terça-feira, 14 de abril de 2009
Consensos
Um dos consensos sobre o debate de domingo é que não aprendemos nada que já não soubéssemos. Até certo ponto é verdade. Mas a conversa ajudou a perceber que nem entre os dois últimos presidentes do clube se consegue chegar a um número para o passivo ou, como carinhosamente foi apelidado durante o debate, o buraco. Os dois senhores nem sequer se conseguiram por de acordo quanto à existência ou não de contas consolidadas de todo o grupo Sporting. Tudo elementos que tornam ainda mais premente uma auditoria externa às contas de todo o grupo Sporting desde a inauguração da era Roquette.
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segunda-feira, 13 de abril de 2009
A Frase
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Mania que somos espertos
O Cacifo fez o mesmo que nós. Só que melhor.
O Leão da Estrela, com uem ultimamente tenho estado mais ou menos sistematicamente em desacordo lança umas pérolas:
Como ficou patente ao longo do debate, o Sporting – que há muitos anos está em declínio no plano desportivo e a lutar contra um défice que não ara de aumentar – é hoje uma coutada de umas elites que não passam de agentes de negócios, hoje em representação dos interesses bancários.
Mas só o facto de Franco se colocar ao lado da SAD contra o clube, acusando o seu antecessor de ter sacado (o nível da linguagem é delicioso…) dinheiro da SAD para o clube, ou perguntando-lhe quanto é que o clube deve à SAD, foram momentos susceptíveis de terem colocado em pé os cabelos de qualquer sportinguista.
Depois deste debate entre Soares Franco e Dias da Cunha, torna-se claro para os sportinguistas que é uma sorte que ainda haja uma equipa de futebol do Sporting Clube de Portugal, com jogadores como Lideson, João Moutinho, Danbiel Carriço, Adrien Silva, Izmailov, Derlei, entre outros.
O Leão da Estrela, com uem ultimamente tenho estado mais ou menos sistematicamente em desacordo lança umas pérolas:
Como ficou patente ao longo do debate, o Sporting – que há muitos anos está em declínio no plano desportivo e a lutar contra um défice que não ara de aumentar – é hoje uma coutada de umas elites que não passam de agentes de negócios, hoje em representação dos interesses bancários.
Mas só o facto de Franco se colocar ao lado da SAD contra o clube, acusando o seu antecessor de ter sacado (o nível da linguagem é delicioso…) dinheiro da SAD para o clube, ou perguntando-lhe quanto é que o clube deve à SAD, foram momentos susceptíveis de terem colocado em pé os cabelos de qualquer sportinguista.
Depois deste debate entre Soares Franco e Dias da Cunha, torna-se claro para os sportinguistas que é uma sorte que ainda haja uma equipa de futebol do Sporting Clube de Portugal, com jogadores como Lideson, João Moutinho, Danbiel Carriço, Adrien Silva, Izmailov, Derlei, entre outros.
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domingo, 12 de abril de 2009
Balanço
Nada de novo. Tudo como dantes.
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Round 4 - O Futuro (III)
A próxima direcção não fica de mãos atadas?
Não. O Sporting é um clube desportivo.
E não há alternativas?
Há. Vender jogadores.
DC - torna-se claro. O Dr. Soares Franco não quer o clube. Quer uma empresa.
A transmissão fica por aqui. Até sexta.
Não. O Sporting é um clube desportivo.
E não há alternativas?
Há. Vender jogadores.
DC - torna-se claro. O Dr. Soares Franco não quer o clube. Quer uma empresa.
A transmissão fica por aqui. Até sexta.
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Round 4 - O Futuro (II)
Soares Franco diz que há garantia que o Sporting nunca perca a maioria da SAD. Explica o processo de forma mais rápida que eu consigo escrever. As contas de SF indicam que o Sporting depois da proposta passa a ter 51,2%.
Dias da Cunha diz que duplica a participação na Sad, que será cerca de 30%, passando para a sad todos os activos do clube. Diz que o que SF diz não está na proposta. Encosta o outro à parece. Proposta sem sujeito.
Diz que SF usou pessimamente o dinheiro da venda do património. Cita Leão de Verdade. Passivo era de 240 quando SF assumiu a presidência. É 28o agora. Depois de todas as vendas nos últimos 3 anos.
DC - "A proposta é clara para si que sabe muito bem o que quer fazer".
