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domingo, 12 de abril de 2009

Round 2 - O buraco (III)

Dias da Cunha - O buraco de 13 milhões era cumprido com a venda de jogadores.

Soares Franco - Mas não cumpriu.
O homem não pára de interromper o outro.

Dias da Cunha - Os bancos não falam em lado nenhum de incumprimeto. O buraco é uma invenção do SF para assustar a possível oposição.

A coisa anda à volta da questão da recompra. Pelos vistos Soares Franco só sabe jogar com as palavras. Não tem argumentos. Só jogatanas semânticas.

Round 2 - O buraco (II)

Soares Franco diz que até Julho o Sporting não fez um encaixe de tesousaria de 13 milhões. O que colocou o clube em ruptura financeira.

Dias da Cunha (baseado em palavras de Meireles) acusa SF de fazer fazer uma vergonhosa campanha eleitoral à conta de um suposto buraco de 16 milhões. SF ainda não conseguiu explicar is 281 milhões de défice.

Soares Franco parece um puto nervoso. sim, sim, sim...

Dias da Cunha fala do projecto dos bancos de 2005. "Injectaram mais uns quantos milhões no Sporting"..." mês a mês acompanharam a vida do Sporting"... "os bancos estavam completamente de acordo quanto ao adiamento do pagamento".

Soares Franco cita a escritório Morais Leitão que coloca o Sporting em incumprimento.

Pelos vistos quanto à alienção do Edifício Visconde para fazer face ao buraco estava tudo de acordo. Para Soares Franco a coisa por 16 milhões com possibilidade de recompra não eram válias. O negócio teve que ser feito por 13.

Para Dias da Cunha na 4ª reunião havia possibilidade de fazer a coisa por 16 com o Banif ou 20 com outro grupo.

Soares Franco diz que os bancos exigiam a venda definitiva do património.

22.35 - Entrámos no reino da patetice.

Round 2 - O buraco

O buraco de 281 milhões afinal são trocos 600 mil daqui, 700 mil dali e mais uns trocos. Tudo junto o incumprimento não passa os 3 milhões.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Sporting não é um clube com poucos sócios

Segundo o site do SCP temos cerca de 97.000 sócios, dos quais 58.000 efectivos.
Segundo o presidente do SCP, tínhamos em Outubro, 27.000 sócios efectivos. Ou seja, em 6 meses, aumentamos 114% (!) o número de sócios efectivos.
Segundo o site do SCP, em 5 anos (2004-2009) aumentamos em 31% o número de sócios. 24% o de sócios efectivos.
Segundo o site do SCP tínhamos em 2003/04 cerca de 74.000 sócios, dos quais 47.000 efectivos.
Segundo outra fonte oficial do SCP, tínhamos, em 2004, entre 90 e 100 mil sócios.

Confusos? Estupefactos com a matemática avançada da "cientologia leonina"?
Pois bem, nem tudo é mentira tresloucada. É de facto possível "fabricar" dados deste género. Basta que não se contabilizem os sócios que deixaram de pagar (os que morreram, os que desistiram de sustentar mafiosos, os que trocaram pela Sportv, etc., etc., etc.). Ainda assim algo não bate certo...
Eu não tenho os dados em relação ao Sporting (onde, na condição de sócio, me negaram o acesso à informação), mas tenho dados em relação ao Benfica (onde me facultaram informação) sobre a evolução dos sócios desde 1930 até 2004 em termos de registos de inscrição de sócios efectuados (jamais subtraíndo quem deixou de pagar quotas desde então). Nestas contas, entre 2000 e 2004 o Benfica cresceu 14% em inscrição de sócios. Será de crer que, entre 2004 e 2008, com a campanha dos "150 mil", esse número terá crescido um pouco acima.
No Reino do Sporting, diz-nos o site que afinal, com toda a probabilidade, superamos esse recorde! Mais!, Soares Franco, O Grande, eleva a fasquia, e diz-nos que com a 'crise de militância' batemos o recorde do guiness da militância: 104%!!! #erup+í~ê*!..............

