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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Feliz ano novo

Via: Ti amo Sporting

Tudo o que tem de saber sobre o Relatório e Contas do Primeiro Trimestre da época 2011/2012 (Julho/Agosto e Setembro 2011) – Sporting Clube de Portugal, SAD.
1) O Sporting apresenta sempre resultados negativos nos seus relatórios?

Não. Em igual período na época passada a Sporting SAD, beneficiando dos proveitos de venda de jogadores, registou um lucro de 10,57 milhões de euros.~

2) Desde o início da época a dívida, em especial aos bancos, aumentou de forma grave?

Sim. Neste relatório, a Sporting SAD subiu o seu passivo em mais de 30 ME no espaço de 3 meses, com um resultado líquido negativo de quase 8 ME, uma subida de mais de 36 % entre salários de jogadores, custos com colaboradores e de órgãos sociais. A dívida financeira duplicou de 30 de Junho de 2011 para Setembro de 2011 passando de €42.289.000 para €81.187.000 (conforme página 39 do relatório). A dívida ao Factoring passou de €5.290.000 para €25.825.000 no período de 30 de Junho de 2011 para Setembro de 2011 e os juros dos empréstimos bancários, obrigacionistas e respectivas comissões duplicaram.

3) As vendas de jogadores no inicio da época foram de €7.500.000 conforme anunciado na Comunicação Social?

Não. Na temporada em curso a venda de jogadores apenas totalizou €1.751.000 resultantes sobretudo das cedências de Djalo, Postiga e Vuckcevic. Na altura das referidas vendas, foram veiculadas pela Comunicação Social e nunca desmentidas pelo Sporting as vendas destes 3 atletas pelos montantes de €4.500.000, €1.000.000 e €2.000.000, respectivamente, o que totalizaria €7.500.000, que conforme se pode ver neste relatório não se verificou. Alertamos que o relatório refere a venda de Djalo ao Nice, pelo que os valores apresentados não foram afectados pelo resultado da eventual não venda de Djalo a esse clube francês, não servindo o mesmo de desculpa para perceber que se a venda de Postiga (conforme comunicado à CMVM) foi de €1.000.000, todos os restantes totalizaram apenas €751.000 e não os valores que nos fizeram acreditar.

4) Conforme prometido, o Sporting deixou de depender de receitas antecipadas na sua gestão financeira?

Não. O Sporting já recebeu mais de 13ME de possíveis receitas futuras de vendas de jogadores (não é venda de passes, mas sim receitas futuras de vendas das percentagens de passes que ainda são do Sporting) (página 40 do relatório). O Sporting já recebeu mais de 2,6ME de receitas de bilhetes de época 2012/2013. O Sporting já recebeu mais de 22ME de facturas antecipadas referentes a prestações de serviços e proveitos com cedência de direitos económicos de jogadores (página 42 do relatório).

5) O Sporting, Benfica e Porto estão iguais em termos financeiros?

Não. Se verificarmos as regras do Fair Play Financeiro imposto pela UEFA, que vai ser aplicado no inicio da época 2013-14, o Sporting seria das 3 equipas a única a sofrer uma penalização pela UEFA. O quadro de sanções ainda não está definido mas poderá vir a ser de multas a exclusão. O conceito principal de Fair Play Financeiro é a obrigação de os clubes não poderem ter despesas superiores às receitas no conjunto das três últimas épocas, ou seja, que os clubes gastem apenas o que têm ou podem vir a ter. Actualmente, se os critérios do Fair Play Financeiro já estivessem em vigor, o FC Porto, que apresentou lucros nos últimos 5 anos cumpriria os critérios. O Benfica que teve prejuízos superiores a 28ME estaria sob vigilância, e o Sporting, que acumulou prejuízos de 72ME nas duas temporadas passadas, estaria sujeito às punições.

6) O investimento realizado em jogadores esta época é a principal causa do prejuízo verificado neste trimestre e da preocupação que os Sportinguistas têm que ter no futuro do clube?

