terça-feira, 28 de abril de 2009

Maiorias de apoio

aqui tinha escrito sobre o Sporting- Boavista de 1994. Um momento mágico. Enganei-me nalgumas coisas. Agora finalmente o resumo completo do jogo, a jeito de prova empírica. Cortesia do Portal Sporting Memória.

Pânico e o barro à parede

O previsível anúncio da recandidatura de Filipe Soares Franco não apanha propriamente ninguém desprevenido. É certo que ainda não se trata de um anúncio oficial mas as notícias não saem por acidente e alguém a terá plantado no Público, um órgão de comunicação de "referência", à espera que desse flores. Entre as flores mais esperadas encontra-se uma candidatura de oposição. Uma candidatura que a "situação" espera que seja um girassol, sempre a rodar em torno do nosso Rei Sol, ou pelo menos do príncipe herdeiro. Ora, se formos a ver bem não percebo o stress que para aí vai nas caixas de comentários, nos blogues e sensibilidades diversas do sportinguismo. As eleições ainda não estão marcadas, a época desportiva está em curso e apesar da notícia de recandidatura de FSF esta ainda não foi oficializada. Nem sei se já está aberto o período de entrega de candidaturas. Acho que o povo chama a isto mandar barro à parede. Objectivamente a candidatura de continuidade também ainda não existe e essa candidatura inexistente também não apresentou nenhum programa. A única coisa que se sabe é que essa candidatura quer desmembrar o clube e espera legitimação eleitoral para o conseguir. Essa candidatura imaginária também ainda não disse o que pretende fazer caso os sócios do Sporting Clube de Portugal voltem a chumbar as propostas de "reestruturação financeira". Como alguém disse, um voto não é um cheque em branco e os estatutos do Sporting também não o tomam como um cheque em branco. Há questões que, de acordo com os estatutos do clube, ultrapassam a esfera eleitoral. Gostaria, neste contexto, de saber para que é que serve o discurso confrontacional do ainda presidente do clube, e ainda não se sabe se futuro candidato, dirigido ao que desrespeitosamente chama de minoria de bloqueio. Imaginem uma família, uma comunidade, um país ou um planeta que considerasse que 30% dos seus membros são dispensáveis e os tratasse como tal. Que imagens é que vos surgem imediatamente na cabeça?

Surpresa ou já nem vale a pena fazer comentários

A falta de projectos alternativos a poucas semanas das eleições para a direcção do Sporting e as muitas pressões de personalidades “leoninas” dentro e fora dos corpos sociais do clube convenceram Filipe Soares Franco a recuar no seu propósito de não se recandidatar à presidência do clube e a avançar para um novo mandato.

No último sábado, dia da recepção ao Estrela da Amadora, informou os seus mais directos colaboradores e apoiantes que estará disponível para continuar à frente do clube.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A táctica para o jogo

Devido à escassez de recursos humanos para o próximo jogo resolvi fazer de treinador de bancada (espécie de oliveira e costa no trio d' ataque).
Sendo que bento vai fazer alinhar: patrício na baliza; pedro silva à direita, caneira à esquerda (quiça rony), no meio carriço e polga. Meio campo em losango com adriem a trinco, pereirinha à direita, veloso à esquerda e pipi a 10. No ataque liedson e postiga.
Na minha equipa alternativa: patrício na baliza; caneira a defesa direito, carriço e polga no centro e rony a lateral-ofensivo na esquerda. No meio campo, adrien a trinco, veloso a médio centro a descair para a esquerda, pipi a 10 e pereirinha a médio lateral direito. No ataque postiga como ponta de lança fixo, jogando liedson como segundo avançado, a jogar com avançado do lado esquerda.
Assim pela esquerda o rony tinha liberdade para fazer o que ele sabe, cruzar e atacar 8não vale a pena -lo a defender), pela direita caneira fechava, fazendo uma tripla de defesas. No meio adrien e veloso, o primeiro mais defensivo e o segundo com ordens para subir no terreno. O pipi a fingir que joga e a arrastar alguém da defesa ou do meio campo com ele, onde pela direita pereirinha podia atacar à vontade, tendo caneira nas costas e liedson equlibrava descaindo para a esquerda quando fosse necessário também para segurar o lateral direito do estrela da amadora.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O cair da Máscara