Dias da Cunha diz que duplica a participação na Sad, que será cerca de 30%, passando para a sad todos os activos do clube. Diz que o que SF diz não está na proposta. Encosta o outro à parece. Proposta sem sujeito.
Diz que SF usou pessimamente o dinheiro da venda do património. Cita Leão de Verdade. Passivo era de 240 quando SF assumiu a presidência. É 28o agora. Depois de todas as vendas nos últimos 3 anos.
DC - "A proposta é clara para si que sabe muito bem o que quer fazer".
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Round 4 - O Futuro
Dias da Cunha diz que Soares Franco se propõe a espoliar o Sporting. Propões-se a fazer com que o Sporting perca a maioria da SAD. O Sporting sem a Academia, o Estádio e sem o futebol, o Sporting cavérico vai ficar nas mãos dos sócios que restarem.
SF - O que é espoliar?
DC - É retirar de dentro do Sporting os valores que restam ao clube
SF - O que é espoliar?
DC - É retirar de dentro do Sporting os valores que restam ao clube
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Round 3 - ajuste de contas
Soares Franco troca-se com os números. Dias da Cunha goza com a cena.
Chegámos aos 281. Quando Dias da Cunha pegou a coisa andava à volta dos 211 (se não me enganei). Em cinco anos o passivo cresceu 70 milhões. Investiu mais de 100. financiou 39.8 milhões de défice de tesousaria da SAD.
Soares Franco diz que houve apoios públicos mais do que suficientes para cobrir o investimento e o défice. Diz que entraram 40 milhões da MDC, por exemplo.
Resultados consolidados.
Dias da Cunha diz que a negociação com os bancos foi feita com base em passivo consolidade. SF diz que não.
2001 - 32 milhões de défice
2002 - 39
2003 - 33
Dias da Cunha que a origem dos resultados negativos é a SAD. Soares Franco diz que não.
Chegámos aos 281. Quando Dias da Cunha pegou a coisa andava à volta dos 211 (se não me enganei). Em cinco anos o passivo cresceu 70 milhões. Investiu mais de 100. financiou 39.8 milhões de défice de tesousaria da SAD.
Soares Franco diz que houve apoios públicos mais do que suficientes para cobrir o investimento e o défice. Diz que entraram 40 milhões da MDC, por exemplo.
Resultados consolidados.
Dias da Cunha diz que a negociação com os bancos foi feita com base em passivo consolidade. SF diz que não.
2001 - 32 milhões de défice
2002 - 39
2003 - 33
Dias da Cunha que a origem dos resultados negativos é a SAD. Soares Franco diz que não.
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Round 2 - O buraco (III)
Dias da Cunha - O buraco de 13 milhões era cumprido com a venda de jogadores.
Soares Franco - Mas não cumpriu.
O homem não pára de interromper o outro.
Dias da Cunha - Os bancos não falam em lado nenhum de incumprimeto. O buraco é uma invenção do SF para assustar a possível oposição.
A coisa anda à volta da questão da recompra. Pelos vistos Soares Franco só sabe jogar com as palavras. Não tem argumentos. Só jogatanas semânticas.
Soares Franco - Mas não cumpriu.
O homem não pára de interromper o outro.
Dias da Cunha - Os bancos não falam em lado nenhum de incumprimeto. O buraco é uma invenção do SF para assustar a possível oposição.
A coisa anda à volta da questão da recompra. Pelos vistos Soares Franco só sabe jogar com as palavras. Não tem argumentos. Só jogatanas semânticas.
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Round 2 - O buraco (II)
Soares Franco diz que até Julho o Sporting não fez um encaixe de tesousaria de 13 milhões. O que colocou o clube em ruptura financeira.
Dias da Cunha (baseado em palavras de Meireles) acusa SF de fazer fazer uma vergonhosa campanha eleitoral à conta de um suposto buraco de 16 milhões. SF ainda não conseguiu explicar is 281 milhões de défice.
Soares Franco parece um puto nervoso. sim, sim, sim...
Dias da Cunha fala do projecto dos bancos de 2005. "Injectaram mais uns quantos milhões no Sporting"..." mês a mês acompanharam a vida do Sporting"... "os bancos estavam completamente de acordo quanto ao adiamento do pagamento".
Soares Franco cita a escritório Morais Leitão que coloca o Sporting em incumprimento.