O investimento realizado em jogadores esta época ascendeu a €34.781.000 com cerca de €11.000.000 (dados constantes nas páginas 40 e 41 do relatório) a serem respeitantes a comissões (cerca de 70%) e prémios de assinatura (cerca de 30%). É lógico que este investimento tem peso no prejuízo apresentado no trimestre. Mas a grande preocupação é que não só não conseguimos providenciar receitas correntes para fazer face ao investimento ou pelo menos a parte dele, como apesar de já termos vendido a maioria das percentagens de passes de quase todos os jogadores, ainda se deve a 30 de Setembro de 2011, €34.440.000 desse investimento realizado (ver mapa em anexo). Assim percebemos que a alienação de percentagens maioritárias dos passes (que irá continuar a suceder conforme afirmado no relatório na página 31) apenas serviu para pagamento de salários e despesas bancárias, sendo que qualquer empresa que vive de receitas antecipadas e da venda do seu activo para financiar despesas correntes está a um passo muito curto de passar de falência técnica para falência.

7) As percentagens que têm sido vendidas ao fundo do BES (Sporting Portugal Fund/ Fundo ESAF) e ao fundo do Peter Kenyon/ Jorge Mendes (Quality Football Ireland Limitted) têm dado dinheiro a ganhar ao Sporting?

Não. As percentagens dos passes estão a ser vendidas ao preço de compra ou abaixo, como no caso do Elias. Assim, o Sporting está a ficar com percentagens muito pequenas desses passes, quem vai ganhar dinheiro é o BES e os empresários e corremos o risco na altura real da venda que a parte que fica com o Sporting não chegue para cobrir o investimento realizado em termos de compra/salários/prémios/comissões e juros bancários.

8) O Sporting vai conseguir continuar a pagar os salários dos seus jogadores, órgãos sociais e colaboradores?

Ao ritmo a que o Sporting está a vender as percentagens detidas dos passes, não terá dinheiro para pagar salários até ao fim da época e não tem outras receitas para fazer face aos mesmos.

9) Vamos continuar a fazer reestruturações financeiras que retirem cada vez mais o papel dos sócios no Clube e o último património do Sporting Clube de Portugal?

Infelizmente, tudo parece levar a crer que sim, pois este cenário de falência técnica associado ao crescente aumento do passivo nesta época desportiva, levou ao anúncio nos media, por parte de Nobre Guedes (Diário Económico) de existir vontade de fazer uma nova reestruturação financeira e de capital no primeiro trimestre de 2012. A última realizada foi entre Dezembro de 2010 e Janeiro de 2011 que se consubstanciou numa redução de capital social seguida de um aumento onde o Sporting CP + Sporting SGPS (detida a 100% pelo Sporting Clube de Portugal) ficaram detentores de 89% das acções da Sporting SAD. Mas a esta operação seguiu-se a emissão de €55.000.000 de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis em acções da sociedade (VMOC) com prazo máximo de 5 anos, mas podendo ser convertida ao fim de 2 anos, ou seja, em 2013. Desta subscrição apenas 0,3% foi subscrito pelo público em geral ficando os bancos que acompanharam esta operação com os restantes 99,7% , repartidas 50% BES e 50% Millenium BCP. No final da operação, quando existir a reversão, o Sporting CP + Sporting SGPS passarão a deter apenas 37% de acções da Sporting SAD, caso não efectue na altura um aumento de capital ou exerça o seu direito de compra, o que se verifica muito difícil perante o agravamento contínuo da dívida. Assim, se a estratégia se mantiver (que é o previsível) e ocorrer um aumento de capital, não se prevendo a capacidade financeira de o Sporting subscrever, o que vai acontecer é que os 89% que detemos actualmente na SAD vão diminuir. Isto significará que após a reversão das VMOC’s, o Sporting além de perder a maioria da SAD, ficará com menos do que 37% que já derivavam dessa operação. Mais ainda: parece que o direito de superfície do Estádio e o seu naming também estarão a ser preparados para deixar de estar sobre o controlo do Sporting Clube de Portugal, mas de servirem de moeda de troca para tentar, durante apenas um curto período de tempo, resolver pontualmente esta política financeira que tem sido levada a cabo esta época e que levou o Sporting de uma situação de falência técnica para um situação eminente de falência.

