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sábado, 29 de junho de 2013

Plano de reestruturação II ou talvez não...

A Associação de Adeptos gosta, o Conselho Fiscal Independente gosta, o Godinho gosta, o Ricciardi gosta. Toda a gente gosta. De repente, tudo está unido em torno do plano de reestruturação que irá amanhã ser apresentado aos sócios. Finalmente há união no clube.

Este consenso esmagador, talvez até mesmo dilacerante, resultou num debate francamente pobre sobre o que amanhã irá ser decidido. Uma volta nos blogues e ele é Gélson, ele é Bruma, ele é tudo menos a AG de amanhã. foi toda a gente apanhada com as calças na mão. Os croquetes porque o plano é igual ao deles. A antiga oposição, ou pelo menos aqueles dentro da oposição que se preocupavam com a gestão do clube, porque foi entalada por esta proposta e agora sente-se na obrigação de votar a proposta do seu candidato, em quem também votei, com gosto e até prazer, diga-se. Existe um motivo, e apenas um, na minha opinião para votar a favor do Plano. Impedir que esta direcção caia. O resultado dessa queda seria o retorno inevitável da anterior ordem de coisas. Para quem lutou durante anos contra o Projecto Roquette seria uma tragédia. Compreendo bem o problema. Mandar o Godinho borda fora também foi uma das maiores alegrias da minha vida.

O meu problema é que em versão um pouco melhor e mais bem negociada e pensada o Plano que Bruno de Carvalho apresenta é em tudo semelhante ao que havia sido proposto por Godinho Lopes. Assim, sendo, e não tendo ainda decidido defintivamente o meu sentido de voto não me sinto minimanente inclinado a dar o meu aval a esta reestruturação. Bem sei que o candidato II reviu algumas das posições do candidato I. Eu é que ainda não alterei a forma como vejo o Sporting. Não vou votar numa esperança futura nem vou votar pela confiança que tenho ou deixo de ter em quem propõe o plano. Evoco em minha defesa o próprio Bruno de Carvalho.

 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Plano de reestruturação - primeiras notas

Temos estado, aqui na Roulote, a tentar perceber o que significa este plano de reestruturação para o Sporting. Deixo aqui, em jeito se síntese,  umas breves notas das diversas posições para que se possa avançar com o debate, que quer nos blogues quer na imprensa tem sido francamente pobre. Espero ter sido justo com todos os contributos da discussão que temos mantido por e-mail.

1 - É necessário reconhecer que o Plano de Reestruturação que vai ser apresentado aos sócios pela Direcção liderada por Bruno de Carvalho é, em muitos pontos, semelhante aos planos apresentados pelas anteriores direcções.

2 - Aparentemente há algumas diferenças importantes face ao que foi apresentado por anteriores direcções, a nível de spreads, prazos, e outras condições mais benéficas. No entanto não deixaremos de estar ligados à máquina durante longos anos. A questão da maioria do capital da SAD é salvaguardada neste momento. Voltar-se-á, porém, a colocar no futuro.

3 -  No essencial, o plano reproduz a lógica dominante no Projecto Roquette. Expropriar o clube e transferir todo o património para a SAD.

4 - A gravidade da situação a que o clube chegou impõe alguma precaução antes de tomar uma decisão definitiva no sentido de voto. Para alguns de nós,  e justamente pela gravidade da situação, o Plano  é aceitável desde que a "marca" Sporting se mantenha no clube e que não seja transferida com a Património e Marketing para a SAD.

5 - Para outros, o Plano, por padecer dos mesmos problemas estruturais dos que foram anteriormente apresentados, reproduz a lógica da suborndinação do Sporting Clube de Portugal a interesses que lhe são alheios e a insistência numa lógica empresarial e mercantil claramente ineficaz e falida. Para estes, valeria seriamente a pena considerar a hipótese da insolvência.

