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domingo, 12 de abril de 2009

Round 2 - O buraco (III)

Dias da Cunha - O buraco de 13 milhões era cumprido com a venda de jogadores.

Soares Franco - Mas não cumpriu.
O homem não pára de interromper o outro.

Dias da Cunha - Os bancos não falam em lado nenhum de incumprimeto. O buraco é uma invenção do SF para assustar a possível oposição.

A coisa anda à volta da questão da recompra. Pelos vistos Soares Franco só sabe jogar com as palavras. Não tem argumentos. Só jogatanas semânticas.

Esclarecimento

Em posta anterior escrevi sobre a AG que se aproxima. O que está lá escrito é o seguinte: "Antes de voltarmos ao debate sobre as vmocs, a Academia, o Estádio e a SCS temos outra decisão pela frente: a alteração dos estatutos do clube. O principal ponto das alterações propostas pela direcção é a criação de uma Assembleia-Geral referendária. Associada a este ponto estará certamente a ideia da criação de uma Assembleia Delegada ou uma extensão e alteração do papel do Conselho Leonino." O argumento desenvolve a partir daí. A mesma posta, ou pelos menos as ideias aí expostas, mereceram alguns comentários noutros blogs, mesmo que esses comentários não nomeassem directamente a minha posta. Quase todos eles apresentam o calendário e falam em equívocos. Admito que a pressa e o tom possam ter causado alguns equívocos nos leitores. A "alteração de estatutos" a que me referia é "apenas" transitória. Mas penso que o essencial do argumento de mantém. O resto do argumento segue para a Assembleia Delegada. É certo que não é isso que vai a votação na próxima sexta-feira. Porém, penso que é impossível votar em consciência na próxima AG sem ter em consideração as ideias que já foram postas a circular num passado recente por membros do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal e por algumas personagens que lhes são próximas. A aprovação da Assembleia Geral referendária, para além dos traços de golpe que apresenta, e que já foram sublinhados noutros blogs, servirá para aprovar sem uma maioria de 2/3 uma medida que pode partir o clube em dois. Uma medida fracturante, portanto. A provação desta medida tratá consigo, certamente, novas revisões estatutárias. Era a isso que a minha posta tentava aludir. Espero que o esclarecimento esteja feito.