Pelos vistos quanto à alienção do Edifício Visconde para fazer face ao buraco estava tudo de acordo. Para Soares Franco a coisa por 16 milhões com possibilidade de recompra não eram válias. O negócio teve que ser feito por 13.
Para Dias da Cunha na 4ª reunião havia possibilidade de fazer a coisa por 16 com o Banif ou 20 com outro grupo.
Soares Franco diz que os bancos exigiam a venda definitiva do património.
22.35 - Entrámos no reino da patetice.
Dias da Cunha (baseado em palavras de Meireles) acusa SF de fazer fazer uma vergonhosa campanha eleitoral à conta de um suposto buraco de 16 milhões. SF ainda não conseguiu explicar is 281 milhões de défice.
Soares Franco parece um puto nervoso. sim, sim, sim...
Dias da Cunha fala do projecto dos bancos de 2005. "Injectaram mais uns quantos milhões no Sporting"..." mês a mês acompanharam a vida do Sporting"... "os bancos estavam completamente de acordo quanto ao adiamento do pagamento".
Soares Franco cita a escritório Morais Leitão que coloca o Sporting em incumprimento.
Pelos vistos quanto à alienção do Edifício Visconde para fazer face ao buraco estava tudo de acordo. Para Soares Franco a coisa por 16 milhões com possibilidade de recompra não eram válias. O negócio teve que ser feito por 13.
Para Dias da Cunha na 4ª reunião havia possibilidade de fazer a coisa por 16 com o Banif ou 20 com outro grupo.
Soares Franco diz que os bancos exigiam a venda definitiva do património.
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Round 2 - O buraco
O buraco de 281 milhões afinal são trocos 600 mil daqui, 700 mil dali e mais uns trocos. Tudo junto o incumprimento não passa os 3 milhões.
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Em tempo real - Franco Vs. Cunha
Quase 100 anos depois do fim da monarquia, os tiques aristocráticos mantêm-se. De sucessão em sucessão e de cooptação em cooptação de jogo de bastidores em jogo de bastidores aqui chegamos.
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Esclarecimento
Em posta anterior escrevi sobre a AG que se aproxima. O que está lá escrito é o seguinte: "Antes de voltarmos ao debate sobre as vmocs, a Academia, o Estádio e a SCS temos outra decisão pela frente: a alteração dos estatutos do clube. O principal ponto das alterações propostas pela direcção é a criação de uma Assembleia-Geral referendária. Associada a este ponto estará certamente a ideia da criação de uma Assembleia Delegada ou uma extensão e alteração do papel do Conselho Leonino." O argumento desenvolve a partir daí. A mesma posta, ou pelos menos as ideias aí expostas, mereceram alguns comentários noutros blogs, mesmo que esses comentários não nomeassem directamente a minha posta. Quase todos eles apresentam o calendário e falam em equívocos. Admito que a pressa e o tom possam ter causado alguns equívocos nos leitores. A "alteração de estatutos" a que me referia é "apenas" transitória. Mas penso que o essencial do argumento de mantém. O resto do argumento segue para a Assembleia Delegada. É certo que não é isso que vai a votação na próxima sexta-feira. Porém, penso que é impossível votar em consciência na próxima AG sem ter em consideração as ideias que já foram postas a circular num passado recente por membros do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal e por algumas personagens que lhes são próximas. A aprovação da Assembleia Geral referendária, para além dos traços de golpe que apresenta, e que já foram sublinhados noutros blogs, servirá para aprovar sem uma maioria de 2/3 uma medida que pode partir o clube em dois. Uma medida fracturante, portanto. A provação desta medida tratá consigo, certamente, novas revisões estatutárias. Era a isso que a minha posta tentava aludir. Espero que o esclarecimento esteja feito.
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sábado, 11 de abril de 2009
Amanhã, 22h, SIC Notícias
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sexta-feira, 10 de abril de 2009
Sporting não é um clube com poucos sócios
Segundo o site do SCP temos cerca de 97.000 sócios, dos quais 58.000 efectivos.
Segundo o presidente do SCP, tínhamos em Outubro, 27.000 sócios efectivos. Ou seja, em 6 meses, aumentamos 114% (!) o número de sócios efectivos.
Segundo o site do SCP, em 5 anos (2004-2009) aumentamos em 31% o número de sócios. 24% o de sócios efectivos.