foto: cartão postal produzido pelo ex-Secretariado da Propaganda Nacional

quinta-feira, 26 de março de 2009

Taça da Liga

Após um período de reflexão constante, duradouro, pelas constantes e ininterruptas notícias e comentários às peripécias da final desta competição, alegra-me tecer umas considerações.
Começando pelo jogo jogado, aquilo foi uma barraca autentica. Ainda bem que não paguei bilhete para ver aquele miserável espectáculo. Não me recordo nos últimos anos de um dérbi tão mal jogado, sem três passes seguidos, sem táctica consistente e com base no pontapé para frente e no chuta para o lado. Assim percorrendo a minha memória talvez nos tempos do octávio machado tenha havido um dérbi parecido.
Os jogadores quase todos uma lástima, do benfica nem me dei ao trabalho de observar mas do sporting realmente positivo só o passe de calcanhar do simon.
Posto isto, percebe-se o porquê de ter visto os jogadores sôfregos e de correrem mais do que na final do campeonato do mundo. A época deles estava em jogo naquela competição menor do futebol português. Pela minha parte não estou nada preocupado em perder aquela competição, o que me preocupa é o campeonato, isso é que faz o Sporting. Também tenho de reconhecer que se ganhássemos a taça ficaria contente, como fico quando ganhamos o torneio do guadiana.
No jogo além das tentativas tácticas falhadas, 4-2-2-2 no benfica e 4-1-3-2 no Sporting, muito por culpa dos elevados níveis de pressão associados a um salvar de época, ficou a ideia que no fim do campeonato, a faltar o mesmo, lá viriam os seguidores da seita oliveira costiana argumentar com uma época positiva pela conquista de mais um troféu-taça-competição. O período de ouro pós-modernista no Sporting.
Valeu o golo no início do jogo de resto um deserto e o resultado que assim deveria ter ficado.
Não ocorrendo isso, perdemos da melhor maneira que podíamos perder, com culpa do árbitro. Se fosse dentro de campo...
Quanto ao árbitro já quase tudo foi escalpulizado. Excepto de que ele ainda esteve pior do que dizem, faltou expulsar alguns jogadores de ambas as esuipas. E quanto ao cúmplice também.
Quanto ao pós jogo, pelo Sporting, assistimos à novela de Pedro Silva, como que um garoto em ponto grande. Um jogador a sério, se sentisse que foi injustiçado, como ele, faria como por exemplo o Zidane, ia para os balneários e não voltava, ou então não fazia nada. É assim pedro silva dá mais nas vistas fora de campo do que em campo.
Depois veio o nosso treinador. Devo dizer que subscrevo o seu gesto e as suas palavras. Só lamento que não tenha tido a coragem de subscrever em palavras o seu gesto com a mão. É que com aquela desculpa esfarrapada e ridícula também ele teve o seu momento à lá lucílio baptista. O facto de alguns Sportinguistas acharem giras estas declarações só revela o seu lado parcial, se fosse do outro lado uma justificação destas...
Tenho de dizer que na minha opinião, quando o jogo chegou ao fim dos noventa minutos tinha mandado retirar a equipa de campo, ou quanto muito antes de receber as medalhas. Mas como já explanei, parece que esta taçita era muito importante para o prestígio nacional das equipas em campo.
Para o fim veio o presidente do clube. Como nunca esperava nada concreto e acutilante deste lado, até fiquei surpreendido de início. Mas já vi que não me enganei e tudo o que vimos foi uma renúncia à direcção da liga tardia, umas declarações ensonsas e não haver resposta ás nojentas declarações do novo papagaio da luz. Pelo meio já deve ter dito que nunca mais iria falar com o hermínio - brutal. Não sei como se sentirá hermínio, petrificado talvez. Este rábula faz-me lembrar uma cena no filme braveheart, o rei inglês com medo da revolta e da conquista do norte da ilha, decide enviar um emissário para negociar. Com as dúvidas de quem enviar olha para o seu filho, figura frágil e delicada e diz: Não o posso enviar, ao vê-lo o inimigo era capaz de ganhar coragem para conquista o resto do país.
Nós vamos pelo mesmo caminho.
Agora já se virou a página, ou seja tudo na mesma.
É impressionante como se vira páginas neste clube e as coisas ficam na mesma, como munique.
Mas eu tenho memória e não me esqueço, e esta taçita não afasta o principal, campeonato. Só isso é que pode salvar a época e mesmo assim munique existiu, não foi uma invenção.

quinta-feira, 19 de março de 2009

A gestão do ecletismo e outras mentiras

Nem com sondagens encomendadas aos seus parceiros amestrados SF consegue sustentar a sua visão maniqueísta do ecletismo. Resumindo, fica claro para quem a leu que os sócios revelam um forte envolvimento e comprometimento com o 'ecletismo'. Diria até, bastante mais do que seria de supor. Imaginem se a sondagem contemplasse apenas o distrito de Lisboa...

