terça-feira, 31 de março de 2009

Curto e grosso

Entre as recomendações que foram aprovadas no Congresso encontra-se a hipótese de se experimentarem jogos ao meio-dia. Possibilidade que já vem sendo aventada por muitos notáveis. Como aos idiotas é preciso explicar tudo muitas vezes e devagarinho eu faço novamente o favor. Os jogos do campeonato português são marcados para horários inenarráveis pelo simples facto de que se assim não fosse o monopolista das transmissões televisivas do futebol europeu e nacional no mercado português iria ter que apresentar produtos televisivos em horários sobrepostos. É a única razão. A submissão da calendarização do futebol português aos interesses privados e comerciais da Controlinveste por via da Sport Tv.

Mais ideias construtivas

Deverá portanto optar-se pela total recusa da emissão de VMOCs como solução financeira do Clube, devendo ser pensada, se algum dia se revelar possível, a recompra das acções em bolsa, com as seguintes condições:

- Recompra, a 5 euros, das acções ainda detidas pelos Sócios que participaram na primeira oferta pública (quota suplementar)

- Recompra a valor de bolsa ou ao valor nominal das restantes acções no mercado

- Criação de clausulas estatutárias que obriguem a SAD ao mesmo tipo de divulgação de informação pública a que está hoje obrigada

Como alternativa deverá promover-se uma operação que alivie a tesouraria do Clube. Duas opções a considerar:

- Emissão de empréstimo obrigacionista, remunerado à taxa fixa de 3%, com prazo de 3/4 anos

- Criação de um fundo, remunerado à taxa fixa de 3%, usado para comprar dívida do Clube à banca. O fundo seria criado com remuneração garantida e não teria prazo de vencimento definido. Deverá ser garantida alguma liquidez às unidades de participação

Num período de 3 anos esta operação, num montante de cerca de 40 M.€, permitiria:

- Poupar entre 0,5 e 1,1 M.€ em juros, face a um juro bancário de 3,5% ou 4,0%, ou mais em caso de subida repentina das taxas de juro

- Desafogar a tesouraria num montante superior a 10 M.€, devendo garantir-se que a maior parte deste valor é usado para redução do restante passivo bancário

- Envolver Sócios e Adeptos numa solução não fracturante, sem venda da SAD, e remunerando o investimento

- Remunerar parte do juros em serviços Sporting, tentando aproveitar um possível efeito fiscal

O investimento seria por exemplo de apenas 1.000 €, para 40.000 investidores (Sócios ou adeptos).

Uma posta não destrutiva

De vez em quando surgem boas ideias na blogosfera. As modalidades e o tipo de acordo seriam um caso a pensar. Mas era capaz de ser uma boa ideia para o Sporting e para Lisboa.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Gente divertida

Celsinho foi apanhado a conduzir com álcool no sangue na noite passada. Parece que tem uns amigos que são danados para a brincadeira.

Outro divertido é o Maradona. Só a gente cá é que só apanha com gente certinha, valha-nos o Vuk.

Para ler

a entrevista de Luís Aguiar de Matos hoje publicada no jornal Público.
Com a interessante questão em torno das receitas e do não abaixamento do passivo.
Seria de estranhar o porquê e esta entrevista não vir num jornal desportivo, mas para quem não vive na disneylândia sabe qual a diferença entre ser um candidato do sistema ou estar fora dele.

quinta-feira, 26 de março de 2009

A GOLPADA FINAL

Alegrem-se companheiros. A Hidra acabou de cuspir o seu último escarro. Fétido. Nojento. Mas que augura um estertor agonizante, uma morte violenta como merece qualquer monstro odioso, com direito a descida ao 9º círculo do Inferno. Bem poderão então apelar à Obra que os salve, ao Espírito Santo ou aos 3 pastorinhos rodeados de carneiros. Já nada haverá a fazer.

Este estertor é porém carregado de malícia e veneno. Veneno que se vem espalhando em ébrias palavras nos Núcleos, em colunas de opinião armadilhadas e medíocres no Jornal do Sporting, em novas AGs para venda da SAD, através de míseros subservientes e assalariados de uma comunicação social pedinchosa e servil.

Enfim, um retrato Dantesco do nosso Sporting, e um espelho deste pobre país.

Mas em breve, olhos nos olhos, os traidores, os interesseiros e os ignorantes terão de encarar os puros de espírito na muy nobre cidade de Santarém. Nada mais que uma garraiada lúdica podemos pensar, porque o espírito luso consegue divertir-se até na pior das circunstâncias - o que seguramente abona a favor deste povo à beira mar plantado.