Retirado do grupo Sporting nosso orgulho...

Ano novo, lutas antigas

Godinho Lopes já iniciou a nova vaga de delapidação do poder do desportivo e económico do SPorting Clube de Portugal. A sua forma de nos desejar um feliz ano novo é anunciar a procura de novos investidores para a SAD e a abertura do capital da Sociedade.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Vira o disco...

Lembro-me do candidato Godinho Lopes ter dito, durante a campanha eleitoral, com um ar convicto, que se ganhasse haveria uma só voz a falar no Sporting. Era a ele que cabia a palavra sobre a comunicação no Clube. Se calhar lembram-se de o ouvir dizer isto.
Passado tão pouco tempo não se ouve senão a voz de Luís Duque. Duque domina a toda a largura do campo. Ele está pronto para sair, ele sai, ele afinal não sai, ele tem o apoio do presidente, ele nunca se demitirá das suas responsabilidades. Enquanto isto o presidente cala-se, ele que seria a única voz audível no Sporting.
Não se pode deixar de estranhar esta ausência do presidente. E também não se pode deixar de estranhar que, nesta altura, a nova direcção ainda esteja —segundo Duque, porque o presidente mantém-se mudo— a "encontrar o caminho para criarmos uma equipa competitiva [e] uma estrutura forte para a conseguirmos". Pensava que isto já estava tudo tratado... Como Duque ficou, imagina-se que ganhou algo com isso. Vamos ver o que ganhou o Sporting.
Nada disto me parece grande coisa como estratégia do Clube. Verão quente à vista...
O Sporting continua a viver num clima de intriga, de choques de interesses instalados e de birras de dirigentes. Que é feito das promessas eleitorais? Que é feito da voz de comando?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A Alegoria da Auditoria

O empossado presidente do conselho directivo do Sporting resolveu numa atitude de evolução na continuidade (palavras de alguém da lista dele) incluir uma auditoria às contas do clube, contrariando o que era o seu programa eleitoral.
Esta mudança pode ser vista como um amadurecimento de posicionamento, o que não é caso único nos actuais empossados do mesmo órgão.
A efectivação da promessa de auditoria provoca em muitos sportinguistas um sentimento de satisfação, que poderá advir de finalmente acreditarem que vão ficar a saber a verdade sobre o que se passou na gestão do clube.
No fundo é como ideia transmitida pela alegoria da caverna, só que não vão chegar a sair da caverna e ver as formas na realidade. Esta auditoria, no fundo é meia auditoria. Se fosse o presidente empossado o autor da alegoria da caverna, os habitantes depois de muito protesto não sairiam da caverna, mas para além de verem as sombras das formas, poderiam ver as próprias formas na penumbra.
Sempre há quem diga que é melhor que nada e podem ter razão, é melhor um pobre comer bolos para enganar a fome do que não os ter.
Voltando a auditoria, aliás à meia auditoria, esta não me satisfaz, porque o que defendi e continuo a defender é uma auditoria externa financeira e de gestão. A auditoria financeira pouco vai dizer, limita-se a conferir se os auditores internos cumpriram as regras ou se meteram água no cumprimento desta, apenas apontando irregularidades na forma e possíveis lapsos. Não nos vai dizer se a gestão foi um não negligente, danosa, se a venda do património foi um acto que defendeu os interesses do clube, se o negócio com a opway (do ex-presidente vendedor e comprador) foi transparente, se a comissão para ao amadeu lima carvalho foi transparente, se a passagem da academia para a sad foi no interesse do Sporting, se a gestão das dezenas de empresas criadas durante o roquetismo foi danosa e por ai fora.
Não vamos ter acesso a toda a informação que deveríamos ter, mas como godinho lopes já defendeu que não estava disponível para aferir de toda a verdade, pois não queria ferir susceptibilidades, da minha parte só posso concluir que é porque quer esconder algo e não é com máscaras que se pacifica e se unifica.
Por isto se vê que esta anunciada auditoria, ou meia auditoria, não passa de um golpe de propaganda e é perfeitamente dispensável, pois sempre se poupava algum dinheiro que vai ser deitado fora.
Acrescento que, bruno de carvalho fez bem em não se juntar ao quarteto fantástico, pois de certeza que as pessoas de bem não iriam querer um vale e azevedo de terceira a participar numa auditoria financeira.
Quanto a mim, continuo na minha posição original de defender uma auditoria externa financeira e de gestão a todo o universo do grupo Sporting desde 1995, ou se fosse possível desde o 25 de Abril, pois a verdade não me incomoda.
Esta posição, da auditoria de gestão não é virgem e vem no seguimento da iniciativa lançada pelo movimento ser Sporting, que apresentou após recolha de assinaturas, enviou proposta ao então presidente da mesa da assembleia geral do Sporting, e que nunca chegou a ser concretizada.
Entre os mentores dessa auditoria estão hoje pessoas que "amadureceram" a sua posição, como o actual vogal do conselho directivo do Sporting, pedro da cunha ferreira (ver aqui) e o ex-candidato e actual vice-presidente paulo pereira cristóvão (ver aqui).
Pela minha parte, não amadureci nenhuma posição, ela continua verde, pois o amadurecimento célere, lembra-me a fruta, num instante passa a podre.

