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sábado, 29 de junho de 2013

Plano de reestruturação II ou talvez não...

A Associação de Adeptos gosta, o Conselho Fiscal Independente gosta, o Godinho gosta, o Ricciardi gosta. Toda a gente gosta. De repente, tudo está unido em torno do plano de reestruturação que irá amanhã ser apresentado aos sócios. Finalmente há união no clube.

Este consenso esmagador, talvez até mesmo dilacerante, resultou num debate francamente pobre sobre o que amanhã irá ser decidido. Uma volta nos blogues e ele é Gélson, ele é Bruma, ele é tudo menos a AG de amanhã. foi toda a gente apanhada com as calças na mão. Os croquetes porque o plano é igual ao deles. A antiga oposição, ou pelo menos aqueles dentro da oposição que se preocupavam com a gestão do clube, porque foi entalada por esta proposta e agora sente-se na obrigação de votar a proposta do seu candidato, em quem também votei, com gosto e até prazer, diga-se. Existe um motivo, e apenas um, na minha opinião para votar a favor do Plano. Impedir que esta direcção caia. O resultado dessa queda seria o retorno inevitável da anterior ordem de coisas. Para quem lutou durante anos contra o Projecto Roquette seria uma tragédia. Compreendo bem o problema. Mandar o Godinho borda fora também foi uma das maiores alegrias da minha vida.

O meu problema é que em versão um pouco melhor e mais bem negociada e pensada o Plano que Bruno de Carvalho apresenta é em tudo semelhante ao que havia sido proposto por Godinho Lopes. Assim, sendo, e não tendo ainda decidido defintivamente o meu sentido de voto não me sinto minimanente inclinado a dar o meu aval a esta reestruturação. Bem sei que o candidato II reviu algumas das posições do candidato I. Eu é que ainda não alterei a forma como vejo o Sporting. Não vou votar numa esperança futura nem vou votar pela confiança que tenho ou deixo de ter em quem propõe o plano. Evoco em minha defesa o próprio Bruno de Carvalho.

 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Plano de reestruturação - primeiras notas

Temos estado, aqui na Roulote, a tentar perceber o que significa este plano de reestruturação para o Sporting. Deixo aqui, em jeito se síntese,  umas breves notas das diversas posições para que se possa avançar com o debate, que quer nos blogues quer na imprensa tem sido francamente pobre. Espero ter sido justo com todos os contributos da discussão que temos mantido por e-mail.

1 - É necessário reconhecer que o Plano de Reestruturação que vai ser apresentado aos sócios pela Direcção liderada por Bruno de Carvalho é, em muitos pontos, semelhante aos planos apresentados pelas anteriores direcções.

2 - Aparentemente há algumas diferenças importantes face ao que foi apresentado por anteriores direcções, a nível de spreads, prazos, e outras condições mais benéficas. No entanto não deixaremos de estar ligados à máquina durante longos anos. A questão da maioria do capital da SAD é salvaguardada neste momento. Voltar-se-á, porém, a colocar no futuro.

3 -  No essencial, o plano reproduz a lógica dominante no Projecto Roquette. Expropriar o clube e transferir todo o património para a SAD.

4 - A gravidade da situação a que o clube chegou impõe alguma precaução antes de tomar uma decisão definitiva no sentido de voto. Para alguns de nós,  e justamente pela gravidade da situação, o Plano  é aceitável desde que a "marca" Sporting se mantenha no clube e que não seja transferida com a Património e Marketing para a SAD.

5 - Para outros, o Plano, por padecer dos mesmos problemas estruturais dos que foram anteriormente apresentados, reproduz a lógica da suborndinação do Sporting Clube de Portugal a interesses que lhe são alheios e a insistência numa lógica empresarial e mercantil claramente ineficaz e falida. Para estes, valeria seriamente a pena considerar a hipótese da insolvência.

6 - Os sócios deveriam ter a possibilidade não só de votar a favor ou contra o plano que será apresentado, mas de escolher entre as três alternativas que Bruno de Carvalho avançou ontem: reestruturação financeira, plano especial de revitalização, insolvência.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O cerco

O cerco à nova direcção do SCP tem vindo a apertar-se nos últimos dias. Não falo dos dois ou três blogues que se opõem à direcção liderada por BdC com a mesma intensidade com que defendiam aquela coisa que estava lá antes. Para além das negociatas dos empresários, meio motivadas por razões políticas - contribuir para o descrédito de BdC - e meio económicas - aproveitar o estado em que se encontra o clube para fazerem os negócios que querem ou esperam fazer sem grande oposição - temos assistido nos últimos dias a um rol imenso de personalidades a opinarem sobre o SCP. Começou com o FCP. Continuou com esse grande lateral esquerdo que é Joãozinho que se acha no direito de mandar bitaites sobre o Patrício. Vai prosseguindo com notícias manhosas com periodicidade diária na imprensa da especialidade. Agora chegou a vez os tipos do Cercle de Brugge virem mandar umas bocas sobre o William Carvalho. Em circuntâncias normais nada disto mereceria grandes comentários. Todavia, aquilo que se vai observando é que todas as estruturas, organizações, agentes e palhaços vários ligados ao antigo regime fazem uma perninha no circo que se tenta montar em torno do Sporting. Isto não significa que BdC esteja a fazer tudo bem e que seja simplesmente a vítima de uma cabala. Mas é necessário relativizar algumas questões deste dia-a-dia estupidificante face à forma como muita gente vai trabalhando para destabilizar o clube. A resposta ao cerco não tem necessariamente de ser a mentalidade de cerco. O Porto paga, todos os dias, com a alma os títulos que essa mentalidade lhe deu. Nunca serão mais do que aquilo. O nosso caminho tem de ser o da transparência e da verdade. Manter os sócios informados sobre o que se vai passando é mais de meio caminho para assegurar a transformação que todos desejamos.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Fusão da Património e Marketing com a SAD

