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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Renovar não. Prolongar sim

O Paulo Bento é foverer, o Presidente foi eleito por 4 anos, mas o contrato (prolongado) é só por dois anos.
E esta hein?!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

(des)Igualdade

A propósito da não renovação de Derlei, surgiu-me no pensamento uma ligação outro caso em quase tudo idêntico, de seu nome Sá Pinto.
É factual que Derlei poderia fazer mais uma época no Sporting, seria um bom suplente. É factual que o jogador antes do fim da época anunciou o fim da sua carreira. É factual que os colegas e o treinador e a direcção foram sugerindo que reconsiderasse. É factual que Derlei mudou de opinião e decidiu não terminar a sua carreira. É factual que a direcção do Sporting com a anuência do treinador apresentou uma proposta que Derlei recusou.
Com o Sá Pinto é factual que quando decidiu terminar a sua carreira, também poderia ter feito mais uma época. É factual que o jogador antes do fim da época anunciou o fim da sua carreira. Não me recordo se os colegas sugeriram que reconsiderasse. Igualmente não me recordo que alguém da direcção ou o treinador, Paulo Bento, sugerisse que reconsiderasse. É factual que Sá Pinto mudou de opinião e decidiu não terminar a sua carreira. É factual que Sá Pinto era capitão de equipa.
É factual que Sá Pinto falou publicamente sobre o caso sugerindo que queria continuar no Sporting. É factual que a direcção do Sporting não lhe apresentou nenhuma proposta para continuar como jogador e Sá Pinto continuou a carreira fora de Portugal. É factual que a justificação para a não renovação com Sá Pinto foi explicada pelo treinador com o fundamento que este teria tomado uma opção e comunicado a mesma ao Sporting, pelo que apesar de ter mudado de ideias já não fazia parte dos planos para a próxima época.
Com base nestes factos a conclusão é que ambas as situações tiveram uma grande similitude, a diferença entre ambos os casos teve a ver com a intenção por parte do treinador do Sporting em que Derlei continuasse e com os apelos de petições públicas ao qual o "sondagens men" Rui Oliveira e Costa deu a propaganda televisiva, ao invés de Sá Pinto. Poderia argumentar-se com a questão do timing, mas tal como Sá Pinto, Derlei só reconsiderou a sua posição no fim da época.
O que se retira, subjectivamente, é que por qualquer motivo técnico e táctico o treinador queria a continuidade de Derlei e não a de Sá Pinto, ou então por qualquer outro motivo não apurado.
O meu palpite vai para um um motivo indirectamente relacionado com a autoridade do treinador, que é o facto de Sá Pinto ter sido colega de equipa do treinador. Esta ideia baseia-se nas saídas expeditas de todos os jogadores em iguais circunstâncias. A excepção de confirma a regra é o eterno suplente de guarda redes Tiago.
Foi com mágoa que vi esta situação acontecer no Sporting, não pela proposta de renovação do Derlei, mas pelo tratamento desigual que agora se veio verificar ter acontecido com Sá Pinto, que não o merecia. Merecia um tratamento igual ao do Derlei.
A suposta igualdade de tratamento foi uma alegoria.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Era já a seguir

É que era já a seguir que trocava já um pseudo Fergusson por um pseudo Guardiola.

domingo, 24 de maio de 2009

A táctica da malta - Losango forever!!!

Para o último jogo desta penosa época vamos apostar no losango (forever).
Não na forma aborrecida do 4-4-2 com um trinco, um 10, e dois médios centros, mas numa táctica que aposta no futebol espectáculo (é o último jogo porra), que não leva as pessoas a bocejar a partir dos 20 minutos da partida e que aposta num resultado de 4-3 e não de 1-0 (o ataque é que ganha os campeonatos).

Então para logo aposta-se num 3-4-3.
O guarda redes será Tiago.
O trio de defesas será composto por dois centrais, Tonel à direita, Carriço à esquerda e Polga a libero.
O quarteto do meio campo será composto por Adrien a trinco, Pipi a médio ofensivo e depois dois laterais ofensivos, Rony na esquerda e Pereirinha na direita.
O tridente ofensivo será composto no Derlei a ponta de lança, e dois segundos avançados, Liedson a descair para a direita e Djaló pela esquerda.

