimento: 19/12/1969 (40 anos)

Profissão: Gerente de armazém

Associação: A F Portalegre

Assistentes: José Braga, Luís Tavares

4º Arbitro: José Gomes

Observador: Manuel Antunes

Delegados: Alcino Campos, Jorge Franco

[Fontes: lpfp e Site Apoio SCP (facebook)]

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Proximidade e cumplicidade

Entregava também a correspondência aos jogadores de futebol do Clube, o que me permitiu criar alguma familiaridade com atletas que admirava desde pequeno e que me fizeram crescer a gostar do Sporting. Como ia ganhando várias provas e batendo Recordes, a convivência era de respeito entre todos, criando amizades fortes, do dia-a-dia a conviver no mesmo espaço. Se fosse um emprego normalíssimo, naturalmente que o relacionamento teria sido outro, mas como também era um atleta de alta competição, treinando no mesmo local que eles, a proximidade e a cumplicidade eram muito fortes.

Jorge Vicente, Fernando Mamede, «o recordista», Lisboa, Sete Caminhos, 2005, p.41.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A ruptura (ou não)

No que era suposto ser uma linha de continuidade muita coisa mudou. Sairam Carlos Freitas, Soares Franco, Pedro Barbosa e Miguel Ribeiro Telles (as principais figuras dos últimos anos). Já aqui tínhamos referido a solidariedade entre os membros da anterior equipa de gestão do clube e da SAD. Com ferros mataram Dias da Cunha, Meireles e Peseiro, com ferros, mas devagar, morreram às mãos da equipa de Bettencourt.
Neste contexto o que parece ser estrutural no SCP e na SAD não é a troca de treinador. Esta mais parece ser uma consequências das guerrilhas internas, onde Sá Pinto, Nobre Guedes (não esqueçamos que foi o arquitecto da operação financeira que Soares Franco propôs aos sócios) e Salema Garção, para quem se inventou uma nova função no futebol mundial, apenas e só (provavelmente) para o prendar pelos serviços prestados, ocupam os lugares vagos.
Isto é, acabámos de assistir sob o manto da continuidade a mais um golpe palaciano no lugar de Alvalade. As consequências desportivo-financeiras ainda estão por apurar. O projecto de Soares Franco passou numa versão um pouco mais moderada. Acredito que rapidamente, antes do final do mandato, vamos ter a conclusão do projecto financeiro de Soares Franco, embora liderado por outros e beneficiando, com certeza, outros interesses alheios ao SportingCP. Na comunicação o suposto carisma e a entrada à bravo da quinta foi um desastre, que se resolveu com silêncio e dinheiro. Dinheiro que está a ser gasto à bruta. Sobre a política contratações haverá mais para dizer no futuro. A impressão com que fico, das contratações concretas, é que depois de reforços de qualidade duvidosa, para os preços pagos, algo que torna patente não somente o desespero desportivo mas também a falta de conhecimento do mercado e de capacidade negocial, o peso de um falhanço estará nas mãos de Carvalhal. Ou seja, embora mal e porcamente gastos, os 10 ou 15 milhões que agora se vão estoirar garantem uma almofada de segurança à direcção numa época desportiva desastrosa e possibilitam as operações financeiras que todos aguardamos com a expectativa do costume.
E para acabar, mais uma frase feita: é preciso que algo mude para que tudo possa continuar na mesma.

sábado, 2 de janeiro de 2010

O macanudo das frases curtas

Um acaso levou-me a dar com esta posta do blogue A Rádio em Portugal intitulado "O Radioamador José Roquette".
Não sabia que o autor do plano de salvação do Sporting Clube de Portugal de anos de malefícios de uma gestão amadora era, ele próprio, um amador de rádio.
A posta não é recente e remete para uma entrevista do Expresso, ainda mais antiga, onde Roquette afirma que "é fácil falar com pessoas na Austrália ou no Pólo Sul ou nos Himalaias! Mas as comunicações devem ser curtas e, às vezes, só se consegue dizer o nome e o local da transmissão."
De facto é fácil falar com gente no Pólo Sul. Difícil foi falar olhos nos olhos com os Sportinguistas. Habituado a comunicações curtas, Roquette esqueceu-se de nos explicar em frases suficientemente longas o que queria realmente para o Sporting. A gente talvez até tivesse entendido...
Assim tivemos de tentar fazer, nós os sócios do Sporting, o esforço todo de entender por que caminhos Roquette e os seus muchachos nos tentavam levar.
A propósito, estes "muchachos" lá se foram safando, tendo aprendido na perfeição --certamente, com o tirocínio que fizeram no Sporting-- as formas de canibalizar as outras instituições onde foram colocados...