Por estes dias, o antigo poder pede consenso enquanto faz oposição. Não tenho nada contra. Sempre gostei de barulheira e estrilho e acho que é o sintoma de uma democracia saudável. No geral, porém, aqueles que apelam ao consenso procuram por essa via conduzir o clube às suas posições. Um pouco desonesto mas nada de especial. Nem vale muito a pena discutir.

Uma, outra nota, antes de passar ao essencial. Bruno de Carvalho devia popupar-nos àquelas tiradas meio melodramáticas do "peço desculpa aos sócios do Sporting por não cumprir o que prometi. Prometi dedicar-me 24 horas por dia e só  dedico 20. Durante as outras 4 tenho que dormir". Não só é desnecessário como releva falta de organização. Ó Bruno então vê lá se te organizas melhor para ver se consegues dormir pelo menos 6 horas por dia. Outra que também não me caiu muito bem foi o "o terceiro elemento da estrutura sou eu". É perfeitamente legítimo que o seja, tal como é perfeitamente aceitável que não dê o nome que saltou fora. O que não é aceitável é que usando do tom melodramático e do facto consumado não explique o que aconteceu para a mudança de planos, num plano, aliás, que nem sequer era assim tão fundamental.

Dito isto, e sendo-me os "problemas" comunicacionais relativamente indiferentes, é preciso chamar a atenção para algo de fundamental. Descongeladas as relações com a banca, isto é superado o primeiro obstáculo, tendo sido tratada a questão do treinador - ainda dá polémica, mas daqui a 15 dias já ninguém se lembra do Jesualdo - vem aí o verdadeiro teste do algodão, para perceber quem, de facto, é Bruno de Carvalho e o que pretende para o Sporting. Ainda que não esteja marcada a AG está a circular na net um documento que supostamente detalha o plano de fusão da património e marketing com a SAD. Relembro que nós, aqui da roulote, tal como Bruno de Carvalho, votámos contra este projecto em sede de Assembleia Geral. Parece que agora vai ser novamente apresentado aos sócios, desta feita por Bruno de Carvalho. Parece, segundo o Leoninamente, de onde tive acesso a este documento, que o novo projecto é menos oneroso para o clube. Ainda não tive tempo para verificar.

Não posso, todavia, deixar de notar duas ou três coisas. O documento está no site, na secção das Investor Relations, mas a nova direcção não se dignou a enviar o projecto por e-mail aos sócios. E ainda hoje recebi um mail com a entrevista ao Leonardo Jardim. Para ser absolutamente sincero estou-me relativamente a cagar para o Leonardo Jardim, mas votei no Bruno de Carvalho para que este tipo de merdas não continuassem a acontecer. É OBRIGAÇÂO desta direcção, sobretudo tendo em conta a forma como ganhou as eleições, de manter os sócios ao corrente de todas as decisões fundamentais para o futuro do clube. Em segundo lugar espero mesmo que a AG não seja marcada à última hora e que haja tempo para os sócios poderem debater o plano em causa. Finalmente, espero que haja uma boa justificação para este plano voltar para cima da mesa. A ver vamos.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

União Sportinguista!

Estamos finalmente a assistir ao cair da máscara que as tenebrosas figuras que andaram a dirigir o Sporting usaram nestes últimos 17 anos. A máscara que lhes permitiu entrar no Clube e levá-lo ao estado desgraçado em que se encontra hoje.
Todos somos potenciais vítimas deste golpe desesperado: os que, julgando-se impotentes, foram saindo do Sporting ao longo desses anos, não renegando nunca a sua paixão clubística; os que, certamente de boa fé, arranjaram mil argumentos para defender a linha dominante, certamente arrependidos face aos resultados que geraram; os que lutaram e lutam incansavelmente para o denunciar.
Enfrentamos todos o mesmo desafio: resistir para que o o nosso CLUBE subsista.
A porta está aberta para entrarmos de novo no nosso Sporting. Falta entrar. Na nossa própria casa de onde fomos, paulatina e vergonhosamente, todos sendo expulsos.
O Presidente Bruno de Carvalho tem, por um conjunto invulgar de circunstâncias, o perfil para nos franquear a porta e retomar o controlo do que é nosso (e dele!). Terá, imagino, de limar arestas, terá de engolir o coração, driblar o adversário, talvez até fingir ou forjar mesmo um penálti. Mas, é certamente um aluno rápido e é ele que tem agora a chave. E já demonstrou, sem margem para dúvidas, que é nosso e quer estar connosco.
É em Bruno de Carvalho que temos de confiar para incentivar e preservar a União Sportinguista.
É urgente que esta união não seja de modo algum quebrada. É a questão mais vital neste momento, como, de resto, sempre foi, mesmo para o bando que andou a destruir o Clube ao longo destes anos. Está demonstrado de forma clara que a maioria dos sócios do Sporting queria, afinal, esta união, que Bruno de Carvalho é neste momento o seu rosto inequívoco e que é esta união que amedronta os abutres. A roquettada sobreviveu porque conseguiu ir forjando uma unidade na desunião.
É preciso que eles percebam que o Sporting é —como foi sempre— os Sportinguistas que o compõem. Nem mais nem menos. Sem eles, os abutres vão ficar com uma mão-cheia de coisa nenhuma, a deambular, sós, pelo deserto.
É preciso que eles entendam isto. Não é difícil...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Três notas sobre os acontecimentos do dia ou "tudo está dado como garantia"