Porém, corridos os bezerros e os garranos, há que pegar a Hidra pelos suas cabeças e queima-las para que não se regenerem. Já Hércules assim nos ensinava quando costumava parar nas roulotes para a entremeada da praxe, antes de ir aplicar uns enxertos de porrada mitológicos.

Taça da Liga

Após um período de reflexão constante, duradouro, pelas constantes e ininterruptas notícias e comentários às peripécias da final desta competição, alegra-me tecer umas considerações.
Começando pelo jogo jogado, aquilo foi uma barraca autentica. Ainda bem que não paguei bilhete para ver aquele miserável espectáculo. Não me recordo nos últimos anos de um dérbi tão mal jogado, sem três passes seguidos, sem táctica consistente e com base no pontapé para frente e no chuta para o lado. Assim percorrendo a minha memória talvez nos tempos do octávio machado tenha havido um dérbi parecido.
Os jogadores quase todos uma lástima, do benfica nem me dei ao trabalho de observar mas do sporting realmente positivo só o passe de calcanhar do simon.
Posto isto, percebe-se o porquê de ter visto os jogadores sôfregos e de correrem mais do que na final do campeonato do mundo. A época deles estava em jogo naquela competição menor do futebol português. Pela minha parte não estou nada preocupado em perder aquela competição, o que me preocupa é o campeonato, isso é que faz o Sporting. Também tenho de reconhecer que se ganhássemos a taça ficaria contente, como fico quando ganhamos o torneio do guadiana.
No jogo além das tentativas tácticas falhadas, 4-2-2-2 no benfica e 4-1-3-2 no Sporting, muito por culpa dos elevados níveis de pressão associados a um salvar de época, ficou a ideia que no fim do campeonato, a faltar o mesmo, lá viriam os seguidores da seita oliveira costiana argumentar com uma época positiva pela conquista de mais um troféu-taça-competição. O período de ouro pós-modernista no Sporting.
Valeu o golo no início do jogo de resto um deserto e o resultado que assim deveria ter ficado.
Não ocorrendo isso, perdemos da melhor maneira que podíamos perder, com culpa do árbitro. Se fosse dentro de campo...
Quanto ao árbitro já quase tudo foi escalpulizado. Excepto de que ele ainda esteve pior do que dizem, faltou expulsar alguns jogadores de ambas as esuipas. E quanto ao cúmplice também.
Quanto ao pós jogo, pelo Sporting, assistimos à novela de Pedro Silva, como que um garoto em ponto grande. Um jogador a sério, se sentisse que foi injustiçado, como ele, faria como por exemplo o Zidane, ia para os balneários e não voltava, ou então não fazia nada. É assim pedro silva dá mais nas vistas fora de campo do que em campo.
Depois veio o nosso treinador. Devo dizer que subscrevo o seu gesto e as suas palavras. Só lamento que não tenha tido a coragem de subscrever em palavras o seu gesto com a mão. É que com aquela desculpa esfarrapada e ridícula também ele teve o seu momento à lá lucílio baptista. O facto de alguns Sportinguistas acharem giras estas declarações só revela o seu lado parcial, se fosse do outro lado uma justificação destas...
Tenho de dizer que na minha opinião, quando o jogo chegou ao fim dos noventa minutos tinha mandado retirar a equipa de campo, ou quanto muito antes de receber as medalhas. Mas como já explanei, parece que esta taçita era muito importante para o prestígio nacional das equipas em campo.
Para o fim veio o presidente do clube. Como nunca esperava nada concreto e acutilante deste lado, até fiquei surpreendido de início. Mas já vi que não me enganei e tudo o que vimos foi uma renúncia à direcção da liga tardia, umas declarações ensonsas e não haver resposta ás nojentas declarações do novo papagaio da luz. Pelo meio já deve ter dito que nunca mais iria falar com o hermínio - brutal. Não sei como se sentirá hermínio, petrificado talvez. Este rábula faz-me lembrar uma cena no filme braveheart, o rei inglês com medo da revolta e da conquista do norte da ilha, decide enviar um emissário para negociar. Com as dúvidas de quem enviar olha para o seu filho, figura frágil e delicada e diz: Não o posso enviar, ao vê-lo o inimigo era capaz de ganhar coragem para conquista o resto do país.
Nós vamos pelo mesmo caminho.
Agora já se virou a página, ou seja tudo na mesma.
É impressionante como se vira páginas neste clube e as coisas ficam na mesma, como munique.
Mas eu tenho memória e não me esqueço, e esta taçita não afasta o principal, campeonato. Só isso é que pode salvar a época e mesmo assim munique existiu, não foi uma invenção.

segunda-feira, 23 de março de 2009

No comments...