Quanto à defesa, como é a última jornada vamos deixar o Polga pensar que ele é um Beckenbauer renascido, que vai ao ataque, que desequilibra, que faz passes de rotura e que remata bem e marca.
No meio campo, claramente a única posição de jeito para o Rony e uma menos má para o extremo Pereirinha.
No ataque, três avançados móveis, ficando Derlei como avançado mais fixo, posição que na qual pode ir trocando com Liedson.
Ficamos com os quatro juniores no banco mais o Patrício. Não deve ser nenhuma novidade para ninguém que os quatro juniores nenhum é extremo, a formação do Sporting já foi a melhor escola de extremos do mundo. Graças ao losango forever podemos dizer Figo, Quaresma, Ronaldo: JÁMÉ.

terça-feira, 19 de maio de 2009

O candidato da reforma

Depois de Filipe Soares Franco ter sido proclamo do como o salvador do Sporting, eis que pelo povo aparece quem o homem capaz de devolver o Sporting à sua grandeza do período dos cinco violinos.

Ontem José Eduardo Bettencourt (JEB) apresentou a sua candidatura rodeado de amigos, apoiantes, um padre e elementos das claques. Achei bonito, se fosse de uma claque também lá estaria, afinal convém sempre apoiar o futuro hipotético candidato de forma a não perder o status quo.

JEB terá dito que não fomos campeões por falta de sorte (esta também faz parte do apito dourado? A senhora sorte?) mas que com um bocado mais de treino seremos campeões. Para já gostei destas declarações. Ou seja, Paulo Bento terá de pôr a equipa a treinar mais pois esta não treina o suficiente. Ou então terá Paulo Bento de treinar mais, para deixar de ser um treinador danoninho e conseguir chegar ao primeiro lugar.

Outro ponto positivo nesta candidatura foi o facto de JEB ter dito que enganou muita gente, ao menos começa bem, a dizer a verdade.

Outro ponto ainda positivo foi ter dito que defende a transparência, eu também, e é por isso que acredito que com JEB os ordenados dos administradores da SAD e do clube (a existir) serão públicos. Acredito ainda (nesta minha fase pueril e de acreditar no pai natal verde) que será feita uma auditoria externa às contas do grupo Sporting nestes últimos 13 anos. Acredito piamente que foi por isso que Ernesto Ferreira da Silva apoia JEB. Ele que é um dos líderes da BDO, empresa que é ROC do Sporting será um dos defensores de uma auditoria às contas do clube, tal como fizeram no BPN.

Ainda mais positivo ainda será o rumo de mudança que deverá ser proposto por JEB, à excepção de Rogério Alves para presidente da mesa da assembleia geral, de Ribeiro Telles, Paulo Bento, Pedro Barbosa para o futebol, de Nobre Guedes para a área financeira e de Salema Garção para o marketing, os rostos que restam poderão ser diferentes. Grandes mudanças em perspectiva!
Os sócios e adeptos do Sporting já prometem fazer fila para adquirirem os bilhetes de época, então com uma nova estratégia de marketing liderada por quem liderou estas últimas, o sucesso é garantido.

Assim , sinto-me esperançado, pois agora quem ganham campeonatos já não são os violinos dentro de campo, mas aqueles de jogam por fora e JEB já tem os seus cinco violinos (Rogério Alves, Ribeiro Telles, Paulo Bento, Pedro Barbosa e Nobre Guedes e ainda poderemos contar com um violoncelo que dá pelo nome de Salema Garção.

Já era altura de o Sporting ter como presidente um gestor empresarial de topo. Assim seremos imparáveis, o título é uma certeza e o pavilhão também. Nada será como dantes.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Taça da Liga