terça-feira, 7 de abril de 2009

A mulher de César

Antes de voltarmos ao debate sobre as vmocs, a Academia, o Estádio e a SCS temos outra decisão pela frente: a alteração dos estatutos do clube. O principal ponto das alterações propostas pela direcção é a criação de uma Assembleia-Geral referendária. Associada a este ponto estará certamente a ideia da criação de uma Assembleia Delegada ou uma extensão e alteração do papel do Conselho Leonino. A cerca de 10 dias do assunto vale a pena iniciar o debate, ou à falta dele fazer desde já uma declaração de voto: não. E porquê? Por uma série de motivos.
Antes de mais pelo momento em que a proposta é feita. Cerca de 10 ou 15 dias antes da repetição da AG que teve lugar a 28 de Maio do ano passado e que deliberou sobre os temas acima expostos. O que transparece das propostas da direcção é a ideia de fazer passar a todo o custo as medidas que já foram chumbadas o ano passado. Assim sendo, parece-me no minímo perigoso levar a cabo uma revisão estatutária onde uma suposta ideia de modernidade e inovação está ligada a um conjunto particular de medidas, concorde-se ou não com elas. Em segundo lugar parece-me injustificável uma revisão estatutária cerca de um mês antes das eleições. A melhor solução, neste quadro, seria aguardar pelo desfecho das eleições. Este período de espera teria a vantagem evidente de possibilitar que as diferentes listas apresentem um projecto na verdadeira acepção do termo. Um projecto onde revisões estatutárias, gestão económica e política desportiva estivessem estreitamente articuladas, oferecendo aos sócios uma verdadeira escolha entre propostas sólidas e simultaneamente permitisse legitimar sem margem para dúvidas a proposta vencedora, qualquer que ela seja. Coisa que no presente cenário certamente não sucederá.
Por outro lado, a proposta para a criação da Assembleia Referendária e da Assembleia Delegada vai contra as lógicas que governam os privilégios dos sócios no presente quadro e são apresentadas por uma direcção que já manifestou vontade de se livrar dos sócios e dos processos de tomada de decisão democráticos. Neste momento os estatutos do Sporting privilegiam os sócios com maior participação na vida do clube. Por maior participação entenda-se anos de sócio. Este anos de sócio são privilegiados proporcionalmente com maior número de votos. Ora mantendo o mesmo espiríto também deveremos premiar os sócios mais empenhados na vida do clube. A participação em AG's é um indicador fundamental dessa participação. Revela, antes de mais, uma vontade e uma disponibilidade para se envolver na vida do clube para além do simples consumo do espectáculo desportivo ou do depósito do voto em urna. Manifesta um desejo de debater e discutir a vida do clube e tomar decisões informadas. Um dos argumentos a favor da proposta de alteração de estatutos é a possibilidade de permitir a participação de uma maior número de sócios. Perante este argumento, é necessário relembrar que nunca uma direcção perdeu tantos sócios como esta. Em segundo lugar, e para além da reduzida dimensão da massa associativa do clube neste momento, a participação em AG's é reduzida. A média andará pelos 300/400 sócios. Em momentos excepcionais, como nas Assembleias do Pavilhão Atlântico, essa participação tem rondado os 3000 sócios. Nada que impossibilite a tomada de decisões e números que poderiam ser mantidos, sem custos e sem perda de democraticidade e eficácia deliberativa, com a construção de um pavilhão nas imediações do estádio e com um maior respeito pelos sócios. Este argumento sustenta-se no exemplo do Barcelona. Para responder, basta perceber como funciona a Assembleia do Barcelona: um sócio/um voto; assembleia delegada sorteada anualmente entre os cerca de 100 mil sócios do clube. Serei completamente a favor da criação de uma assembleia delegada no dia em que o Sporting voltar a ter 100 mil sócios e aparecem 15 mil em todas as AG's. Nesse contexto faz sentido sortear sócios para que possam caber todos num pavilhão para que a discussão e o debate possam ter lugar. Até lá, a única coisa que transparece da vontade da direcção é acabar com o debate no clube. Como? A tomada de decisões pressupõe informação. Onde é que em Portugal neste momento um adepto do Sporting pode ter acesso a informação e a debate sobre a vida do clube? A imprensa desportiva anda entretida a especular sobre transferências e arbitragens. A vida dos clubes e a opinião independente não passam por ali. No jornal do clube apenas encontram espaço as propostas da direcção. Não é só desta. Sempre foi assim. O site do clube é mais para vender mercadorias. Os blogs, convenhamos, são um universo limitadíssimo. O único e o verdadeiro espaço de debate e confronto de opiniões sobre o clube é a AG. Um órgão que deveria merecer o máximo respeito de todos os sportinguistas mas sobretudo de todos os democratas. A AG, mais do que o referendo ou as eleições, é o o órgão democrático por excelência. Matá-la é matar a democracia. Trocá-la por outra coisa qualquer que será sempre um retrocesso relativamente ao que temos.

Crise de militância?

"Esta assembleia geral parte de um princípio que foi objecto de recomendação do VIII Congresso Leonino e que tem a ver com o estabelecimento de um mecanismo de consulta de decisão. Não é uma solução inédita, longe disso, pois há outros emblemas que têm assembleias referendárias. É preciso ver que uma instituição da grandeza do Sporting não consegue reunir em AG todos os seus associados espalhados por Portugal e pelo Mundo, daí que se torne inevitável incluir o referendo nos Estatutos para discutir questões tão essenciais como, por exemplo, o quadro de reforma financeira"

Isso quer dizer que o clube já não era nosso?

Na próxima AG vai-se decidir aquilo que todos os sportinguistas querem e que muitos têm exigido: dizer que o Sporting tem de ser devolvido aos sócios. Vamos fazer com que uma decisão tão importante para o Sporting, como é a reestruturação financeira, possa ser votada por um maior número de sportinguistas.

Temos plano

O Sporting divulgou ontem em pormenor à CMVM o plano de restruturação financeira proposto por Filipe Soares Franco. O projeto do Conselho Diretivo prevê a passagem para a SAD "dos direitos do clube relativos quer ao imóvel, quer aos demais elementos que integram a Academia Sporting PUMA, por valor não inferior a 21 milhões de euros", bem como da Sporting Património e Marketing, através de "fusão por incorporação" na SAD, "com a consequente transmissão do direito de superfície sobre o Estádio José Alvalade, mantendo o clube a propriedade do solo".