Sporting abandona a direcção da liga de clubes.




Só peca por excessivamente tardia, e diga-se a referência conjunta aos outros dois clubes no fim da declaração era despicienda.

O vídeo, seria bom que a realidade fosse semelhante, mas é só aparência.

Curiosidades



Ao visualizar o filme prévio, o Sr. Lucíliosberg, indica à passagem do 1min, que "(...)Eu tenho a certeza que é desviada com a mão. Tenho, lá no campo (...)"

Ora então coloca-se a pergunta, porque teve necessidade de consultar o árbitro assistente? Nunca tinha visto nenhum árbitro consultar o assistente, quando diz ter a certeza da sua decisão! Normalmente isso ocorre quando é o assistente a assinalar a infracção.

Curioso é o facto de o assistente mais próximo e com o melhor ângulo de visão (estava de frente para o lance), dizer "(...) não vejo Lucílio, não vejo (...)", isto à passagem dos 48seg.

Para rematar em grande estilo, à passagem dos 54seg, diz "(...) e recebo a informação da parte do outro assistente, assistente nº2, que tem o mesmo ângulo de visão que eu tenho (...)". Aqui, a curiosidade é que este 2º assistente que lhe confirma a grande penalidade, está no meio campo contrário!

E a curiosidade de não se poder ler nos lábios porque estes colocam a mão estrategicamente à frente da boca, mesmo quando estão a falar no ouvido um do outro! Brilhante!

Acho também curioso, nenhum jornalista achar isto curioso!

Sr. Baptista, para mim esta justificação não cola!

Y si se rompe la ilusión?

Esse est percipi - Adolfo Bioy Casares e Jorge Luis Borges

Viejo turista de la zona de Nuñez y aledaños, no dejé de notar que venía faltando en su lugar de siempre el monumental estadio de River. Consternado, consulté al respecto al amigo y doctor Gervasio Montenegro, miembro de número de la Academia Argentina de Letras. En él hallé el motor que me puso sobre la pista. Su pluma compilaba por aquel entonces una a modo de Historia panorámica del periodismo nacional, obra llena de méritos, en la que se afanaba su secretaria. Las documentaciones de práctica lo habían llevado casualmente a husmear el busilis. Poco antes de adormecerse del todo, me remitió a un amigo común, Tulio Savastano, presidente del club Abasto Juniors, de cuya sede, sita en el Edificio Amianto, de avenida Corrientes y Pasteur, me di traslado. Este directivo, pese al régimen doble dieta a que lo tiene sometido su médico y vecino doctor Narbondo, mostrábase aún movedizo y ágil. Un tanto enfarolado por el último triunfo de su equipo sobre el combinado canario, se despachó a sus anchas y me confió, mate va, mate viene, pormenores de bulto que aludían a la cuestión sobre el tapete. Aunque yo me repitiese que Savastano había sido otrora el compinche de mis mocedades de Agüero esquina Humahuaca, la majestad del cargo me imponía y, cosa de romper la tirantez, congratulélo sobre la tramitación del último goal que, a despecho de la intervención de Zarlenga y Parodi, conviertiera el centro-half Renovales, tras aquel pase histórico de Musante. Sensible a mi adhesión al once de Abasto, el prohombre dio una chupada postrimera a la bombilla exhausta, diciendo filosóficamente, como aquel que sueña en voz alta:

-Y pensar que fui yo el que les inventé esos nombres.

-¿Alias? -pregunté, gemebundo-. ¿Musante no se llama Musante? ¿Renovales no es Renovales? ¿Limardo no es el genuino patronímico del ídolo que aclama la afición?

La respuesta me aflojó todos los miembros.

-¿Cómo? ¿Usted cree todavía en la afición y en los ídolos? ¿Dónde ha vivido, don Domecq?

En eso entró un ordenanza que parecía un bombero y musitó que Ferrabás quería hablarle al señor.

-¿Ferrabás, el locutor de la voz pastosa? -exclamé- ¿El animador de la sobremesa cordial de las 13 y 15 y del jabón Profumo? ¿Estos, mis ojos, le verán tal cual es? ¿De verás que se llama Ferrabás?