Após um período de reflexão constante, duradouro, pelas constantes e ininterruptas notícias e comentários às peripécias da final desta competição, alegra-me tecer umas considerações.
Começando pelo jogo jogado, aquilo foi uma barraca autentica. Ainda bem que não paguei bilhete para ver aquele miserável espectáculo. Não me recordo nos últimos anos de um dérbi tão mal jogado, sem três passes seguidos, sem táctica consistente e com base no pontapé para frente e no chuta para o lado. Assim percorrendo a minha memória talvez nos tempos do octávio machado tenha havido um dérbi parecido.
Os jogadores quase todos uma lástima, do benfica nem me dei ao trabalho de observar mas do sporting realmente positivo só o passe de calcanhar do simon.
Posto isto, percebe-se o porquê de ter visto os jogadores sôfregos e de correrem mais do que na final do campeonato do mundo. A época deles estava em jogo naquela competição menor do futebol português. Pela minha parte não estou nada preocupado em perder aquela competição, o que me preocupa é o campeonato, isso é que faz o Sporting. Também tenho de reconhecer que se ganhássemos a taça ficaria contente, como fico quando ganhamos o torneio do guadiana.
No jogo além das tentativas tácticas falhadas, 4-2-2-2 no benfica e 4-1-3-2 no Sporting, muito por culpa dos elevados níveis de pressão associados a um salvar de época, ficou a ideia que no fim do campeonato, a faltar o mesmo, lá viriam os seguidores da seita oliveira costiana argumentar com uma época positiva pela conquista de mais um troféu-taça-competição. O período de ouro pós-modernista no Sporting.
Valeu o golo no início do jogo de resto um deserto e o resultado que assim deveria ter ficado.
Não ocorrendo isso, perdemos da melhor maneira que podíamos perder, com culpa do árbitro. Se fosse dentro de campo...
Quanto ao árbitro já quase tudo foi escalpulizado. Excepto de que ele ainda esteve pior do que dizem, faltou expulsar alguns jogadores de ambas as esuipas. E quanto ao cúmplice também.
Quanto ao pós jogo, pelo Sporting, assistimos à novela de Pedro Silva, como que um garoto em ponto grande. Um jogador a sério, se sentisse que foi injustiçado, como ele, faria como por exemplo o Zidane, ia para os balneários e não voltava, ou então não fazia nada. É assim pedro silva dá mais nas vistas fora de campo do que em campo.
Depois veio o nosso treinador. Devo dizer que subscrevo o seu gesto e as suas palavras. Só lamento que não tenha tido a coragem de subscrever em palavras o seu gesto com a mão. É que com aquela desculpa esfarrapada e ridícula também ele teve o seu momento à lá lucílio baptista. O facto de alguns Sportinguistas acharem giras estas declarações só revela o seu lado parcial, se fosse do outro lado uma justificação destas...
Tenho de dizer que na minha opinião, quando o jogo chegou ao fim dos noventa minutos tinha mandado retirar a equipa de campo, ou quanto muito antes de receber as medalhas. Mas como já explanei, parece que esta taçita era muito importante para o prestígio nacional das equipas em campo.
Para o fim veio o presidente do clube. Como nunca esperava nada concreto e acutilante deste lado, até fiquei surpreendido de início. Mas já vi que não me enganei e tudo o que vimos foi uma renúncia à direcção da liga tardia, umas declarações ensonsas e não haver resposta ás nojentas declarações do novo papagaio da luz. Pelo meio já deve ter dito que nunca mais iria falar com o hermínio - brutal. Não sei como se sentirá hermínio, petrificado talvez. Este rábula faz-me lembrar uma cena no filme braveheart, o rei inglês com medo da revolta e da conquista do norte da ilha, decide enviar um emissário para negociar. Com as dúvidas de quem enviar olha para o seu filho, figura frágil e delicada e diz: Não o posso enviar, ao vê-lo o inimigo era capaz de ganhar coragem para conquista o resto do país.
Nós vamos pelo mesmo caminho.
Agora já se virou a página, ou seja tudo na mesma.
É impressionante como se vira páginas neste clube e as coisas ficam na mesma, como munique.
Mas eu tenho memória e não me esqueço, e esta taçita não afasta o principal, campeonato. Só isso é que pode salvar a época e mesmo assim munique existiu, não foi uma invenção.

sábado, 14 de março de 2009

A Técnica, a Táctica e o Surrealismo

foto "roubada" ao blogue catenacc10 e de onde recomendo esta posta descoberta via Pontapé na Lógica