Segundo o site do SCP tínhamos em 2003/04 cerca de 74.000 sócios, dos quais 47.000 efectivos.
Segundo outra fonte oficial do SCP, tínhamos, em 2004, entre 90 e 100 mil sócios.
Confusos? Estupefactos com a matemática avançada da "cientologia leonina"?
Pois bem, nem tudo é mentira tresloucada. É de facto possível "fabricar" dados deste género. Basta que não se contabilizem os sócios que deixaram de pagar (os que morreram, os que desistiram de sustentar mafiosos, os que trocaram pela Sportv, etc., etc., etc.). Ainda assim algo não bate certo...
Eu não tenho os dados em relação ao Sporting (onde, na condição de sócio, me negaram o acesso à informação), mas tenho dados em relação ao Benfica (onde me facultaram informação) sobre a evolução dos sócios desde 1930 até 2004 em termos de registos de inscrição de sócios efectuados (jamais subtraíndo quem deixou de pagar quotas desde então). Nestas contas, entre 2000 e 2004 o Benfica cresceu 14% em inscrição de sócios. Será de crer que, entre 2004 e 2008, com a campanha dos "150 mil", esse número terá crescido um pouco acima.
No Reino do Sporting, diz-nos o site que afinal, com toda a probabilidade, superamos esse recorde! Mais!, Soares Franco, O Grande, eleva a fasquia, e diz-nos que com a 'crise de militância' batemos o recorde do guiness da militância: 104%!!! #erup+í~ê*!..............
foto: cartão postal produzido pelo ex-Secretariado da Propaganda Nacional
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quinta-feira, 9 de abril de 2009
Back to basics
Um dos sintomas de alerta para se saber quando um clube está perto do abismo é a falta de lucidez dos próprios adeptos que já não sabem pra onde se virar, a quem rezar, e é vê-los esperneando sem entender o porquê, apurando responsabilidades aqui, e logo depois acolá, saltando em torno de um rol infinito de hemorragias, sem perceber o que verdadeiramente as desencadeou.
Quando pensavamos que tudo já tinha acabado, os jogos desta 4ª feira vieram repisar a ferida e agravar a Vergonha dos 12-1. Por mais voltas que se dê, esta é que é esta!
É a cultura, estúpido? Sim! É a atitude? Sim? É a táctica, estúpido? Sim! É da merdosa gestão de activos? Sim, estúpido! É da Poltítica desportiva? Bingo!
Quando pensavamos que tudo já tinha acabado, os jogos desta 4ª feira vieram repisar a ferida e agravar a Vergonha dos 12-1. Por mais voltas que se dê, esta é que é esta!
A verdade é que estes dois jogos vieram expôr a nú as desculpas esfarrapadas que têm vindo a empurrarar-nos para o abismo: equipas com ritmo, experiência e qualidade idênticas à nossa - o FCP - e equipas com jogadores oriundos da formação, e com "massa corporal" idênticas à nossa - o Barcelona - afinal dominam na Europa, goleiam germânicos orçamentais que nos goleiam... pisam-nos na ferida.
Com tranquilidade, longe do susto, voltemos a pensar no que aconteceu e, para tal, é fundamental metermos as coisas em perspectiva, e parar de crucificar barrigas e cabelos de jogadores. De justificações desconexas está o Sporting cheio.
É a cultura, estúpido? Sim! É a atitude? Sim? É a táctica, estúpido? Sim! É da merdosa gestão de activos? Sim, estúpido! É da Poltítica desportiva? Bingo!
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terça-feira, 7 de abril de 2009
A mulher de César
Antes de voltarmos ao debate sobre as vmocs, a Academia, o Estádio e a SCS temos outra decisão pela frente: a alteração dos estatutos do clube. O principal ponto das alterações propostas pela direcção é a criação de uma Assembleia-Geral referendária. Associada a este ponto estará certamente a ideia da criação de uma Assembleia Delegada ou uma extensão e alteração do papel do Conselho Leonino. A cerca de 10 dias do assunto vale a pena iniciar o debate, ou à falta dele fazer desde já uma declaração de voto: não. E porquê? Por uma série de motivos.