P.S.: Esta consulta de informação foi-me profícua, fiquei a saber que no actual conselho directivo apenas a responsável pela juventude tem um número de sócio superior ao do presidente (menos mau) e que até eu, que me fiz sócio aos 14 anos por iniciativa pessoal, sou sócio mais antigo do que o actual presidente do conselho directivo, que tem quase idade para ser meu avô. Deve ter sido por alturas da fé no roquetismo.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cumprir as promessas eleitorais

Alguém sabe se nas paredes da Academia Sporting já foram colocadas as fotos do simão sabrosa e do moutinho?

terça-feira, 5 de abril de 2011

Frágil: se não se mexer parte-se

Podem fazer o escabeche todo à vontade mas há coisas que para mim não têm discussão. Além do rol de situações estranhas, que são públicas, duas das candidaturas afirmaram ter constatado irregularidades susceptíveis de se requerer uma impugnação. Susceptíveis porque, logicamente, ao se confirmarem, encerram em si uma séria probabilidade (nem que seja pela discrepância das "duas votações") de terem influenciado o resultado final ao ponto do vencedor das eleições poder ser outro! Verdade ou não é isso mesmo que tem de ser apurado. É isso que são os superiores interesses do clube. Não é só contar os votos e bora lá.. Se um acto eleitoral não é totalmente limpo, tire-se a limpo o que não está, pois a verdade precede tudo o resto.

E u não ando aqui a brincar ao Sporting. Quem não gosta de transparência nos processos democráticos é um problema seu. Mais lhe valia torcer pelo Al Ittihad de Tripoli, por exemplo. No clube do filho de Kadafi, garanto-vos, não têm cá merdas destas. Quem respeita os mecanismos democráticos e o direito à verdade, mas acha que ainda assim BdC está com mau perder e devia aceitar os resultados em nome da união do clube recomendo simplesmente que caiam na real. Sabem qual é o clube que se consegue unir debaixo de uma suspeita desta envergadura? Não existe. Muito menos um clube fragilizado como o SCP. Mesmo que infundada teremos em primeiro lugar de a esvaziar. Não subestimem o seu poder na primeira derrota de Domingos , de Hugo Almeida e de todos os supostos ex-jogadores do FCP que ainda faltam vir. Por mais que custe ao clube em termos imediatos, o menos custoso nisto tudo será o impasse da decisão do Tribunal. Tivessem mas era organizado as coisas como devia ser! Agora, quer se queira quer não, é o tribunal que irá decidir. Se não houver pernas para andar com a impugnação, fica resolvido. Se vier a haver eleições novamente, quem quiser poderá votar à mesma nos autores da farsa. Até porque, na Líbia, aquilo está meio tremido e não é certo.