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

poupemo-nos

Em Agosto
está por detalhes o acordo com o Daniel Carvalho, o Di Santo ou o Carlão!
Veio Felipe Caicedo.
Ena que está na calha o Fernandinho! Ou o Buonanotte!
Afinal era o Ângulo.

Este mês
Leão sonha com H. Suazo!..
Acordámos com o Pongolle.

Oba que vem aí Danny, Bajrami, Tobias Hysen e Del Horno! Ou Rúben Micael, Pavlyuchenko e Gareth Bale!
Afinal vieram o... Roncatto e Bruno Lazaroni. (palpite meu; pensem assim: fasquia bem em baixo, sabe sempre bem no fim)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

João Pereira?!

Não, a sério?

Não era dada prioridade à contratação de um defesa ESQUERDO e ALTO? João Pereira?

Não foi este gajo que fez expulsar o H.Viana naquele jogo da taça? João Pereira?

Nem vou falar do passado lampião, a memória recente do JVP é suficiente para não ir por aí... Nem do preço, quem dá 4 pelo Grimi dá na boa 3 por este gajo... (não que devesse, mas...)

E tem alguma graça não termos tido tudo o que é pasquim a noticiar isto semanas antes de se concretizar...

Mas, foda-se...

JOÃO PEREIRA?
A SÉRIO?!

Dar música ao Sporting III

Depois do Luisinho ter abanado a barraca com este diamante musical, a jukebox da roulote tem mais um rubi a juntar ao "acervo" musical leonino. Escutem bem este fabuloso fado sportinguista (literalmente)! O único da história que rima "What is that?" com "cassete"!

«Tudo se passou no Outono de 1973. A equipa do Sporting deslocou-se a Inglaterra para jogar a primeira-mão de uma eliminatória da Taça das Taças contra o Sunderland. Ao que parece, três jogadores foram apanhados a gamar cassetes - e já me disseram que tais proezas de jogadores portugueses no estrangeiro não eram assim tão raras quanto isso

Pra conhecerem melhor a discografia do sportinguista Artur Gonçalves visitem este espaço. Quem não visitar não sabe o que faz.

domingo, 20 de dezembro de 2009

cócó e comprimidos pra memória

Fala-se novamente da possibilidade de Carlos Freitas voltar ao Sporting. Nada como ver gente a bradar contra o facto de não haver ovos pra omeletes e logo a seguir elogiarem um dos responsáveis por isso, pra dar a volta ao juízo dum gajo.
Primeiramente, o balanço. Freitas, ao início, tinha dinheiro para se dar ao luxo de falhar em vários desde que acertasse nos outros. Foi o que fez. À medida que o tempo passou, o cinto apertou e o seu poder aumentou, os resultados foram na generalidade uma valente poia. Se Vuckevic foi um achado, não se admite Purovic e C&ª.
Pedro Silva, Gladstone, Bueno e Alecsandro não vos chegam?!!! Querem mais Tiuís, Farneruds, Kokes e Abéis??!
Que isto é só pra amigos que já prestaram provas de lealdade à causa, já eu percebi. Mas têm mesmo de dar preferência a quem já tenha mamado à grande no clube (86 mil euros de prémio, lembram-se?)?!
Com um passado recente minado por um sem número de decisões incompetentes e de gente dada a gulodice, ver adeptos a aprovarem o regresso deste senhor roça o masoquismo!
Falemos sério. O que o Barbosa falhou comparado com o Freitas é um caganito! A conclusão que tiro é que se não é pelo tamanho deve ser pelo cheiro...
Mas o mais penoso nisto tudo é que parece só haver duas pessoas no mundo com competência pra contratar jogadores! Se este voltar a fazer merda em Janeiro, vão buscar o Barbosa em Junho?! Isto faz lembrar o Euro-2004 onde parecia que o único arquitecto com competências pra construir estádios era o Taveira!! e deu no que deu! A prosseguir nesta tacanhez ai vamos longe, vamos... .Quem?
Obviamente, como em qualquer campo profissional, quem está no meio é que tem de saber quem tem qualidade para merecer o posto. Se não souber pergunta. Se o Jose´Bettencourt tiver para aí virado, que pergunte ao amigo Pinto da Costa (ou não). Este, pra não variar, não se enganou quando teve de contratar uma equipa de jovens técnicos pra essa função. Ninguém sabe quem são, mas são dos melhores que já vi. Apesar do maior orçamento vê-se que têm olho e não é à toa quando investem.