As restantes operações financeiras, a apresentar e votar numa futura AG da SAD, implicam "a redução do valor nominal das ações para 1 euro cada e subsequente aumento de capital em 20 milhões de euros"; a "contratação de um empréstimo intercalar" para financiar o referido aumento; a "emissão de VMOC's até ao montante de 55 milhões de euros ao valor nominal de 1 euro cada, com prazo máximo de 5 anos para a conversão em ações da SAD"; e a "venda à SAD de 100% do capital social da Sporting Comércio e Serviços [que gere os direitos de TV] pelo valor de 20 milhões de euros".

sábado, 21 de março de 2009

Comparações

Imaginem um país, governado por um primeiro-ministro.

Este tenta aprovar uma medida que exige o voto favorável de 2/3 da assembleia. A medida é rejeitada.

Mas o primeiro-ministro não se conforma com o veredicto da assembleia soberana. E meses depois, ao mesmo tempo que revela que não irá recandidatar-se, informa que, ainda que sem a aprovação necessária e contra a anterior decisão da assembleia, tomou a medida à mesma. Mais: tomou-a em termos tais que se a assembleia não vier a aprová-la a posteriori, o país ficará num grande sarilho, obrigado a pagar de imediato a totalidade da sua dívida externa.

O primeiro-ministro vai mais longe. Umas semanas depois deste anúncio e a apenas dois meses do fim do seu mandato, apresenta uma proposta de revisão da constituição. A alteração é só uma: que a medida em causa deixe de estar sujeita a aprovação da assembleia e possa ser referendada sem qualquer discussão prévia. E anuncia de imediato que, em caso de aprovação, o referendo terá lugar logo duas semanas depois.

O que se diria deste primeiro-ministro? Deste responsável que ignora deliberações da assembleia que rege o seu país, que desconsidera minorias, que toma medidas desrespeitando a constituição, que ensaia alterações constitucionais ad hoc para levar a sua avante e que, num momento em que a legitimidade se lhe esgota, tenta comprometer irremediavelmente os seus sucessores e o próprio país?

Este país, meus amigos, é o Sporting Clube de Portugal. Este primeiro-ministro é Filipe Soares Franco. E os cidadãos, aqueles que podem pôr cobro a este estado de coisas, somos nós, todos nós, sócios do Sporting Clube de Portugal.

Chegou o momento. O momento em que se tenta colocar a primeira pedra do «Clube sem sócios mas com adeptos que não se intrometam na gestão nem tenham voto nas eleições dos órgãos sociais» - que é ao mesmo tempo a última pedra da sepultura do Clube que ao longo de mais de um século se ergueu como «unidade indivisível constituída pela totalidade dos seus associados».

Chegou o momento. O momento de dizer “Não!”, “Basta!”, de virar a página, de analisar o passado, avaliar o presente e de uma vez por todas olhar o futuro nos olhos, sem receio nem temor.

O filósofo irlandês Edmund Burke disse um dia que «Tudo o que é necessário para que o Mal triunfe é que os homens bons não façam nada». É pois a hora de cada Sportinguista ser mais Esforçado, Dedicado e Devotado do que nunca na defesa do seu, do nosso Clube. E a Glória é que, no fim da luta, ele continue a ser nosso.

Sempre e cada vez mais ao serviço e na defesa da Cidadania Sportinguista, o Movimento Leão de Verdade não vai faltar à chamada. No respeito pelas regras e pelas instituições que é seu timbre, tudo fará para pôr a nu este assalto final ao associativismo e para impedir que ele triunfe.

Todos juntos, conseguiremos. Pelo Sporting, «Não Passarão!».

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Outras sínteses

Entrevista de Frederico Abreu do Leão de Verdade ao RCP no dia 22 de Janeiro. Uma boa síntese do que vai acontecendo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Não é so por cá!!

A Assembleia Geral do Real Madrid de Dezembro último terá sido viciada.

Será que as nossas não serão? Ou no nosso clube corre tudo com transparência tirando o facto das AG não serem devidamente anunciadas? Mas pronto a gente compreende, há coisas que não são para se saber.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Amigos dos Amigos

{**Escrevi esta posta antes da entrevista de SF mas só agora foi possível publicar. Como reparei depois, a "ideia inovadora" já estava num grau de cozedura muito mais avançada..**}