1 - Bruno de Carvalho anunciou a auditoria de gestão. Aquela que será porventura a mais emblemática medida do novo período que se espera que se tenha iniciado no clube foi finalmente anunciada. Não se pode considerar o cumprimento de uma promessa mas antes a reafirmação da intenção de a levar a cabo, ainda sem prazos definidos para o lançamento do concurso para a sua realização e para a entrega do relatório. Espera-se que estas questões sejam clarificadas em breve. A auditoria parece, contudo, ser a grande arma negocial junto da banca. Talvez o silêncio conivente com o passado seja a moeda de troca mais valiosa para a renegociação em curso.

2 -  Observou-se durante todo o dia uma guerra de informação e contrainformação, possivelmente indicativa de se ter chegado a um ponto de ruptura nas negociações. "Que fique claro que nem tudo o que é noticiado é verdade. Mais cedo ou mais tarde, os sportinguistas vão saber o que se passou nas negociações." disse, segundo o Correio da Manhã, Bruno de Carvalho. No Público, uma fonte do clube garantia que os 40 milhões anterioremente acordados para fazer face a necessidades de tesouraria no próximo ano e meio não seriam suficientes. Na mesma notícia, este empréstimo acordado ainda com Godinho Lopes, teria agora de ter como contrapartidas o abandono da intenção de realizar a auditoria,  e ainda, segundo outras fontes estaria em causa a entrada de dois admistradores nomeados pela banca na SAD. Face a estas propostas, e segundo o Jornal de Negócios, Bruno de Carvalho teria ameaçado com a demissão, tendo-se também colocado a possibilidade de um Plano Especial de Revitalização, para o qual basta o acordo com um credor e que a ser implementado supenderia o pagamento de todas as dívidas. Numa outra versão da história,  Bruno de Caravalho teria "ameaçado" a Banca com um AG onde a proposta seria apresentada aos sócios para serem eles a aferir da sua razoabilidade. Na Edição da Noite da SIC N, uma outra "fonte", presumo que bancária, ripostou com outra versão da história. 28 milhões de empréstimos para o próximo ano e meio. Seguidos de uma redução para metade da dívida bancária, de 240 para 120 milhões de euros, que teria como contrapartida a tranformação de títulos de dívida em instrumentos de capital. Ou seja, e se bem percebo, uma espécie de VMOCS, ou seja, se o Sporting não pagar as acções passam para os credores. O que falta nesta última versão dos acontecimentos são as contrapartidas exigidas ao Sporting. Uns dizem que as negociações continuam. Outros que acabaram em insultos. Outros ainda que chegaram a um impasse. Bruno de Carvalho acabou o dia a dizer que apenas as maturidades estão a ser negociadas. Acrescentado:"Quem ler as contas auditadas do clube percebe que está tudo dado como garantia. Por muito dinheiro que entre no Sporting, se as pessoas não quiserem, não há nenhum. É a situação que vivemos”. Ou seja, já não há nada. Nem dinheiro para pagar salários nem património para oferecer como garantia. O terreno foi completamente minado. 

3 - "Não sou um mero sócio. Sou presidente do Sporting e da SAD, tenho com isso um conjunto de deveres de sigilo. Não vou poder, de facto, dizer tudo o que queria, mas esse dever de sigilo não será para sempre" Face ao impasse das negociações, parece que esta conferência de imprensa, o anúncio da auditoria e a ameaça de submeter as propostas dos bancos aos sócios são as grandes armas negociais de Bruno de Carvalho.  No ponto em que nos encontramos o Sporting tem muito pouco a perder. Na pior das hipóteses vamos para os distritais. A banca que aposta na táctica do terror que tão bons resultados tem dado um pouco em toda a parte confia no poder do medo. Na pior das hipóteses ficam com um prejuízo de 400 milhões, um estádio inútil nas mãos e a raiva de 3 milhões de pessoas. É fazer as contas como dizia o outro.

terça-feira, 2 de abril de 2013

"O Sporting é nosso outra vez!"