Porque esse teu esquema é burro nem quando ganhas tu tens mérito Paulo”, Valete

Tendo a abster-me de mandar postas sobre tácticas não só porque o Yazalde sabe mais do que eu mas porque, apesar do encanto que há em nos armarmos publicamente em professor marcelo das tácticas, prefiro correr o risco de me embaraçar só entre amigos. Pelo menos quando estou sóbrio. O que me fez então romper com essa premissa apeneilarada? Basicamente a vontade de esbofetear pessoas.
Depois de levarmos doze na bilha e de já termos enfardado dez em dois jogos com os espanhóis pelos vistos ainda há gente adulta que acha que o PBento não tem responsabilidades nisto a que me custa dar um nome. Eles dividem-se em dois. Os primeiros, nos quais quase me incluo, baseiam-se no Princípio de Peter que, curto e grosso, nos leva à condescendência do ‘quem não sabe, a mais não é obrigado.’ E a responsabilidade é pois inteirinha do superior hierárquico que o segurou no lugar que ocupa. Nada a obstar por agora. Os segundos, a quem desde já desejo as melhoras, no seu conjunto apresentam todo o tipo de cósmico-mirabolantes explicações reflexo do quão estão perdidos no espaço. Desde os argumentos da ‘falta de peso’ até à de culpar exclusivamente jogadores (em geral ou particular) ou (ainda!) os orçamentos tudo fazia pensar estarmos perante um ‘caldo’ flaubertiano propício à reflexão sobre a estupidez humana. Mas não, não era estupidez.
Não vou perder muito tempo em discutir com os Tonis da massa corporal que acham que a chave está em trocar o Liedson e o Ribéry pelo Purovic e um desengonçado mas alto e forte alemão, nem em desenhar setas a mostrar como o treinador é responsável pela motivação dos jogadores e em como o nosso tudo fez (e os dirigentes tudo têm feito) para que a “motivação” fosse baixa (e para mim até não foi!) num jogo onde ela até surge com tranquilidade. Vou antes atacar os obcecados defensores de Bento que na hora de justificar um 12-1, a táctica, essa coisa que acima de tudo define os resultados (vem nos livros, ao lado capítulo sobre o cabecear de cima pra baixo), deixa de contar! Qual raposa esperta, metem-na no bolso e, neste caso, a culpa é da falta de “mentalidade” ou das “tipologias de carácter” de alguns jogadores. O emocional explica tudo e abafa tudo! E é tudo! Despacha-se assim o assunto sem sustentar a resposta, sem qualquer referência ao prof. Karamba ou sequer, pra não pedir muito, ao António Damásio. Não havendo, como convém, psicólogos de serviço conclui-se portanto tratar-se de uma vertente até hoje injustamente desconsiderada pelos grandes filósofos e especialistas das Belas Artes: o Surrealismo Táctico-Psicologizante. E como qualquer obra surrealista, ela não se explica pois está gnosiologicamente liberada de explicações.
Fora deste âmbito, a única base mínima para discussão é a de que os jogadores desobedeceram propositadamente ao técnico ou que foram corrompidos pelo Beckenbauer. Mas até agora ainda não ouvi essas…
Ora, mesmo não sendo as tácticas a entrarem em campo, é evidente que são elas que determinam não haver cincos a zeros aí aos magotes.
***************************
O losango até é um bom losango. Para mim, que defendo que a táctica deve ser construída com base nas características dos jogadores e não o inverso, até estou de acordo com ela. Mas não é o losango em si que determina a maior humilhação de sempre. É a vida que ele (não) tem. É a técnica da táctica que está em causa. Se uma equipa sem elasticidade, com melhores jogadores que os adversários (=jogar liedson e vukcevic), com transições ofensivas da pré-primária, sem jogadas planeadas, presos a um modelo do ‘1-0’ pensado a partir da defesa, ainda consegue ir disfarçando as debilidades contra algumas equipas mais fracas, quando apanham equipas com melhores jogadores, outro calibre táctico e ao que se junta um pendor ofensivo “demasiado” planificado e oleado e ainda umas pitadas de azar… é o descalabro! A puta da hecatombe! Deixem-se de merdas! Os jogadores não são papoilas emocionais saltitantes, não andaram a passear (pelo menos na maioria), não estavam corrompidos e nem desobedeceram ao treinador. Fundamentalmente nunca estavam no lugar certo porque ninguém lhes soube ensinar. O resto vem por acréscimo. Ponto final.
A bem ou a mal o Bento há de bazar e agora que todos já têm (ou deviam ter) consciência da gravidade do que foi a política desportiva para o futebol* dos últimos anos importa pensar como fazer o ‘reset’.

* s.f.f., mais uma vez, não a reduzam aqui aos eternos “jovens” da academia.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Caça de Mitos Sportinguistas # Missão 2: a juventude da equipa

Desmascarada a falácia do orçamento que, de tanto batida e rebatida, se tornou num mito que turva a nossa visão sobre os problemas da equipa, chegamos à segunda missão.
O mito 2 parte dum consenso gerado por sermos conhecidos como um plantel composto por muitos jogadores vindos da ‘Escola de Formação’.

Mito 2 – O Sporting é uma equipa inexperiente e pouco “madura”.
O argumento é: 'A experiência e maturidade são muito importantes. O SCP tem um conjunto de jogadores muito jovens e “tenrinhos”, fruto da aposta na ‘Formação’. Logo o Sporting tende a falhar mais devido à falta de experiência e maturidade*.'

