Já sabem: se os Sportinguistas não forem solidários, como Soares Franco pediu em Mafra, a PSP trata do assunto.
Esta estratégia de vitimização escolhida pelo presidente do Sporting para justificar as acções da polícia no Estádio de Alvalade constitui mais um insulto feito à instituição e aos Sportinguistas.
Uma pretensa carta que ninguém viu --e de que nem o Sporting, nem a polícia fizeram prova-- com uma ameaça completamente inverosímil para uma acção totalmente despropositada e de uma violência inaudita!
As vítimas? Os pacatos adeptos e as suas famílias que a PSP teve, a solicitação da direcção, o cuidado de espantar de vêz do estádio.
Ninguém se voltará decerto a sentir seguro no estádio. É território de guerra este estádio de Alvalade. Um cenário de guerra, uma zona em estado de sítio, um território a ferro e fogo, totalmente desanconselhado para a prática desportiva e o são convívio clubístico. Alvalade transformou-se defintivamente na faixa de ganza!
Depreendemos pelas desculpas que a competência com que é feita a inspecção antes da entrada no estádio é nula e todo aquele aparato de seguranças é um total desperdício. E ficámos, sobretudo, todos a perceber o respeito que merece a generalidade dos Sportinguistas e o tratamento a que temos direito por parte dos dirigentes.
Eles terão sido ameaçados, a nós atiraram logo a matar... Não é preciso ir ao Iraque para ver comportamentos anti-desportivos.
segunda-feira, 16 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
A faixa de ganza
Só com uma força policial obnubilada pela prévia exposição às ganzas da Juve Leo e só com o desnorte total dos seus responsáveis é que podemos compreender que a PSP possa ter alinhado em mais este atentado às liberdades públicas, no Portugal de hoje.
Os exemplos claro repetem-se perigosamente. Ontem foram os livros com a capa do Gustave Coubert, hoje são umas insignificantes faixas de adeptos do Sporting. Por aqui e por ali a actuação das forças policiais vai ateando uns fogos curiosos e reveladores.
Por estas e por outras se vai percebendo o estado da nação...
Temos que perguntar em que é que as autoridades governamentais, com o conluio manifesto neste caso dos dirigentes sportinguistas e certamente com a ajuda de uns fuminhos da JL, querem transformar um simples jogo da bola. Temos manifestar veemente repúdio pelos ventos de insanidade que andam a percorrer o país neste momento!
No que respeita ao Sporting, em particular, uma coisa é certa meus amigos: tendo em conta o dispositivo policial e as intervenções qualificadas e concertadas da polícia e dos seus amiguinhos da JL ontem em Alvalade, só podemos concluir que os 12-1 do Bayern foram uma bomba ainda mais potente do que a gente imaginava e que ainda não acabou totalmente de estoirar.
Os exemplos claro repetem-se perigosamente. Ontem foram os livros com a capa do Gustave Coubert, hoje são umas insignificantes faixas de adeptos do Sporting. Por aqui e por ali a actuação das forças policiais vai ateando uns fogos curiosos e reveladores.
Por estas e por outras se vai percebendo o estado da nação...
Temos que perguntar em que é que as autoridades governamentais, com o conluio manifesto neste caso dos dirigentes sportinguistas e certamente com a ajuda de uns fuminhos da JL, querem transformar um simples jogo da bola. Temos manifestar veemente repúdio pelos ventos de insanidade que andam a percorrer o país neste momento!
No que respeita ao Sporting, em particular, uma coisa é certa meus amigos: tendo em conta o dispositivo policial e as intervenções qualificadas e concertadas da polícia e dos seus amiguinhos da JL ontem em Alvalade, só podemos concluir que os 12-1 do Bayern foram uma bomba ainda mais potente do que a gente imaginava e que ainda não acabou totalmente de estoirar.
Porto B
Alvalade viveu hoje, em dia de jogo com o Rio Ave, mais um momento de vergonha. Mais um a juntar aos muitos a que temos assistido ao longo dos últimos 13 anos, e especialmente desde 2006. No intervalo e na Bancada B do topo Norte os stewarts retiraram uma faixa onde se podia ler "vergonha". No início da segunda parte um grupo de adeptos levantou uma faixa onde se podia ler "Vassourada". Imediatamente foram alvo de reprovação geral. Reprovação liderada pela Juventude Leonina. À reacção legítima (o que não significa que eu concorde com ela) de quem se sentia ofendido com aquelas palavras juntou-se uma carga policial sobre os adeptos que mostravam a faixa. Um deles, pelo menos, saiu mesmo algemado da bancada. Porquê as algemas? Por exprimir uma opinião? Já aqui o tínhamos referido. Os estádios de futebol são muitas vezes um território onde as regras do estado democrático são suspensas. O mais grave, porém, é que a carga vinha sendo preparada nos últimos dias. No jornal O Jogo de sábado podiam ler-se as declarações de Fernando Mendes, líder da Juventude Leonina: [Fernando Mendes]«Deixou o aviso que não se pode controlar os 5000 elementos que costumam ocupar a mesma bancada da Juve Leo, admitindo que as pinturas terão sido da autoria de um conjunto de adeptos auto-intitulado Curva Sul. "Um grupo que [hoje] acabará a bem ou a mal", ameaçou Fernando Mendes.». Repito: "Um grupo que hoje acabará a bem ou a mal". Não significa isto que a direcção da SAD tenha qualquer relação com esta declarações ou com o comportamento da polícia. Exige-se, no entanto, que se apure rapidamente quem ordenou a intervenção policial sobre um grupo de sócios que exprimia, legitimamente, a sua opinião. Mais, exige-se que os mesmos sejam ressarcidos não apenas pelos danos morais mas também por danos patrimoniais. Apesar de tudo, a propriedade daquela faixa, que foi roubada pelo corpo de intervenção da PSP, era privada. Mas as declarações de Fernando Mendes deixam-nos sobretudo assustados perante a sinistra hipótese de estarmos face a um processo de "portização" do Sporting. Veja-se: "O Miguel Veloso esqueceu-se da camisola que veste. O Benfica não o quis e foi aqui que ele se fez jogador. Neste momento ele já não pertence ao balneário. É um jogador que não interessa ao clube. Não podemos permitir este tipo de comportamento". Mais uma vez, as declarações de Fernando Mendes de forma nenhuma responsabilizam a direcção da SAD. No entanto, a forma como Mendes coloca a questão ," ele já não pertence ao balneário", é de tal forma peremptória e segura que nos deveria levar a interrogar sobre a forma através da qual um dirigente de uma claque obtém estas informações. Em segundo lugar, e mais uma vez, a direcção, o treinador e os jogadores deveriam ter sido céleres em desmarcar-se das declarações de Mendes. Ora, nada disto sucedeu. Estaremos perante a criação de um braço armado dentro do clube? Estas estratégias não vos fazem lembrar nenhum outro clube?