O meu estado de felicidade hoje não tem limites! Começou de facto uma era nova para o Sporting. O Presidente Bruno de Carvalho tinha razão: "O Sporting é nosso outra vez!"
É que não foi só ele que se sentou no banco hoje. Fomos todos nós. Este é um acto que vai marcar todo o seu mandato profundamente. A vitória de hoje, o futuro do Sporting começou aí.
Ah! e o jogo de hoje foi uma vitória sem espinhas, contra as várias equipas adversárias que estavam em campo...
Que grande noite!!!

domingo, 24 de março de 2013

O desafio para nós e para ele: vencer o futuro

Não posso deixar de me regozijar com a eleição de Bruno de Carvalho. É a vitória do presidente que mais expectativa, muito justamente, gerou nestes últimos anos da história do Clube.
Tem pela frente um desafio (é assim que se costuma dizer...) que não é brincadeira nenhuma.
Entre os vários aspectos em que o desafio se decompõe há um que, particularmente, considero o mais difícil, cuja resolução vai ditar o seu sucesso ou o vai arrumar na galeria dos fiascos.
Trata-se do velho problema da unidade.
Ouço e vejo os festejos pela vitória de Bruno de Carvalho, ouço e vejo alguns comentários de apoiantes da outra candidatura, vejo a alegria de uns e a tristeza e outros e pergunto-me: está o Sporting em condições de aceitar democraticamente o desfecho desta eleição? Como gerar, neste clima de divisão, a unidade necessária? O que vão pensar e fazer as diferentes candidaturas, as inúmeras tendências, as claques, as sensibilidades, os notáveis e demais facções que se foram formando no Clube ao longo destes anos de regabofe roquettista, de desmembramento explícito ou implícito e de quebra de unidade que a acção criminosa dos Roquettes e seus epígonos gerou? Há um Sporting ou uma manta de retalhos de claques e cliques desejosas de protagonismo, que demonstraram, em boa verdade e em inúmeras ocasiões, que se estão cagando para o Clube? Como vão reagir os milhares de Sportinguistas que abandonaram o Clube nestes últimos anos, fartos destes desmandos? E como vão reagir os roquettistas agora que a sua acção foi finalmente calada pela voz das urnas? Há gente que não merece, depois de todos estes anos a "desmandar", permanecer no Clube? Que são uma ameaça para o Sporting? O Sporting, este Sporting, este novo Sporting que queremos e que é nosso, é também deles? O que fazer? Responsabilizá-los criminalmente e expulsá-los do Clube ou continuar a franquear-lhes as portas como se fossemos todos iguais e todos bons rapazes?
No meu entender, vai depender do modo como Bruno de Carvalho souber gerir tudo isto, da sua perspicácia, da sua capacidade diplomática, mas também da sua firmeza e da autoridade que souber conquistar, o sucesso ou o insucesso do seu mandato.
A questão financeira, a restruturação organizativa, a carreira desportiva do Clube são, naturalmente, fundamentais, mas sem unidade, sem os Sportinguistas a falarem a uma só voz, esses problemas não se resolverão, nunca! Não se resolveram até agora porque o Sporting é uma manta de retalhos desde há 15 anos. Com essa voz única, voltando a acreditar no ideal do Sporting tudo se pode resolver a mais breve ou longo prazo. Sem essa voz única a ameaça da extinção do Clube continuará a pairar. A voz única é a única condição para vencer o futuro.
Há desafios para o Presidente e há desafios para o colectivo. Saberá Bruno de Carvalho vencer este desafio, em minha opinião, o único que a ele somente cabe e o único que ele verdadeiramente enfrenta? Saberemos nós responder ao talento que Bruno de Carvalho tenha para segurar a unidade dos Sportinguistas?
Força Bruno!!

A frase

"O Sporting é nosso outra vez!"

sexta-feira, 22 de março de 2013

Sem espinhas - Bruno de Carvalho

O meu voto resulta de duas preocupações fundamentais. A manutenção da maioria da SAD e a realização de uma auditoria de gestão. Para além destas duas medidas fundamentais, o critério decisivo é a ruptura com o passado. Por passado entenda-se o Projecto Roquette. Tudo aquilo que representou e todos aqueles que o apoiaram. Tendo em conta estes critérios, o voto em Bruno de Carvalho já estava decidido. E se os debates ajudaram a clarificar alguns pontos, a entrevista de hoje ao Público resolve tudo. Conselho Fiscal Independente e Bruno de Carvalho. Entre a continuidade do abismo certo e a ruptura rumo a um destino incerto, opto claramente, ainda que de forma vigilante, pela incerteza. Que Couceiro foi uma boa merda em tudo o que fez já todos o sabemos. Que se encontra rodeado e apoiado por muitos que são responsáveis pelo descalabro também. Venha de lá o futuro.

Considera que tem um mau currículo para um presidente do Sporting?

Ele foi administrador na SAD do Alverca e, quando foi convidado para ser treinador desse clube, aceitou com alívio, por considerar que era essencialmente um homem do terreno. Já se viu que, quando tem alguma situação de responsabilidade, não fica à vontade, porque é um treinador, mau, mas é um treinador. Ele não é o tipo de homem do terreno que o Sporting quer. Conta histórias, mas ainda não lhe ouvi nada sobre um projecto desportivo de qualquer natureza. Ele disse que começou em Dezembro do ano passado a conversar sobre o Sporting, para começar a preparar uma candidatura, mas nessa data estava ele a negociar com Godinho Lopes o regresso ao Sporting como manager e como treinador. Só não veio para Alvalade porque o presidente do Sporting já tinha um acordo com Vercauteren. Acho que a candidatura dele é uma grande irresponsabilidade. Terá os votos anti-Bruno de Carvalho. E nem trará nenhum valor acrescentado em termos daquilo que é uma estrutura desportiva com sucesso, porque não sabe o que isso é. Não tem passado nenhum. Vejo agora os meus dois adversários a atacarem ferozmente Godinho Lopes e pergunto-me onde é que andavam as críticas deles nos últimos dois anos. Nunca os vi numa assembleia geral, e, se foram, não intervieram. Não saíram da sua zona de conforto para denunciarem o que se estava a passar. Não gosto desta hipocrisia. E é por isso que os sportinguistas me vão dar a vitória. O Sporting merecia outros candidatos e eu merecia outros adversários. Eu, Bruno de Carvalho sócio, tenho pânico do que poderá acontecer se eu, Bruno de Carvalho, candidato a presidente, não ganhar.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