Acabei de receber quatro sms do Sporting a incentivar-me à participação na vida do clube. Simultaneamente leio, no jornal do SCP, a coluna desse colunável senhor que vem destapando, pela 2ªsemana consecutiva, a sua proposta de revisão estatutária de tamanho familiar e que deverá "recomendar" no Congresso. Defende que as AG deixem de existir como sempre existiram. Isto é, daqui para a frente «o povo sportinguista deverá ter consciência de que as Assembleias Gerais universais, só para eleger os seus representantes ou referendar determinadas deliberações de importância fundamental. Para todas as outras matérias de competência da Assembleia Geral, deverá eleger delegados a um órgão (para mim, o Conselho Leonino, com mais membros) a quem essa competência deverá ser delegada
A razão para isto, como é habitual neste personagem, não é explícita. Os argumentos apontados são de desmanchar a rir (ou a chorar). Diz-nos que tem a ver com uma simples transposição daquilo que se passa no País e nos partidos (democracia representativa) e porque há questões "fundamentais" (mais um critério claríssimo) que não podem ser decididas "nem por meia dúzia nem por uma multidão". Isto é o horror, oh meu Deus!, livrai-nos das multidões de sócios interessados em participar!!...
Mas se esta proposta de aniquilar o associativismo em 97 minutos e meio não vos assusta, eu deixo-vos o requinte da prosápia despudorada deste ex-post-ex-candidato à presidência: «Acresce que o que proponho proporciona maior participação dos sócios do Sporting na vida do Clube, e de uma forma mais regular. (...). Quando o tema é importante e exige discussão, temos de alugar espaços (com as despesas inerentes...), não há tempo para discutir nada, e as votações são para os mais resistentes!...». É no mínimo imoral colar o argumento da "ausência de pavilhão" à inexistência de salas baratas para justificar o que defende. Passa a ser duplamente imoral quando alguém que se queixa do pouco tempo disponivel para discussão tenha sido o "grilo falante" da AG de 28 de Maio, após ter "coleccionado" longos minutos de antena com inscrições doutros sócios. Não é assustador o xico-espertismo de Dias Ferreira. Mas é assustador saber que, apesar de ser um amigo de 3ª fila, isto é ideiazinha para a Direcção - seja com Franco ou outro dos seus amigos - levar à AG e, com a ajuda dos amigos de 1ª fila, sentenciar de vez o fim de um dos pilares do associativismo e um lugar único de reprodução do vínculo e cultura do clube. Impressiona como não conseguem propor nada que não seja passe por decapitar a base social do clube para entregá-lo a amigos (da SAD à África do Sul). Impressiona ainda mais como há sportinguistas que não vêm o perigo que isto representa.
E para quem acha que os destinos do clube estão melhor entregues a mais Conselheiros Leoninos é favor lerem a posta do 1906 Luta e Resiste que legitimamente se interroga:

"Deve ser só impressão mas a gamela vai rodando e os nomes pouco se alteram, tudo isto não passará de uma grande coincidência cósmica? Ou esta cambada de dirigentes a conselheiros é tudo malta que se vende por 2 copos de tinto?"

Como dizia o Bonga, amigo do amigo, amigo é. E parece ser este o lema de um clube centenário cada vez mais transformado numa coutada de

#Adenda de hoje - Nas entrevistas, SF argumenta que seria uma forma dos sócios que habitam longe de Lisboa pudessem ser representados. Concordo. E assim de repente tenho duas ideias geniais sem ter de abdicar deste modelo: a primeira, desburocratizar a concessão de poderes de representação (acreditem: é de um gajo desistir!) e; segunda ideia genial, divulgar (no sentido etimológico da palavra) COM ANTECEDÊNCIA a data das AG.
O cu, meus Amigos, não tem nada a ver com as calças.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Mas... ou Orwell


A minha opinião sobre a entrevista está expressa, na íntegra, no cacifo, que, numa jogada de antecipação, fez a leitura que se impunha. Depois é sempre giro ver a Centúria a fazer (com muita gargalhada e galhofa pelo meio) aquilo que numa gíria que eles muito bem dominam se chama insider trading. A palhaçada ainda não acabou. A chantagem já recomeçou. A palavra chave da entrevista é "mas". Mas também poderia ser "vaga de fundo". O homem ainda se podia candidatar se o projecto de "modernidade e inovação" tivesse pernas para andar. Nada me move contra Soares Franco em particular e é-me indiferente o projecto das VMOCS e da SCS andar para a frente com ou sem ele. Não quero é o projecto. Seja ele o proponente ou seja um seu sucessor. Muito se falou também na seriedade da entrevistadora. Foi relativamente óbvio que Judite de Sousa não dominava o assunto. O conhecimento que tinha era de leituras superficiais de jornais. Depois de Soares Franco anunciar a nova AG para votar as VMOCS (que nojo de expressão) e a passagem da SCS para a SAD a pergunta que se impunha era se os sócios não tinham já votado essas medidas a 28 de Maio. Ficou no bolso. Do SCP não se falou muito.