1. Sob ponto de vista estatístico o SCP não é o mais inexperiente ou imaturo dentre os três grandes. MUITO pelo contrário.
A média de idades dos plantéis é:
FCP – 23,7; SCP – 24,3; SLB – 25,1;
Mas como a classificação na tabela é, antes de tudo, “obra” dos seus intervenientes…
A média de idades dos 18 mais utilizados é:
FCP – 25,5; SCP – 25,61; SLB – 25,56;
A média de idades dos 11-base mais utilizados é:
FCP – 24,7; SCP – 26,6; SLB – 26;
A média de anos no clube dos 18 mais utilizados é:
FCP – 2,5; SCP – 3,1; SLB – 2,9;
A média de anos no clube dos 11 mais utilizados é:
FCP – 2,7; SCP3,6; SLB – 2,2;

A média de anos de 1ª ou 2ª Liga dos 18 mais utilizados é:
FCP – 3,9; SCP – 4,9; SLB – 4,7
A média de anos de 1ª ou 2ª Liga dos 11 mais utilizados é:
FCP – 3,9; SCP – 5,4; SLB – 4,1

O FCP tem no plantel 1 jogador oriundo da ‘Formação’ do clube e faz parte dos 18 mais utilizados.
O SCP tem no plantel 7 jogadores oriundos da ‘Formação’ do clube e 3 deles estão nos 18 mais utilizados.
O SLB tem no plantel 3 jogadores oriundos da ‘Formação’ do clube e nenhum deles estão nos 18 mais utilizados.

Jesualdo tem 62 anos, 3 anos de FCP e 25 anos de treinador profissional;
Paulo Bento tem 39 anos, 5 (+4 como jogador) anos de SCP e 5 anos de treinador profissional;
Quique Flores tem 44 anos, 1 de SLB e 6 de treinador profissional.

Equipa jovem, o tanas!
Seja qual for o peso atribído a cada um dos critérios utilizados, só há uma conclusão geral a tirar: O Sporting é, nítidamente, o clube mais “velho” e “experiente” dentre os três grandes! Tenho dito: os mitos são perigosos.
Mais um mito caçado.


*Consideremos a experiência e maturidade como dois conceitos que coexistem e se mesclam quando revelados sob o relvado.

#Fonte:
http://www.zerozero.pt/

domingo, 18 de janeiro de 2009

A primeira nota de Boloni

Como é do conhecimento geral, o novo milénio trouxe-nos até agora Três Grandes Enigmas que inquieta(ra)m a Humanidade (e pode, o leitor, abusivamente incluir aqui os lampiões). Um deles - o que Pinto da Costa tinha no cofre do seu gabinete antes da PJ lá chegar e dele se ter pisgado para Espanha - nunca se soube e dificilmente se saberá. O outro Enigma – se será Messi ou Cristiano Ronaldo a ficar na história como o melhor jogador de todos os tempos a seguir a Ele – só o saberemos nos próximos dez anos. Mas há um Grande Enigma que já foi desvendado. Falo obviamente do bloco de notas do Boloni!
Na semana em que o nosso último treinador campeão nos visitou e em que um dos seus pupilos se sagrou o Melhor do Mundo pela FIFA, vale a pena recordar o homem... e o seu Bloco:

«O primeiro jogo realizado durante o estágio deixo-me preocupado. (…). As minhas notas eram… negativas:
Tiago: não me convenceu nos treinos nem no jogo.

César Prates: sabe jogar, é rápido, tem cultura de defesa mas é demasiado permeável.
Phil Babb: tecnicamente não é um génio.
Rui Jorge: por enquano nada de especial.
Beto: muito bom no jogo de cabeça. Tem de corrigir a posição de joelhos. (...)
André Cruz: comportamento positivo mas deve regular melhor a distância em relação ao adversário directo.
Dimas: não me trouxe surpresas, não está mal.
Diogo: fraco, pode melhorar muito.
Rui Bento: joga com entusiasmo.
PAULO BENTO: por enquanto vejo que há ali vontade.
Pedro Barbosa: muito forte e possante fisicamente, mas muito pesado. Será que pode ser uma ajuda na defesa?
Sá Pinto: deve tomar mais iniciativa no jogo defensivo e quero que ele tente fazer coisas mais dificeis, não pode limitar-se às coisas fáceis.
Horvath: muito pesado
Tello: dribla bem
Lourenço: tem talento
Quaresma: deixa-me muitas dúvidas. É um jogador em relação ao qual não me posso precipitar.
João Pinto: não foi convincente.
Luís Filipe: pode fazer mais e melhor.
Spear: um grande ponto de interrogação, gigantesco!
M'penza: as qualidades físicas são maiores que o talento.»