Antes de mais pelo momento em que a proposta é feita. Cerca de 10 ou 15 dias antes da repetição da AG que teve lugar a 28 de Maio do ano passado e que deliberou sobre os temas acima expostos. O que transparece das propostas da direcção é a ideia de fazer passar a todo o custo as medidas que já foram chumbadas o ano passado. Assim sendo, parece-me no minímo perigoso levar a cabo uma revisão estatutária onde uma suposta ideia de modernidade e inovação está ligada a um conjunto particular de medidas, concorde-se ou não com elas. Em segundo lugar parece-me injustificável uma revisão estatutária cerca de um mês antes das eleições. A melhor solução, neste quadro, seria aguardar pelo desfecho das eleições. Este período de espera teria a vantagem evidente de possibilitar que as diferentes listas apresentem um projecto na verdadeira acepção do termo. Um projecto onde revisões estatutárias, gestão económica e política desportiva estivessem estreitamente articuladas, oferecendo aos sócios uma verdadeira escolha entre propostas sólidas e simultaneamente permitisse legitimar sem margem para dúvidas a proposta vencedora, qualquer que ela seja. Coisa que no presente cenário certamente não sucederá.
Por outro lado, a proposta para a criação da Assembleia Referendária e da Assembleia Delegada vai contra as lógicas que governam os privilégios dos sócios no presente quadro e são apresentadas por uma direcção que já manifestou vontade de se livrar dos sócios e dos processos de tomada de decisão democráticos. Neste momento os estatutos do Sporting privilegiam os sócios com maior participação na vida do clube. Por maior participação entenda-se anos de sócio. Este anos de sócio são privilegiados proporcionalmente com maior número de votos. Ora mantendo o mesmo espiríto também deveremos premiar os sócios mais empenhados na vida do clube. A participação em AG's é um indicador fundamental dessa participação. Revela, antes de mais, uma vontade e uma disponibilidade para se envolver na vida do clube para além do simples consumo do espectáculo desportivo ou do depósito do voto em urna. Manifesta um desejo de debater e discutir a vida do clube e tomar decisões informadas. Um dos argumentos a favor da proposta de alteração de estatutos é a possibilidade de permitir a participação de uma maior número de sócios. Perante este argumento, é necessário relembrar que nunca uma direcção perdeu tantos sócios como esta. Em segundo lugar, e para além da reduzida dimensão da massa associativa do clube neste momento, a participação em AG's é reduzida. A média andará pelos 300/400 sócios. Em momentos excepcionais, como nas Assembleias do Pavilhão Atlântico, essa participação tem rondado os 3000 sócios. Nada que impossibilite a tomada de decisões e números que poderiam ser mantidos, sem custos e sem perda de democraticidade e eficácia deliberativa, com a construção de um pavilhão nas imediações do estádio e com um maior respeito pelos sócios. Este argumento sustenta-se no exemplo do Barcelona. Para responder, basta perceber como funciona a Assembleia do Barcelona: um sócio/um voto; assembleia delegada sorteada anualmente entre os cerca de 100 mil sócios do clube. Serei completamente a favor da criação de uma assembleia delegada no dia em que o Sporting voltar a ter 100 mil sócios e aparecem 15 mil em todas as AG's. Nesse contexto faz sentido sortear sócios para que possam caber todos num pavilhão para que a discussão e o debate possam ter lugar. Até lá, a única coisa que transparece da vontade da direcção é acabar com o debate no clube. Como? A tomada de decisões pressupõe informação. Onde é que em Portugal neste momento um adepto do Sporting pode ter acesso a informação e a debate sobre a vida do clube? A imprensa desportiva anda entretida a especular sobre transferências e arbitragens. A vida dos clubes e a opinião independente não passam por ali. No jornal do clube apenas encontram espaço as propostas da direcção. Não é só desta. Sempre foi assim. O site do clube é mais para vender mercadorias. Os blogs, convenhamos, são um universo limitadíssimo. O único e o verdadeiro espaço de debate e confronto de opiniões sobre o clube é a AG. Um órgão que deveria merecer o máximo respeito de todos os sportinguistas mas sobretudo de todos os democratas. A AG, mais do que o referendo ou as eleições, é o o órgão democrático por excelência. Matá-la é matar a democracia. Trocá-la por outra coisa qualquer que será sempre um retrocesso relativamente ao que temos.