Não sei se é pior a mania de SF nos tomar a todos por burros ou sua prepotência em querer vingar a sua obstinação em acabar com o ecletismo à custa muita areia para os olhos. Levado pela mentira nada o detém. E é vê-lo por com ar de virgem contabilista com a questão da quotização (lembram-se disto?) ou ainda pregando pela sustentabilidade…

A Franco e todos os gestores que acharam ‘muito cool’ imitar o Arena de Amesterdam e de importar os conceitos mercantilistas norte-americanos de gestão de recintos desportivos e cagar de fininho na história e idiossincrasia leoninas (em particular) e do desporto português (em geral), exigem-se as seguintes respostas:

Quanto perdemos até hoje por terem decidido estrategicamente não construir um pavilhão e uma pista de atletismo? Quanto perdemos por termos listas de espera de pessoas que querem praticar ginástica de leão ao peito? (já foram 7666, hoje somente 1100 praticantes!). Quanto é que perdemos, semanalmente, em patrocínios, apoios, mobilização, sócios e vitórias nas modalidades?

Como grandes gestores que são com certeza fizeram já fizeram a avaliação dos resultados esperados versus resultados obtidos..
A propósito da crise, alguém graffitou na parede duma faculdade de Lisboa: “Estes economistas para quê?!”. Está na altura de nós perguntarmos: “Estes gestores para quê?!"
Reflectemos nisso, caros consócios, e
stes gestoresinhos para quê?!...

quarta-feira, 18 de março de 2009

Sporting vs General Franco - Reflectindo o Ecletismo

Na semana em que o campeão europeu de pista coberta (coisa simples num país que nem dispõe duma) mereceu destaque na pág. 19 (isso mesmo) do Jornal do Sporting, o General Franco volta a atacar raivosamente o ecletismo. No jornal onde praticamente todas as semanas, um dos atletas do clube se queixa da falta de um pavilhão, comprova-se hoje o velho adágio: mais depressa se apanha um demagogo que o Rui Patrício um atraso do Polga.

General Franco tinha prevenido que os resultados da sondagem mereciam uma grande reflexão, pois:
“…90% dos inquiridos nunca foram ver uma prova. Pior que isso, cerca de 80% nunca viu mais do que um ou dois jogos na TV.”

“60% quer um pavilhão, mas tem de ser em Alvalade. Se não for em Alvalade, só 54% quer estas instalações.”

“51% não está de acordo em comprar um lugar, mas 74% quer ter modalidades. No entanto, 70% não está de acordo que seja o futebol a pagar modalidades.”

Ora reflictam clicando aqui.

E afinal o que temos? Temos, mais uma vez, de repor a verdade adulterada pelo General Franco. De uma amostra ‘geograficamente representativa da massa associativa’ podemos inferir que:

  • Cerca de 3000 sócios conseguiram dar com o pavilhão do Casal Vistoso para ver a equipa de Andebol. Cerca de 4500 já foi a Loures apoiar o futsal e cerca de 3000 já foram ‘uma, duas, três ou mais vezes’ ver uma prova de atletismo sabe-se lá aonde;
  • Pior que isso, cerca de um terço dos sócios inquiridos já viu ‘mais do que três vezes’ jogos de Andebol na SporTV (!) mesmo sendo alguns deles transmitidos à mesma hora que a da equipa de futebol! Caros, é mais gente do que aquela que nunca viu nenhum jogo! Pior ainda, 46% já televisionou o futsal ‘mais do que três vezes’, sendo que apenas 12% nunca viu nenhum!
  • 76% (e não 60%) querem um pavilhão. 54% concorda que, na impossibilidade de ser em Alvalade, deve ser construído noutro sítio. Está visto, é só irracionalidade e ingratidão!
  • 36% (= 9720 sócios) está disposto a comprar um ‘lugar anual’ ou ‘especial para 10 anos’. Lembro que os pavilhões não costumam ter mais de 2500 lugares. E ainda faltam “arrumar” os 51% de sócios mais os não-sócios que preferem comprar ‘jogo a jogo’.
  • 63% não está de acordo que seja o futebol a pagar modalidades. Porém, 45% acha que ‘entre 20 a 30%’ da quotização deve ser canalizada para as modalidades. 23% acha que deve ser ‘30% ou mais’. Só 12% acha que deve ser ‘menos de 20%’.