Adenda 00:39 - As perguntas que o LdV enviou à Judite de Sousa. Pelos vistos não foi só por desconhecimento que algumas questões não foram colocadas.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Eu preferia dizer mal do Rochemback mas em vez disso tenho que andar aqui a escrever sobre VMOCS

Cavalgando a maré de bons resultados (lol) Soares Franco já iniciou os preparativos para uma nova reedição dos debates sobre as vmocs e a transferência dos direitos de transmissão televisiva do clube para a SAD e para a treta da redução do passivo que nunca mais se reduz. No outro dia, num jornal qualquer eram 150 milhões. Ontem na Bola são 245. Nada de esquisito haveria nisto dado que nós já conhecemos e reconhecemos as tendências ideológicas de Soares Franco e do projecto Roquette há muito tempo. O mais esquisito, com H maiúsculo, são duas coisas. Uma que nos parece evidente. Depois da Assembleia-Geral de 28 de Maio (quem quiser que vá ao arquivo que agora não tenho tempo para linkar para as respectivas postas) a Roulote e mais uma série de blogs defenderam que a dita AG tinha decorrido à margem da legalidade e que as propostas da direcção não teriam sido aprovadas, ao contrário do que esta considerava. Falou-se na altura em providências cautelares e etc. Verificamos agora que nada disso foi necessário. Foi a própria direcção a reconhecer a ilegalidade dos seus procedimentos da referida AG e a imoralidade das suas interpretações no pós-acontecimento. Aqui chegados, encontramos a segunda cena esquisita. Eu diria mesmo bué esquisita. Então como é que uma direcção marca novamente uma AG para aprovar medidas que a própria já considerava aprovadas sem dar qualquer explicação aos sócios pelo facto? Se já estavam aprovadas as medidas não precisam de ir novamente à AG. Se não foram aprovadas, a direcção tem de nos explicar o que é que se passou naquela AG e os motivos pelos quais cerca de 7 meses após os sócios as terem chumbado aquelas propostas vão novamente a AG. Facto que se torna ainda mais estranho tendo em conta actual clima económico, altamente benéfico para o clube e a SAD, com as taxa de juro a baixar consecutivamente. O que dissemos na altura da última AG no Pavilhão Atlântico mantém-se. Mais uma vez, é a menos de seis meses das eleições e a dois do congresso que se toma uma decisão destas, que pode implicar o fim do clube? Ainda neste grau de cenas maradas, é igualmente sinistro como os chamados "jornais" desportivos apresentam o processo: não o apresentam. Fazem de microfone para Soares Franco. Muito mais haveria para dizer, e certamente que lá teremos que nos andar a chatear com esta coisa outra vez durante mais um mês, mas olhem, é a vida. Como dizia o outro, não é fácil ser verde.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