A paz dos anjos. Ainda o cano da espingarda estava quente e já GL estava, vestido de avózinha na SicNotícias, com o cachimbo da paz na mão. Sim senhor, não se escondesse, por trás da fumaça, a mesma política de SF e JEB: dividir para reinar. Eu até dava um bafo no cachimbo não fora o que se passou antes e o que eu sei que ele quer que se passe a seguir. Ao convocar todos, numa inusitada pressa, para discutir uma auditoria pela qual até à véspera do dia das eleições nunca mostrara qualquer interesse, não estava senão a empurrar BdC para o meio de duas armadilhas: ou este se contradizia e desistia da impugnação ou ficaria com a imagem do gajo que anda a empatar isto e não quer pacificar o clube. BdC escolheu caír na segunda e bem. Teria muito mais a ganhar se aceitasse os resultados e, daqui por um ano, passado o estado de graça de GL e os flops das contratações do Freitas, candidatar-se e ganhar por margem confortável. A verdade é que, contra esse seu interesse pessoal (mas a favor do meu) não o fez. Veremos com que razões.

terça-feira, 29 de março de 2011

Curiosidade

Estou, confesso, com uma enorme curiosidade em saber como é que Godinho Lopes vai conseguir estabelecer a tal "unidade", factor absolutamente vital (apontei-o aqui na Roulote vezes sem conta e ele possivelmente leu...), que precisa de estar garantido para ele aspirar sequer fazer tudo aquilo que se propõe no Clube. Isto depois de, enquanto candidato, ter agido sempre de forma desastrada e inábil contra a unidade. Naquele seu estilo arrogante e despótico, é apesar de tudo uma inabilidade confessada. Desde a madrugada de domingo já perdi a conta às vezes que pediu desculpas pelo seu comportamento de verdadeiro carroceiro.
Não conseguiu entre cinco e quer agora consegui-lo entre o universo Sportinguista... Não conseguiu fazer unidade com o candidato Bruno de Carvalho e quer agora contar com ele, debaixo da sua "liderança". Não consegui chegar a um consenso com o Bruno de Carvalho antes e quer agora obter o consenso com os seus apoiantes, que ainda por cima são mais do que os dele...
Confesso que estou cheio de curiosidade...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Impérios do Mal














Darth Sidious.......................................enGodinho Lopes

Quem tem medo dos votos?