6 - Os sócios deveriam ter a possibilidade não só de votar a favor ou contra o plano que será apresentado, mas de escolher entre as três alternativas que Bruno de Carvalho avançou ontem: reestruturação financeira, plano especial de revitalização, insolvência.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Fusão da Património e Marketing com a SAD

Por estes dias, o antigo poder pede consenso enquanto faz oposição. Não tenho nada contra. Sempre gostei de barulheira e estrilho e acho que é o sintoma de uma democracia saudável. No geral, porém, aqueles que apelam ao consenso procuram por essa via conduzir o clube às suas posições. Um pouco desonesto mas nada de especial. Nem vale muito a pena discutir.

Uma, outra nota, antes de passar ao essencial. Bruno de Carvalho devia popupar-nos àquelas tiradas meio melodramáticas do "peço desculpa aos sócios do Sporting por não cumprir o que prometi. Prometi dedicar-me 24 horas por dia e só  dedico 20. Durante as outras 4 tenho que dormir". Não só é desnecessário como releva falta de organização. Ó Bruno então vê lá se te organizas melhor para ver se consegues dormir pelo menos 6 horas por dia. Outra que também não me caiu muito bem foi o "o terceiro elemento da estrutura sou eu". É perfeitamente legítimo que o seja, tal como é perfeitamente aceitável que não dê o nome que saltou fora. O que não é aceitável é que usando do tom melodramático e do facto consumado não explique o que aconteceu para a mudança de planos, num plano, aliás, que nem sequer era assim tão fundamental.

Dito isto, e sendo-me os "problemas" comunicacionais relativamente indiferentes, é preciso chamar a atenção para algo de fundamental. Descongeladas as relações com a banca, isto é superado o primeiro obstáculo, tendo sido tratada a questão do treinador - ainda dá polémica, mas daqui a 15 dias já ninguém se lembra do Jesualdo - vem aí o verdadeiro teste do algodão, para perceber quem, de facto, é Bruno de Carvalho e o que pretende para o Sporting. Ainda que não esteja marcada a AG está a circular na net um documento que supostamente detalha o plano de fusão da património e marketing com a SAD. Relembro que nós, aqui da roulote, tal como Bruno de Carvalho, votámos contra este projecto em sede de Assembleia Geral. Parece que agora vai ser novamente apresentado aos sócios, desta feita por Bruno de Carvalho. Parece, segundo o Leoninamente, de onde tive acesso a este documento, que o novo projecto é menos oneroso para o clube. Ainda não tive tempo para verificar.

Não posso, todavia, deixar de notar duas ou três coisas. O documento está no site, na secção das Investor Relations, mas a nova direcção não se dignou a enviar o projecto por e-mail aos sócios. E ainda hoje recebi um mail com a entrevista ao Leonardo Jardim. Para ser absolutamente sincero estou-me relativamente a cagar para o Leonardo Jardim, mas votei no Bruno de Carvalho para que este tipo de merdas não continuassem a acontecer. É OBRIGAÇÂO desta direcção, sobretudo tendo em conta a forma como ganhou as eleições, de manter os sócios ao corrente de todas as decisões fundamentais para o futuro do clube. Em segundo lugar espero mesmo que a AG não seja marcada à última hora e que haja tempo para os sócios poderem debater o plano em causa. Finalmente, espero que haja uma boa justificação para este plano voltar para cima da mesa. A ver vamos.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A cozinha e os bastidores

Sem se perceber muito bem a solução que se vai cozinhando nos bastidores dois indícios preocupantes vão ganhando alguma plausibilidade. Por um lado, o medo de ouvir os sócios. Os mesmos sócios que são os mais fiéis do mundo e a quem se apela para que vão assistir ao encontro com o Marítimo no domingo são os mesmos sócios que se receiam em sede de AG. O argumento do "clima de guerra civil" para não se realizar a AG no sábado é absolutamente inaceitável. Cabe à mesa da AG zelar para que a AG decorra com toda a normalidade e à direcção do clube e à própria SAD assegurar as condiões logísticas, nomeadamente de segurança, para o mesmo evento.
Em segundo lugar, a confirmar-se a demissão em bloco de todos os órgãos sociais do clube, este tem que entrar automaticamente em gestão corrente. É impossível que quaisquer planos de reestruturação financeira, ou outros, sejam levados a cabo por uma direcção demissionária. A ver vamos. Isto ainda não acabou e as possibilidades de se verificarem mais umas golpadas nos próximos tempos não são poucas.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Se quem ia pagar era o Dínamo de Kiev porque é que o Dínamo de Kiev estava preocupado com a situação financeira do Sporting?

ou, o enxovalho total. É seguir o link. Ontem à noite no Mais Futebol, na TVI24.