O regulamento do Estádio está disponível aqui.
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sábado, 14 de março de 2009
A Técnica, a Táctica e o Surrealismo
“Porque esse teu esquema é burro nem quando ganhas tu tens mérito Paulo”, Valete
Tendo a abster-me de mandar postas sobre tácticas não só porque o Yazalde sabe mais do que eu mas porque, apesar do encanto que há em nos armarmos publicamente em professor marcelo das tácticas, prefiro correr o risco de me embaraçar só entre amigos. Pelo menos quando estou sóbrio. O que me fez então romper com essa premissa apeneilarada? Basicamente a vontade de esbofetear pessoas.
Depois de levarmos doze na bilha e de já termos enfardado dez em dois jogos com os espanhóis pelos vistos ainda há gente adulta que acha que o PBento não tem responsabilidades nisto a que me custa dar um nome. Eles dividem-se em dois. Os primeiros, nos quais quase me incluo, baseiam-se no Princípio de Peter que, curto e grosso, nos leva à condescendência do ‘quem não sabe, a mais não é obrigado.’ E a responsabilidade é pois inteirinha do superior hierárquico que o segurou no lugar que ocupa. Nada a obstar por agora. Os segundos, a quem desde já desejo as melhoras, no seu conjunto apresentam todo o tipo de cósmico-mirabolantes explicações reflexo do quão estão perdidos no espaço. Desde os argumentos da ‘falta de peso’ até à de culpar exclusivamente jogadores (em geral ou particular) ou (ainda!) os orçamentos tudo fazia pensar estarmos perante um ‘caldo’ flaubertiano propício à reflexão sobre a estupidez humana. Mas não, não era estupidez.
Não vou perder muito tempo em discutir com os Tonis da massa corporal que acham que a chave está em trocar o Liedson e o Ribéry pelo Purovic e um desengonçado mas alto e forte alemão, nem em desenhar setas a mostrar como o treinador é responsável pela motivação dos jogadores e em como o nosso tudo fez (e os dirigentes tudo têm feito) para que a “motivação” fosse baixa (e para mim até não foi!) num jogo onde ela até surge com tranquilidade. Vou antes atacar os obcecados defensores de Bento que na hora de justificar um 12-1, a táctica, essa coisa que acima de tudo define os resultados (vem nos livros, ao lado capítulo sobre o cabecear de cima pra baixo), deixa de contar! Qual raposa esperta, metem-na no bolso e, neste caso, a culpa é da falta de “mentalidade” ou das “tipologias de carácter” de alguns jogadores. O emocional explica tudo e abafa tudo! E é tudo! Despacha-se assim o assunto sem sustentar a resposta, sem qualquer referência ao prof. Karamba ou sequer, pra não pedir muito, ao António Damásio. Não havendo, como convém, psicólogos de serviço conclui-se portanto tratar-se de uma vertente até hoje injustamente desconsiderada pelos grandes filósofos e especialistas das Belas Artes: o Surrealismo Táctico-Psicologizante. E como qualquer obra surrealista, ela não se explica pois está gnosiologicamente liberada de explicações.
Fora deste âmbito, a única base mínima para discussão é a de que os jogadores desobedeceram propositadamente ao técnico ou que foram corrompidos pelo Beckenbauer. Mas até agora ainda não ouvi essas…
Ora, mesmo não sendo as tácticas a entrarem em campo, é evidente que são elas que determinam não haver cincos a zeros aí aos magotes.
Tendo a abster-me de mandar postas sobre tácticas não só porque o Yazalde sabe mais do que eu mas porque, apesar do encanto que há em nos armarmos publicamente em professor marcelo das tácticas, prefiro correr o risco de me embaraçar só entre amigos. Pelo menos quando estou sóbrio. O que me fez então romper com essa premissa apeneilarada? Basicamente a vontade de esbofetear pessoas.
Depois de levarmos doze na bilha e de já termos enfardado dez em dois jogos com os espanhóis pelos vistos ainda há gente adulta que acha que o PBento não tem responsabilidades nisto a que me custa dar um nome. Eles dividem-se em dois. Os primeiros, nos quais quase me incluo, baseiam-se no Princípio de Peter que, curto e grosso, nos leva à condescendência do ‘quem não sabe, a mais não é obrigado.’ E a responsabilidade é pois inteirinha do superior hierárquico que o segurou no lugar que ocupa. Nada a obstar por agora. Os segundos, a quem desde já desejo as melhoras, no seu conjunto apresentam todo o tipo de cósmico-mirabolantes explicações reflexo do quão estão perdidos no espaço. Desde os argumentos da ‘falta de peso’ até à de culpar exclusivamente jogadores (em geral ou particular) ou (ainda!) os orçamentos tudo fazia pensar estarmos perante um ‘caldo’ flaubertiano propício à reflexão sobre a estupidez humana. Mas não, não era estupidez.
Não vou perder muito tempo em discutir com os Tonis da massa corporal que acham que a chave está em trocar o Liedson e o Ribéry pelo Purovic e um desengonçado mas alto e forte alemão, nem em desenhar setas a mostrar como o treinador é responsável pela motivação dos jogadores e em como o nosso tudo fez (e os dirigentes tudo têm feito) para que a “motivação” fosse baixa (e para mim até não foi!) num jogo onde ela até surge com tranquilidade. Vou antes atacar os obcecados defensores de Bento que na hora de justificar um 12-1, a táctica, essa coisa que acima de tudo define os resultados (vem nos livros, ao lado capítulo sobre o cabecear de cima pra baixo), deixa de contar! Qual raposa esperta, metem-na no bolso e, neste caso, a culpa é da falta de “mentalidade” ou das “tipologias de carácter” de alguns jogadores. O emocional explica tudo e abafa tudo! E é tudo! Despacha-se assim o assunto sem sustentar a resposta, sem qualquer referência ao prof. Karamba ou sequer, pra não pedir muito, ao António Damásio. Não havendo, como convém, psicólogos de serviço conclui-se portanto tratar-se de uma vertente até hoje injustamente desconsiderada pelos grandes filósofos e especialistas das Belas Artes: o Surrealismo Táctico-Psicologizante. E como qualquer obra surrealista, ela não se explica pois está gnosiologicamente liberada de explicações.
