Da entrevista de Soares Franco ao DN retenho algumas notas fundamentais devidamente justificadas pelos negritos abaixo assinalados: a campanha de novos sócios é um fiasco, as assistências estão a baixar, e a culpa é da crise económica. Isto apesar de no caso do Porto e do Benfica elas estarem a aumentar. De qualquer forma, salientar que a SAd não tem explicação para o fenómeno. Os resultados da SAD estão dependentes dos resultados desportivos. A ideia de militantismo de Soares Franco é Carnaval. Ele não quer sócios ele quer e passo a citar "segmentar e direcionar" os consumidores. Esta é aliás a nota central que retenho do seu discurso: o desprezo total pelo Clube e pelos Sócios. Finalmente, eu bem vos avisei. O Sporting vai perder a maioria da SAD, mas só depois de o Estádio ser passado para a dita. Resumidamente: custos para o clube, património e rendimentos para a SAD.
Sim e porquê? Porque o Sporting não consegue passar uma mensagem de militantismo para os adeptos, e isso é que me preocupa e leva-me a fazer uma avaliação não positiva do meu desempenho. Considero um fracasso.
Estratégia igual, resultados diferentes?
Neste caso, melhores. O Benfica tem, a meu ver, mais militantismo que o Sporting.
E o FC Porto?
O Porto tem militantismo, mas nesse aspecto, tire-se o chapéu ao presidente Pinto da Costa, que conseguiu fazer do Porto uma bandeira do norte do país e da cidade do Porto. É um bocadinho parecido com o Barcelona com a Catalunha. Porque em todos os negócios, se não se souber segmentar e direccionar está-se provavelmente a errar a pontaria.
crise financeira tocou a campainha na cabeça da família sportinguista, que se calhar hoje perceberá melhor que há um conjunto de operações que vão voltar a uma assembleia-geral (AG) e que têm a ver com a reorganização societária, que são imprescindíveis para garantir a estabilidade do Sporting. O SCP deve ter as modalidades e um conjunto de receitas. E todo o resto do património afecto ao futebol profissional deve ser gerido pela SAD. Mesmo que isso implique que o SCP perca a maioria da SAD. Porque o SCP tem força dentro da SAD com as acções da classe A. O que é mais importante: ter uma equipa de futebol altamente competitiva ou ter mais 1% de acções da SAD?
Qual é o resto do património que passaria para a SAD, a academia, o estádio?
Exactamente, tudo isso é o que faz sentido.
E independentemente do Sporting ter que lutar para ter o melhor contrato que possa, não se pode esquecer que a entidade com quem tem os contratos televisivos teve sempre, desde a primeira hora, a apoiar o Sporting. E eu, enquanto for presidente do clube, nunca me esquecerei.
Não sei avaliar. Não conheço o dossier do Apito Dourado, não me sinto em condições de me pronunciar efectivamente sobre ele.
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domingo, 12 de outubro de 2008
Sublinhados ou eu bem vos avisei ou ainda ou ainda esta merda para mim não é um negócio
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quinta-feira, 14 de agosto de 2008
À prova de crise?
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sábado, 2 de agosto de 2008
Se calhar está na altura de lhe passar uma guia de marcha
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Do amor à camisola
O "caso" Moutinho tem feito disparar as referências ao amor à camisola. Não vou elaborar muito sobre o assunto, senão para deixar duas notas. Ele (o amor) provavelmente nunca existiu, ou a existir terá sido uma excepção, como bem prova o nascimento do objecto das nossas paixões e desejos: um bando de gajos trocou uma sociedade recreativa por um clube desportivo a troco de banhos quentes. Em segundo lugar, e para não terem simplesmente de acreditar em mim, deixo uma sugestão bibliográfica, que espero que funcione igualmente a modos que argumento de autoridade.
É óbvio que o facto de o amor à camisola nunca ter existido de forma nenhuma desculpa Moutinho, mas isso é conversa para mais 500 posts.
João Rodrigues e José Neves, “Do Amor à Camisola: Notas Críticas da Economia Política do Futebol”, em José Neves e Nuno Domingos (org.), A Época do Futebol. O Jogo Visto pelas Ciências Sociais, Assírio e Alvim, Lisboa, 2004, pp. 165-229.
É óbvio que o facto de o amor à camisola nunca ter existido de forma nenhuma desculpa Moutinho, mas isso é conversa para mais 500 posts.
João Rodrigues e José Neves, “Do Amor à Camisola: Notas Críticas da Economia Política do Futebol”, em José Neves e Nuno Domingos (org.), A Época do Futebol. O Jogo Visto pelas Ciências Sociais, Assírio e Alvim, Lisboa, 2004, pp. 165-229.