Para quem ainda tinha dúvidas, ou certezas, sobre a idoneidade das pretensões do CD do Sporting, elas ficaram bem patentes neste comunicado. O CD do Sporting acaba de informar que a AG datada para 8 de Maio no qual se iria votar o plano (mais um) de reestruturação financeira foi cancelada.
Na AG da passada sexta-feira o que estava em discussão e o que foi afirmado pelo Soares "só de uma palavra" Franco era que aquela AG servia unicamente para discutir o sistema de votação da AG de 8 de Maio, não se debruçando sobre esta mesma. O que agora se verifica é que a proposta do referendo era apenas uma MENTIRA. Com efeito, o chumbo da proposta e o modo de que a proposta de reestruturação financeira não passasse levou a cancelar a mesma. De facto a AG de sexta-feira era uma mentira, apenas servia para que a proposta de reestruturação financeira passasse à marretada, já que não passava a martelo.
Com esta decisão caiu a máscara que guardava a reles mentira com que apregoaram as boas intenções do Referendo.
Sinto-me de consciência tranquila por ter votado não e ter contribuído para que a mentira viesse ao de cima.

SPORTING CLUBE OU NADA!
HASTA LA VICTORIA, SIEMPRE!

P.S.: já é segunda-feira e continuo à espera que o site do Sporting publique o programa eleitoral de soares franco, no qual ele dizia que não prometia um pavilhão até ao fim do mandato, apenas um terreno. Não quero acreditar que o presidente minta aos sócios, nunca...

domingo, 19 de abril de 2009

Propaganda Eleitoral

No final da AG em que a proposta da direcção foi chumbada por não obter o número de votos e de votantes necessários exigidos, soares franco disse que nunca tinha prometido um pavilhão neste mandato, mas sim um terreno para a construção do mesmo.
Disse ainda que no dia seguinte (sábado ou domingo, dependendo da hora) iria mandar publicar no site do clube o seu programa eleitoral.
Vamos dar até amanhã para ver se o homem cumpre a palavra (apanágio dele).
Já agora seria bom que alguém tivesse o tal programa eleitoral para comparar com o que vai ser publicado no site (se for publicado).
Começo a perceber a questão de ter palavra para alguns apoiantes de soares franco, se um disse que a palavra não era importante,que o importante era mudar de opinião, outro, roquete dá uma entrevista à bola em 2009 a defender o referendo, e em 1999 tinha dado uma entrevista ao record a defender as AGs. Liminar.

Guimarães - Sporting

Belo jogo na primeira parte, com as duas equipas a criarem ocasiões de golo e a jogarem aberto, sem rendilhados tácticos em demasia. Devia ter ficado 1-2 ao intervalo. Aceito a anulação do golo ao carriço, entrou de perna esticada.
Segunda parte inicial de fraco nível do Sporting, muitos passes errados e desconcentração. Notou-se mais o erro em jogar no losango sem jogadores para isso - veloso no lado esquerdo. Foi preciso o guimarães marcar para o treinador adaptar a táctica aos jogadores, por postiga e passar para um 4-3-3. Os esquemas tácticos alternativos também se aprendem e são para usar.
De facto só após esta situação conseguimos fazer mais de 3 passes para a frente e começar a encostar o Guimarães, claro que eles podiam ter feito o 2º, mas viu-se que eram uma equipa acessível, mais forte fora de campo do que dentro de campo, e bastou um golo para abanarem e abrirem caminho ao segundo.
Dos jogadores as exibições foram sofridas, salvando-se o carriço, o liedson pelo golo e o rony, quem diria. Pela negativa o pedro silva, o homem consegue acelarar o meu ritmo cardíaco sempre que inventa e perde a bola na defesa.
Pelo árbitro, aceitando o pé em riste do carriço, era excessivo o amarelo a moutinho, mas não foi excessivo o amarelo a derlei, já vi vermelhos em entradas parecidas. Nada de mais, o gajo é mau árbitro e prejudica sempre os jogos, e não foi apenas para um lado, o gajo transformou uma falta do Sporting numa falta do Guimarães à entrada da área deles. Incompetência.