A mensagem de um dos membros do Conselho Leonino ao Conselho Leonino


"Caros Conselheiros,

Tenho assistido a diversos emails onde os meus caros estão indignados sobre a eventualidade de não se realizar um Conselho Leonino. O que diriam se fossem apresentados pareceres jurídicos no sentido de não se realizar o tal Conselho Leonino?

Como se sentiriam se não fossem ouvidos relativamente ao caos que se vive no Clube desde 1995, com o culminar neste mandato de Godinho?

Lamento que os distintos Conselheiros Leoninos não tenham estado presente para assistir a um dos actos mais vergonhosos da História do Sporting Clube de Portugal.

Após alguns pareceres jurídicos bem pagos e fundamentados onde se quer evitar a todo o custo dar a voz aos Sócios.

Assisti ontem à cultura do medo orquestrada e coordenada, com o mesmo objectivo de evitar a realização da Assembleia Geral. Há muito tempo que todos sabemos que a Direcção controla grupos de adeptos através da oferta de bilhetes e demais regalias. Ontem tivemos elementos que usaram do insulto e da coacção, com a total conivência dos serviços do Clube.

Não existiu controlo de entrada aos sócios, a grande parte dos seguranças da prosegur contratados para esse dia misteriosamente não se encontravam no local onde se encontraram os desacatos. É fundamental averiguar perante o funcionário Eng Carlos Miguel quais foram as ordens que teve e para ele esclarecer a verdade do que aconteceu e quem esteve envolvido no “plano” de segurança para este dia.

Isto não é o Sporting e é fundamental para o futuro que a situação não passe em claro.

Relativamente ao discurso do Conselheiro Nicolau Santos, onde não quer ver o evidente e refere que são necessários “factos muito concretos e particularmente dolosos da instituição”.

Pergunto-lhe se estes factos isoladamente ou em conjunto não excessivamente concretos e particularmente dolosos:

Demissão do Vice-Presidente da Direcção Carlos Barbosa;

Demissão e imputação de 7 crimes ao ex-Vice da Direcção e actual arguido Paulo Pereira Cristóvão;

Ausência de tomada de posição por parte do Sporting em relação à acusação feita a Paulo Pereira Cristóvão;

Demissão do vogal da Direcção Duarte Galhardas;

A queda de toda a estrutura para o futebol;

A contratação de 4 treinadores para época e meia de mandato;

Prejuízos de 46 milhões de euro em 2011/12, apenas na SAD. Após prejuízos de 44 milhões no ano anterior;

Um passivo consolidado e acumulado superior a 450 milhões de euro;

A ausência de rumo e projecto para inverter a situação financeira do Clube.

O património mais valioso do Sporting continua a ser os seus Sócios. Existe medo de ouvir os sócios?

Andamos há 17 anos a ouvir a história do “ou nós ou o caos”. Infelizmente para o Clube o nós e o caos são as mesmas pessoas.

Como em qualquer Instituição, sem RESPONSABILIZAÇÃO, nunca existirá futuro.

No universo Leonino e neste órgão há muitos responsáveis por acção e omissão do estado a que chegou o Clube.

Meus caros, cegos são aqueles que não vêm, mais cegos são aqueles que não querem ver as evidências.
O vosso vínculo não é em relação ao candidato A, B ou C. O vosso vínculo é com o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, ou com o que resta dele.