-Que espere -ordenó el señor Savastano.

-¿Que espere? ¿No será más prudente que yo me sacrifique y me retire? -aduje con sincera abnegación.

-Ni se le ocurra -contestó Savastano-. Arturo, dígale a Ferrabás que pase. Tanto da...

Ferrabás hizo con naturalidad su entrada. Yo iba a ofrecerle mi butaca, pero Arturo, el bombero, me disuadió con una de esas miraditas que son como una masa de aire polar. La voz presidencial dictaminó:

-Ferrabás, ya hablé con De Filipo y con Camargo. En la fecha próxima pierde Abasto, por dos a uno. Hay juego recio, pero no vaya a recaer, acuérdese bien, en el pase de Musante a Renovales, que la gente sabe de memoria. Yo quiero imaginación, imaginación. ¿Comprendido? Ya puede retirarse.

Junté fuerzas para aventurar la pregunta:

-¿Debo deducir que el score se digita?

Savastano, literalmente, me revolcó en el polvo.

-No hay score ni cuadros ni partidos. Los estadios ya son demoliciones que se caen a pedazos. Hoy todo pasa en la televisión y en la radio. La falsa excitación de los locutores, ¿nunca lo llevó a maliciar que todo es patraña? El último partido de fútbol se jugó en esta capital el día 24 de junio del 37. Desde aquel preciso momento, el fútbol, al igual que la vasta gama de los deportes, es un género dramático, a cargo de un solo hombre en una cabina o de actores con camiseta ante el cameraman.

-Señor, ¿quién inventó las cosas? -atiné a preguntar.

-Nadie lo sabe. Tanto valdría pesquisar a quién se le ocurrieron primero las inauguraciones de escuelas y las visitas fastuosas de testas coronadas. Son cosas que no existen fuera de los estudios de grabación y de las redacciones. Convénzase, Domecq, la publicidad masiva es la contramarca de los tiempos modernos.

-¿Y la conquista del espacio? -gemí.

-Es un programa foráneo, una coproducción yanqui-soviética. Un laudable adelanto, no lo neguemos, del espectáculo cientifista.

-Presidente, usted me mete miedo -mascullé, sin respetar la vía jerárquica-. ¿Entonces en el mundo no pasa nada?

-Muy poco -contestó con su flema inglesa-. Lo que yo no capto es su miedo. El género humano está en casa, repatingado, atento a la pantalla o al locutor, cuando no a la prensa amarilla. ¿Qué mas quiere, Domecq? Es la marcha gigante de los siglos, el ritmo del progreso que se impone.

-¿Y si se rompe la ilusión? -dije con un hilo de voz.

-Qué se va a romper -me tarnquilizó. -Por si acaso, seré una tumba -le prometí-. Lo juro por mi adhesión personal, por mi lealtad al equipo, por usted, por Limardo, por Renovales.

-Diga lo que se le dé la gana, nadie le va a creer.

Sonó el teléfono. El presidente portó el tubo al oído y aprovechó la mano libre para indicarme la puerta de salida.