Dar música ao Sporting II

O Paulinho interrogava-se lá em baixo a razão porque só nos calham em sorte malhas xaroposas e pataqueiras. Enquanto circulava pela blogosfera dei de caras com o Tesouro Verde que dedica uma das suas postas ao hino cantado pelos campeões de 1982. Já tinha ouvido a música nas imediações do estádio, ao pé da casinha da Juve, mas não sabia o que é que era, nem quem cantava, nem quem escreveu o tema (Luís Filipe Barros, do Rock em Stock, que dava na Rádio Comercial) É ir ao tesouro para saber mais. E que tal convidar a Isilda Sanches para escrever uma malha na próxima época?



E já agora, se alguém tiver o Fadinho do Sousa Cintra é favor enviar para a caixa do correio.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Old School


Uma fotografia que hoje nos parece incrível, sacada do Leonino. Há lá mais, para quem gosta de tardes de Sol.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Pedimos desculpa pelo incómodo, tentaremos ser breves

A imagem não é particularmente elucidativa, mas a ideia que pretendo ilustrar é a seguinte.
Vemos muitas vezes obras na via pública ou em espaços privados, de grande dimensão ou de dimensão mais modesta. Pode ser uma pequena loja ou uma grande ponte. Uma fachada de um prédio ou uma estrada.
Frequentemente, essas obras têm afixado um aviso como o da foto. Se a obra é grande, então gastam-se fortunas em campanhas de comunicação. Servem para clarificar o que vai ser feito, especificar a duração e o custo da obra, a data prevista da conclusão e quais são as alternativas enquanto duram os trabalhos.
É uma deferência, uma advertência para que o utilizador tenha cuidado. Indica, simultaneamente, caminhos provisórios alternativos. E é, finalmente, um sinal de que algo vai mudar. "Estamos a remodelar este espaço para melhor o servir. Prometemos ser breves", dizem por vezes estes avisos.
Uma obra de remodelação, como as que descrevi, pressupõe, em primeiro lugar, que há um projecto, um desígnio. Pressupõe também que irá ter uma conclusão.
Nós somos "utilizadores", peões do Sporting. O Sporting está, teoricamente, em remodelação. Entaipado. Da obra, só poeira. Não se viu, nem se vê um projecto. Ninguém colocou um aviso a dizer que as obras (que obras!?) estão a decorrer. Ninguém indica um caminho transitório que possa ser utilizado enquanto a nova "obra" não está pronta. Só poeira.
O Sportinguista-utente não vislumbra que modificações estão em curso, não vislumbra um projecto, não lhe é pedida desculpa pelo incómodo causado pela "obra" em curso e pelo enorme transtorno que lhe é imposto. Não sabe o que há-de fazer entretanto, não sabe para onde se há-de virar, se espera ou se desespera. A "obra" arrasta-se. Não serão breves os momentos de espera, não há caminhos alternativos enquanto decorre a "obra"... Só vemos poeira.
O Sportinguista-utente viu ser destruída a obra anterior, não percebe qual é a "obra" actual e vê o ambiente à sua volta degradar-se de dia para dia. O caos é total. É só poeira.

Momento zandinga (outra vez)

Não sei quem é que nos vai calhar amanhã em sorte mas como o futebol em geral e a vida em particular são muito frequentemente abundantes em poesia assim de repente diria que nos vai sair um de três adversários: At. Madrid, Liverpool ou Ajax. Explico rapidamente porquê e porque é que vamos ser humilhados por qualquer um deles.
O Atlético é o Sporting espanhol, o clube sempre à beira do ataque de nervos. Acabou de levar três do Porto em casa. Se nos eliminar vai ser um fartote. O Liverpool é o Sporting financeiro de Inglaterra. Passado glorioso, já não ganha o campeonato há 19 anos, está em vias de ser ultrapassado pelo Manchester no número total de campeonatos. Está em ruptura financeira e já não ganha há não sei quantos jogos. Nada como os nossos tenrinhos para lhes levantar o moral. O Ajax por causa da história da formação. Certamente que irão provar contra nós que apesar de tudo a formação serve para alguma coisa sem ser para justificar derrotas.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A nova táctica

Parece que as pessoas que nos representam nos relvados de todo o mundo descobriram uma nova, e por isso experimental, táctica. Uma nova forma de ganhar jogos de futebol. Não se trata do 4-4-2, nem do 4-3-3. Nem tão pouco do saudoso e caído em desuso 3-4-3. Também não é a táctica do pirilau, popularizada em Portugal por Paulo Autuori e que até deu bons resultados, embora com outros protagonistas, no Boca Juniores do final da década de 90, se não estou em erro (isto é muita informação para processar e um gajo perde-se).