Calma! Numa coisa ele diz a verdade: “Portanto contas feitas, isto tudo não dá sequer zero. Dá menos de zero.”

Ora… 1 geração roquete = -1 pavilhão - 1 pista de atletismo = - público - pagantes - sócios - milhares de espectadores - milhares em proveitos e receitas , Sim, isto dá menos de zero.

Patrimónios

A posta abaixo do Stan Valkx ia-me suscitar um comentário, mas decidi transformá-lo numa outra posta. Isto porque estas declarações passaram, infelizmente, sem resposta na altura, mas certamente merecem a nossa melhor atenção e alguma reflexão que serão sempre actuais.
O que é afinal o "património" do Sporting? Soares Franco parece ter dele uma noção estreita. É que para além do betão, há muito mais coisas que ele não incluirá nessa categoria, que são de facto património do Sporting!! Os 12-1, por exemplo, são (agora e infelizmente) património do Sporting. E foi sob o consulado dele que esse património foi adquirido. Vai ser deixado aos leõzinhos do futuro como um símbolo do legado de Soares Franco. E este novo património, que é, por sua vêz, um atentado ao outro património do Sporting, não sai nem com pintura!
Até o próprio Soares Franco é, infelizmente, património do Sporting. Um "património" que deixa uma "marca" indesejável, ela própria, um atentado ao património. Mas o senhor presidente não precisa de exagerar: a defesa do património do Sporting, deste e do outro, NUNCA será feita pela polícia de intervenção! Está aí aliás o grande problema do legado do presidente: deixar que o património do Sporting seja gerido e defendido por outras entidades que não os Sportinguistas!
Embora alguns dos seus próprios atentados já não possam infelizmente sair nem com pintura e, por isso, a grande escorregadela pareça iminente --uma ideia que sai reforçada pelas imagens--, estou certo que haverá sempre um Sportinguista para o amparar se fôr preciso...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Unidos na Seriedade


Agora é a rabula dos jovens com medo da Europa. Mas eles não eram os mesmos no ano passado? Ou seja, a sua maturidade regrediu. Para comediante já pouco falta. Andava a ler as declarações sérias deste indivíduo e lembrei-me logo de outras declarações sérias de outro indivíduo.



quinta-feira, 12 de março de 2009

Disfunção e continuação da campanha de mentecaptismo dos Sportinguistas

O disfuncional: "Não sinto humilhação pelo que aconteceu em Munique, diz Soares Franco". Reconheço que ele diz o que sente, é preciso sentir o Sporting para se sentir como os Sportinguistas se sentem.

Os que nos querem fazer passar por mentecaptos: "Polga refuta declarações do 24 horas".Ou seja, ele refuta, não diz que a mulher dele é mentirosa ou que o Jornal forjou declarações. Ou seja, falaram os dois verdade, a mulher diz que éuma coisa, ele diz que é o inverso. Ou para mim, ela vai defendê-lo e dizer o que se passa e ele depois vem dizer que aquilo não é bem assim. Foi uma maneira ardilosa de se evitar uma repetição da situação do Stoijkovic, assim ele não e castigado ou o tipo que é treinador do nosso clube tinha de rever os seus princípios e não castigar um jogador por declarações de familiares.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Oxímoro

"O presidente do FC Porto teve a hombridade de me telefonar a transmitir a eventual decisão do seu clube para o jogo de quarta-feira, tendo mostrado a preocupação de que se a decisão fosse não comparecer tal não deveria ser considerado como uma agressão ao Sporting"