Fora deste âmbito, a única base mínima para discussão é a de que os jogadores desobedeceram propositadamente ao técnico ou que foram corrompidos pelo Beckenbauer. Mas até agora ainda não ouvi essas…
Ora, mesmo não sendo as tácticas a entrarem em campo, é evidente que são elas que determinam não haver cincos a zeros aí aos magotes.
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O losango até é um bom losango. Para mim, que defendo que a táctica deve ser construída com base nas características dos jogadores e não o inverso, até estou de acordo com ela. Mas não é o losango em si que determina a maior humilhação de sempre. É a vida que ele (não) tem. É a técnica da táctica que está em causa. Se uma equipa sem elasticidade, com melhores jogadores que os adversários (=jogar liedson e vukcevic), com transições ofensivas da pré-primária, sem jogadas planeadas, presos a um modelo do ‘1-0’ pensado a partir da defesa, ainda consegue ir disfarçando as debilidades contra algumas equipas mais fracas, quando apanham equipas com melhores jogadores, outro calibre táctico e ao que se junta um pendor ofensivo “demasiado” planificado e oleado e ainda umas pitadas de azar… é o descalabro! A puta da hecatombe! Deixem-se de merdas! Os jogadores não são papoilas emocionais saltitantes, não andaram a passear (pelo menos na maioria), não estavam corrompidos e nem desobedeceram ao treinador. Fundamentalmente nunca estavam no lugar certo porque ninguém lhes soube ensinar. O resto vem por acréscimo. Ponto final.
A bem ou a mal o Bento há de bazar e agora que todos já têm (ou deviam ter) consciência da gravidade do que foi a política desportiva para o futebol* dos últimos anos importa pensar como fazer o ‘reset’.
* s.f.f., mais uma vez, não a reduzam aqui aos eternos “jovens” da academia.
O losango até é um bom losango. Para mim, que defendo que a táctica deve ser construída com base nas características dos jogadores e não o inverso, até estou de acordo com ela. Mas não é o losango em si que determina a maior humilhação de sempre. É a vida que ele (não) tem. É a técnica da táctica que está em causa. Se uma equipa sem elasticidade, com melhores jogadores que os adversários (=jogar liedson e vukcevic), com transições ofensivas da pré-primária, sem jogadas planeadas, presos a um modelo do ‘1-0’ pensado a partir da defesa, ainda consegue ir disfarçando as debilidades contra algumas equipas mais fracas, quando apanham equipas com melhores jogadores, outro calibre táctico e ao que se junta um pendor ofensivo “demasiado” planificado e oleado e ainda umas pitadas de azar… é o descalabro! A puta da hecatombe! Deixem-se de merdas! Os jogadores não são papoilas emocionais saltitantes, não andaram a passear (pelo menos na maioria), não estavam corrompidos e nem desobedeceram ao treinador. Fundamentalmente nunca estavam no lugar certo porque ninguém lhes soube ensinar. O resto vem por acréscimo. Ponto final.
A bem ou a mal o Bento há de bazar e agora que todos já têm (ou deviam ter) consciência da gravidade do que foi a política desportiva para o futebol* dos últimos anos importa pensar como fazer o ‘reset’.
* s.f.f., mais uma vez, não a reduzam aqui aos eternos “jovens” da academia.
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sexta-feira, 13 de março de 2009
Amanhã
Desde de 2003 que sempre adquiri a Gamebox. Aliás a primeira Gamebox foi ainda em 1996, ou por aí. Uma gamebox que era mais uma caderneta de rifas. Os bilhetes todos iguais e a serem picotados individualmente e jogo a jogo. Fundo preto e pequenos símbolos do Sporting espalhados pelo bilhete. Este ano e depois da Assembleia de 28 de Maio resolvi não comprar a Gamebox. O espiríto foi "nem mais um euro para a SAD". O meu pequeno contributo, com muito sacrífio pessoal, para a salvação do clube. O espiríto foi que numa SAD falida ninguém pega. Mais ainda, foi uma tentativa de entrar em diálogo com os gestores da SAD e a direcção do meu clube na única linguagem que eles percebem: a do dinheiro. O número de sócios dimiuiu ao longo dos últimos três anos e o número de gameboxes vendidas esta época caiu drasticamente. Nem todos os grevistas terão a mesma motivação que eu. Uns terão abandonado a causa simplesmente por cansaço. Outros desertaram insatisfeitos com a qualidade do futebol. Outros terão sofrido as consequências da situação económica. É certo que fui ao Restelo e à Amadora. Vi também três ou quatro jogos na nossa casa, cortesia dos companheiros de roulote que ocasionalmente se compadecem com as minhas dores. Amanhã pela primeira vez esta época vou dar 10 euros à SAD e vou para a superior. Ainda não sei se vou aplaudir as camisolas se vou assobiar aquela gente toda. Não sei. Mas a mensagem é clara. A minha relação com o Sporting Clube de Portugal não depende dos resultados. Não depende agora como nunca dependeu no passado. Numa época em que as assistências no estádio foram ridículas uma casa cheia amanhã seria a bofetada de luva verde. Eles (a SAD) acham que me conhecem; não fazem a mínima ideia de quem sou(mos) e o que nos faz mexer.
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Mais negócio do que racionalidade, certamente
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Até eles estão diferentes...
Enquanto vía o jogo da Champions com amigos, um deles contou-me que a SAD, pela mão do Sr. Salema Garção , tinha as claques todas sob controlo. A troco de quê, finjo que não sei...mas hoje vi a prova.
A Juventude Leonina convocou hoje uma conferência de imprensa em que se demarcou das pinturas hoje feitas nos muros da Academia de Alcochete e sublinhou que apoia “incondicionalmente” Paulo Bento.
Amanhã o estádio devia estar completamente vazio em sinal da VERGONHA inapagável!
A Juventude Leonina convocou hoje uma conferência de imprensa em que se demarcou das pinturas hoje feitas nos muros da Academia de Alcochete e sublinhou que apoia “incondicionalmente” Paulo Bento.
Amanhã o estádio devia estar completamente vazio em sinal da VERGONHA inapagável!