P.S.: O bento não vai estar no banco no próximo jogo, o que não é motivo para preocupação, como se viu demos a volta ao resultado e ele também já lá não estava.

A terceira vez

Depois de ter virado o jogo na Reboleira e no Restelo, o Sporting voltou hoje a virar um resultado fora de casa, num jogo que decorreu num contexto altamente desfavorável. Meio meio-campo lesionado, alto grau de debate interno (que não afecta o rendimento dos jogadores, todavia), adversário complicado, bolas na barra na primeira parte e arbitragem manhosa. No fim do jogo com o Estrela na Reboleira lancei a minha profecia: "vamos ser campeões. finalmente virámos um jogo". A tendência continua. Siga para o título. Haja vontade e Paciência. O Saleiro amanhã marca o golo da vitória!
Os comentários sobre a SAD, AG, Referendo e VMOCS continuam amanhã. Finalmente um dia de relax.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

The Clash - ao vivo no pavilhão atlântico

Até logo!

Debate democrático e imprensa II

Já tinha feito referência a dois jornais numa posta anterior. Faltava A Bola. O jornal da Travessa da Queimada faz hoje uma primeira página gigantesca com o ex-presidiário e o pai do défice. Destaques destes por aqueles lados geralmente só se encontram quando o Benfas ganha um joguinho. Não coloco a primeira página daquele jornal aqui na roulote, para vossa visualização, porque, apesar de tudo, a pornografia (nada contra) não está incluída nos nossos rigorosos critérios editoriais. Temos o pleno. A Bola, Record e o Jogo estão pela situação. A Última Roulote alinha pela sportinguização.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Auto-elogio

Não sei se já reparam mas hoje já dediquei mais de uma hora ao clube.

Referendo

Nada me move contra o referendo, antes pelo contrário. Gostava era que houvessem muitos, mesmo se com um carácter apenas consultivo. Pena é que apenas se lembrem de consultar os sócios para destruir o clube. O último referendo em que participei era para saber que modalidades é que queria que o Sporting mantivesse. O basquetebol e o hóquei em patins foram ao ar. Racionalidade económica oblige. Lá para 1996, se não me engano. Gostava, por exemplo, que em 2002 tivessem feito um referendo: "Caro consócio, em tempos de recursos limitados o Sporting Clube de Portugal debate-se com uma escolha. Gostaríamos de conhecer a sua opinião. Prefere que, por cerca de 7 milhões de euros, o Sporting contrate uma jovem promessa chilena, para reforçar o plantel de futebol, ou que, com o mesmo montante, se construa um pavilhão polidesportivo para que as modalidades de alta-competição tenham direito a um espaço próprio, e também para melhorar as condições para a prática desportiva por parte dos sócios do clube?".

Debate democrático e imprensa

As AG gerais são uma chatice. É só gritaria e ninguém se entende. Certo. Então onde é que os sócios se podem informar sobre a vida do clube e ter acesso a pontos de vista divergentes. O Leão da Estrela escreve sobre O Jogo. Pelo que a esse respeito está tudo dito. Olhando hoje para o Record temos uma entrevista de duas páginas ao mentor do projecto financeiro. Isabel Trigo Mira lá aparece, mas sem qualquer tipo de destaque minimamente comprável àquele. Alguém foi falar com a oposição, ou ela é só um produto da nossa imaginação?

O mentor do projecto de reestruturação financeira

"Tomara a mim [o Sporting] ter apenas 20% da SAD."
Nobre Guedes, hoje ao Record.