8 anos de responsabilidade

No período eleitoral dei por mim a pensar nos aventureiros que andaram nos últimos anos a governar o clube. Pensei em como desde o final do período de Dias da Cunha, após a aliança com o aprendiz do corrupto, desde que começou a assumir posições de anti democracia societária, que me conheço como opositor do sistema governativo do Sporting.
Independentemente de discordar de algumas posições de gestão desportiva anteriores, desde que voto, ou seja, desde o período de Roquete, o certo é que foi desde o declínio de Dias da Cunha, e nomeadamente desde a sua imposição de sucessão dinástica - a qual veio depois arrepender-se - que me tenho como opositor do sistema.
E feitas em contas já lá vão cerca de 8 anos.
Foi um período que atingiu o auge durante o mandato de Soares Franco. Durante este período nunca votei em Soares Franco e sempre votei contra nas AG'S de venda do património. Não votei JEB nem GL. Não aprovei nenhuma medida destes dois. Nem mesmo o pavilhão em Odivelas, pois agora bem se podia esperar pelo cumprimento de mais uma promessa. A única que aprovaria seria o nome do auditório Joaquim Agostinho.
São 8 anos de oposição consistente e anti-aventureira, da qual me orgulho.
Espero que no futuro o Sporting possa inverter a situação e o rumo da segurança e estabilidade.

Tiro no pé

É deprimente ver o inenarrável Vicente de Moura como vice-presidente para as modalidades na lista de Bruno de Carvalho. Não é eliminatório, mas que custa a engolir custa.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

COMUNICADO AUDITORIA, COMUNICAÇÃO E PASSIVO

É extenso, mas penso que vale a pena ler e divulgar na totalidade.

--- Comunicado ---
Na sequência de noticias surgidas nos últimos dias, e das solicitações que nesse sentido me têm sido feitas, não posso deixar de comentar algumas situações importantes e determinantes para o presente e para o futuro do Sporting Clube de Portugal.

1.    Auditoria às Contas do Sporting Clube de Portugal
A clarificação das Contas do Clube e a explicação pormenorizada da razão de ser do aumento substancial do seu passivo, têm sido nos últimos anos exigências constantes dos associados do Sporting Clube de Portugal para perceberem em definitivo a respectiva origem e poderem acabar com o clima de duvidas e de suspeições dos últimos 15 anos sobre a clareza e a transparência (melhor dizendo, sobre a falta delas) do funcionamento económico e financeiro do Clube.
Este foi um tema forte da recente campanha eleitoral e uma promessa de todos os candidatos.
Todos sabemos que para que a Auditoria a efectuar pudesse cumprir verdadeiramente os seus objectivos teria que ser feita uma análise fina e pormenorizada a nível financeiro e de gestão que contemplasse, muito em particular, a consolidação das contas do Clube desde 1995, as relações entre as várias empresas do Grupo Sporting, a análise financeira de cada uma delas e as transferências entre as mesmas, e o estudo da evolução dos passivos e activos em cada Direcção desse período que incluísse remunerações directas e indirectas, património e áreas de negócio.
A Auditoria parcial que a Direcção empossada decidiu fazer, com a conivência por vezes de quem não se esperaria, não foi nada disto. Por isso me recusei, e continuarei a recusar, ser cúmplice nesse problema, porque o meu objectivo, (que deveria ser o de todos), é o de pelo contrário encontrar solução para esse mesmo problema.
É lamentável que assunto de tal relevância tenha redundado numa mera análise de evolução. Espero sinceramente que proximamente não surjam noticias a propósito da Auditoria parcial em curso dando conta do extravio ou da perda de documentos ou de informações essenciais referentes ao período em questão.
Que fique em definitivo claro que no momento em que a actual Direcção empossada pretenda levar a cabo uma Auditoria financeira e de gestão em moldes que permitam responder cabalmente às legítimas exigências dos sócios, terei todo o gosto em nela me fazer representar por um especialista da minha confiança.