SL,

Luís Pires"

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A serenidade que se impõe

É difícil compreender o comunicado do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal rejeitando a marcação de uma Assembleia-Geral extraordinária, convocada pelos sócios. É difícil porque, em qualquer instituição com um minímo de dignidade, uma direcção com um desempenho como aquele que a de Godinho Lopes tem vindo a demonstrar já teria pedido a demissão e já se teria evaporado no anonimato, para evitar a vergonha de aparecer em público. Mas como se isso não chegasse, e depois de tudo aquilo que aconteceu e que não vale a pena relembrar porque é óbvio para todos, o Conselho Directivo resolveu entrar em guerra com a Mesa da AG. Os termos em que o comunicado é redigido são absolutamentamente lamentáveis. Cheio de julgamentos de intenções, a contestação à potencial convocatória de uma AG não só não se baseia num único facto como procura lançar lama para cima de todos aqueles que se encontram envolvidos no processo. Desde logo a Mesa da AG, o orgão máximo do clube. Mas não se fica por aí. Lança suspeitas, como se Godinho Lopes tivesse em condições de lançar suspeitas sobre quem for, sobre um candidato às anteriores eleições que tem todo o direito de participar, de corpo inteiro, em toda a vida associativa do clube. Mas pior de tudo, e como é típico de todos os autoritarismos e irracionalismos, confunde mais de um milhar de sócios do Sporting como uma seita, que conspira insidiosamente para destruir o clube por dentro. E a essa suposta seita opõe "todos os sócios, adeptos, funcionários e atletas do Sporting Clube de Portugal" apelando "para que mantenham a serenidade que se impõe e para que continuem a apoiar as equipas do nosso Clube". Pelos vistos há mil sócios do Sporting, ou mais, que não são sportinguistas. São o inimigo interno que urge destruir. E com ele, todos os seus apoiantes. Sejam eles órgãos democraticamente eleitos do clube, candidatos eleitorais ou comentadores. O Sporting é Godinho Lopes e José Maria Ricciardi. Todos os outros são, para o Conselho Directivo, os inimigos.

Em baixo uma cópia do comunicado. Para que não desapareça nem seja esquecido

«O Comunicado hoje divulgado pela Mesa da Assembleia Geral consubstancia uma atitude que, no entender do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal, viola claramente o que está estatutariamente definido para a convocatória de uma Assembleia Geral Extraordinária.

Consequentemente, esta atitude configura, no entender do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal, uma posição parcial, não isenta, na linha de outras publicamente assumidas por membros da Mesa da Assembleia Geral, inquestionavelmente colados a um ex-candidato. A Mesa da Assembleia Geral deve ter independência e equidistância para com todos os sócios do Sporting Clube de Portugal.

De todos os pressupostos exigíveis para a marcação de uma Assembleia Geral com estas características não há um só que se verifique: justa causa, pagamento do custo integral da sua realização e verificação de toda a documentação. Esta violação dos estatutos e da lei não deixará de merecer a resposta adequada.

Os valores de transparência, isenção, imparcialidade, independência, solidariedade institucional, que deveriam ser apanágio da MAG são mais uma vez colocados em causa, mostrando-se indiferente ao actual momento próprio para transferência de jogadores, a uma necessária, histórica e decisiva reestruturação financeira do Clube e da Sporting SAD, a uma campanha de Sócios e recuperação da equipa principal de futebol sob o comando do prof. Jesualdo Ferreira.

Esta indiferença da MAG chega ao ponto de, desde que a equipa está a ganhar, ter faltado a todos os jogos, numa clara manifestação de alheamento e incómodo face à evidente recuperação da equipa.

O Conselho Directivo solicitou, com carácter de urgência, ao Conselho Fiscal e Disciplinar um parecer sobre os factos em apreço, aguardando serenamente a sua divulgação.

O Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal tem como dever zelar e proteger o Clube, seja de quem for. E garante a todos os sócios e adeptos que, com elevado sentido de responsabilidade, continuará a assegurar a estabilidade e o regular governo e funcionamento do clube em todas as suas vertentes.

Apelamos a todos os sócios, adeptos, funcionários e atletas do Sporting Clube de Portugal para que mantenham a serenidade que se impõe e para que continuem a apoiar as equipas do nosso Clube.