domingo, 22 de março de 2009

Inacreditável 2

Tenho imensa pena que os amáveis comentadores do meu post anterior não saibam ler... Tenho também pena que alguns tenham caído na tentação do insulto para mostrar que são muito homenzinhos, que têm mais razão que eu e que sabem muitas asneiras.
Eu também sei.
O Sporting sai totalmente enxovalhado do encontro de ontem. Perdeu. E perdeu de uma forma totalmente injusta. Como se o enxovalho não fosse o suficiente, por cima da derrota e da injustiça a equipa, dirigentes e técnicos comportaram-se, de forma inaceitável, como vulgares comentadores de blog. Deram um enorme tiro no pé cujos estragos, esses sim, vamos andar a pagar muito tempo. E é este segundo aspecto esta reacção totalmente a destempo, descontrolada, descoordenada, que vem revelar uma ansiedade e um amadorismo que trazem maus prenúncios e que não se podem deixar passar porque é o SCP que está aqui em causa. Por muito estranho que vos pareça estou a defender o Sporting.
Não me admira o tom dos comentários aqui proferidos. Dificilmente seria de esperar um tipo de discurso mais maduro...
Mas, por muito que vos custe --e espero que consigam ler o que eu escrevo e não o que vocês imaginam que eu escrevo-- repito:
1- Um jogador que faz o que o Pedro Silva fez --atirar fora uma medalha conquistada numa prova em representação do Sporting-- é indigno de envergar a camisola do Clube.
2- É pena que tenha sido como treinador do Sporting que o Paulo Bento tenha descoberto que "se calhar está a mais no futebol". PB devia ter-se lembrado em que circunstâncias faz esta declaração. Ele é treinador do Sporting e ao fazer uma declaração destas arrasta consigo o nome do clube ao qual se encontra vinculado. Ora o Sporting não está a mais no futebol. Ou Paulo Bento apenas tenta camuflar as suas enormes deficiências e encontrar já um alibi para mais uma vez não ganhar o campeonato...?
3- Um presidente que no final não encontra melhor resposta do que limitar-se a exigir que a Liga peça desculpas ao Sporting, depois de ter classificado de ROUBO o que se passou ontem, das duas uma: ou não sabe qual é o peso que institucionalmente tem o seu uso da palavra ROUBO, ou acha suficiente vincular o Clube à aceitação de um simples pedido de desculpas perante aquilo que classificou de ROUBO. Curto, como seria de esperar...
O que se passou ontem em Faro foi uma vergonha, mas as reacções do P. Silva, do Paulo Bento e do Soares Franco, no quadro de responsabilidades de cada um e como representantes do Sporting Clube de Portugal, foram uma vergonha ainda maior.
Vamos ver como é que os meus fogosos comentadores vão conseguir, daqui para a frente, defender a "diferença" do Sporting perante os comportamentos dos nossos rivais no futuro...


PS- Uma única excepção, no meio destas múltiplas vergonhas, a de Liedson. Se querem um comentário apropriado, categórico e na justa medida do que ele é de facto, do que representa, feito mesmo no calor do momento, aí têm... Ele é bom de bola, mas não é por acaso.

O Artur Soares Dias tinha auricular?

Não se pode dizer que o jogo, até aquele momento, nos fizesse prever aquilo. Mas, conhecer os membros da quadrilha talvez ajude a explicar como o homicidio da verdade desportiva foi dolo não de um homem só mas de um gangue do gamanço.

foto: mark holthusen

Inacreditável

Inacreditável mesmo é a reacção do Sporting e dos seus jogadores, técnicos e dirigentes. Independentemente da justiça ou da injustiça do resultadodo histórico derby de ontem (ficou histórico pelas piores razões), o que fica dele, no que ao Sporting diz respeito, é o total e inaceitável descontrolo de alguns dos seus jogadores, o patético discurso final do seu treinador e a tibieza e total falta de estatura demonstradas pelo presidente do clube e por, pelo menos, um administrador da SAD que tive ocasião de ouvir...
A norte devem-se estar a rir a bom rir e logo ali, mais para poente, o sentimento deve ser idêntico. É isto que, verdadeiramente, sobra da taça da bejeca.
O grau de ansiedade demonstrado neste jogo (um jogo da treta, de uma taça da treta) é suficiente para demonstrar que não anda fácil a vida em Alvalade. As tristes e descontroladas reacções, por outro lado, colocam em causa qualquer iniciativa que o Sporting venha a ter no futuro para elevar os padrões de funcionamento do futebol português e a sua reivindicação de ser diferente. Se o Lucílio foi a cenoura, os burros do Sporting morderam-na toda!!
Em que posição fica agora o Sporting, um dos mentores desta "taça", um dos seus mais acérrimos defensores e o seu principal obreiro? Lindo serviço...

És grande!

Já há uns jogos que andava a admirar o Pedro Silva, agora chegou a hora da consagração! Enquanto o Lucílio não nos é capaz de mostrar nada de novo, tu revelaste-te! É revoltante de facto!

sábado, 21 de março de 2009

Comparações

Imaginem um país, governado por um primeiro-ministro.

Este tenta aprovar uma medida que exige o voto favorável de 2/3 da assembleia. A medida é rejeitada.

Mas o primeiro-ministro não se conforma com o veredicto da assembleia soberana. E meses depois, ao mesmo tempo que revela que não irá recandidatar-se, informa que, ainda que sem a aprovação necessária e contra a anterior decisão da assembleia, tomou a medida à mesma. Mais: tomou-a em termos tais que se a assembleia não vier a aprová-la a posteriori, o país ficará num grande sarilho, obrigado a pagar de imediato a totalidade da sua dívida externa.