Unidos na Seriedade

Agora é a rabula dos jovens com medo da Europa. Mas eles não eram os mesmos no ano passado? Ou seja, a sua maturidade regrediu. Para comediante já pouco falta. Andava a ler as declarações sérias deste indivíduo e lembrei-me logo de outras declarações sérias de outro indivíduo.
O costume: trivial e croquetes
Espero enganar-me, mas parece estar a ser aplicada a receita habitual de actuação desta gente que ocupa a direcção do SCP. Até agora não temos uma única reacção de nenhum dos responsáveis. O único que se pronunciou foi o dr. Alves naquele seu tom costumeiro, entre o punho de renda e a enguia, para apelar ao civismo e ao respeito. Como se alguém tivesse vontade de dar uma carga de porrada aos dirigentes actuais porque foi durante o seu consulado que assistimos à pior humilhação de sempre da equipa principal de futebol do Sporting e a pior actuação de sempre de uma equipa portuguesa em provas internacionais...
O resto, como dizia Shakespeare, é silêncio. Parece que nada aconteceu. O Pedro Barbosa faz declarações sobre a Taça da Liga e parece que está tudo na maior. Dos restantes responsáveis nada...
Pode estar aqui a desenhar-se uma estratégia de deixar arrefecer o assunto na esperança que a malta vá perdendo o fôlego, desorganizada como é costume.
Não pode deixar de preocupar percebermos que os dirigentes contam com a desmobilização dos Sportinguistas para resolver a crise, e não deixa também de ser preocupante que até agora só se tenhamos ouvido as figuras do costume e os candidatos do costume a dizer as banalidades anódinas do costume.
Se calhar comer 12 golos em dois jogos ainda não é o suficiente para mobilizar o pessoal...
O resto, como dizia Shakespeare, é silêncio. Parece que nada aconteceu. O Pedro Barbosa faz declarações sobre a Taça da Liga e parece que está tudo na maior. Dos restantes responsáveis nada...
Pode estar aqui a desenhar-se uma estratégia de deixar arrefecer o assunto na esperança que a malta vá perdendo o fôlego, desorganizada como é costume.
Não pode deixar de preocupar percebermos que os dirigentes contam com a desmobilização dos Sportinguistas para resolver a crise, e não deixa também de ser preocupante que até agora só se tenhamos ouvido as figuras do costume e os candidatos do costume a dizer as banalidades anódinas do costume.
Se calhar comer 12 golos em dois jogos ainda não é o suficiente para mobilizar o pessoal...
quinta-feira, 12 de março de 2009
Disfunção e continuação da campanha de mentecaptismo dos Sportinguistas
O disfuncional: "Não sinto humilhação pelo que aconteceu em Munique, diz Soares Franco". Reconheço que ele diz o que sente, é preciso sentir o Sporting para se sentir como os Sportinguistas se sentem.
Os que nos querem fazer passar por mentecaptos: "Polga refuta declarações do 24 horas".Ou seja, ele refuta, não diz que a mulher dele é mentirosa ou que o Jornal forjou declarações. Ou seja, falaram os dois verdade, a mulher diz que éuma coisa, ele diz que é o inverso. Ou para mim, ela vai defendê-lo e dizer o que se passa e ele depois vem dizer que aquilo não é bem assim. Foi uma maneira ardilosa de se evitar uma repetição da situação do Stoijkovic, assim ele não e castigado ou o tipo que é treinador do nosso clube tinha de rever os seus princípios e não castigar um jogador por declarações de familiares.
Os que nos querem fazer passar por mentecaptos: "Polga refuta declarações do 24 horas".Ou seja, ele refuta, não diz que a mulher dele é mentirosa ou que o Jornal forjou declarações. Ou seja, falaram os dois verdade, a mulher diz que éuma coisa, ele diz que é o inverso. Ou para mim, ela vai defendê-lo e dizer o que se passa e ele depois vem dizer que aquilo não é bem assim. Foi uma maneira ardilosa de se evitar uma repetição da situação do Stoijkovic, assim ele não e castigado ou o tipo que é treinador do nosso clube tinha de rever os seus princípios e não castigar um jogador por declarações de familiares.
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A gestão, a racionalidade e a mística
Em 1999/2000, depois de sermos campeões ao fim de 18 anos de seca haviam várias escolhas a fazer. Uma delas era se se contratava a título definitivo De Franceschi, elemento fundamental na caminhada para o título. A SAD entendeu que dois milhões de euros (400 mil contos à época) era demasiado dinheiro. Meia dúzia de meses depois estava a contratar Tello por sete milhões. Ao fim de anos de adaptação, e quando este finalmente começava a render e queria passar a receber cerca de 50 mil euros por mês a SAD entendeu que não, que era demasiado. Em compensação manteve Ronny e contratou Grimi (que não acho mau jogador) por três milhões por uma percentagem do passe.
Pelos vistos De Franceschi foi a Munique:
Todos os sportinguistas foram sujeitos a 90 minutos de puro terror em Munique, mas houve um adepto especial - mesmo sem ser português, diz-se tão leão quanto os melhores - que viajou 500 quilómetros da sua Pádua natal e, para seu desgosto, viu o símbolo pelo qual se apaixonou sofrer o maior vexame da sua longa história europeia.
"Os 'tifosi' sportinguistas são únicos, mas percebo a sua revolta. Não vale é a pena pedir-se a cabeça do treinador! Isso seria o mais fácil. É preciso ter calma e assentar ideias para ganhar o campeonato e a Taça da Liga."
"Escreva aí que eu sou sportinguista de verdade! Cresci como um adepto do Inter, a minha equipa em Itália, mas sofro pelo Sporting, estou sempre atento." Após esta manifestação, De Franceschi reforçou: "Ser campeão no clube foi inesquecível, o maior título da minha carreira, mas a homenagem dos adeptos, quando joguei em Alvalade pelo Chievo Verona, foi das melhores coisas que vivi! Emocionei-me, cantaram o meu nome, dei voltas ao relvado. Não sabia que gostavam tanto de mim."
Pelos vistos De Franceschi foi a Munique:
Todos os sportinguistas foram sujeitos a 90 minutos de puro terror em Munique, mas houve um adepto especial - mesmo sem ser português, diz-se tão leão quanto os melhores - que viajou 500 quilómetros da sua Pádua natal e, para seu desgosto, viu o símbolo pelo qual se apaixonou sofrer o maior vexame da sua longa história europeia.