Antes de mais pelo momento em que a proposta é feita. Cerca de 10 ou 15 dias antes da repetição da AG que teve lugar a 28 de Maio do ano passado e que deliberou sobre os temas acima expostos. O que transparece das propostas da direcção é a ideia de fazer passar a todo o custo as medidas que já foram chumbadas o ano passado. Assim sendo, parece-me no minímo perigoso levar a cabo uma revisão estatutária onde uma suposta ideia de modernidade e inovação está ligada a um conjunto particular de medidas, concorde-se ou não com elas. Em segundo lugar parece-me injustificável uma revisão estatutária cerca de um mês antes das eleições. A melhor solução, neste quadro, seria aguardar pelo desfecho das eleições. Este período de espera teria a vantagem evidente de possibilitar que as diferentes listas apresentem um projecto na verdadeira acepção do termo. Um projecto onde revisões estatutárias, gestão económica e política desportiva estivessem estreitamente articuladas, oferecendo aos sócios uma verdadeira escolha entre propostas sólidas e simultaneamente permitisse legitimar sem margem para dúvidas a proposta vencedora, qualquer que ela seja. Coisa que no presente cenário certamente não sucederá.
Por outro lado, a proposta para a criação da Assembleia Referendária e da Assembleia Delegada vai contra as lógicas que governam os privilégios dos sócios no presente quadro e são apresentadas por uma direcção que já manifestou vontade de se livrar dos sócios e dos processos de tomada de decisão democráticos. Neste momento os estatutos do Sporting privilegiam os sócios com maior participação na vida do clube. Por maior participação entenda-se anos de sócio. Este anos de sócio são privilegiados proporcionalmente com maior número de votos. Ora mantendo o mesmo espiríto também deveremos premiar os sócios mais empenhados na vida do clube. A participação em AG's é um indicador fundamental dessa participação. Revela, antes de mais, uma vontade e uma disponibilidade para se envolver na vida do clube para além do simples consumo do espectáculo desportivo ou do depósito do voto em urna. Manifesta um desejo de debater e discutir a vida do clube e tomar decisões informadas. Um dos argumentos a favor da proposta de alteração de estatutos é a possibilidade de permitir a participação de uma maior número de sócios. Perante este argumento, é necessário relembrar que nunca uma direcção perdeu tantos sócios como esta. Em segundo lugar, e para além da reduzida dimensão da massa associativa do clube neste momento, a participação em AG's é reduzida. A média andará pelos 300/400 sócios. Em momentos excepcionais, como nas Assembleias do Pavilhão Atlântico, essa participação tem rondado os 3000 sócios. Nada que impossibilite a tomada de decisões e números que poderiam ser mantidos, sem custos e sem perda de democraticidade e eficácia deliberativa, com a construção de um pavilhão nas imediações do estádio e com um maior respeito pelos sócios. Este argumento sustenta-se no exemplo do Barcelona. Para responder, basta perceber como funciona a Assembleia do Barcelona: um sócio/um voto; assembleia delegada sorteada anualmente entre os cerca de 100 mil sócios do clube. Serei completamente a favor da criação de uma assembleia delegada no dia em que o Sporting voltar a ter 100 mil sócios e aparecem 15 mil em todas as AG's. Nesse contexto faz sentido sortear sócios para que possam caber todos num pavilhão para que a discussão e o debate possam ter lugar. Até lá, a única coisa que transparece da vontade da direcção é acabar com o debate no clube. Como? A tomada de decisões pressupõe informação. Onde é que em Portugal neste momento um adepto do Sporting pode ter acesso a informação e a debate sobre a vida do clube? A imprensa desportiva anda entretida a especular sobre transferências e arbitragens. A vida dos clubes e a opinião independente não passam por ali. No jornal do clube apenas encontram espaço as propostas da direcção. Não é só desta. Sempre foi assim. O site do clube é mais para vender mercadorias. Os blogs, convenhamos, são um universo limitadíssimo. O único e o verdadeiro espaço de debate e confronto de opiniões sobre o clube é a AG. Um órgão que deveria merecer o máximo respeito de todos os sportinguistas mas sobretudo de todos os democratas. A AG, mais do que o referendo ou as eleições, é o o órgão democrático por excelência. Matá-la é matar a democracia. Trocá-la por outra coisa qualquer que será sempre um retrocesso relativamente ao que temos.
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Crise de militância?
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Isso quer dizer que o clube já não era nosso?
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