O primeiro-ministro vai mais longe. Umas semanas depois deste anúncio e a apenas dois meses do fim do seu mandato, apresenta uma proposta de revisão da constituição. A alteração é só uma: que a medida em causa deixe de estar sujeita a aprovação da assembleia e possa ser referendada sem qualquer discussão prévia. E anuncia de imediato que, em caso de aprovação, o referendo terá lugar logo duas semanas depois.

O que se diria deste primeiro-ministro? Deste responsável que ignora deliberações da assembleia que rege o seu país, que desconsidera minorias, que toma medidas desrespeitando a constituição, que ensaia alterações constitucionais ad hoc para levar a sua avante e que, num momento em que a legitimidade se lhe esgota, tenta comprometer irremediavelmente os seus sucessores e o próprio país?

Este país, meus amigos, é o Sporting Clube de Portugal. Este primeiro-ministro é Filipe Soares Franco. E os cidadãos, aqueles que podem pôr cobro a este estado de coisas, somos nós, todos nós, sócios do Sporting Clube de Portugal.

Chegou o momento. O momento em que se tenta colocar a primeira pedra do «Clube sem sócios mas com adeptos que não se intrometam na gestão nem tenham voto nas eleições dos órgãos sociais» - que é ao mesmo tempo a última pedra da sepultura do Clube que ao longo de mais de um século se ergueu como «unidade indivisível constituída pela totalidade dos seus associados».

Chegou o momento. O momento de dizer “Não!”, “Basta!”, de virar a página, de analisar o passado, avaliar o presente e de uma vez por todas olhar o futuro nos olhos, sem receio nem temor.

O filósofo irlandês Edmund Burke disse um dia que «Tudo o que é necessário para que o Mal triunfe é que os homens bons não façam nada». É pois a hora de cada Sportinguista ser mais Esforçado, Dedicado e Devotado do que nunca na defesa do seu, do nosso Clube. E a Glória é que, no fim da luta, ele continue a ser nosso.

Sempre e cada vez mais ao serviço e na defesa da Cidadania Sportinguista, o Movimento Leão de Verdade não vai faltar à chamada. No respeito pelas regras e pelas instituições que é seu timbre, tudo fará para pôr a nu este assalto final ao associativismo e para impedir que ele triunfe.

Todos juntos, conseguiremos. Pelo Sporting, «Não Passarão!».

quinta-feira, 19 de março de 2009

A gestão do ecletismo e outras mentiras

Nem com sondagens encomendadas aos seus parceiros amestrados SF consegue sustentar a sua visão maniqueísta do ecletismo. Resumindo, fica claro para quem a leu que os sócios revelam um forte envolvimento e comprometimento com o 'ecletismo'. Diria até, bastante mais do que seria de supor. Imaginem se a sondagem contemplasse apenas o distrito de Lisboa...

Não sei se é pior a mania de SF nos tomar a todos por burros ou sua prepotência em querer vingar a sua obstinação em acabar com o ecletismo à custa muita areia para os olhos. Levado pela mentira nada o detém. E é vê-lo por com ar de virgem contabilista com a questão da quotização (lembram-se disto?) ou ainda pregando pela sustentabilidade…

A Franco e todos os gestores que acharam ‘muito cool’ imitar o Arena de Amesterdam e de importar os conceitos mercantilistas norte-americanos de gestão de recintos desportivos e cagar de fininho na história e idiossincrasia leoninas (em particular) e do desporto português (em geral), exigem-se as seguintes respostas:

Quanto perdemos até hoje por terem decidido estrategicamente não construir um pavilhão e uma pista de atletismo? Quanto perdemos por termos listas de espera de pessoas que querem praticar ginástica de leão ao peito? (já foram 7666, hoje somente 1100 praticantes!). Quanto é que perdemos, semanalmente, em patrocínios, apoios, mobilização, sócios e vitórias nas modalidades?

Como grandes gestores que são com certeza fizeram já fizeram a avaliação dos resultados esperados versus resultados obtidos..
A propósito da crise, alguém graffitou na parede duma faculdade de Lisboa: “Estes economistas para quê?!”. Está na altura de nós perguntarmos: “Estes gestores para quê?!"
Reflectemos nisso, caros consócios, e
stes gestoresinhos para quê?!...

Há 1 !!!!!!!!!!!!!

1 comentador do Sporting que pensa pela sua cabeça. 1 que não debita asneiras memorizadas em volta de um croquete.



http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=3318&e_id=&c_id=1&dif=radio



Haja esperança.