AG de 14 de Outubro de 2008

Mais uma AG na vida do nosso clube.
Desta, realça-se a fraca presença de associados, cerca de 70.
Logo de início todos ficaram a saber que o jornal do Sporting de ontem dizia que a AG seria hoje. Um lamentável erro tipográfico.
Depois passando à discussão os sócios usaram da palavra para falar não das contas, mas para pedir satisfações sobre o estado do clube e a falta de militantismo.
Não vou falar em pormenor dos números, pois não os conheço aprofundadamente, mas a maioria dos presentes também não queria saber se números, queria saber da vida do Sporting.
Mas como se esperava, aquela AG em pouco difere de uma AG de uma sociedade anónima.
Finalmente ontem, FSF, não querendo desenterrar cadáveres mostrou uns bonitos slides onde disse que o problema do Sporting foi causado no terrífico ano de 2005. Ou seja, que o culpado pelo défice actual é Dias da Cunha, por ter ido buscar dinheiro à Sad.
Posto isto e entrando no tema da ordem de trabalhos, é bom notar que a relação causa efeito entre a votação de ontem e a a contestação à direcção é uma falácia. Na ordem de trabalhos o que se ia votar era a aprovação do relatório e contas, não era uma votação para a aprovação de orçamento nem para moção de censura.
Para votar contra um relatório e contas, além de se votar contra porque sim, ou é porque as verbas foram mal inscritas, ou estão omissas ou algumas cativações são ilegais.
Ora nada se passando, só votaria contra pelo prejuízo de quase 2 milhões apresentado. Aqui a questão é de gestão e com responsabilidades pelo decréscimo das receitas. Não tem directamente a ver com o relatório e contas. Ontem na AG verifiquei que alguns dos sócios que usaram da palavra e aproveitaram para criticar o sistema de gestão, a forma de gerir o clube pela direcção e apontar falhas no que concerne às receitas, votaram favoravelmente o ponto único da ordem de trabalhos. Pela minha parte abstive-me, pois não vi motivos para contestar o relatório e contas, apesar disso, e por discordar da política directiva no que concerne às receitas deste ano, que causaram prejuízo, entendi que não devia votar favoravelmente. Acresce a isto, se o relatório e contas fosse rejeitado quem ficava ainda mais prejudicado era o Sporting.
Uma nota sobre a questão no número de votos. É sempre nítida uma separação do número de votantes entre associados mais novos e outros com mais idade. Mas se tivéssemos todos um votos perderíamos o momento lúdico da noite: eis que quando se levantam os votos a favor, um membro da direcção, com idade para ser meu avô, apresenta 1 voto! Logo a seguir meteu para baixo o papel, a ver se passava despercebido, fiquei feliz, pois este dirigente acabou por descobrir, embora tarde, o caminho para a militância.
Para o futuro ficamos a saber que a AG para aprovar os estatutos do Congresso deve ser dia 30 deste mês. E para o futuro ficamos sem saber como vai a direcção atrair o militantismo Sportinguista, eu pelo menos sei que com esta política e esta falta de ambição não vai ser, bem como sempre que se disser que os do lados e que são maiores e assíduos, também não.
Uma palavra para comprovar do sentimento Sportinguista de Rogério Alves, que depois da AG acabar, ficou até à 1 da manhã na rua a discutir o Sporting com os Sócios, houvessem mais assim...
SL

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Ainda bem que avisaram antecipadamente!

Atenção Sportinguistas, está marcada para dia 14 (sim, dia 14 por acaso é amanhã), a Assembleia Geral para discussão e votação do relatório e contas do exercício findo em 30 de Junho de 2008.

Como se pode ver aqui, está marcada para as 20h para o auditório.

E como se pode notar, é manifesta a boa fé de quem comunica anúncios destes no dia anterior.
Depois vêm os do costume queixar-se da falta de militância dos sócios e da não comparência nas AG's.
Só não vê quem não quer ver.

domingo, 1 de junho de 2008

O tempo fará com que a mentalidade se vá invertendo

No futuro o Sporting vai deixar de ter a maioria de capital da SAD? Os sócios incomodam-se sempre com isto, em qualquer clube. Para si, esta questão é ou não é importante?

Primeiro: quando foi feita a lei das sociedades desportivas, não se permitia que os clubes tivessem mais de 40% das SAD. O espírito da lei era exactamente os clubes não controlarem o capital social de uma SAD. Foi introduzida depois, na lei, uma variável que permite, de uma forma indirecta, os clubes terem mais de 50% das SAD. Não conheço nenhuma empresa cotada em bolsa em que um accionista com 40% não domine qualquer assembleia-geral.

Até ao dia em que alguém fizer uma OPA e ficar com os outros 60 por cento….

O Sporting tem acções da classe A, e os accionistas que fizessem uma OPA, que são os que têm acções da classe B, numa assembleia-geral, mesmo com 60% do capital, só teriam direito a 10% dos votos. Os estatutos da SAD do Sporting blindam essa possibilidade [de alguém controlar que não o clube].

No futuro, seria preocupante para si, como sportinguista, que o clube viesse a poder seguir um caminho igual ao do Manchester United, ou do Chelsea, em que um magnata investe e depois tenta conseguir os melhores resultados para oferecer aos adeptos?

No Sporting, e na SAD, isso não é [actualmente] possível. A gestão será sempre do Sporting.

Mas, se fosse possível, isso era preocupante?

O novo paradigma da competitividade pode passar necessariamente por isso. Eu tenho uma cabeça bastante aberta relativamente a esses temas, desde que se mantenha o espírito de adepto ligado a um emblema.

Como em Inglaterra?

Culturalmente, em Inglaterra todos os clubes nasceram como sociedades. O que eles têm depois é uma associação de adeptos, que elegem e que negoceiam com o detentor do capital da sociedade os benefícios que vão ter. A gestão está entregue a quem investe. Os clubes em Portugal têm raízes culturais totalmente diferentes, e portanto, não estão preparados para essa revolução. O tempo fará com que a mentalidade se vá invertendo.

Os vampiros