retirado do livro 'O Bloco de Notas de Laszlo Boloni', Booktree

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Desejos

Agora que já passamos para um ano que vai ser de crise (devíamos era ter ficado em 2008) venho enunciar os meus desejos para esta meia época Sportinguista.
Como se chamam desejos, algo que dificilmente poderemos ter, ao contrário das certezas.
Então para não ser muito guloso nem muito ambicioso como o soares franco, fico-me por três desejos, tal como a lâmpada do génio mágico.
Então eles são:
1 - Que o Sporting seja campeão;
2 - Que a WWF considere o soares franco como o grande salvador e o convença a ir salvar o Djibuti (e ele case por lá, tenha uma ninhada de filhos para serem sócios por correspondência, compre um rancho e fique por lá);
3 - Que paulo bento seja considerado pela IFHS como uma versão vertical do mourinho, renove o seu contrato com o Sporting e venha um dos grandes da europa (assim de repente só se for para substituir o scolari) pagar a sua cláusula de rescisão ao Sporting (sad).

Como vêm, sei que qualquer um destes desejos possam ser delirantes, mas por isso mesmo se chamam desejos, estão no patamar da metafísica.

Saudações Leoninas

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Nem 8 nem 80

A Bola dá conta, na sua edição de hoje que Veloso e Djaló estrão a tentar a esticar a corda com vista a forçar uma saída. Um dos muitos problemas de que padece este Sporting é a sua incapacidade de destruir carreiras a putos mimados que mostraram muito pouco no futebol, e que ainda por cima esquecem que têm contratos assinados. A haver coerência Veloso deveria ser objecto do mesmo tipo de tratamento de que foi alvo Stoijkovic, depois daquela entrevista atrasada mental do atrasado mental do irmão do gajo. Enconstá-lo e deixá-lo sair após um longo período de pousio (ou então deixá-lo aprodecer lentamente até 2013). Quanto a Dajaló a situação é mais simples. Pô-lo a jogar se estiver bem, tirá-lo da equipa de estiver mal. Se não treinar ou começar com merdas deixá-lo igualmente aprodecer na equipa de reservas até ao fim de contrato. O problema é que não existe nenhum caso no passado para dar o exemplo e nalgum lado tem que se começar. E nada como começar pelos putos reguilas da casa. Por outro lado, não deixa de ser chocante a dualidade de critérios do homem que tem o risco ao meio, e que até por isso deveria ser igualitário nos seus modos. Depois, claro, obviamente que o economicismo e o utilitarismo acéfalo passam de cima para baixo. É a maximização dos lucros...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Humor negro

Estamos safos!
Parece que ainda não foi desta que vieram buscar o Bento.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Propaganda Upgrade: a sondagem do amigo Costa com o rabo à mostra

ou... considerações sobre a sondagem de opinião da Eurosondagem S.A.

Logo a abrir, como mandam as regras, o toque de seriedade e serenidade:
"O estudo de opinião decorreu com normalidade e em geral boa participação por parte dos inquiridos. Alguns destes referiram até com agrado o Sporting preocupar-se em saber a sua opinião sobre questões que consideram importantes."
Apenas comentar que fico mais descansado por ver que as coisas correram com "normalidade" e não foi preciso a actuação do Corpo de Intervenção da PT Comunicações. Inclusive teve "boa participação". Compreendo o receio latente. Não é fácil receber uma chamada e confiar numa voz que jura vir a mando do Sporting para apenas recolher opiniões sobre a vida do seu clube, sem ter de se fornecer em troca dados pessoais ao BES, nem ter de passar num 3º andar duma paralela à Rua Augusta para ver pratos da Vista Alegre! Passados o espanto e desconfiança inicial alguns ainda foram a tempo de agradecer. Eta!