Dizem os manuais que um oxímoro é uma figura de estilo que harmoniza dois conceitos opostos numa só expressão. No fundo, é isso que é quando aplicado para fins poéticos e literários. Ou seja, quando não é utilizado inadvertidamente. Apesar de no futebol português ser uma figura de estilo recorrente ela não se encontra reflexivamente popularizada. Já em inglês a expressão é utilizada sem grande parcimónia no dia-a-dia: para adjectivar pessoas que são ignorantes ou que não sabem do que falam. Já todos vimos e ouvimos a expressão moron, como em "you're a moron". Pois bem, moron, como imaginam, deriva de oximoron. O presidente do concelho directivo do Sporting Clube de Portugal e da Sporting SAD conseguiu pois a proeza de juntar "hombriedade" e "presidente do FC Porto" na mesma frase. Um oxímoro, portanto. Mais um a juntar à longa lista que o futebol português foi produzindo.
Para além, da riqueza formal, a expressão de Filipe Soares Franco também merece uma análise mais substantiva. Antes de mais, por entrar em contradição com as declarações de Paulo Bento, que afirmou, no mesmo dia, estar a preparar o jogo de quarta-feira. Mas para além desta contradição, que não revelará mais do que os problemas de comunicação na estrutura da Sporting SGPS, o oxímoro mostra acima de tudo a falta de comprometimento da actual direcção com aquilo que de forma algo antiquada poderemos apelidar de verdade desportiva. Falta de comprometimento que se manifesta de diversas formas.
Antes de mais, pela incapacidade de tomar uma posição no golavrás gate. O Sporting manteve uma posição de neutralidade, como se à margem dos acontecimentos, que em nada ajuda a dignificar o papel que pretendemos, e exigimos, desempenhe na reforma do futebol português. Em segundo lugar, e como explicou José Manuel Meirim no domingo no jornal Público, o golavrás não era a única porta do cavalo no regulamento da Taça da Liga (A Última Roulote não faz publicidade). Segundo Meirim, no dia 23 vieram a lume factos que poderiam colocar em causa a regularidade da participação do FC Porto na Taça da Liga. O problema tinha que ver com a composição da equipa do Porto no jogo com o Vitória de Setúbal. Meirim cita os regulamentos: "Durante a competição [...] os clubes são obrigados a fazer participar nas suas equipas em cada jogo pelo menos 5 jogadores que tenham sido incluídos na ficha técnica como efectivos em um dos dois últimos jogos oficiais da época em curso, salvo caso de força maior, comunicado à Liga com a antecedência mínima de 5 dias antes da realização do respectivo jogo e, desde que, os motivos invocados sejam considerados pela Liga como justificativos". Mais uma vez voltamos a uma questão linguística, pelos vistos o maior problema do futebol português. Do onze inicial do FC Porto no jogo com Vitória de Setúbal apenas Pedro Emanuel havia sido sido efectivo num dos dois últimos jogos. Meirim continua a citar os regulamentos: "De acordo com o RC [regulamento de competições], o que é um jogador efectivo? Se lermos o RC (se não bastasse a norma transcrita), este contrapõe, com rara clareza, efectivo a suplente (artigos 18.º, n.º 7 e 26.º, n.º 8). Efectivos são os 11 jogadores que iniciam o jogo como titulares". Tendo em conta esta regulamentação finalmente chegamos a um comunicado da Liga Portuguesa de futebol Profissional, datado de 24 de Setembro de 2007 que faz uma outra leitura:« a) existe uma obrigação de "participação efectiva de pelo menos 5 jogadores que tenham sido efectivamente utilizados"; (b) por "efectivamente utilizados" entendem-se os jogadores que fizeram parte da formação inicial ou foram suplentes utilizados.» O ponto de chegada deste imbróglio tem simplesmente que ver com o facto de o comunicado da Liga se referir a uma expressão (efectivamente) que efectivamente não existe nos regulamentos. Para Meirim trata-se de uma alteração da regra por via imprópria, tornando-a inválida.
Mas como se não bastasse o facto de irmos defrontar um adversário em situação irregular na competição que exercia simultaneamente pressão sobre terceiros com a conivência da direcção do Sporting Clube de Portugal, é necessário reflectir sobre os comentários da posta mesmo aqui em baixo, onde são apontadas duas causas ao insucesso desportivo do clube nos últimos anos: os baixos orçamentos e as arbitragens. Sabendo-se que o presidente do FC Porto é um dos principais responsáveis pela degradação do futebol português nos últimos 30 anos e um dos principais suspeitos em vários processos judiciais relativos a corrupção na arbitragem não seria do mais elementar bom senso que a direcção do Sporting Clube de Portugal, na defesa dos mais básicos interesses do clube, se abstivesse de traficar com um representante suspenso de uma organização desportiva? Mais ainda, não se exigiria à direcção do Sporting Clube de Portugal que de alguma forma procurasse uma alteração nos regulamentos disciplinares da FPF e da LPFP para que a suspensão dos dirigentes condenados por crimes corrupção correspondesse uma incapacidade para o exercicío de cargos desportivos durante o período da suspensão?
Não podemos, igualmente, separar estas questões de duas outras. Por um lado, dos benefícios económicos derivados das vantagens competitivas adquiridas por meios ilícitos. Ainda relacionado com a questão das vantagens competitivas convém relembrar que a sua institucionalização coloca os outros competidores em condições de desigualdade em momentos posteriores. Certamente que se poderá argumentar, e com razão, que o próprio FC Porto foi durante décadas prejudicado, em detrimento de Sporting e Benfica, pelo tipo de vantagens competitivas que veio nos últimos 25 anos a adquirir. Isso não legitima, na minha opinião, procedimentos irregulares. Por outro lado, e para além das questões financeiras associadas aos resultados desportivos, é de salientar o facto de o próprio modelo de gestão empresarial que vem sendo defendido pelas diversas direcções do Sporting Clube de Portugal nos últimos 13 anos coloca em causa o regime de concorrência a que estão sujeitas as competições desportivas em Portugal, e no resto da Europa. Se em Inglaterra, para além dos adeptos do Manchester United foi o próprio governo de Tony Blair a inviabilizar a OPA de Rupert Murdoch sobre o clube, com base no conflito de interesses, no caso português com SAD's e clubes sistematicamente no vermelho o futebol não apresenta um intesse económico directo evidente. A não ser que cadeias televisivas, mediadores mediáticos (passe o pleonasmo) patrocinadores, bancos, empresários de jogadores e empresários da construção civil criem um consórcio que tem por base a exploração do futebol português em regime fechado e em detrimento da verdade desportiva, subjugada aos interesses económicos, que poderão fazer rodar campeões ao ritmo das receitas de quotização, serviços de dívida e audiências. Mas nada disto parece interessar à actual direcção do Sporting Clube de Portugal. Recito de memória: Pinto da Costa teve a hombriedade de ligar a dizer que o Porto se calhar não ia comparecer ao jogo amanhã. O que vale é que mesmo escasseando o pão, no rectângulo circo é que nunca falta.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Amigos dos Amigos