22 Janeiro de 2013

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Gangsta Rap

Um dos problemas da "crise" do Sporting é que, mesmo que não queiramos, ela faz equivaler Sporting Clube de Portugal com a sua secção de futebol. Noutras modalidades profissionais, como o andebol e o futsal as coisas não correm terrivelmente. No atletismo, o desinvestimento em atletas e equipamentos levou a uma degradação de resultados. Na prática desportiva, o Sporting perdeu praticantes e chegou mesmo ao disparate de permitir a uma empresa privada abrir um ginásio nas suas instalações. Enfim, há problemas mas nada de francamente irresolúvel. Mas a verdadeira e inultrapasável crise está mesmo no futebol, e apesar de tudo ela vai afundando consigo outras áreas do clube E por mais que dê voltas à cabeça só os WU-Tang Clan é que oferecem uma resposta. É o guito. Transferências, transmissões e trafulhifes patrimoniais diversas. Só devolvendo o controlo destes fluxos aos sócios é que o clube se pode salvar. Como temos todos os dias oportunidade de verificar, a prometida transparência resultante da constituição de uma sociedade anónima terá sido a maior de todas as fraudes associadas ao projecto Roquette. As contas da sociedade mantêm secretas, no que concerne ao essencial, e os sócios do clube nunca mais puderem saber nada. Tiraram-nos o clube para nos oferecer crises. Prometeram-nos transparência para nos dar desprezo.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

AG, domingo às 17

A simples existência da SAD retira grandes possibilidades de debate das contas em sede de AG do clube. Vamos discutir os 3 milhões de prejuízo do clube. Os 45 milhões de prejuízo da SAD ficam com com os accionistas. Quem é que disse que as Sociedades Anónimas iam trazer maior transparência à gestão dos clubes desportivos em Portugal? De qualquer forma, fica aí a convocatória.

Nos termos do disposto nos artigos 43.º, 49.º, alínea b) e 32.º n.º 1 dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral Comum do Sporting Clube de Portugal para reunir, no dia 30 de Setembro de 2012, pelas 17.00 horas, no Multidesportivo do Estádio José Alvalade, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

 Ponto Um: Discutir e votar o relatório de gestão e as contas do Sporting Clube de Portugal, respeitantes ao exercício findo em 30 de Junho de 2012, elaborado pelo Conselho Directivo e acompanhado do relatório e parecer do Conselho Fiscal e Disciplinar, nos termos do artigo 42.º, número 1 alínea j) dos Estatutos.

Ponto Dois: Ratificação, para os efeitos previstos no artigo 26.º dos Estatutos, da deliberação do Conselho Directivo de 13.7.2012, para atribuição da designação de «Pavilhão João Rocha» ao pavilhão multidesportivo a construir pelo Sporting Clube de Portugal na zona do antigo Estádio José Alvalade.

 Ponto Três: Ratificação da cooptação, pelo Conselho Directivo, dos senhores José Manuel Silva e Costa, sócio número 17.008 e João Pessoa e Costa, sócio número 5.387, para os cargos de vice-presidentes do Conselho Directivo em substituição dos renunciantes, ao abrigo do disposto no art.º 56 n.º 4 dos Estatutos, na versão vigente em 22 de Julho de 2011, por força do art.º 69 n.º 2 dos Estatutos, disposição aprovada na Assembleia Geral Extraordinária de 23 de Julho de 2011.

 Ponto Quatro: Atribuição, nos termos previstos no artigo 26.º dos Estatutos, da designação de «Centro de Alto Rendimento Mário Moniz Pereira» ao Centro de Alto Rendimento de Atletismo a construir pelo Sporting Clube de Portugal no Complexo Desportivo de Odivelas.