"Os 'tifosi' sportinguistas são únicos, mas percebo a sua revolta. Não vale é a pena pedir-se a cabeça do treinador! Isso seria o mais fácil. É preciso ter calma e assentar ideias para ganhar o campeonato e a Taça da Liga."
"Escreva aí que eu sou sportinguista de verdade! Cresci como um adepto do Inter, a minha equipa em Itália, mas sofro pelo Sporting, estou sempre atento." Após esta manifestação, De Franceschi reforçou: "Ser campeão no clube foi inesquecível, o maior título da minha carreira, mas a homenagem dos adeptos, quando joguei em Alvalade pelo Chievo Verona, foi das melhores coisas que vivi! Emocionei-me, cantaram o meu nome, dei voltas ao relvado. Não sabia que gostavam tanto de mim."
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quarta-feira, 11 de março de 2009
A casa já ardeu. E agora?
É um facto: o resultado contra o Bayern não devia surpreender ninguém. Aqui e noutros locais se escreveu que o que surpreende no Sporting desde há muito tempo é o ocasional sucesso, se tivermos em conta as condições precárias em que o Clube vive e a corja patética e criminosa que o tem dirigido há mais de dez anos. Nada do que o Sporting faz tem carácter sustentado e consistente. Tudo parece, sempre, preso por arames e em estado de iminente descalabro.
E mais: os efémeros e magros sucessos têm mascarado a verdadeira crise e têm constituido a oportunidade para os coveiros do Sporting se manterem no poder. Não quero naturalmente mal ao Sporting mas esta espécie de sucessos tem contribuido, e de que maneira, para ir mantendo este status quo e esta política de fachada.
Já não há mais desculpas.
O delírio de uns, o oportunismo de outros e a total falta de sentido de responsabilidade de alguns outros, permitiram construir a imagem de um Sporting "grande". Mas, de facto, como no teste do algodão, a verdade, é aquilo que a crítica alemã apontou, implacável, ao Sporting no jogo de ontem: esta equipa não tem categoria.
E esta falta de categoria, clara e recorrente, é o reflexo da total incompetência e do oportunismo dos seus dirigentes. O que assistimos ontem são as sequelas de tudo isto.
O Sporting transformou-se (já alguns o tinham dito...) num clube de bairro, sem dimensão, sem ambição, contentinho com a mediocridade, justificando-a com problemas que lhe são alheios. Hoje o Sporting não passa de uma agremiação de segunda catergoria, cheia de prosápia e enfeitada com miragens, que alguns espertalhaços exploram para seu proveito imediato e para servir desígnios inconfessáveis.
Vê-se muita gente de charuto, mas o cheiro que se sente não é do fumo, é de falsidade e corrupção.
Há poucos verdadeiros Sportinguistas nos corpos directores do Sporting há muitos anos. E quando aparecem são marcados, não têm margem de acção.
Por tudo isto, o Sporting há muito que foi enterrado. Não foi o Bayern que o fez ontem.
Tudo no Sporting está hoje em causa. Não por causa deste resultado conjuntural e humilhante, inimaginável para alguns, embora há muito previsível para outros. O que este resultado veio mostrar, pela sua expressão crua, é, para quem ainda tivesse dúvidas, a dimensão actual do Clube.
O que se passa aqui é um pouco como aquilo que se passa no ordenamento do território. Os técnicos vão elaborando estudos que provam que determinados locais são impróprios para a construção de habitações, por exemplo. As populações ignoram os avisos e continuam a construir nas linhas de água. As câmaras fazem vista grossa e aproveitam para cobrar as suas taxas nestes locais, que de outra forma nunca lhes dariam "rendimento". Um dia uma cheia provoca numa curta fracção de tempo uma enorme tragédia. Toda a gente chora então muito, são criadas medidas de excepção, lamentam-se as perdas. Mas a verdade é que os avisos vinham de trás e as consequências eram previsíveis.
É exactamente o que se passa com o Sporting. A cheia de ontem era previsível, veio com pré-aviso e ninguém ligou nenhuma.
Muitos sportinguistas gostam, à falta de argumentação convincente, de trabalho, de ideias concretas e de real empenhamento na causa do Clube, de invocar a nossa diferença e as glórias passadas. Sucedem-se os grupos de reflexão, os congressos, as associações. Muito falatório, mas pouca acção real. À primeira contrariedade os palavrosos desistem.
Tenho dito e repetido, por outro lado, que quando a casa está a arder não podemos ir calmamente aos bombeiros, aproveitar para ir ao bar do quartel e enquanto saboreamos um cafezinho com o senhor comandante, aproveitar para lhe dizer calmamente "Olhe, a propósito, sabe que estou com um pequeno percalço em casa... tenho um incêndio enorme. O senhor seria capaz, por gentileza, de ir até lá ver o que se passa? E já agora perguntava aos seus homens se quererão ter a maçada, longe de mim querer importunar, de o ajudarem...? Ou talvez pudéssemos aproveitar para discutir aqui estratégias de combate aos incêndios... Talvez ir estudar incêndios lá fora... Veja lá o que será melhor...!" Tem sido este o argumento dos politicamente correctos que aproveitam tudo para ir encanando a perna à rã.
Precisamos de acção. A casa do Sporting está a arder há uma data de tempo e os Sportinguistas continuam calmamente a avaliar o problema, a discutir, a esclarecer, a organizar e a problematizar. Enquanto isso a casa ardeu.
Para esta conversa de bombeiro há vários argumentos. Dos principais, um é o problema da (falta de) alternativa. Um falso problema que toldou o raciocínio a muito boa gente e que dá um jeitaço aos actuais detentores do poder e às sanguessugas que os acompanham. O outro é a história dos bancos e da credibilidade junto deles. Por esse raciocínio só banqueiros poderiam assumir a direcção do Sporting. Vê-se como tem sido as relações com esse sector... E vê-se aliás, pelo que se observa hoje, a credibilidade que os banqueiros e a gente da finança têm...
O que aconteceu ontem é uma tragédia de proporções dolorosas. Por mais punhos de renda, por mais apelos ao respeito pela democracia e ao civismo, a verdade é que a imagem do Sporting foi ferida de morte. Metam isto na cabeça: o que foi feito até agora pelo Clube foi de um modo geral mau. E o pouco de bom que foi conseguido no plano desportivo e financeiro, foi arrumado em 180 minutos em dois jogos contra o Bayern.