Independentemente da questão da legitimidade destas eleições ou da sua falta (que não é de somenos, note-se!), creio que de facto o grande problema neste momento é este: o Sporting foi para eleições por causa de uma crise de fundo, muito complicada, e o que saiu delas foi uma situação muito mais complicada do que antes.
O Sporting está agora pior do que estava. Não podemos agir como se nada afinal estivesse a acontecer antes e como se tudo tenha ficado resolvido agora.
O JEB foi um presidente da treta, mas foi eleito com uma margem significativa e até começar a dar tiros atrás de tiros no pé, teve todas as possibilidades de alterar o rumo dos acontecimentos. Esta criaturinha que agora se assume como "presidente de todos os sócios" (!) nem sequer goza do peso do voto maciço e já se comporta como se não tivesse de prestar vassalagem aos Sportinguistas. Ganhou ainda por cima em circunstâncias no mínimo duvidosas, e ganhou perdendo em número de votos. É mau, mas em qualquer caso, seria, tendo em conta que se tratou de objectivamente de uma vitória tangencial, um caso a obrigar a uma enorme dose de bom senso e capacidade de estabelecer equilíbrios que obviamente este tipo não tem. Mostrou-o durante a campanha o Godinho e depois, com aquelas desculpas toscas (tê-las-ia apresentado se tivesse ganho com uma maioria clara...?), com o seu discurso e com a sua postura totalmente indignos do momento.
Já se revelou inapto.
Mostrou tudo menos bom senso, golpe de asa, capacidade de entendimento dos acontecimentos ou de forjar consensos. Já mostrou ser um arrogante, sem dimensão para presidente de um grande Clube como o Sporting, muito menos um presidente adequado ao momento e às circunstâncias em que o Sporting está. Porque o Sporting está MAL, convém não esquecer...
Não, este gajo tem de ir à vida.
Portanto, restam-nos duas hipóteses (não alternativas, são duas fases do mesmo processo). Tem de prosseguir o processo de contestação legal das eleições. A candidatura de Bruno de Carvalho não pode vacilar e nós temos de lhe continuar a dar toda a força. Se se concluir que não há mesmo bases legais para o fazer, tem 1) de se propor uma alteração de Estatutos, que 2) vá a uma AG para acabar de vez com este sistema totalmente obsceno de votação e 3) convocar novas eleições de seguida. Estes processos não podem parar!
Eu, se fosse o Godinho, antecipava-me e propunha eu essas alterações. Convocava já uma AG à qual submetia estas alterações e depois submetia-me novamente ao veredicto dos sócios em novas eleições, claras, para dar força ao meu mandato e re-legitimá-lo no meio de tantas dúvidas que surgiram e de tantas imperfeições que se revelaram com este processo. Mas não creio que o Godinho tenha tomates para o fazer, por isso terá de ser forçado. Mas, isto era o que o Sporting merecia... Se a preocupação dele fosse de facto o Sporting e ele tivesse a dimensão necessária, era o que deveria fazer.
Lembro-me que em diversas ocasiões os vários personagens que foram tomando conta do poder no Sporting falaram de uma "minoria de bloqueio". Ficou agora claro o que é, quem é e de quantos "vinte cincos" é feita esta "minoria de bloqueio". Fica agora claro quem e em que circunstâncias controla o Sporting e quem o empurrou para o caneiro em que se encontra.
Godinho Lopes está obrigado a conferir ao seu cargo um estatuto de dignidade que, ao ser eleito nestas circunstâncias, lhe falta manifestamente.
Ou o faz ele, ou fazemos nós...

sexta-feira, 25 de março de 2011

O bom e o mau dinheiro

Existe uma certa teoria, apoiada em exemplos práticos, que largas quantidades dinheiro provenientes de pessoas singulares indicam uma origem ilícita ou imoral.
Neste ponto falamos de dinheiro proveniente de negócios ilícitos segundo as normas vigentes num determinado espaço e tempo, porém, não intemporais nem universais.
Essas normas podem ser legais ou sociais e como as duas várias vezes se confundem, bem como se confunde a moral e ética, muitas vezes julga-se que o dinheiro que tem uma proveniência ilícita (norma legal) é o mau dinheiro.
O bom dinheiro por oposição será aquele que tem uma proveniência considerada legal pela norma legal vigente, independente da sua origem imoral ou não ética - regras de conduta internas ou externas.
Deixando de fora a moral, e contextualizando a questão da proveniência do dinheiro a ser investido pelos candidatos a presidente do Sporting, temos portanto, que este ou provém de entidades reconhecidas pelo estado - entidades financeiras - ou provém de particulares.
Aqui entra o pensamento subjectivo dos sócios votantes, na medida em que se o dinheiro provém dos bancos é o bom dinheiro, se provém de pessoas singulares é mau dinheiro.
Isto porque existe a errada convicção que só o dinheiro proveniente dos bancos é dinheiro limpo. O outro é dinheiro lavado e já usado.
É legítimo que tem tenha um negócio de usura proteja o seu comércio desvalorizando quem não exerça a mesma actividade profissional.
Não conseguindo distinguir entre o cheiro ou a cor de uma nota que provém de um banco ou um particular, tenho que a ideia que quem só tem o conhecimento fácil e tablóide, só consegue apreender os conteúdos que lhe querem transmitir e não um conhecimento amplo e geral.
Se assim não fosse, e independentemente de a proveniência ilícita e não ética do dinheiro particular, é útil e interessante indagar de onde vem o dinheiro dos bancos.
Parte dele vem dos juros e usura, a outra parte, nomeadamente o financiamento deles provém de terceiros.
Esses terceiros,tanto podem ser outros bancos estrangeiros como particulares.
Ou seja, os mesmos particulares cuja fonte de dinheiro é duvidosa, ou cuja fonte é o dinheiro de sangue da família do ditador de Angola, eduardo dos santos, que financia as necessidades actuais do BCP.
Aqui parece que já não existe problema ético, pois a norma legal não impede esta situação.
Das outras entidades terceiras como outros bancos, estes por sua vez não se financiaram também em particulares e estados amigos ou ex-amigos das democracias ocidentais, como a Venezuela e a Líbia? Aqui também não parece haver celeuma nos fazedores de opinião mentecaptos ou prestadores de serviços.
E já agora, onde se pensa que os barões de droga, os senhores da guerra e afins vão colocar o seu dinheiro ilícito e não ético? Será que é todo gasto em bares de strip e a investir em jogadores de futebol? Ou também sobra algum para investir em entidades financeiras?