 Ponto Cinco: Deliberar, nos termos do disposto no artigo 42.º, números 1, alínea n) dos Estatutos, sobre a revogação do direito de superfície constituído pela Câmara Municipal de Lisboa (adiante CML), a título gratuito, a favor do Sporting Clube de Portugal, pelo prazo de 50 anos, sobre uma parcela de terreno para construção com a área de 5.777,91 m2, sita à Avenida Padre Cruz, freguesia de Lumiar, destinado à construção de um parque de estacionamento automóvel alternativo, com capacidade para 600 veículos, através de construção de estrutura metálica amovível e sobre a constituição, nos termos previstos para aquele direito de superfície, de direito de superfície sobre parcela de terreno, com a área de 2.726,00m2, o prédio sito em Campo Grande, descrito na Conservatória do Registo Predial sob os nºs. 1526, 1046 e 1533, da freguesia de Campo Grande, com a área de 2.287,00 m2, e o prédio sito em Campo Grande, com a área de 3.200m2., pelo prazo de 50 anos, contados desde 20.12.2002.

 Ponto Seis: Deliberar, nos termos do artigo 42.º, número 5, dos Estatutos, sobre a constituição de uma Comissão de Acompanhamento do início do processo e o desenrolar da obra a construir no âmbito da parceria estabelecida com a Câmara Municipal de Odivelas.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Convocatória Assembleia Geral

CONVOCATÓRIA ASSEMBLEIA GERAL
Nos termos dos Estatutos, nomeadamente dos artigos 53º, nº 1a), 49º, alínea a), 50º nº1
a), convoco a Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal para reunir, no dia 30 de
Junho de 2012 (Sábado), pelas 17.30 horas, na sede do Clube, no Auditório Artur
Agostinho
, com a seguinte ordem de trabalhos:

(...)
Ponto Dois: Deliberar, nos termos do nº 1, alínea n) do artigo 42º dos Estatutos, sobre a
aquisição à Câmara Municipal de Odivelas, pelo prazo de vinte anos a contar da data da
respetiva escritura publica de constituição, do direito de superfície sobre os imóveis a
seguir identificados:
a) Parcela de terreno sita na Quinta do Porto Pinheiro, na freguesia e concelho de
Odivelas, com a área de 57.435,08 metros quadrados, descrita na Conservatória
do Registo Predial de Odivelas, sob a ficha número 4452, da freguesia de Odivelas
e inscrita na matriz predial urbana sob o artigo 12670 da referida freguesia, cujo
valor patrimonial é de nove milhões, quatrocentos e cinco mil trezentos e dez
euros e o valor superficiário de cinco milhões, seiscentos e quarenta e três mil
cento e oitenta e seis euros;
(...)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Cábula para a AG

A extraordinária multiplicação de acontecimentos, eventos, fenómenos e epifenómenos associados ao Sporting Clube de Portugal nos últimos dias relegou para um segundo plano a decisiva AG de amanhã. Meias-finais europeias em três modalidades, contratação de jogadores, entrevistas de dirigentes, escândalos que nem sei sei como classificar, golos e vitórias saborosas colocaram o clube num turbilhão difícil de controlar. Se tudo isto influencia os resultados das decisões que os sócios amanhã terão que tomar, penso que é essencial recordarmos que apesar de relacionados entre si estes fenómenos são também independentes uns dos outros. Ceder a qualquer tipo de chantagem, "se não aprovarem o empréstimo e a passagem do estádio para a SAD vendo o Capel, e o Insúa e o Rui Patrício", é meio caminho andado para se tomarem más decisões. E não nos esqueçamos, foram prometidos 100 milhões de euros no início da época para reforços e para sustentar uma aposta de médio prazo num novo plantel. Ora, se Godinho afirma convictamente que noutras circunstâncias convocaria eleições antecipadas, poucas circunstâncias serão mais decisivas para qualquer clube do que a alienação do seu próprio estádio. É pena que essa estratégia não tenha sido afirmada durante a última campanha eleitoral. Queria ver os resultados de uma lista que dissesse o seguinte: vamos contratar trinta milhões em jogadores e se os resultados desportivos não corresponderem ao esperado alienamos o estádio para pagar as contratações que vamos fazer com dinheiro que não temos e que esperemos que corram bem.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Assembleia-Geral, hoje, Terça-Feira dia 28 de Junho