O que quer que seja que se vá fazer daqui para a frente será da estaca zero ou perto disso.
Foi para isto que esperaram uma alternativa e que se recusaram a aceitar medidas excepcionais para reorganizar o Sporting?!
Esqueçam o Sporting centenário, esqueçam os campeonatos passados, as glórias passadas, as medalhas nas modalidades, os "produtos" da Academia. os princípios e ideais desportivos do Clube. O que vai ficar do Sporting até ganharmos (se alguma vez o conseguirmos fazer!) outra vez o respeito dos adversários são os 12-1 desta eliminatória. São esses os novos e tristes "recordes"...
Foi este o resultado da inércia, da cobardia e do falso sportinguismo.
A presente situação atinge-nos a todos. Todos temos culpa no cartório. Mas, esta situação tem um nome principal.
Já aqui tinha chamado a atenção há algum tempo para o facto de ter sido durante o consulado de Filipe Soares Franco que o Sporting ouviu "olés" dos adversários perante o bailarico de futebol que estava a levar. Poucos o terão se calhar notado, mas eu não achei aquilo nada normal. É ele o responsável e é a ele que temos de pedir contas. É ele que tem que responder por todas as derrotas e todos os falhanços. Antes de ir para os negócios dele temos umas contas a ajustar...
Mas, ao mesmo tempo temos de, com carácter de urgência, varrer esta gente que nos arrastou para o pior período de sempre do Sporting e encontrar soluções temporárias alternativas de direcção do Clube. Vale tudo para correr com eles! Demita-se a direcção, forme-se uma comissão de gestão, marquem-se eleições e procure-se uma equipa de gente descomprometida com as direcções de há dez anos para cá, com verdadeiros Sportinguistas, dispostos a dar ao Clube aquilo que o Clube precisa: dedicação e amor por ele.
Se não forem tomadas medidas radicais de devolução do Clube aos Sportinguistas talvez não venha a ser sequer possível fazer o rescaldo depois do incêndio.
E mais: os efémeros e magros sucessos têm mascarado a verdadeira crise e têm constituido a oportunidade para os coveiros do Sporting se manterem no poder. Não quero naturalmente mal ao Sporting mas esta espécie de sucessos tem contribuido, e de que maneira, para ir mantendo este status quo e esta política de fachada.
Já não há mais desculpas.
O delírio de uns, o oportunismo de outros e a total falta de sentido de responsabilidade de alguns outros, permitiram construir a imagem de um Sporting "grande". Mas, de facto, como no teste do algodão, a verdade, é aquilo que a crítica alemã apontou, implacável, ao Sporting no jogo de ontem: esta equipa não tem categoria.
E esta falta de categoria, clara e recorrente, é o reflexo da total incompetência e do oportunismo dos seus dirigentes. O que assistimos ontem são as sequelas de tudo isto.
O Sporting transformou-se (já alguns o tinham dito...) num clube de bairro, sem dimensão, sem ambição, contentinho com a mediocridade, justificando-a com problemas que lhe são alheios. Hoje o Sporting não passa de uma agremiação de segunda catergoria, cheia de prosápia e enfeitada com miragens, que alguns espertalhaços exploram para seu proveito imediato e para servir desígnios inconfessáveis.
Vê-se muita gente de charuto, mas o cheiro que se sente não é do fumo, é de falsidade e corrupção.
Há poucos verdadeiros Sportinguistas nos corpos directores do Sporting há muitos anos. E quando aparecem são marcados, não têm margem de acção.
Por tudo isto, o Sporting há muito que foi enterrado. Não foi o Bayern que o fez ontem.
Tudo no Sporting está hoje em causa. Não por causa deste resultado conjuntural e humilhante, inimaginável para alguns, embora há muito previsível para outros. O que este resultado veio mostrar, pela sua expressão crua, é, para quem ainda tivesse dúvidas, a dimensão actual do Clube.
O que se passa aqui é um pouco como aquilo que se passa no ordenamento do território. Os técnicos vão elaborando estudos que provam que determinados locais são impróprios para a construção de habitações, por exemplo. As populações ignoram os avisos e continuam a construir nas linhas de água. As câmaras fazem vista grossa e aproveitam para cobrar as suas taxas nestes locais, que de outra forma nunca lhes dariam "rendimento". Um dia uma cheia provoca numa curta fracção de tempo uma enorme tragédia. Toda a gente chora então muito, são criadas medidas de excepção, lamentam-se as perdas. Mas a verdade é que os avisos vinham de trás e as consequências eram previsíveis.
É exactamente o que se passa com o Sporting. A cheia de ontem era previsível, veio com pré-aviso e ninguém ligou nenhuma.
Muitos sportinguistas gostam, à falta de argumentação convincente, de trabalho, de ideias concretas e de real empenhamento na causa do Clube, de invocar a nossa diferença e as glórias passadas. Sucedem-se os grupos de reflexão, os congressos, as associações. Muito falatório, mas pouca acção real. À primeira contrariedade os palavrosos desistem.
Tenho dito e repetido, por outro lado, que quando a casa está a arder não podemos ir calmamente aos bombeiros, aproveitar para ir ao bar do quartel e enquanto saboreamos um cafezinho com o senhor comandante, aproveitar para lhe dizer calmamente "Olhe, a propósito, sabe que estou com um pequeno percalço em casa... tenho um incêndio enorme. O senhor seria capaz, por gentileza, de ir até lá ver o que se passa? E já agora perguntava aos seus homens se quererão ter a maçada, longe de mim querer importunar, de o ajudarem...? Ou talvez pudéssemos aproveitar para discutir aqui estratégias de combate aos incêndios... Talvez ir estudar incêndios lá fora... Veja lá o que será melhor...!" Tem sido este o argumento dos politicamente correctos que aproveitam tudo para ir encanando a perna à rã.
Precisamos de acção. A casa do Sporting está a arder há uma data de tempo e os Sportinguistas continuam calmamente a avaliar o problema, a discutir, a esclarecer, a organizar e a problematizar. Enquanto isso a casa ardeu.
Para esta conversa de bombeiro há vários argumentos. Dos principais, um é o problema da (falta de) alternativa. Um falso problema que toldou o raciocínio a muito boa gente e que dá um jeitaço aos actuais detentores do poder e às sanguessugas que os acompanham. O outro é a história dos bancos e da credibilidade junto deles. Por esse raciocínio só banqueiros poderiam assumir a direcção do Sporting. Vê-se como tem sido as relações com esse sector... E vê-se aliás, pelo que se observa hoje, a credibilidade que os banqueiros e a gente da finança têm...