O Sporting de Godinho Lopes e Luís Duque

Encontrei o Sr. Francisco, indeciso mas inclinado para votar na urna de Godinho e Duque. Confessou ter receio de estar a colocar mão no mesmo local onde já ficou entalada. Recupere-se a memória, desfaçam-se as dúvidas agora ou arrepender-se-á para sempre. Olhe que Godinho Lopes será o Godinhismo que se seguiu ao JEBismo, que se seguiu a todos os outros, filhos do mesmo pai. Franziu a testa e contestou-me que nos dois últimos títulos estava lá o Luís Duque. Mas Oh Sr. Francisco:

1. Foi nesse período que a SAD mais registou prejuízos.

1997/98 - 7,5 milhões de prejuízo

1998/99 - 2,5 milhões e meio

1999/00 - 11,5 milhões

2000/01 - 21,5 milhões

2001/02 - 22,7 milhões euros

2002/03 - 27,3 milhões

2003/04 - 9,2 milhões

T = 83 milhões de euros de prejuízo

Num estudo universitário intitulado “Sobre o (des)equilíbrio financeiro da primeira década [1997/98 a 2006/07] do Sporting, Sociedade Desportiva de Futebol, SAD” a análise é clara sobre o desastre financeiro dos anos “dourados” anos de GL e LD: é sensivelmente entre 1999/2000 e 2002/03 que se avalia o maior desastre financeiro (em todas as rubricas: Fundo de Maneio, Rácios de Financiamento, Margem de Auto-financiamento, etc., etc., etc. É obra!). Tomando de empréstimo o fantasma preferido da lista de GL para termo de comparação financeira recordo que, em período idêntico, Vale e Azevedo deixou um prejuízo de 37 milhões (incluindo o que meteu ao bolso) e um passivo de 133 milhões, a fazer fé nos dados disponíveis na Net. É só comparar os números para ter uma dimensão do desastre.

2. A gestão e equipa pouco credíveis de Godinho Lopes

O nº2 da lista - Nobre Guedes - sublinhou a importância da existência, nas empresas do grupo Sporting, de administradores comuns. Assim o era no tempo de Godinho Lopes que foi vice-presidente da SGPS, do Conselho Directivo e presidente da ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE SA, da Sporting Comércio e Serviços e presidente da EMPRESAS IMOBILIÁRIAS (bem no plural pois eram efectivamente muitas).

Não sei se foi desta passagem pela SPORTING COMÉRCIO E SERVIÇOS que GL conheceu os indivíduos pertencentes ao BES e à PT que agora integram a sua lista. É apenas uma suposição por ser público o fantástico retorno publicitário (BES – 126 milhões de Euros; Portugal Telecom – 107 milhões) que estas duas empresas obtêm com o futebol português. Fica a dúvida se é desta que as marcas vão oferecer mais ao SCP do que o SCP tem oferecido às marcas.