Como o Yazalde já havia indicado lá em baixo, hoje é dia de Assembleia-Geral. Três pontos em discussão: 1 - O orçamento para o próximo ano; 2 - A criação de uma fundação (?!?!?!?!?!?); 3 - A mudança de nome do auditório de imprensa.
Devo referir que tudo isto me merece a maior desconfiança. Se até estou disposto a dar o benefício da dúvida no primeiro ponto, a criação de uma fundação assim, a papo seco, sem discutir com ninguém e sem avisar ninguém parece ser mais um esquema manhoso daqueles a que muitas das figuras que integram esta direcção já nos habituaram. Então leva-se assim para Ag a criação de uma fundação associada ao clube sem mais nem menos? Sem qualquer esclarecimento prévio quanto às competências e funções da nova instituição? É ir lá para ver o que se passa.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Diz-me com quem andas dir-te-ei que paz é essa

Nos finais de noventa, Roquete já dizia: Vem aí uma nova era, o futebol precisa de credibilidade, não podemos denegrir a sua imagem e entrar em guerras. Era um tipo pragmático e programático: o ideólogo do grande filão por explorar que era o futebol, cotou o Sporting na II Divisão da Bolsa e, esperançado numa promoção, queria pouco barulho para dar um ar mais respeitável à bola, pois o Sr. mercado não gostava de peixeiradas.

Em 2004, Pedro Aleixo Dias, Sénior Partner da BDO (empresa que assina as auditorias à SAD), já dizia: "As SAD têm 6-7 anos. Este modelo de gestão está esgotado. É insustentável. Quem perde nisto tudo são os accionistas."
Com o novo estádio, a estratégia passava agora pela maximização dos factores de receita: Direitos de publicidade, merchandising, licenssements, etc (perdoem-me o francês); direitos de utilização de lugares de bancada, novos públicos corporate e afins. José Espírito Santo Ricciardi, à altura membro do conselho fiscal, defendia então "só pode haver disputa dentro das quatro linhas" como medida englobada naquela estratégia [O Jogo, 26/03/04].
E nisto, higienizar o estádio, docilizar o público, erradicar o disruptivo, para não assustar o novo segmento (perdoem-me o português). Como o Sporting real é outro, mais uma vez, a coisa não correu como esperavam. Não obstante, manteve-se a postura de consentimento, mesmo depois do escândalo do Apito Dourado cujas escutas foram, já antes, todas elas transcritas e publicadas e eram, pelo menos, do conhecimento dos dirigentes. Nascia o dirigente tótó.

Em 2010, depois da escutas chegarem a toda a gente em formato original, Oliveira fantoche e Costa, que me garantem, amigos de confiança, representar o Sporting, em directo na TV dizia: "não lavo a cara com água do bidé". Quanto a isto o Zé Diogo Quintela disse tudo aqui.

Dois dias depois do Costa, o presidente do clube vem dizer: "..quem não defende sempre a guerra não é um totó". Dirá, portanto, o presidente, que defender os sportinguistas, enganados e roubados pela corrupção desportiva..., que gerir eficazmente a reputação, as tradições, as expectativas e o bom nome do clube e seus funcionários significa... estar calado? Um presidente que confunde o essencial conflito clubístico com guerra; que só conhece o 8 e o 80; que guarda as munições todas para consumo interno. Que dez anos depois, nem percebe que neste meio para se ter sucesso não basta gerir activos (nem isso..), mas sim saber gerir isto. Um presidente que impõe valores pessoais como valores sportinguistas e uma turma de amigos que só debita hipocrisia.

O Sporting que hoje temos é em boa medida o Sporting por que lutaram: às terças e quintas dando uma de aristocrata finório, pugnando pela paz oca, sabe-se lá bem em nome de quê e de quem; mas, em matéria interna, à segunda e na quarta-feira, solta-se o verniz e é ver a peixeirada vergonhosa do presidente da Mesa da Assembleia Geral, revoltado por a Sic informar os teleespectadores da existência de uma AG do clube (!!!), num programa onde ainda lhe pagam para fazer aquelas figuras. Nada surpreendente aliás vindo quem ainda há pouco tempo defendia acabar com a participação dos sócios nas AG passando a estes a serem representados pelo Conselho Leonino.