O que aconteceu ontem é uma tragédia de proporções dolorosas. Por mais punhos de renda, por mais apelos ao respeito pela democracia e ao civismo, a verdade é que a imagem do Sporting foi ferida de morte. Metam isto na cabeça: o que foi feito até agora pelo Clube foi de um modo geral mau. E o pouco de bom que foi conseguido no plano desportivo e financeiro, foi arrumado em 180 minutos em dois jogos contra o Bayern.
O que quer que seja que se vá fazer daqui para a frente será da estaca zero ou perto disso.
Foi para isto que esperaram uma alternativa e que se recusaram a aceitar medidas excepcionais para reorganizar o Sporting?!
Esqueçam o Sporting centenário, esqueçam os campeonatos passados, as glórias passadas, as medalhas nas modalidades, os "produtos" da Academia. os princípios e ideais desportivos do Clube. O que vai ficar do Sporting até ganharmos (se alguma vez o conseguirmos fazer!) outra vez o respeito dos adversários são os 12-1 desta eliminatória. São esses os novos e tristes "recordes"...
Foi este o resultado da inércia, da cobardia e do falso sportinguismo.
A presente situação atinge-nos a todos. Todos temos culpa no cartório. Mas, esta situação tem um nome principal.
Já aqui tinha chamado a atenção há algum tempo para o facto de ter sido durante o consulado de Filipe Soares Franco que o Sporting ouviu "olés" dos adversários perante o bailarico de futebol que estava a levar. Poucos o terão se calhar notado, mas eu não achei aquilo nada normal. É ele o responsável e é a ele que temos de pedir contas. É ele que tem que responder por todas as derrotas e todos os falhanços. Antes de ir para os negócios dele temos umas contas a ajustar...
Mas, ao mesmo tempo temos de, com carácter de urgência, varrer esta gente que nos arrastou para o pior período de sempre do Sporting e encontrar soluções temporárias alternativas de direcção do Clube. Vale tudo para correr com eles! Demita-se a direcção, forme-se uma comissão de gestão, marquem-se eleições e procure-se uma equipa de gente descomprometida com as direcções de há dez anos para cá, com verdadeiros Sportinguistas, dispostos a dar ao Clube aquilo que o Clube precisa: dedicação e amor por ele.
Se não forem tomadas medidas radicais de devolução do Clube aos Sportinguistas talvez não venha a ser sequer possível fazer o rescaldo depois do incêndio.
O Povo é sereno*
Estou com Dias da Cunha no apelo à calma. Não vale a pena neste momento estar a exigir cabeças nem penteados. Faltam 3 meses para as eleições. Soares Franco já disse que não se recandidata. Paulo Bento está em fim de contrato. A época de transferências vai abrir. O que é fundamental neste momento é pensar no que foram estes últimos 13 anos no Sporting. Quais foram as continuidades e rupturas dos últimos 3 com Soares Franco na presidência? O que é que queremos para o clube? Três meses é algum tempo. Depois é ter esperança que toda esta gente tenha vergonha na cara e não se candidate a coisa nenhuma e deixe o espaço para que visões alternativas para o clube apareçam. Estou tão enojado com isto tudo como toda a gente. Mas quem nos lê sabe que eu já ando farto disto há uns anos. Não é agora que me vou por armado em excitadinho, como se nada disto não fosse mais ou menos previsível. Deixo-vos com uma citação do site da SAD. É isto que temos de avaliar e decidir se queremos continuar a apoiar ou não:
As acções integradas neste novo ciclo ficaram conhecidas como “Projecto Roquette”, entendido globalmente como uma dinâmica de modernização do Clube em três frentes: a desportiva, com racionalização e valorização de meios através de formas actualizadas de funcionamento; a patrimonial, capaz de proporcionar a transformação de bens inertes em estruturas desportivas e multifuncionais rentáveis; e a organizacional, caracterizada pelo funcionamento de todo o Clube de forma inovadora, conjugando a dedicação com a profissionalização de acordo com as condições reais, valorizando o presente sem hipotecar o futuro.
É ter calma consócios. O Projecto Roquette morreu! Viva o Sporting Clube de Portugal!
* Acrescento às 13:17 - só agora é que vi que a Ofensiva já tinha utilizado a mesma expressão para titular o seu post. As desculpas pelo plágio involuntário.
As acções integradas neste novo ciclo ficaram conhecidas como “Projecto Roquette”, entendido globalmente como uma dinâmica de modernização do Clube em três frentes: a desportiva, com racionalização e valorização de meios através de formas actualizadas de funcionamento; a patrimonial, capaz de proporcionar a transformação de bens inertes em estruturas desportivas e multifuncionais rentáveis; e a organizacional, caracterizada pelo funcionamento de todo o Clube de forma inovadora, conjugando a dedicação com a profissionalização de acordo com as condições reais, valorizando o presente sem hipotecar o futuro.
É ter calma consócios. O Projecto Roquette morreu! Viva o Sporting Clube de Portugal!
* Acrescento às 13:17 - só agora é que vi que a Ofensiva já tinha utilizado a mesma expressão para titular o seu post. As desculpas pelo plágio involuntário.
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Pra estes gajos há nomes e voces sabem quais são
SPORTING – Sociedade Desportiva de Futebol, SAD
Sede Social – Estádio José Alvalade – 1600 Lisboa
NIPC 503 994 499 – Mat. C. R. C. Lisboa nº 07679
R. Prof. Fernando da Fonseca –
Apartado 42099 1601-801 Lisboa
Sede Social – Estádio José Alvalade – 1600 Lisboa
NIPC 503 994 499 – Mat. C. R. C. Lisboa nº 07679
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7x Vergonha!!
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terça-feira, 10 de março de 2009
Demissão!
Nada (NADA!) fará alguma vez apagar esta vergonha. Não há maneira possível de alguma vez compensar esta tragédia. É uma nódoa que não sairá jamais.
O Sporting regrediu para patamares que há muito julgávamos ultrapassados. Não sei como (nem se alguma vez!) conseguiremos recuperar desta afronta que aconteceu ao Sporting. Fomos feridos de morte.
Mas estas duas derrotas históricas, estes dois desastres inimagináveis, não são obra do acaso e têm uma assinatura: a de Filipe Soares Franco e de Paulo Bento.