Mas sei qual a factura da passagem de GL pela ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE SA: construiu um estádio que derrapou em dezenas de milhões de euros (no folheto informativo "Roquette previu que custaria 75 milhões de euros (15 milhões de contos), mas custou para cima dos 100 milhões") sem relvado credível e - incrível! - sem pavilhão. Não me esqueço também que foi Godinho Lopes quem entregou o estádio e Alvaláxia ao arquitecto Tomás Taveira que assim nos tranquilizava: «Todo este tipo de apoio e estruturas ajudam a que o ir ao Estádio seja algo como uma saída familiar, porque enquanto uns estão no futebol, os outros poderão estar no cinema ou no ginásio. Vai ser bonito de ver e viver.» (jornal Sporting, Edição especial, Abril 2003). O que eu vi foi um fosso e cadeiras às cores. A hiper-estratificação (social e funcional) foi o reverso dos discursos sobre a “multi-funcionalidade” e “comodidade”. Uma orgânica arquitectónica que distingue e isola de forma meticulosa cada bancada ou sector, a que o espectador tem acesso. Sossego e privacidade total para as tribunas e repressão policial nas bancadas mais barulhentas. Acabaram-se os meninos à volta da 10A para os jogadores aprenderem coisas de Sporting e de verdade.

O antigo estádio implicava despesas anuais de manutenção de aproximadamente 2,5 milhões de euros ao passo que "a exploração do novo estádio e do complexo Alvalade XXI proporcionaria receitas anuais de 5 a 10 milhões de euros" (SCP, Inauguração, programa oficial, Agosto 2003). Foram tantas as receitas que até o Bingo fechou. Tiveram de vender aquilo tudo.

A vertigem pelo espaço urbanizável era tal que sendo obrigatória a lotação de 50 mil espectadores preferiram contabilizar os lugares atrás dos ecrãs gigantes, atribuindo-os aos cegos, já que estes não viam o campo.

GL já presidiu muito e mal. Para além disto e do que nos conta Ricardo Andorinho, convém relembrar que, em cinco daqueles seis órgãos, GL tinha como vice Diogo Gaspar Ferreira, sinistro membro que, mais tarde, vendeu os terrenos do antigo estádio, abaixo do valor de mercado, a uma promotora imobiliária (MDC) da qual viria ser administrador. Será PPC o seu braço direito credível desta vez?

Mas voltemos a Luís Duque e ao seu petit amie Freitas. Acertam duas em dez contratações. Assim também eu e saía bem mais barato. Prescindia dos 86 mil euros de prémio depositados, em 2006/07, na conta do Freitas por ter preterido o Fábio Coentrão (nem com a dica do rapaz..) e pelo 2º lugar alcançado na Liga. Bom, aqui o Sr. Francisco lá me deu razão. Também ele conhecia bem os danos irreparáveis de Freitas, parte deles em parelha com Duque e tão bem descrita na Magnus Opus de Zeferino Boal: 70 milhões de despesa versus 5 milhões de retorno.

Realmente, para quem repete a palavra credível 86 vezes por debate isto é muito pouco. Eu quero mais. Mais credibilidade e competência. Eu também. Com outras pessoas e, já agora, que percebam de bola.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Uma questão de categoria

O candidato Godinho Lopes terá afirmado que o "Sporting não pode ficar entregue a um Vale e Azevedo de terceira categoria." Não podemos estar mais de acordo com esta afirmação. Por isso não vamos votar nele.

quarta-feira, 2 de março de 2011

terça-feira, 1 de março de 2011

Dinasttia ou a nossa homenagem ao Vale e Azevedo

É inacreditável como a apresentação da candidatura de Godinho Lopes não gera indignação e asco generalizados. Godinho Lopes, meu deus... ao ponto a que chegou o descaramento desta gente. O homem dos paquetes da Expo. O autor do escandaloso negócio dos terrenos do antigo estádio com a MDC. Há quem coma toda a merda que lhe metam no prato. Aqui fica a nossa opinião sobre o assunto, cortesia do sempre atento Resistente.