2.  Departamento de Comunicação do Sporting Clube de Portugal
A noticia de que a empresa Cunha Vaz e Associados, agência de comunicação, passou desde o dia 1 de Junho de 2011 a colaborar directamente com o Departamento de Comunicação do Sporting Clube de Portugal não pode deixar de nos remeter a todos para as últimas eleições no Clube em que a referida empresa foi responsável pela campanha eleitoral da Direcção empossada, e portanto pelas mentiras e manipulações então maldosamente feitas, revelando uma forma de trabalhar rasteira e vil na abordagem a este grande Clube e na relação com os seus sócios. 
Quando se pretende o Clube unificado em torno dos seus atletas e dos objectivos desportivos a alcançar apenas com os melhores a trabalharem nele, não se compreende (a não ser por via de acordos que nada têm a ver com os interesses do Clube e já estabelecidos antes da posse) que se formalize ao serviço do Clube uma empresa que contribuiu para dar uma imagem negativa do Sporting Clube de Portugal e se rege por valores contrários aos defendidos pelos nossos fundadores, e cujos honorários e contrato de prestação de serviços exigimos sejam tornados públicos aos sócios.
Uma vez mais, o Sporting Clube de Portugal vai desperdiçar recursos a pagar a entidades e pessoas de que verdadeiramente não necessita. A Direcção não se deveria preocupar com a sua imagem própria e muito menos com o condicionamento dos sócios pela “afinação” da informação que lhes faz chegar, mas concentrar a sua actividade e o dinheiro do Clube no cumprimento das suas promessas eleitorais, na obtenção do sucesso desportivo das suas equipas e dos seus atletas em todas as modalidades, no reforço das suas posições nas instituições de decisão desportiva, e na blindagem da informação alusiva ao Clube para não perder vantagem em negociações a decorrerem.

3.  Diminuição do Passivo em 42 milhões de euros
A Sporting - Sociedade Desportiva de Futebol, SAD, cumprindo os seus deveres de prestação de informação económica e financeira à CMVM respeitante aos primeiros nove meses do exercício em curso compreendidos entre 1 de Julho de 2010 e 31 de Março de 2011, na sequência da reestruturação realizada pelo anterior elenco directivo liderado por José Eduardo Bettencourt, informou de uma descida do passivo do Clube nesse período no valor de 42 milhões de euros que muitos consideraram virtuosa: tê-lo-á sido verdadeiramente ?
A evolução da situação patrimonial nesse período reflectiu o impacto da reestruturação financeira levada a cabo, em que tiveram lugar de destaque o aumento de capital, o trespasse da Academia e a emissão de VMOC.
É bom fazermos um exercício de memória e recordarmos o que verdadeiramente esteve em causa com esta reestruturação.
Antes da controversa Operação Harmónio aprovada e realizada ao tempo de José Eduardo Bettencourt, visando o aumento do Capital Social de 21 milhões de euros para 39 milhões de euros e a passagem do Capital Próprio de 42 milhões, quatrocentos e quarenta e dois mil euros negativos para cerca de 22 milhões de euros positivos, o Sporting CP detinha:
      Categoria das acções             Nº. de Acções             %
          Categoria A                              3.430.010                   16,33            
          Categoria B                             17.569.990                   83,67
Esta operação foi realizada por na época de 2009-2010 a contabilidade da Sporting SAD apresentar um Capital Social de 42 milhões de euros e um Capital Próprio negativo de 15 milhões, novecentos e oitenta mil euros, cenário financeiro muitíssimo preocupante perante o qual foram decididas e aprovadas as seguintes 3 operações de reestruturação financeira:
Redução do capital social de 42 milhões de euros para 21 milhões de euros destinada à cobertura de prejuízos, a efectuar mediante a redução do valor nominal da totalidade das acções representativas do capital social, de 2 euros para 1 euro.
A implementação desta medida visava iniciar uma recuperação financeira indispensável, pois nos termos do art. 35º do Código das Sociedades Comerciais quando o Capital Próprio é igual ou inferior a metade do Capital Social, a respectiva Sociedade é considerada em situação de falência técnica, e em que a gestão deve tomar uma de 3 opções: o aumento de Capital, a perda de metade do Capital Social ou a dissolução da Sociedade.
A primeira opção tomada na Sporting SAD foi, como vimos, a perda de metade do respectivo Capital Social.
Aumento do capital social no montante de 18 milhões de euros, passando de 21 milhões de euros para 39 milhões de euros, a realizar por novas entradas em dinheiro através de emissão de 18 milhões de novas acções ordinárias, escriturais e nominativas com o valor nominal de 1 euro cada, por meio de subscrição pública com respeito pelo direito de preferência dos accionistas e preço de subscrição de 1 euro;
Neste aumento de Capital, realizado em Janeiro de 2011, o S.C.P. aumentou a sua participação directa na Sporting SAD de 16,4% para 25,3% com recurso a acções de tipo B (as quais passou a deter em 91,21%, descendo as acções de tipo A dos 16,33% iniciais para 8,79%), 25,3% esses que acrescidos aos 64% detidos pela Sporting SGPS (empresa detida a 100% pelo Sporting CP), fizeram com que o S.C.P. ficasse com uma participação de 89,3% na Sporting SAD.
Emissão de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis em acções da Sociedade (VMOC), escriturais e nominativos, no montante máximo de 55 milhões de euros, de valor nominal de 1 euro cada, com prazo máximo de 5 anos, com preço de subscrição de 1 euro, com taxa de juro nominal anual bruta de 3%, obrigatoriamente convertíveis em acções ordinárias da Sporting SAD a um preço de conversão de 1 euro.
Em paralelo a estas 3 operações, tiveram lugar outras que permitiram atenuar as contas da SAD, como a passagem da Sporting Comércio e Serviços e a da Academia para essa empresa.
Em conclusão, é formalmente correcto dizer-se que o passivo diminuiu. Mas o preço societário para que tal acontecesse foi demasiado pesado: o Sporting Clube de Portugal perdeu o domínio sobre a Academia e sobre a Sporting Comércio e Serviços (que detém o produto das receitas televisivas e da publicidade), e corre o risco de perder igualmente o controlo maioritário da SAD num prazo de 2 a 5 anos, decorrente por sua vez dos prazos inerentes às VMOC.
Não foi portanto este o melhor caminho para o Sporting Clube de Portugal ter percorrido até aqui, que poderá aliás traduzir-se em breve, oxalá estejamos enganados, num novo aumento do passivo. O S.C.P. não necessita de reestruturações financeiras ou de qualquer tipo de engenharias financeiras, que até hoje sempre acarretaram uma diminuição do respectivo património, mas sim de optimizar a sua gestão reduzindo custos supérfluos, de potenciar a Academia e a sua formação, de atrair parceiros de investimento, de respeitar os sócios, aumentar o seu numero e estimular a sua participação na vida do Clube (designadamente mediante Estatutos que não reduzam, antes aumentem, os respectivos direitos, e um Regulamento Eleitoral à medida de um grande Clube). E, sobretudo, de saber trabalhar de forma verdadeiramente profissional para ser campeão em todas as modalidades em que está representado.