Mas por falar em perder, falava-vos da nova táctica do Sporting. Pelo que deu para perceber no final do jogo do Herta o Sporting teve como reforços de inverno, antecipados e ainda antes de abrir a época de transferências, a astróloga Maya e o filósofo francês (vá não tenhamos medo das palavras) pós-moderno chamado, precisamente, Jean-François Lyotard.

Dizia-nos o filósofo, e para atalhar caminho, que vivemos num tempo em que as grandes narrativas (o iluminismo ou as narrativas religiosas, por exemplo) que davam sentido à acção humana e às próprias formas de organização social institucionalizadas (o estado-nação, por exemplo) foram para o galheiro. A partir dessa evidência, o filósofo, com muitos outros, considera que somos nós mesmos, libertos não apenas dos constrangimentos que nos são impostos pela história, com o T grande (como o homem) de tradição, mas também das forças sociais que nos moldam, que construímos a nossa própria história, mais no sentido de estória ou da petite histoire (sem h grande), para utilizar uma expressão francesa.

O filme "Os Irmãos Bloom" mostra um bocado destas merdas e da impossibilidade de vivermos uma vida "real", "unwritten" nas palavras de um dos personagens (apesar do filme não ser grande coisa, mas aqui fazemos essencialmente crítica desportiva e não crítica cinematográfica, embora a nossa crítica desportiva não tenha apenas um sentido estetizante mas tenha antes um intuito totalizante, se é que percebem o que é que quero dizer?). Mas entrei numa tangente, e não uma diagonal, reparem, tal como é impossível vermos diagonais no futebol do Sporting.

Mas, e retomando, a malta que constitui o plantel do Sporting resolveu construir a sua própria narrativa, acreditando assim que se alterar a sua forma de ver o mundo o próprio mundo se transformará de acordo com a sua vontade. No fundo é a pós-modernidade. Podia ter usado o conceito logo no início e sem mais, mas apeteceu-me não só render estilo (outra cena muito pós-moderna) como também escrever sobre o que escrevo e as motivações para o fazer (a tal auto-referencialidade pós-moderna, aqui misturada também, esperemos, com uma dose de ironia e humor auto-depreciativo, também eles muito pós-modernos; espero, porém não chegar ao kitsch, que como toda a gente sabe é meio caminho andado para o fascismo). Não sei se já repararam mas a pós-modernidade também nos oferece muitos travessões (e também travessuras), palavras compostas e neologismos e estrangeirismos (embora neste texto ainda não tenha utilizado nenhum), como a lyotardização do futebol do Sporting, mas uma lyortadização não rizomática, topam?

Bem, já chega de conversa de merda. O que eu quero mesmo sublinhar, de forma bastante moderna e iluminista (não confundir com os lampiões) é que no final do jogo de hoje com o Herta de Berlim o Carvalhal diz que ficou contente com a equipa e que esta mostrou uma qualidade de jogo agradável. O capitão João "o especialista nas bolas paradas" Moutinho (que metáfora usar, a do diapasão ou a da cartilha?) também acha que "fizemos um bom jogo, criámos bastantes oportunidades. O Hertha acabou é por ser mais feliz ao sair daqui com uma vitória". Rui Patrício, o guardião do templo (que já não existe, recordemos a lição de Lyotard), acrescenta convicto que "fizemos um excelente jogo, uma excelente exibição mas infelizmente perdemos."

Esta malta está mesmo convencida que se se convencer de que a coisa corre bem a coisa irá mesmo correr bem. Aqui estão mais próximos dos manuais de auto-ajuda que acham que uma pessoa com uma boa auto-estima é capaz de tudo ou da astróloga Maya que também acha que se pensarmos positivo coisas boas nos vão acontecer. Isto é, tangas new age que encaixam muito bem com as tangas pós-modernas. Eu estou mais com o Murphy: " Se algo pode correr mal, então correrá ainda pior".