Depois, ficámos a saber, com três perguntinhas apenas, que a esmagadora maioria considera entre Boa e Razoável a 'Instituição, 'o Clube', 'a acção dos órgãos Sociais', 'a actuação do presidente Soares Franco', a 'actuação do futebol', 'da SAD' e da 'equipa técnica chefiada por Paulo Bento'. Ufa! Mas nem tudo é cinco estrelas: "A excepção é a prestação dos jogadores (equipa de futebol profissional). Nada a estranhar, nesta área a exigência é normalmente maior." Como dizia eu, com três perguntinhas apenas se esconde a palavra Aldrabice. Isso ou então os sportinguistas são o povo mais optimista do mundo no país mais pessimista da Europa (dados do Eurobarómetro e não da Eurosondagem).
Quando se vai pra saber finalmente quais eram as razões pra malta ter desaparecido... desapareceram as tabelas. Mesmo ficando sem saber se havia opções limitadas de resposta, elas lá aparecem: "Face às questões só colocadas aos sócios com Gamebox quanto à sua ausência, parece claro que tal se deve aos horários e dias dos jogos e à prestação da equipa de futebol e não a questões financeiras, o que não é de estranhar pois tratam-se de sócios que já pagaram e pouco usufruem. Já no que diz respeito aos sócios sem Gamebox, a questão financeira também se faz sentir."
Graças a Oliveira e Costa parece ter-se descoberto o grande enigma da falta de militância! E é mais simples do que se aparentava: basta jogarmos à tarde e baixarem duma vez por todas o preço exorbitante dos bilhetes e .. teremos o dobro das assistências!, e a família toda unida e feliz outra vez. Vamos a isso? Tudo a postos?

Para finalizar retoma-se a tónica da seriedade e do rigor científico: "Este estudo de opinião é um instrumento de trabalho e não uma recomendação de tratamento. É diagnóstico mas não terapeuta." Hein?!?! Deve ser uma nova gíria profissional. Isso ou a aplicação da táctica do Joãozinho que ao entregar o teste à professora deixa escapar o "juro que não copiei... Quem copiou foram os jogadores!".

É a minha vez de dar um tom sério.
Conclusion: À medida que os anos foram passando a pericialidade da propaganda clubística aperfeicou-se. À excepção da raça lampiã, em situações de adversidade as massas associativas já não vão em cantilenas de empolgamento e união, escritas em artigos saloios no jornal do clube. Nada disso. Para iludi-las, hoje em dia, o poder afinfa-lhes com estudos de associados! Ou melhor, "Instrumentos de trabalho"! E contra "fatos" não há argumentos.
Recommendations: Não enfiem essa carapuça.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Dito assim parece bonito (crítica da razão desportiva)

Os golos surgiram quase como jogadas de ironia. Um penálti, dois auto-golos, uma, duas 'malandrices' de Messi. É difícil entender a falta de motivação lançada por Paulo Bento como forma de explicar a atitude dos seus jogadores. Porque acima do palco da Champions e do supremo desafio de enfrentar os maiores craques já não existe mais nada.

Começamos a ver o jogo e a sensação mais estranha nasce do facto de parecer que a derrota começou antes da bola começar a rolar. No tal receio emocional de olhar nos olhos aqueles craques.

Aqui, não quero deixar de referir um aspecto na forma de pressionar do Sporting. O facto de não subir a sua última linha defensiva abre espaços entre sectores quando o Sporting se adianta para pressionar. A ocupação de espaços do meio campo leonino é normalmente muito boa e faz com que este não seja um problema de maior contra grande parte das equipas. Contra o Barça, porém, não é possível alongar tanto o campo defensivo e, provavelmente, o melhor mesmo seria definir zonas de pressão mais curtas. Outra nota importante na má exibição do primeiro tempo foi o efeito emocional dos golos. O Sporting “caiu” rapidamente – não foram precisos muitos avisos – e por um erro de abordagem individual, mas a sua confiança caiu claramente a partir daí, tendo muito mais dificuldades em afirmar-se no jogo após o primeiro golo.

Em linguagem rouloteira e para quem não tem curso de treinador e vê bola à alguns anos, posso dizer que ambição e dedicação e esforço foi coisa não vista.
Será que isto para os dirigentes do clube é a normalidade, a banalização da falta de cultura Sportinguista, tendo como único objectivo os almoços no estoril e as risadas com os inimigos do clube? Depois com a estupidificação ainda lamentam o desconhecimento pela fraca militância! Como bem se diz: "Podem enganar alguns durante todo o tempo, podem enganar todos durante algum tempo, mas não conseguem enganar todos durante todo o tempo".
Sportinguistas, enquanto ainda há tempo, para que o Sporting prevaleça!



segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Passou-se algo?