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terça-feira, 24 de junho de 2008
Novidades
O Arsenal equipa com a mesma camisola desde 1933. A clássica camisola vermelha com mangas brancas. Este ano o equipamento vai mudar. Para além de umas curvas escanifobéticas no corpo as mangas vão passar a ter riscas. A lógica que guia a alteração das camisolas é a mesma que observamos no Sporting. Sem grandes motivos para isso o equipamento principal é alvo, todos os anos, de pequenas alterações. O objectivo é evidente: tornar as camisolas da época anterior obsoletas e "obrigar" os adeptos a despender mais 60 ou 70 euros todos os anos. O desenvolvimento da moda das camisolas nas bancadas merece ele mesmo uma posta só para si, mas não é com isso com que nos vamos entreter de momento. Apenas realçar que não se trata de nenhum problema com a ideia de marca ou de marketing ou sequer qualquer tendência conservadora. As camisolas mudam-se quando há necessidade para isso. Quando se muda de patrocinador. Quando existe uma solução mais esteticamente apelativa. Exemplo disso mesmo é a camisola clássica do Arsenal, criada por Herbert Chapman, com o claro intuito de ser diferente, e portanto mais apelativa, do que as clássicas camisolas de uma só cor usadas pelos rivais.
Eu próprio exultei com a introdução da camisola Stromp como segundo equipamento. A coisa fazia lógica. Agora a mudança pura e simples de camisolas todos os anos, particularmente evidente no caso dos segundos equipamentos, para explorar o amor clubístico das pessoas é não só oportunista como vergonhoso.
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domingo, 15 de junho de 2008
Carta aberta a um presidente ou nem só de transferências vive o defeso
It makes me sick. This is football as political posturing, football as global marketing, football as showbiz masturbation. The one thing it isn't is football as sport...
Until recently, I was so proud of you - sure, I knew you weren't the coolest kid on the block, certainly not the most glamorous, but you were warm and funny and human, and decent people liked you. These days you are crude and crass and humourless, and decent people despise you...
I want out. I know that in filing for divorce, I'm not simply splitting up with a football club. There's family and friends. And that might well be the most painful thing...This is a momentous decision. Possibly a disastrous one. I don't know if I can kick the habit. Mind you, a few months ago I gave up smoking, and if I managed to give up the cigs I can give up City - even if it does mean going back on the ciggies.
If there's a football club with a heart out there (nothing flash, sense of humour preferable) looking for a new fan, give me a call. As for City, I'll be back when Thaksin's done with his plaything to help with the rebuilding.
Until recently, I was so proud of you - sure, I knew you weren't the coolest kid on the block, certainly not the most glamorous, but you were warm and funny and human, and decent people liked you. These days you are crude and crass and humourless, and decent people despise you...
I want out. I know that in filing for divorce, I'm not simply splitting up with a football club. There's family and friends. And that might well be the most painful thing...This is a momentous decision. Possibly a disastrous one. I don't know if I can kick the habit. Mind you, a few months ago I gave up smoking, and if I managed to give up the cigs I can give up City - even if it does mean going back on the ciggies.
If there's a football club with a heart out there (nothing flash, sense of humour preferable) looking for a new fan, give me a call. As for City, I'll be back when Thaksin's done with his plaything to help with the rebuilding.
terça-feira, 3 de junho de 2008
Na saúde e na doença? ou venham os Abramovichs!!!
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domingo, 1 de junho de 2008
O tempo fará com que a mentalidade se vá invertendo
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sexta-feira, 30 de maio de 2008
Quimeras mercantis
Um relatório da Deloite mostra que apenas oito clubes ingleses apresentam proveitos operacionais antes de impostos. O relatório e a sua interpretação estão disponíveis no site do Guardian. Os números podem também ajudar a perceber a insignificância económica do futebol português no contexto europeu. Insignificância que quatro ou cinco milhões por época não vão ajudar a resolver. O grosso das receitas dos clubes é angariado nos contratos televisivos (só o Wigan receberá qualquer coisa como quarenta milhões de euros por época) no sector comercial e na bilheteira. Com estes dois últimos itens os clubes portugueses também não conseguem competir pela simples diferença no custo de vida entre estes países e Portugal. De qualquer forma, uma outra notícia mostra que o preço de um bilhete de época no Liverpool, que anda à volta das seiscentas libras, levou a que a média de idades do estádio se situe nos quarenta e três anos e que a maior parte dos adeptos "tradicionais" do clube tenham sido simplesmente priced out do estádio. Por outro lado, e analisando a evolução do custo do mesmo bilhete de época, em comparação com 1985 (quarenta e cinco libras) e acompanhando a inflação, este deveria custar qualquer coisa como duzentas e vinte libras. Só a cereja no cimo do bolo; o mais histórico clube inglês está a braços, depois de quase triplicar o preço dos bilhetes e infinitiplicar as receitas resultantes das transmissões televisivas, com uma dívida de mais de quinhentos milhões de libras, que não consegue pagar e que está a estrangular o investimento no futebol. A dívida surge porque os novos donos não tinham um tostão para comprar o clube e pediram tudo emprestado aos bancos. Empréstimo que estão a pagar com os lucros do clube, que deixam em larga medida de ser reinvestidos no futebol.
Bem vindos ao futuro!
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