É a equipa fruto dos critérios de gestão do génio que "salvou" o Sporting. É a equipa dirigida tecnicamente pelo seu protegido, pelo seu Ferguson. São estes os dois responsáveis. São eles que fizeram história.
INDESCULPÁVEL!
Só resta um caminho a esta malfadada dupla: a rua! Sem apelo, nem agravo. Sem desculpas nem atenuantes. Não é tolerável manter esta direcção incompetente e este treinador sem espinha.
Esperemos que os Sportinguistas não tenham adormecido defintivamente e que se mostrem firmes e unidos nesta exigência.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Ainda em 2006 o Sporting empatou em Munique por causa dos adeptos
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domingo, 8 de março de 2009
Sábado Tranquilo
Tranquilo demais.
Começa às 19h em Alvalade, onde os adeptos que pagam a totalidade do bilhete só têm direito a metade da exibição. Regozijo pelo nosso segundo golo de canto nesta temporada, o delírio. Pena pela segunda parte. Satisfação por carriço, e por pereirinha (como é diferente quando o treinador o mete a jogar na sua posição). Temor por pedro silva, pode ser que o ribery e ele não se encontrem (assim lhe durando a ilusão que ele sabe defender). Pode ser que no futuro quem paga bilhete também possa escolher a parte a que quer assistir. Mas não podemos ser exigentes, há que dar tempo. E sobretudo pensar que a poupança era estratégica, para o jogo europeu da próxima terça.
Tranquila também a vitória do porto. Já li que se anda por ali a falar das ofertas e vias abertas. Eu percebo, terá sido ontem assim com o nosso primeiro golo? Foi, certamente, como o nosso jogo com o Bayer - um dia mau e etc...
p.s.: enquanto escrevo o Rui Silva sagrou-se campeão europeu nos 1500M indoor. Parabéns ao vencedor.
Começa às 19h em Alvalade, onde os adeptos que pagam a totalidade do bilhete só têm direito a metade da exibição. Regozijo pelo nosso segundo golo de canto nesta temporada, o delírio. Pena pela segunda parte. Satisfação por carriço, e por pereirinha (como é diferente quando o treinador o mete a jogar na sua posição). Temor por pedro silva, pode ser que o ribery e ele não se encontrem (assim lhe durando a ilusão que ele sabe defender). Pode ser que no futuro quem paga bilhete também possa escolher a parte a que quer assistir. Mas não podemos ser exigentes, há que dar tempo. E sobretudo pensar que a poupança era estratégica, para o jogo europeu da próxima terça.
Tranquila também a vitória do porto. Já li que se anda por ali a falar das ofertas e vias abertas. Eu percebo, terá sido ontem assim com o nosso primeiro golo? Foi, certamente, como o nosso jogo com o Bayer - um dia mau e etc...
p.s.: enquanto escrevo o Rui Silva sagrou-se campeão europeu nos 1500M indoor. Parabéns ao vencedor.
quinta-feira, 5 de março de 2009
O estranho mundo do futebol português
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional teve um lucro superior a um milhão de euros no exercício de 2007-2008.
Há de facto lucros estranhos e situações de desequilíbrio financeiro nos futebóis portugueses totalmente estranhas. Ainda ontem, para além de nos ter sido revelado que a Galp também obteve lucros inusitados e pagou menos imposto do que o esperado, foi também tornado público um apelo a uma greve de jogadores decorrente da situação grave que se vive numa série de clubes, com ordenados em atraso. Há ordenados em atraso no futebol (e noutras áreas garantem-nos, para nos tranquilizar, os responsáveis pelo desporto e pelo futebol português). Há uma série de clubes que estão a caminho do desaparecimento. Os clubes chamados "grandes" estão todos em falência técnica.
Mas, a Liga tem lucros! Lucros estranhos, de organismos estranhos, geridos por gente estranha, a funcionar em regime estranho, que andam a lucrar com qualqur coisa que a gente ainda não conseguiu descortinar.
PS- Desculpem o acrescento, mas acabo de saber que para além da Galp e da LPFP, também a EDP teve lucros acima do esperado no exercício pretérito. Já consegui finalmente perceber porque é que deram o "name" desta empresa à porta por onde tenho que entrar para ocupar o meu lugar de leão... Um lugar que me custou os olhos da cara, que me iria encher de fervor clubista e que me iria oferecer um mundo de vantagens que eu, sinceramente, ainda hoje continuo a não perceber muito bem quais são... As desvantagens já as percebi todas, mas as vantagens ainda não!
Mas, isto, claro, sou eu que sou um bocado obtuso...
O sangue e o suor
A chamada de Liedson à selecção portuguesa tem feito correr alguma tinta e mexido com alguns nervos. Para além da questão legal, que não é de somenos importância - deve um cidadão português na plena posse dos seus direitos cívicos ser excluído de uma determinada área de actividade apenas pela sua naturalidade? - a coisa deve também ser vista de um ponto moral e "objectivo". Retiro desta conversa o "amor à camisola" ou a "ligação afectiva ao país". Todos os que conhecem alguma coisa sobre futebol, e em especial dominam minimamente a história da selecção, sabem que valores mais altos que o amor à pátria sempre se levantaram. Mas levanto a questão. O que é mais importante: o sangue ou o suor? Liedson joga no campeonato português há cerca de seis anos. Mais do que Cristiano Ronaldo, por exemplo, jogou ou irá jogar. Espalha alegria e beleza pelos relvados do país. Já contribuiu para que uma equipa portuguesa chegasse a uma final europeia. Foi em diversas ocasiões o melhor marcador do campeonato português. Ronaldo, por exemplo, contribuiu exactamente com o quê para o futebol sénior no país? Para não ir tão longe, e que tal a celeridade com que se "nacionalizou" o Amaury Bischof, um nome tipicamente português? Um tipo que não fala a língua e que nunca meteu os pés na terrinha. Que "ligação afectiva" tem ele com a pátria? Não estará também ele a contribuir para a degradação da formação dos jovens "portugueses"? O que me choca nisto tudo é a facilidade com que se recrutam determinados jogadores (Afonso Martins, por exemplo) se desejam outros (Robert Pires, por exemplo) num momento em que pouco ou nada deram ao país ao mesmo tempo que se desenvolvem intensos debates sobre outros que passaram a maior parte da sua vida profissional em Portugal e que dão tudo o que têm, e às vezes um pouco mais. Eu ao sangue prefiro sempre o suor.
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