Bruno de Carvalho
Lisboa, 3 de Junho de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

DESAFIO A TODOS OS SPORTINGUISTAS - ESTATUTOS E REGULAMENTO ELEITORAL

"Estamos a trabalhar numa proposta de regulamento eleitoral (novo) e numa proposta de alteração de estatutos (podem consultar actuais no site do Sporting CP).

Temos aqui uma página com mais de 8.000 Leões e Leoas e gostava de lançar um desafio: que cada um, até à próxima Quarta feira, aproveitasse para pensar em sugestões claras e pormenorizadas de propostas para ambos (Regulamento e Estatutos) e me enviassem para o e-mail da candidatura.

Quanto mais pensada e aprofundada a sugestão melhor será esse contributo.

Podem fazê-lo de forma individual ou criar grupos de trabalho conjuntos.

Porque o Sporting CP somos nós, vamos juntos fazê-lo ainda maior e melhor!

Abraço e Saudações Leoninas!

Bruno de Carvalho 20.04.2011"

terça-feira, 19 de abril de 2011

Uma tremenda desilusão

Falei de Bruno de Carvalho antes das eleições em tons de esperança. Falo agora em tons de desilusão. Ao que parece, de acordo com o que foi noticiado em vários jornais, o candidato desistiu. Espero não estar a cometer um enorme injustiça, mas tudo isto me parece muito fraco, com pouca aderência ao terreno e perigoso para o futuro do meu Clube.
O Sporting está agora nas mãos de aventureiros legalmente investidos no seu papel.
Arrumado que está, como parece, o caso das eleições, volto à primeira forma: o meu candidato, aquele que melhor interpretou o que me parecia serem as necessidades de alteração de rumo no Sporting, não venceu, o Sporting segue dentro de momentos...
Não deixarei de reflectir sobre tudo isto e de extrair as devidas conclusões de todo este processo. Para já, fica uma tremenda desilusão. Cá nos encontraremos daqui a uns tempos...


PS- Uma adenda a este post. Há um sinal em todo este processo que me parece bastante revelador. Bruno de Carvalho foi capaz de criar um élan, ainda como candidato, que nenhum outro conseguiu. Há muito que não se via tanto entusiasmo em Alvalade. Conseguir mobilizar os Sportinguistas como o BdC fez é obra e é particularmente revelador do seu carácter. A actual direcção, é possível prevê-lo com facilidade, nunca será capaz de suscitar esse entusiasmo e deve ter ficado à rasca quando viu aquela resposta.
Porém, já não me parece possível recriar esse momentum original. São coisas que têm um tempo e uma estratégia de execução que é impossível recriar. Tudo isso se perdeu.
É a perda mais grave de todo este processo e a razão mais forte, confesso, para a desilusão.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Expectativa

A probabilidade da providência cautelar vir a ter consequências ou sequer avançar é baixíssima. Tudo isto é mau. Espero que por parte da candidatura de Bruno de Carvalho haja um plano de contingência que preserve os valores defendidos (e nos levaram a apoiá-lo) e que a luta não fique por aqui.
A parada era alta, todos os sabíamos, e as consequências que tudo isto vai ter vão, previsivelmente, deixar marcas sérias. Aguardemos o que aí vem. Estamos aliás, justamente, todos em enorme expectativa, à espera de tudo o que aí vem para tirarmos as nossas conclusões...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Frágil: se não se mexer parte-se

Podem fazer o escabeche todo à vontade mas há coisas que para mim não têm discussão. Além do rol de situações estranhas, que são públicas, duas das candidaturas afirmaram ter constatado irregularidades susceptíveis de se requerer uma impugnação. Susceptíveis porque, logicamente, ao se confirmarem, encerram em si uma séria probabilidade (nem que seja pela discrepância das "duas votações") de terem influenciado o resultado final ao ponto do vencedor das eleições poder ser outro! Verdade ou não é isso mesmo que tem de ser apurado. É isso que são os superiores interesses do clube. Não é só contar os votos e bora lá.. Se um acto eleitoral não é totalmente limpo, tire-se a limpo o que não está, pois a verdade precede tudo o resto.