{**Escrevi esta posta antes da entrevista de SF mas só agora foi possível publicar. Como reparei depois, a "ideia inovadora" já estava num grau de cozedura muito mais avançada..**}

Acabei de receber quatro sms do Sporting a incentivar-me à participação na vida do clube. Simultaneamente leio, no jornal do SCP, a coluna desse colunável senhor que vem destapando, pela 2ªsemana consecutiva, a sua proposta de revisão estatutária de tamanho familiar e que deverá "recomendar" no Congresso. Defende que as AG deixem de existir como sempre existiram. Isto é, daqui para a frente «o povo sportinguista deverá ter consciência de que as Assembleias Gerais universais, só para eleger os seus representantes ou referendar determinadas deliberações de importância fundamental. Para todas as outras matérias de competência da Assembleia Geral, deverá eleger delegados a um órgão (para mim, o Conselho Leonino, com mais membros) a quem essa competência deverá ser delegada
A razão para isto, como é habitual neste personagem, não é explícita. Os argumentos apontados são de desmanchar a rir (ou a chorar). Diz-nos que tem a ver com uma simples transposição daquilo que se passa no País e nos partidos (democracia representativa) e porque há questões "fundamentais" (mais um critério claríssimo) que não podem ser decididas "nem por meia dúzia nem por uma multidão". Isto é o horror, oh meu Deus!, livrai-nos das multidões de sócios interessados em participar!!...
Mas se esta proposta de aniquilar o associativismo em 97 minutos e meio não vos assusta, eu deixo-vos o requinte da prosápia despudorada deste ex-post-ex-candidato à presidência: «Acresce que o que proponho proporciona maior participação dos sócios do Sporting na vida do Clube, e de uma forma mais regular. (...). Quando o tema é importante e exige discussão, temos de alugar espaços (com as despesas inerentes...), não há tempo para discutir nada, e as votações são para os mais resistentes!...». É no mínimo imoral colar o argumento da "ausência de pavilhão" à inexistência de salas baratas para justificar o que defende. Passa a ser duplamente imoral quando alguém que se queixa do pouco tempo disponivel para discussão tenha sido o "grilo falante" da AG de 28 de Maio, após ter "coleccionado" longos minutos de antena com inscrições doutros sócios. Não é assustador o xico-espertismo de Dias Ferreira. Mas é assustador saber que, apesar de ser um amigo de 3ª fila, isto é ideiazinha para a Direcção - seja com Franco ou outro dos seus amigos - levar à AG e, com a ajuda dos amigos de 1ª fila, sentenciar de vez o fim de um dos pilares do associativismo e um lugar único de reprodução do vínculo e cultura do clube. Impressiona como não conseguem propor nada que não seja passe por decapitar a base social do clube para entregá-lo a amigos (da SAD à África do Sul). Impressiona ainda mais como há sportinguistas que não vêm o perigo que isto representa.
E para quem acha que os destinos do clube estão melhor entregues a mais Conselheiros Leoninos é favor lerem a posta do 1906 Luta e Resiste que legitimamente se interroga:

"Deve ser só impressão mas a gamela vai rodando e os nomes pouco se alteram, tudo isto não passará de uma grande coincidência cósmica? Ou esta cambada de dirigentes a conselheiros é tudo malta que se vende por 2 copos de tinto?"

Como dizia o Bonga, amigo do amigo, amigo é. E parece ser este o lema de um clube centenário cada vez mais transformado numa coutada de

#Adenda de hoje - Nas entrevistas, SF argumenta que seria uma forma dos sócios que habitam longe de Lisboa pudessem ser representados. Concordo. E assim de repente tenho duas ideias geniais sem ter de abdicar deste modelo: a primeira, desburocratizar a concessão de poderes de representação (acreditem: é de um gajo desistir!) e; segunda ideia genial, divulgar (no sentido etimológico da palavra) COM ANTECEDÊNCIA a data das AG.
O cu, meus Amigos, não tem nada a ver com as calças.

Depende da hora do dia ou o que ontem foi verdade hoje pode ser mentira ou ainda já ias intrujar para outra freguesia

O Paulinho Cascavel já o havia referido. Agora é hora de o recuperar.

Soares Franco, ao MaisFutebol a 02/04/2008:

Não foi este Cristiano Ronaldo que saiu do Sporting. O Sporting tem mérito na formação, mas ele chegou ponde chegou por estar a jogar no Mancheter United...
Como é que posso ter arrependimento? Ele tinha 18 anos, ainda não era uma referência do futebol sénior, nem do futebol europeu.


Soares Franco, ao Jogo, a 09/01/2009:

Mas é esse o fundamento: a formação existe para alimentar a equipa profissional de futebol, não é para descobrir Cristianos Ronaldos, porque isso qualquer treinador de futebol que o observe aos 12, 13 anos percebe que está ali um génio em potência. E também não existe para vender o Cristiano Ronaldo aos 18 anos. Isso é quase ser-se mercenário, embora o Sporting não o tenha sido nessa situação em concreto devido ao contexto em que isso se verificou e até à situação financeira do clube nessa altura. Mas não é essa a finalidade.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Mas... ou Orwell


A minha opinião sobre a entrevista está expressa, na íntegra, no cacifo, que, numa jogada de antecipação, fez a leitura que se impunha. Depois é sempre giro ver a Centúria a fazer (com muita gargalhada e galhofa pelo meio) aquilo que numa gíria que eles muito bem dominam se chama insider trading. A palhaçada ainda não acabou. A chantagem já recomeçou. A palavra chave da entrevista é "mas". Mas também poderia ser "vaga de fundo". O homem ainda se podia candidatar se o projecto de "modernidade e inovação" tivesse pernas para andar. Nada me move contra Soares Franco em particular e é-me indiferente o projecto das VMOCS e da SCS andar para a frente com ou sem ele. Não quero é o projecto. Seja ele o proponente ou seja um seu sucessor. Muito se falou também na seriedade da entrevistadora. Foi relativamente óbvio que Judite de Sousa não dominava o assunto. O conhecimento que tinha era de leituras superficiais de jornais. Depois de Soares Franco anunciar a nova AG para votar as VMOCS (que nojo de expressão) e a passagem da SCS para a SAD a pergunta que se impunha era se os sócios não tinham já votado essas medidas a 28 de Maio. Ficou no bolso. Do SCP não se falou muito.

Adenda 00:39 - As perguntas que o LdV enviou à Judite de Sousa. Pelos vistos não foi só por desconhecimento que algumas questões não foram colocadas.

Parece que se enganaram!