Os resultados e o resto, enquanto não vai sendo alienado, estão à vista.

Como vovó já dizia, quem não tem visão bate a cara contra o muro..

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Assembleia Geral do Clube dia 13 Outubro

Onde: Auditório do Estádio José Alvalade
Quando: dia 13 de Outubro às 20h (dia de Nossa Srª de Fátima, porque só um milagre nos poderá salvar)
Quanto: sócios efectivos com quota de Setembro (votantes apenas os sócios > 12 meses)
Pontos: 1. discussão e votação do relatório de gestão e das contas respeitantes ao exercício findo em 30 de Junho de 2010; 2. discussão e votação do relatório e parecer do Conselho Fiscal e Disciplinar.

A AG é o local indicado para mostramos a nossa indignação relativamente aos resultados desportivos, e às últimas "manobras de diversão" desta gestão ruinosa! Temos todos de comparecer! Não FALTEM!

Na última assembleia (9 Setembro) foi aprovada a venda da academia para a SAD, ficando hoje oficializada por 23,67M€... triste notícia.

sábado, 3 de julho de 2010

O estalar do verniz

A Assembleia-Geral que se realizou na passada quarta-feira foi uma AG histórica e pena é que os níveis de participação que se observaram nos últimos anos não se tenham mantido para esta AG. Em causa estava a aprovação do orçamento para a época 2010/2011 e a cooptação dos novos membros do Conselho Leonino e de Nobre Guedes, aliás Castro Guedes, para o Conselho Directivo. E a que é que se assistiu? Bem, o orçamento passou com cerca de 65% de votos favoráveis, 28% votos contra e 7% de abstenções. A prenda de anos do conselho directivo para o Sporting Clube De Portugal foi o "Trespasse da Academia e cedência do respectivo contrato de Leasing para a Sporting SAD a realizar em 01 de Julho de 2010". Os votos de um feliz aniversário, portanto. Para além desta vergonha, e entre inúmeros episódios, destaco mais um dos efeitos perniciosos da simples existência da SAD: o orçamento do Sporting Clube está neste momento reduzido a cerca de 16 milhões de euros e no relatório e contas o futebol, isto é, a SAD está completamente ausente, CMVM oblige. Portanto, doravante o futebol torna-se inexcrutinável pelos sócios do clube, que no relatório e contas não tiveram também direito a qualquer esclarecimento sobre a situação das empresas nas quais o Sporting detém participações. Resultado: 35% dos votos não foram favoráveis ao orçamento apresentado. Quem é que se lembra de um valor destes na história não só do Sporting mas do futebol português? Já Castro Guedes foi aprovado por ainda menos gente: 50%.
Por fim, aquela que começou por ser uma pacífica assembleia-geral acabou em quase estado de guerra civil com Dias Ferreira e Bettencourt a sistematicamente serem rudes, mal-educados e desrespeitosos para os sócios. Isto é, os sócios interessam à SAD enquanto clientes, veja-se a nova campanha das Gameboxes centrada em torno da ideia do amor à camisola, mas enquanto parceiros na governação do clube parecem ser um empecilho. O ar de frete de Bettencourt não enganava. Aquilo a que em dia do aniversário do clube se assistiu no auditório de Alvalade foi uma vergonha. Pelos vistos continua. Vamos aguardar pelos acontecimentos das próximas horas.

O momento da noite: Muitos momentos memoráveis numa AG histórica. Um deles foi quando Dias Ferreira do alto do seu racismo de classe perguntou a um sócio o significado da palavra falacioso, que este havia utilizado para descrever as justificações que Dias Ferreira dava para os procedimentos da AG. Mas o grande momento da noite foi quando Bettencourt disse qualquer coisa do género "no Benfica uma coisa destas era aprovada em 10 minutos" referindo-se à trabalheira que deu e vai dando a tentativa de alienar a Academia de Alconhete. Largas secções da AG responderam com um sonoro "Vivó Benfica!".