E u não ando aqui a brincar ao Sporting. Quem não gosta de transparência nos processos democráticos é um problema seu. Mais lhe valia torcer pelo Al Ittihad de Tripoli, por exemplo. No clube do filho de Kadafi, garanto-vos, não têm cá merdas destas. Quem respeita os mecanismos democráticos e o direito à verdade, mas acha que ainda assim BdC está com mau perder e devia aceitar os resultados em nome da união do clube recomendo simplesmente que caiam na real. Sabem qual é o clube que se consegue unir debaixo de uma suspeita desta envergadura? Não existe. Muito menos um clube fragilizado como o SCP. Mesmo que infundada teremos em primeiro lugar de a esvaziar. Não subestimem o seu poder na primeira derrota de Domingos , de Hugo Almeida e de todos os supostos ex-jogadores do FCP que ainda faltam vir. Por mais que custe ao clube em termos imediatos, o menos custoso nisto tudo será o impasse da decisão do Tribunal. Tivessem mas era organizado as coisas como devia ser! Agora, quer se queira quer não, é o tribunal que irá decidir. Se não houver pernas para andar com a impugnação, fica resolvido. Se vier a haver eleições novamente, quem quiser poderá votar à mesma nos autores da farsa. Até porque, na Líbia, aquilo está meio tremido e não é certo.

A paz dos anjos. Ainda o cano da espingarda estava quente e já GL estava, vestido de avózinha na SicNotícias, com o cachimbo da paz na mão. Sim senhor, não se escondesse, por trás da fumaça, a mesma política de SF e JEB: dividir para reinar. Eu até dava um bafo no cachimbo não fora o que se passou antes e o que eu sei que ele quer que se passe a seguir. Ao convocar todos, numa inusitada pressa, para discutir uma auditoria pela qual até à véspera do dia das eleições nunca mostrara qualquer interesse, não estava senão a empurrar BdC para o meio de duas armadilhas: ou este se contradizia e desistia da impugnação ou ficaria com a imagem do gajo que anda a empatar isto e não quer pacificar o clube. BdC escolheu caír na segunda e bem. Teria muito mais a ganhar se aceitasse os resultados e, daqui por um ano, passado o estado de graça de GL e os flops das contratações do Freitas, candidatar-se e ganhar por margem confortável. A verdade é que, contra esse seu interesse pessoal (mas a favor do meu) não o fez. Veremos com que razões.

sábado, 2 de abril de 2011

Complexos

A candidatura de Bruno de Carvalho entregou a providência cautelar com o objectivo de suspender os resultados eleitorais. A possibilidade esteve em cima da mesa desde o dia das eleições. Ansiava-se pela materialização dessa possibilidade. Cumpriu-se.
Como apoiante desta candidatura fico extremamente contente, saúdo a luta e penso que todos nos devemos solidarizar com ela. Mas devo também exprimir os meus receios.
A impugnação de uma eleição é um assunto sério. Do outro lado, temos um profissional do embuste. É um embusteiro, mas é um profissional, na linha de todos os embusteiros profissionais que passaram nestes últimos anos pelo Sporting.
Uma providência cautelar é assunto igualmente sério. Uma providência cautelar não é, ou não devia ser, uma acto banal. Deixa, ou devia deixar, marcas. Deixa, vai deixar marcas se ganhar, mas deixará marcas se for derrotada.
As causas pelas quais todos nós, apoiantes do Bruno de Carvalho pugnamos são um assunto ainda mais sério. Fico numa enorme expectativa quanto à seriedade que 1) a candidatura colocou neste processo e 2) nos propósitos de tudo isto. Não quero duvidar do Bruno de Carvalho (ou não lhe teria dado a minha confiança) e dos seus desígnios, mas espero sinceramente que tudo isto esteja solidamente escorado e que, mesmo no caso de uma derrota desta diligência, exista um plano de contingência que possa lidar com os danos colaterais que uma eventual derrota nos traga e preserve aquilo que interessa: ressuscitar o Sporting das trevas em que esteve mergulhado nestes últimos quinze anos.
É (só) isso que nos interessa, a nós que apoiámos o Bruno de Carvalho.
Apoiámo-lo porque achamos que chega de trevas e porque pensamos que o Bruno de Carvalho era, e é o intérprete deste nosso sonho.
Por isso espero que vença porque a sua vitória é a nossa vitória. Grande responsabilidade!

terça-feira, 29 de março de 2011

Curiosidade

Estou, confesso, com uma enorme curiosidade em saber como é que Godinho Lopes vai conseguir estabelecer a tal "unidade", factor absolutamente vital (apontei-o aqui na Roulote vezes sem conta e ele possivelmente leu...), que precisa de estar garantido para ele aspirar sequer fazer tudo aquilo que se propõe no Clube. Isto depois de, enquanto candidato, ter agido sempre de forma desastrada e inábil contra a unidade. Naquele seu estilo arrogante e despótico, é apesar de tudo uma inabilidade confessada. Desde a madrugada de domingo já perdi a conta às vezes que pediu desculpas pelo seu comportamento de verdadeiro carroceiro.
Não conseguiu entre cinco e quer agora consegui-lo entre o universo Sportinguista... Não conseguiu fazer unidade com o candidato Bruno de Carvalho e quer agora contar com ele, debaixo da sua "liderança". Não consegui chegar a um consenso com o Bruno de Carvalho antes e quer agora obter o consenso com os seus apoiantes, que ainda por cima são mais do que os dele...
Confesso que estou cheio de curiosidade...