Indicadores

A AG de amanhã vai-nos oferecer um indicador fundamental relativamente ao futuro do clube. Pela primeira vez, desde que me lembro, vamos ter contagem não apenas de votos mas também de eleitores. Essa contagem vai permitir perceber onde é que se situam as posições conservadoras e as posições progressistas dentro do clube. É este o verdadeiro debate. Entre os conservadores que assinam de cruz as propostas da direcção, e que paradoxalmente correm o risco, com o seu sentido de voto, de apagar de vez a natureza associativa e democrática do clube, e os progressistas que, também paradoxalmente, ao procurarem aprofundar essa mesma tradição do clube se arriscam a lançá-lo para os trilhos da modernidade. Caminho por onde se pode lançar para o futuro sem desprezar os valores que fazem do Sporting Clube de Portugal uma verdadeira associação. Uma associação de e entre pessoas que se juntam para praticar desporto e também para consumir espectáculos desportivos. No plural, para que o Sporting seja um dia tão grande como os maiores da Europa. Obviamente que este futuro está dependente não apenas desta AG como da próxima, que decorrerá em princípio no dia 8 de Maio. Mas se a proposta da direcção chumbar, desta vez, com uma diferença considerável entre votos e sócios (por exemplo, 60% dos votos para 40% dos sócios) então poderemos estar confiantes no futuro.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

A convocatória

A carta que hoje recebi do Concelho Directivo não me exorta somente a comparecer na Assembleia Geral, relembrando-me da importância da minha presença, e de todos os outros, para o clube. Não. No melhor espiríto de democrático a convocatória também me explica como poderei votar devidamente esclarecido no referendo. E como? diz o CD em primeiro lugar: "O Conselho Directivo promoverá novamente a ampla divulgação do plano de reestruturação aos sócios". E pergunta-se o sócio: " E vão divulgar tão intensamente como fizeram o ano passado?" ou " E vai ser tão específica e para além de qualquer margem para dúvidas, como acontece com as contas do clube?". Mais. O CD continua e compromete-se a organizar " as sessões de esclarecimento e de debate necessárias". E pergunta-se o sócio: " essas sessões serão levadas a cabo pelo presidente demissionário que depois não se vai responsabilizar pelas medidas que forem eventualmente aprovadas? Ou vão ser levadas a cabo por aquele senhor que está à frente daquela consultora muito conhecida que auditava as contas do BPN e cuja competência e honestidade estão acima de qualquer suspeita?". Mas depois, passado um bocado, o sócio continua a interrogar-se " Mas uma sessão de esclarecimento não é bem a mesmo coisa que um debate, pois não? é que num debate temos partes que esgrimem opiniões numa sessão de esclarecimento temos alguém que explica a outra pessoa ou a outras pessoas como as coisas são". O sócio, preocupado com o futuro do seu clube, não consegue parar de pensar: "Mas numa sessão de esclarecimento pressupõe-se que as pessoas a serem esclarecidas estão na posse de todos os dados. Não teria sido cortês, já que o referendo se destina a fazer votar uma proposta em concreto, que pela clareza e pela transperência e pelos valores democráticos o Conselho Directivo tivesse incluído desde logo a proposta na carta que me enviou?". O sócio, qual vaca ruminante cujas tetas alimentam o clube continua apreensivo: "e então mas se é para esclarecimento porque é que no ano passado a direcção não enviou a convocatória para a AG? E porque é que também não enviou um dossier a explicar as medidas que queria fazer aprovar o ano passado? E já este ano porque é que também não explica na carta porque é que as medidas chumbadas há menos de 12 meses em AG vão ser novamente submetidas a voto?" Depois desta torrente de perguntas o sócio começa-se a sentir confuso e não sabe bem o que é que há-se pensar. E começa, então, a pensar noutros sócios que pediram esclarecimentos ao Coselho Directivo e à SAD. Pensa até na Mafalda Mouton. E pensa, e pensa, e pensa, que pensa...pensa sem parar, sem saber ao certo o que há-de pensar.

Não pode ser só dizer mal

Pela primeira vez na vida recebi uma convocatória para uma AG do Sporting pelo correio. Uma das exigências que a Roulote vem fazendo desde o dia em que começou a postar. O dizer mal segue na posta imediatamente seguinte.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Consensos

Um dos consensos sobre o debate de domingo é que não aprendemos nada que já não soubéssemos. Até certo ponto é verdade. Mas a conversa ajudou a perceber que nem entre os dois últimos presidentes do clube se consegue chegar a um número para o passivo ou, como carinhosamente foi apelidado durante o debate, o buraco. Os dois senhores nem sequer se conseguiram por de acordo quanto à existência ou não de contas consolidadas de todo o grupo Sporting. Tudo elementos que tornam ainda mais premente uma auditoria externa às contas de todo o grupo Sporting desde a inauguração da era Roquette.