Não consegui ver em condições o jogo deste sábado, aliás o melhor que vi foi mesmo a síntese do jogo nos telejornais.
Já vi que mais falada do que a vitória, são as declarações de bento. Sinceramente fiquei incrédulo com tal. Aconteceu algo no jogo que não fosse normal? Não fizemos um jogo normal, com um resultado (que deveria ser) normal? Se é pelas expulsões, a equipa esteve ao nível que bento preconiza, não se notou grande diferença na 2ª parte a jogarmos com 11 ou com 9, com tranquilidade. Se houve de facto algum acontecimento extraordinário não teria já o franco ou o salema vindo a público defender o Sporting? Claro que sim.

Entretanto, falando de futebol jogado, boas notícias para quem vai a alvalade.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Gente Gira no futebol

Há três anos o Olegário fodeu o Sporting ao expulsar o Caneira, levando o FCP ao empate e à vitória por 5-4 nas grandes penalidades. Lembro-me bem da injustiça daquele jogo e da brava atitude do Paulo Bento que depois do jogo insinuou umas tantas verdades a necessitarem de ser ditas e simultaneamente me tranquilizava ao sentir haver alguém que defendia o Sporting. Três anos antes foi talvez o José Pratas. E antes talvez o Calheiros ou A. Valente, não sei..

Enfim, durante uma catrefada de anos fomos convivendo com um sistema de arbitragem que premiava e distinguia os filhos obedientes às regras do jogo sujo em detrimento lógico dos que lá andassem pelo jogo limpo. Uns tiveram azar com a Carolina e com a Judite. Os outros reformaram-se a tempo ou por susto e outros, provavelmente, andam ainda empoleirados na 1ª divisão ou até a fazer jogos internacionais.
Contra isto tudo e contra as nomeações o Sporting pouco pôde fazer para alterar a situação. Porém surgiu uma oportunidade de alterar as coisas. Minto. Pensava eu que surgia... aquela coisa do não sei quê Dourado mas que afinal não devia ter grande importância já que o próprios clubes acabaram por chumbar qualquer alteração digna às leis de prevenção/punição de corrupção. Mas também não deviam ter grande importância para o empregador de Paulo Bento que resolveu adoptar a postura do "no pasa nada" para não se "intrometer na justiça". Nem um pio. Para ele, toda aquela gente com quem convivia e convive é gente da boa. Das vantagens e conveniências desta postura nunca o empregador teve coragem de falar abertamente. Paralinkiando a certeira definição encontrada no Cacifo, o Sporting foi cúmplice por omissão.

Três anos depois d'Olegário, cá estamos todos outra vez. Eu, vocês e o Paulo Bento que, naturalmente revoltado com a Paixão sofrida, volta a defender o Sporting e a insinuar mais ou menos as mesmas verdades. Mas a verdade, e é aqui que quero chegar, é que não vale a pena o Paulo andar a redizer que somos demasiado bonzinhos com os árbitros e as nomeações. Se o "somos" se dirige aos adeptos, a mim, então eu confesso que da minha parte não sei o que fazer mais. Já assobiei, insultei, escrevi.. tanto que já não tenho mais latim pra isto. Se o "somos" é dirigido à administração do Sporting eu pergunto ao nosso treinador se ainda acredita que eles terão a coragem ou a vontade para fazerem o que pede? Eu aposto que não vão ter, tal como nunca tiveram quando era a hora. Quando todos nós esperávamos que tivessem. Vai lá agora o homem pegar no megafone e lutar pela nomeação por sorteio, pela demissão do Madaíl ou apelar à intervenção do Laurentino no Conselho de Arbitragem, no CJ ou o raio que o parta. Não foi antes, não é agora que vai!

O futebol português é uma palhaçada por isto tudo. Todos anos o circo volta à cidade com os palhaços do costume. Vêm com outros nomes e penteados mas o número é sempre o mesmo. Na sua sorte, o leão, talvez por ser o mais temido, sempre acaba chicoteado, sem ter por onde fugir, sem ninguém que o defenda. E nós apanhados de surpresa com tamanha injustiça.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Nunca me engano e raramente tenho dúvidas

Muita gente quer que eu mude, mas nunca mudarei!

Pegando nesta sapiente frase do timoneiro leonino lembrei-me logo de uma outra:
-"Burro não é aquele que muda de posição. Burro é aquele que diz que nunca vai mudar de posição."
A posição é arriscada, não é para quem quer, é para quem pode, e só pode quem é e vai ser campeão. Se ele ainda não foi campeão, era bom que mudasse, para que indulgentemente afirmasse mudei e conquistei com o que errei. O horror ao medo de reconhecer que se mudou porque outros desejaram...